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Archive for dezembro \23\UTC 2010

Querido, Papai Noel…

“Querido Papai Noel,

Muito embora você use tradiconalmente as cores do Internacional, tenho certeza de que olha por todos os times. Assim sendo, gostaria de fazer alguns pedidos de presentes de Natal para um alviverde inveterado.

Antes de mais nada, ressalto que fui um ótimo menino em 2010. Mesmo sabedor do time medíocre que tínhamos, apoiei incondicionalmente a equipe em todos os campeonatos. Vesti literalmente o verde esperança. E mesmo com tantas decepções no ano, eu e todos os palmeirenses mantivemos nostro amor e orgulho intactos.

Por isso, a primeira coisa que lhe peço é organização. Que o presidente eleito em janeiro próximo seja o melhor possível, seja qual for, da situação ou oposição. Um grande clube começa a se organizar com um grande comandante e, afinal de contas, é ele quem vai nomear os diretores. Toda a parte política precisa remar na mesma direção.

O segundo pedido é bem mais complicado: gostaria que meu Verdão parasse de jogar dinheiro no ralo. Não peço Ronaldinhos Gaúchos, mas também não gostaria nada de ganhar mais Rivaldos. Os primeiros porque seria muito dinheiro empregado em incógnitas e os segundos porque não dispendem muita grana, mas têm retorno zero.

Em terceiro lugar, adoraria que nostro elenco tivesse mais “Espírito de São Marcos”. E não me refiro ao amor incondicional do nostro camisa 12 à equipe, isso é impossível, mas àquele espírito de quem honra a camisa que veste. Que sejam sinceros, voluntariosos, responsáveis.

Juro que é isso. Não estranhe o fato de eu não pedir títulos porque, entenda, o futebol é cíclico. Um dia se ganha, outro se perde, existem fases e fases. Um clube do tamanho do nostro não ficará tantos anos sem eles e, ainda que fique, nostra torcida permanecerá intacta. Agora, se puder fazer-nos sofrer menos, aceito de coração.

Abraços para todos aí na Lapônia, inclusive pros são-paulinos que movem seu trenó.

Até mais,
ROJAS.”

Siamo Palestra!

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E lá vamos nós novamente falar de política, Palestrinos.

Mas, dessa vez, prometo, o assunto nada tem a ver com as eleições de janeiro: quero falar de dinheiro. Nesta semana, pela 4ª vez no ano, o Conselho Fiscal do Palmeiras rejeitou as contas apresentadas pela atual diretoria. Ao tentar aprovar o balancete de novembro, com déficit de R$5 milhões, a conta bateu e voltou.

E, atenção, estamos falando só do mês de novembro. Estima-se que as dívidas do Palmeiras ultrapassem os 200 milhões de reais! Daí fica a grande dúvida: Belluzzo e sua turma são mesmo tão incompetentes?

Antes de mais nada, é bom dizer que a dívida do Palmeiras não tem dois, quatro ou seis anos de idade. Isso tudo é um acúmulo de décadas de descaso, especialmente as duas últimas (1990/2000), quando empregamos mal o dinheiro em caixa e geramos menos ainda. Só para efeito de comparação, quando a Parmalat deixou o clube, estima-se que houvesse mais de R$30mi em caixa.

Segunda coisa importante a se dizer: dever não significa necessariamente estar mal economicamente. Grandes empresas passam por períodos de dívidas para depois lucrar – isso se chama investimento. O que, já é bom enfatizar, é bem diferente de dever salários, por exemplo.

Quando o Barcelona investe em suas categorias de base, por exemplo, faz isso pensando no futuro; pensa em títulos, na venda de jogadores, etc. Quando o Santos investe altas quantias para manter um garoto de 18 anos chamado Neymar, faz isso sabendo que o retorno será muito maior no futuro. Quando a Red Bull monta um time no interior de São Paulo, faz isso pensando no lucro futuro com jogadores – além do maior conhecimento da marca no país.

Mas, entendam, isso não é simples. Após 111 anos de história, o Barcelona colocou um patrocínio em sua camisa porque suas dívidas já ultrapassam 400 milhões; para segurar Neymar, o Santos teve que procurar investidores e fatiar o lucro futuro; para dar asas aos seus lucros, a Red Bull investiu milhões em infra-estrutura.

Isso revela que, acima de tudo, é preciso inteligência.

