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Archive for novembro \29\UTC 2010

Brasileirão, Palestrinos…

Prometi que não voltaria a este tema, mas, depois do ocorrido neste domingo, achei necessário.

Não que eu discorde do resultado final da partida (também fiquei aliviado ao ver o resultado na TV). Discordo apenas do comportamento da maioria da torcida que foi até lá. A torcida que, dessa vez, jogou contra.

Respeito quem pagou o ingresso. Respeito quem se dirigiu até um estádio de tão difícil acesso. Respeito quem teve forças para sair de casa após quarta-feira. Mas, ao menos pra mim, quando você se dispõe a ir a um jogo de futebol do seu time de coração, se dispõe a fazer isso esperando a vitória. Não importa a situação, não importa o adversário, não importa o campeonato.

Se quer que o time saia derrotado, fique em casa. É simples assim.

Ir até o estádio para jogar contra o Palmeiras é uma estupidez sem tamanho. Deixar de comemorar o golaço do Dinei (por pior que ele seja), xingar o Deola por fazer defesas incríveis, pressionar a equipe pedindo a ‘entrega’… nada disso me entra na cabeça!

Repito: não é demagogia. Eu assisti ao jogo da gambazada na Globo, torci pelo Vasco e me deu um alívio saber que o Fluminense e o Cruzeiro também haviam vencido ao final da rodada. Contudo, eu fiquei na minha, fiquei no sofá, curti de longe. Se algum torcedor tinha que ir ao jogo ávido pela vitória carioca, este era o torcedor do Flu, não o nosso.

Como explicar para aquele japonesinho do jogo de quarta que a torcida que deu um show de vibração diante do Goiás, agora pedia que o time perdesse? Para mim, não existe resposta. Por isso falo vitorioso que eu não estava lá.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Assistam a este vídeo, Palestrinos: http://migre.me/2vEII.

Agora respondam: quem é que não gosta de Felipão?

Ele é carrancudo, faceiro, até um pouco mal educado, mas é uma das poucas figuras genuínas do futebol. Na vitória ou na derrota, com erros ou acertos, falando sério ou dando migué, Felipão é sempre um porto seguro para todo nós.

Confesso que tive medo que este episódio do jogo de quarta, com o garotinho em prantos, fosse transformado em marketing pela diretoria do Palmeiras. Afinal de contas, querendo ou não, a imagem correu o mundo e poderia ser transformada até em plataforma eleitoral. Me dá nojo só de pensar.

Mas, graças a San Genaro, Scolari conduziu o encontro de maneira exemplar. Tal qual fez com Enzo, depois daquele jogo épico diante do Flamengo pela Copa do Brasil, nostro comandante deu um exemplo de gigante. Pediu desculpas ao garoto, deu conselhos sobre a vida e fez o mais importante: transformou a frustração de um garoto de 8 anos em orgulho.

Não tenham dúvidas que Dudu (é esse o nome do japonesinho) acabou de se tornar um verdadeiro embaixador do Verdão. Que vai levar essa paixão até os 108 anos de idade. Que vai contagiar irmãos, primos, amigos. Que aquele garoto vai se tornar um Palestrino de respeito.

E eu, que digo sem a menor vergonha que andei criticando muito o trabalho do técnico Felipão (e não mudo em nada o que disse quanto a improvisações, substituições e a indicação do gênio Rivaldo), acabo de perceber que isso é o de menos.

Sorriam, amigos, Felipão é humano.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Passou, Palestrinos…

A ferida ainda arde quando esbarramos em alguma lembrança referente à noite de quarta, mas o processo de cicatrização está em andamento. A dor, a decepção, a noite mal dormida, o choro copioso do garotinho, a Copa Sulamericana, tudo vai virar passado.

Só que é nostro dever de torcedor pensar no futuro.
Afinal, não dá mais para se conformar com a mediocridade.

Independente de termos uma história de glórias, os últimos dez anos foram inaceitáveis! Não porque não ganhamos muitos títulos – isso é do futebol, é do esporte como um todo -, mas porque estamos sendo administradoss por amadores. E já faz muito mais de uma década!

Nós simplesmente nos acostumamos.

Sem desmerecer o que fizemos dentro de campo, é bom lembrar que os anos 90 foram de glórias porque conseguimos uma parceira que não só injetou dinheiro, como injetou profissionais capacitados para gerir o Palmeiras. Ali, apesar do conhecido câncer chamado Mustafá Contursi, vivemos um período mágico por sermos bem administrados.

E nos acostumamos.

Quando o sapo gordo saiu e Della Monica entrou, nostra esperança pós-Série B voltou. Voltou, engasgou, mas quando Belluzzo entrou na transição seguinte, vibramos novamente com a chance de ter um grande comandante. Gerir futebol, porém, é bem diferente de gerir um escritório de advocacia ou uma consultoria empresarial. Você não ama seus clientes, mas ama o seu time. Foi aí que Belluzzo se perdeu e que nós ficamos novamente na mão.

