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Archive for 26 de novembro de 2010

Assistam a este vídeo, Palestrinos: http://migre.me/2vEII.

Agora respondam: quem é que não gosta de Felipão?

Ele é carrancudo, faceiro, até um pouco mal educado, mas é uma das poucas figuras genuínas do futebol. Na vitória ou na derrota, com erros ou acertos, falando sério ou dando migué, Felipão é sempre um porto seguro para todo nós.

Confesso que tive medo que este episódio do jogo de quarta, com o garotinho em prantos, fosse transformado em marketing pela diretoria do Palmeiras. Afinal de contas, querendo ou não, a imagem correu o mundo e poderia ser transformada até em plataforma eleitoral. Me dá nojo só de pensar.

Mas, graças a San Genaro, Scolari conduziu o encontro de maneira exemplar. Tal qual fez com Enzo, depois daquele jogo épico diante do Flamengo pela Copa do Brasil, nostro comandante deu um exemplo de gigante. Pediu desculpas ao garoto, deu conselhos sobre a vida e fez o mais importante: transformou a frustração de um garoto de 8 anos em orgulho.

Não tenham dúvidas que Dudu (é esse o nome do japonesinho) acabou de se tornar um verdadeiro embaixador do Verdão. Que vai levar essa paixão até os 108 anos de idade. Que vai contagiar irmãos, primos, amigos. Que aquele garoto vai se tornar um Palestrino de respeito.

E eu, que digo sem a menor vergonha que andei criticando muito o trabalho do técnico Felipão (e não mudo em nada o que disse quanto a improvisações, substituições e a indicação do gênio Rivaldo), acabo de perceber que isso é o de menos.

Sorriam, amigos, Felipão é humano.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Passou, Palestrinos…

A ferida ainda arde quando esbarramos em alguma lembrança referente à noite de quarta, mas o processo de cicatrização está em andamento. A dor, a decepção, a noite mal dormida, o choro copioso do garotinho, a Copa Sulamericana, tudo vai virar passado.

Só que é nostro dever de torcedor pensar no futuro.
Afinal, não dá mais para se conformar com a mediocridade.

Independente de termos uma história de glórias, os últimos dez anos foram inaceitáveis! Não porque não ganhamos muitos títulos – isso é do futebol, é do esporte como um todo -, mas porque estamos sendo administradoss por amadores. E já faz muito mais de uma década!

Nós simplesmente nos acostumamos.

Sem desmerecer o que fizemos dentro de campo, é bom lembrar que os anos 90 foram de glórias porque conseguimos uma parceira que não só injetou dinheiro, como injetou profissionais capacitados para gerir o Palmeiras. Ali, apesar do conhecido câncer chamado Mustafá Contursi, vivemos um período mágico por sermos bem administrados.

E nos acostumamos.

Quando o sapo gordo saiu e Della Monica entrou, nostra esperança pós-Série B voltou. Voltou, engasgou, mas quando Belluzzo entrou na transição seguinte, vibramos novamente com a chance de ter um grande comandante. Gerir futebol, porém, é bem diferente de gerir um escritório de advocacia ou uma consultoria empresarial. Você não ama seus clientes, mas ama o seu time. Foi aí que Belluzzo se perdeu e que nós ficamos novamente na mão.

Novamente nos acostumamos.

Agora, com as eleições chegando em janeiro, o cenário não é menos desesperador: Palaia retrógrado de um lado, Tirone “Contursi” do outro e Paulo Nobre no meio do muro. Não tem pra onde correr, percebem? Nostra cúpula é formada em sua maioria por senhores desatualizados, enraizados por correntes políticas, sem livre pensar. São fantoches de mãos poderosas.

Percebem o tamanho do problema?
Percebem que o futuro já nasce comprometido?
Percebem que não podemos nos acostumar com isso também?

Repito: não estou falando de títulos. Porque quando se é um time grande, eles vêm, é mais do que natural. Nostro problema é bem maior, é uma administração falha, uma coisa que já vem de anos e anos. Mas o caso é desesperador, é frustrante, é inaceitável! Me dá vontade de abrir a janela e gritar, me dá vontade de chutar a cadeira como fez o já famoso japoneisinho flagrado no jogo de quarta.

O problema é que isso não resolveria nada. E, na verdade, eu não sei como resolver. Me desculpem, aliás, por escrever tudo isso sem ter uma solução. Eu nem entendo tanto da política interna do Verdão para saber quem é ruim e quem é bom. Só sei que, de bom mesmo, só temos a nostra torcida. Nostra massa alviverde, nostra voz que tanto canta e que tanto vibra.

E talvez sejamos nós que tenhamos que encontrar a solução para este buraco. A Rádio Mondo Palmeiras, através de Miguel Nicolelis e Roberto Gianetti, sugeriu o voto direto para presidente do clube. E é muito interessante, confesso, se conduzido da maneira correta. Mas se já erramos tantas vezes com presidentes da república, quem garante que saberemos também escolher o presidente da nostra república verde?

Não quero que, tal qual um clube inglês, nostra Sociedade Esportiva seja tomada por um empresário maluco. Não quero pertencer a Traffic, Sonda ou qualquer outro conglomerado. Não quero que a nostra paixão fuja de nossas mãos!

Entre essa indefinição, reformulação do elenco e críticas, confesso estar perdido. Mas cheio de vontade de ajudar da maneira que puder. Sugiro procurarmos a solução. Se você tiver uma idéia, por favor, mostre-a! Seja pra mim, para o Verdazzo, o Forza Palestra, a Rádio Mondo Palmeiras, pra quem for. (eu não os conheço, mas admiro estes espaço e tenho certeza de que eles partilham do meu desespero)

Enfim, vamos salvar o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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