E o que existe de inteligente em gastar dinheiro com Gioinos, Itamares, Dodôs, Missos, Tadeus e afins? Onde está a inteligência em pagar mais de R$14 milhões por um jogador de 27 anos como Valdívia? Qual a inteligência em deixar a sede social e o futebol do clube bebendo do mesmo caixa, se a reforma da piscina pode tirar dinheiro de transferências?

A grande verdade é que o Palmeiras mais “gasta” do que “investe”.

Porque o trabalho que vem sendo feito com a base nos últimos anos, com a construção do CT de Guarulhos e o investimento em comissão técnica de qualidade, é, sem dúvidas, um belo investimento. Mas, tentar contratar Ronaldinho Gaúcho com salários acima de R$1 milhão mensais, em um time que ficou devendo 3 meses de direito de imagem e só pagou os atrasados porque adiantou cotas de patrocínio, é uma burrice sem tamanho.

Ou você acha que Ronaldinho Gaúcho traria mais lucros para o Verdão do que para ele?

Antes de fazer planos dantescos, é preciso se planejar.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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A casa da Mamma Joana

Mas que cazzo que acontece no Verdão, Palestrinos?!

Nem nas férias do time a gente tem sossego… Como se já não bastasse a nostra diretoria sonhar com Ronaldinho Gaúcho e Adriano, esquecendo de reforçar o elenco com realidades, agora foi a vez de Valdivia abrir a boca e o microfone para polemizar.

E aqui fique bem claro uma coisa: não tenho nada contra o Mago nem contra o Felipão. Pelo contrário, aliás! Acho que o chileno é um excelente jogador (um dos poucos que podem desequilibrar) e confio totalmente nas decisões de Scolari como treinador. Mas, mais uma vez, ficou claro como o Palmeiras é mal administrado.

Primeiro porque esta tal carta de recomendações de fim de ano parece ser comum no meio do futebol (atualizando: fiquei sabendo que isso não é comum e que a carta foi apenas para ele e não para o grupo, o que piora sim a situação). Logo, não teria sentido nenhum isso virar notícia por aí. No entanto, ruim como é nostra assessoria, mal saiu a tal carta, já ventilaram que Valdivia não havia assinado – começando uma crise que não tinha motivo nenhum. Logo depois, nostro camisa 10 vem no ar e diz que se não for respeitado sai do time.

Peraí, cazzo, de onde brotou uma crise maluca dessas? O papo não tem pé nem cabeça. As coisas nascem e crescem tão rapidamente dentro do clube que parece até que a diretoria joga contra! É lamentável…

E, em meio a tudo isso, estamos nós, tentando reunir esperanças para uma década melhor do que a que passou. O que, por sinal, fazemos única e somente pelo amor que temos pelo Palmeiras; por que se dependesse de motivação, estaríamos em casa, com a cabeça debaixo da coberta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É por essas e outras…

É isso, Palestrinos…

Um ano complicado, dez anos sem títulos expressivos, uma diretoria que não tem solução (com eleições chegando!), discussão por tetra, hexa ou octa, e só o fato de ver uma bandeira dessa já faz a gente esquecer qualquer problema e lembrar do nostro amor incondicional pelo Verdão.

Já diria Joelmir Beting: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é totalmente impossível”.

É por essas e outras que sou Palmeiras.

PS: Não sei de quem é essa arte, um amigo me enviou. Se você souber do autor, me avise: quero um pôster disso em alta resolução.

(em tempo: graças ao Palestrino João Boesso, consegui o link da imagem em tamanho decente: http://migre.me/2ZkzO. Grazie, João!)

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Unificar ou não: eis a questão, Palestrinos.

Sem dúvidas, o assunto mais polêmico da semana envolve o Palmeiras. Afinal, após décadas de indecisão, a tradicionalmente lenta Confederação Brasileira de Futebol resolveu reconhecer os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como legítimos “Campeonatos Brasileiros”.

(Para quem ainda não entendeu, explico: o Brasileirão do jeito que conhecemos só nasceu a partir de 1971; antes dele, no entanto, haviam estes dois outros torneios com abrangência e importância nacional, que foram agora reconhecidos pela Confederação.)

Desta feita, fica a dúvida: continuamos tetra ou passamos a ser octacampeões nacionais? Na minha sincera opinião, pouco importa. E explico o porquê.