Novamente nos acostumamos.

Agora, com as eleições chegando em janeiro, o cenário não é menos desesperador: Palaia retrógrado de um lado, Tirone “Contursi” do outro e Paulo Nobre no meio do muro. Não tem pra onde correr, percebem? Nostra cúpula é formada em sua maioria por senhores desatualizados, enraizados por correntes políticas, sem livre pensar. São fantoches de mãos poderosas.

Percebem o tamanho do problema?
Percebem que o futuro já nasce comprometido?
Percebem que não podemos nos acostumar com isso também?

Repito: não estou falando de títulos. Porque quando se é um time grande, eles vêm, é mais do que natural. Nostro problema é bem maior, é uma administração falha, uma coisa que já vem de anos e anos. Mas o caso é desesperador, é frustrante, é inaceitável! Me dá vontade de abrir a janela e gritar, me dá vontade de chutar a cadeira como fez o já famoso japoneisinho flagrado no jogo de quarta.

O problema é que isso não resolveria nada. E, na verdade, eu não sei como resolver. Me desculpem, aliás, por escrever tudo isso sem ter uma solução. Eu nem entendo tanto da política interna do Verdão para saber quem é ruim e quem é bom. Só sei que, de bom mesmo, só temos a nostra torcida. Nostra massa alviverde, nostra voz que tanto canta e que tanto vibra.

E talvez sejamos nós que tenhamos que encontrar a solução para este buraco. A Rádio Mondo Palmeiras, através de Miguel Nicolelis e Roberto Gianetti, sugeriu o voto direto para presidente do clube. E é muito interessante, confesso, se conduzido da maneira correta. Mas se já erramos tantas vezes com presidentes da república, quem garante que saberemos também escolher o presidente da nostra república verde?

Não quero que, tal qual um clube inglês, nostra Sociedade Esportiva seja tomada por um empresário maluco. Não quero pertencer a Traffic, Sonda ou qualquer outro conglomerado. Não quero que a nostra paixão fuja de nossas mãos!

Entre essa indefinição, reformulação do elenco e críticas, confesso estar perdido. Mas cheio de vontade de ajudar da maneira que puder. Sugiro procurarmos a solução. Se você tiver uma idéia, por favor, mostre-a! Seja pra mim, para o Verdazzo, o Forza Palestra, a Rádio Mondo Palmeiras, pra quem for. (eu não os conheço, mas admiro estes espaço e tenho certeza de que eles partilham do meu desespero)

Enfim, vamos salvar o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O que te faz ficar assim, Palestrino?

O que te faz chegar mais cedo no trabalho para conseguir adiantar todo o serviço e não chegar atrasado?

O que te faz encarar trânsito, chuva, sol, ônibus, trem, metrô e longas caminhadas?

O que te faz ficar ansioso durante semanas?

O que te tira a fome?

O que te faz gastar um dinheiro muitas vezes suado para assistir 90 minutos?

O que te faz juntar amigos de décadas em um só lugar, em uma só noite?

O que te faz perder a voz, a paciência, a razão?

O que te faz perder o sono?

Para todos nós, os 15 milhões de guerreiros, o que faz e sempre fez valer o sacrifício é a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Foi ela quem me fez ir até o Pacaembú às 22h de uma quarta-feira, com o joelho recém-operado, encarar fila, gritar e pular em uma perna só. Foi ela quem fez você também ir ao Pacaembú ou colar na TV, no radinho de pilha, no computador.

Foi somente o Palmeiras, e não aqueles que vestem a nostra vitoriosa camisa nem os que fingem administrar nostra paixão.

Portanto, a vergonha não é minha, não é sua, não é do maior campeão do século XX. A vergonha é de diretores e jogadores que conseguiram deixar de cabeça baixa o maior troféu que este clube pode ter. O troféu que não fica em prateleiras reluzentes, mas em arquibancadas. Que não acumula pó, mas acumula vozes. Que não se esquece, mas se faz lembrar.

Nós somos o único troféu do Palmeiras.
Um troféu que esse bando que entrou em campo hoje não merece ter.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Teve jogo domingo, Palestrinos?

É parodiando nostro impagável Felipão, que eu começo este post com cara de decisão. Amanhã, no Pacaembú lotado, às 22h, estaremos todos empurrando o Verdão rumo a final da Copa Sulamericana.

Afinal, este é o torneio que nos importa este ano. E não adianta a gambazada chorar: estamos escalando a equipe reserva já faz algumas rodadas e, mesmo que não estívessemos, o problema é todo deles. Estamos nos poupando para garantir uma vaga na Libertadores e começar 2011 com mais esperança.

