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Archive for 9 de junho de 2010

A pausa do Brasileirão faz pensar, Palestrinos.

Claro que quase todas as atenções do mundo estão voltadas para a Copa do Mundo, mas é impossível esquecer o nostro Verdão e o que está acontecendo nele. Chegou Kléber, voltou a FIAT, o Palestra já está em reforma, fala-se em Felipão, Valdivia e Ricardo Oliveira, mas… sabemos que nostra ferida é mais profunda.

E é praticamente conscenso que o nostro maior câncer é a própria desorganização da nostra diretoria. Vocês sabem disso. Quando o sapo gordo foi expulso do poder e Della Monica chegou – sendo sucedido por Belluzzo – parecia que isso iria terminar. Mas já vimos que, infelizmente, esta não é verdade.

Ainda somos regidos por velhos (em idade ou mentalidade) que só pensam em seus umbigos e fazem uma guerra sem fim entre situação e oposição. Ainda que isso custe tudo, inclusive atrasar o progresso do clube.

E foi lendo o livro “A Bola Não Entra Por Acaso” que percebi que existem muitas mudanças a se fazer. Mas a principal delas é a de mentalidade (e, consequentemente, de estrutura). Ferran Soriano, o autor da obra, foi um dos grandes responsáveis pela revitalização do Barcelona no ano de 2003 – quando o Barça tinha uma dívida gigante, perdia quase tudo para o Real e estava em baixa – e conta boas histórias.

Em suma, o que eles fizeram de mais importante foi tratar o clube como um negócio sério. Não estou falando de vender o time (como fazem na Inglaterra), nem de achar que um clube de futebol é uma empresa (afinal ele não é feito pra lucrar, mas sim para ganhar e gastar o que ganha em melhorias, num ciclo natural), porém de tratá-lo com a seriedade necessária.

No Palmeiras tudo é muito amador. Parece que diretores, apesar de remunerados, tratam o Verdão como um serviço beneficente feito por paixão, quase um hobby. E não tem que ser assim. Não pode ser assim. É preciso pessoas preparadas e qualificadas, independente de serem palmeirenses ou não. Quem vive só de amor ao clube somos nós, não os profissionais pagos por nós.

Enquanto pegarem ex-jogadores para gerirem tudo porque têm “vivência no futebol” e italianos que só estão lá porque são torcedores, a coisa não anda. É difícil engrenar no achismo, no chute, no amadorismo. É necessário uma equipe que trabalhe por e pelo Palmeiras integralmente.

É preciso ver maneiras de quitar gradualmente nostra dívida (o Barcelona não quitou até hoje, mas diminuiu radicalmente, principalmente com gastos tolos), é necessário investir com inteligência na base (porque você investe em 100 garotos pra achar um Messi), ter um planejamento de elenco (com perfil de jogadores, não apenas pensando neles como máquinas de jogar), etc.

Eu sei que não estamos na Espanha, mas ler este livro só me faz ver o quão amadores somos. E é possível melhorar, basta querer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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