Até eu, que não jogo, passei por uma artroscopia no joelho direito na última sexta e me poupei de assistir o duelo diante do Atlético/MG. Amanhã, no entanto, estarei no estádio municipal para incentivar o nostro esquadrão.

Esquadrão, aliás, que deve contar com a mesma formação do primeiro jogo diante do Goiás – o que nos faz crer que vamos sofrer ao menos um pouco. Mas é assim que é, amicos, “Felipão way of life”. E não vou ser eu a duvidar de quem já ganhou tudo que podia, não é mesmo?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Graças a San Genaro, saiu tudo como previsto, Palestrinos!

Um jogo feio, amarrado, catimbado, cheio de faltas, com emoção até o fim e com o tão importante gol fora de casa. Ontem, no Serra Dourada, não só batemos o Goiás por 1 a 0 – graças ao abençoado pé de Marcos Assunção -, como estamos muito perto da finalíssima da Copa Sulamericana. Vamô, Verdão!

O JOGO
O início de jogo do Palmeiras foi perfeito. Diante de um time com três zagueiros e dois volantes, marcamos no campo de ataque e forçamos o chutão pra frente, armando uns 15 minutos de pressão. O problema foi que, mais uma vez, apenas Assunção tentava chutar e, de tanto tocar, chamamos o Goiás para o nostro campo.

Foi então que começou um show de bico pra frente e de faltas. Kléber brigava sozinho no ataque, Luan corria por ele e por Gabriel Silva, Lincoln sumia na marcação e o Palmeiras mais brigava do que jogava. Assim, as únicas chances do 1º tempo, para as duas equipes, saíram em bolas paradas.

No início da segunda etapa, no entanto, o nostro Kid Bengala acertou mais um de seus chutes incríveis do meio da rua e abriu o placar para a nostra alegria. Um golaço! Com este resultado, o ideal seria cozinhar o adversário e sair nos contra ataques. O que aconteceu, porém, foi o tradicional sufoco ‘felipônico’.

Enquanto nostra zaga sofria para tentar abafar um bombardeio aéreos, Felipão resolveu dificultar ainda mais a nostra vida: tirou Tinga e Lincoln para a entrada de Pierre e Leandro Amaro. Então não passamos mais do meio-de-campo e sofremos até o último segundo para segurar o resultado.

O MELHOR E O PIOR
Pelo gol decisivo, impossível não apontar Marcos Assunção como o melhor em campo. O destaque negativo, mais uma vez, foi Márcio Araújo, que nem atacou nem defendeu pelo lado direito.

LUAN E TINGA CRESCENDO, LINCOLN CAINDO
Se houve alguém que tentou fazer algo de criativo ontem em campo, este alguém foi Tinga. Driblou, pressionou, foi pra cima e até merecia ter ficado até o final para puxar contra ataques. Outro que continua encantando pela vontade, apesar da pouca técnica, é Luan: nostro camisa 21 não parou um segundo e mostrou que é pau pra toda obra.

Já o nostro teórico ‘maestro’, Lincoln, mais uma vez foi mal. Lento e disperso, foi anulado pela marcação do fraco Carlos Alberto e nem de longe substituiu Valdívia a atura. Se continuar assim, vamos sofrer ainda mais.

NÃO RECUA ASSIM, FELIPÃO!
Eu juro que entendo o estilo do Felipão. Entendo a desconfiança com o time, a precaução, até entendo que ele reforce a marcação quando o jogo está acabando. Mas exterminar qualquer chance de contra ataque antes dos 30 minutos do segundo tempo já é demais. Não precisa disso! Tirando nostros homens de meio, você só chamou o Goiás pra cima.

Mas é assim que é. E que continue sendo sempre. Magra ou gorda, o que importa é a vitória.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou mais um dia de decisão, Palestrinos!

Hoje, em Goiânia, às 22h, iremos começar a brigar por uma vaga na final da Copa Sulamericana diante do verde falsificado do cerrado. E não se enganem quanto ao que teremos pela frente: será pedreira.

Eu sei que os caras estão quase caindo no Brasileirão. Eu sei que o time deles é mais fraco que o nostro. Eu sei que temer o Rafael “She-Ra” Moura é uma piada. Mas, quem conhece o Felipão, sabe que o sofrimento acompanha cada jogo que fizermos. Pode ser contra o Boca ou contra o Sucre. Ou vocês já esqueceram o sufoco que foi o segundo tempo no Pacaembú semana passada?

Estamos seguindo os passos da Mercosul de 1998, quando o elenco ainda estava sendo montado para o ano seguinte. O time ainda oscila muito, ainda falha com freqüência, ainda recua quando não pode; porém, estamos indo, passando, classificando. E é isso que importa!

Hoje, no Serra Dourada, 1 a 0 é goleada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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