Que o reconhecimento da importância das conquistas é legítimo, todos nós concordamos. Os torneios em questão reuniam os grandes clubes do país a época e é justo que não se deixe de lado uma década de futebol tão bem jogado, onde os grandes esquadrões (leia-se Palmeiras e Santos) jogavam muita bola.

Além do mais, consagrar craques como Ademir da Guia e Pelé como legítimos vencedores de um campeonato nacional é um prêmio mais do que merecido e obrigatório. No entanto, daí a transformar a conta que conhecemos até hoje, fica uma enorme diferença.

E digo isso por vários motivos, entre eles a representatividade dos campeonatos. Nostro Verdão, por exemplo, ganhou ambos os troféus em 1967 – e, convenhamos, não dá pra ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano (é coisa de argentino). Fora isso, não há motivo nenhum para colocar em um torneio o nome de outro 40 anos depois!

Tanto o Robertão quanto a Taça Brasil eram os maiores torneios do país na época, têm sua grandeza intocável e devem ser reconhecidos assim, como sempre foram. Repaginar eles como “Campeonatos Brasileiros”, para mim, é simbolismo barato de quem quer contar quantas glórias tem no currículo.

Somos os legítimos tetracampeõs brasileiros de 1972, 73, 93 e 94. Assim como somos mais do que legítimos bicampeões da Taça Brasil (60/67) e do Roberto Gomes Pedrosa de (67 /69). Exatamente assim, do jeito que sempre foi.

E se alguns idiotas preferem achar que o Brasileirão vale mais, olhem com bastante atenção a foto aí de cima. Nela estão nada menos que Djalma Santos, Perez, Baldocchi, Minuca, Dudu, Ferrari, Dario, Servilio, César Maluco, Ademir da Guia e Tupãzinho.

Por tudo isso e até pela escrotidão da CBF, não faço questão de ser “octa” de nada. Só faço questão de lembrar as conquistas legítimas de uma década maravilhosa, onde fomos campeões dentro de campo – e é isso que importa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora dos reforços, Palestrinos.

Maikon Leite, Jobson, Rafael Moura e Chico vazaram da lista oficial de Felipão. Palaia falou em Adriano e Ronaldinho Gaúcho. Ao mesmo tempo, fala-se na possibilidade de Pierre, Edinho e Danilo sairem por causa de seus altos salários. E, em meio a isso tudo, farei minha lista de reforços.

Pensando, obviamente, que não temos dinheiro sobrando. Pensando que temos jogadores para oferecer como moeda de trocas. E, acima de tudo, sem pensar em promessas impossíveis vindas da Europa. Me desculpe, mas eu não gosto de iludir ninguém…

LATERAIS
É uma posição tão complicada que, se observarmos, quase todos os times improvisam atletas de meio nas chamadas alas. Mas, ainda assim, temos alguns bons valores. Os canhotos Eltinho (Avaí), Egídio (Vitória) e Marcelo Cordeiro (emprestado ao Botafogo, é do Inter), Ramon (no Vasco, mas também pertecente ao Inter), além do jovem Ernani (Vasco).

ZAGUEIROS
A grande revelação foi mesmo Dedé, do Vasco, mas ele só sairá de lá pra Europa. Logo, aponto Emerson (Avaí), Manoel (Atlético/PR), Rafael Tolói (Goiás), Mário Fernandes (Grêmio) e só, que eu lembre de bate pronto.

VOLANTES
Chico, do Furacão, é mesmo boa opção. Mas, fora ele, posso ressaltar Rafael Carioca (no Vasco, mas emprestado da Rússia), Rudnei (Avaí), Serginho (Atlético/MG), Nilton (Vasco), o jovem Maylson (Grêmio) e Leo Gago (Coritiba).

MEIAS
De cara, fica inevitável não lembrar de Caio, do Avaí. No entanto, ele já está indo para o Cruzeiro. Então, lá vamos nós para as minhas dicas: Elias (Atlético/GO), Elkesson (Vitória), o mais do que jovem Felipe Amorim (Goiás) e até Pedro Ken (nada utilizado no Cruzeiro).

ATACANTES
Em nossa posição mais carente, procurei misturar experiência e juventude. Começaria por Júnior (Vitória), passando por Gilmar (Grêmio Prudente), Bruno Mineiro(Atlético/PR), Neto Berola (Atlético/MG), Nunes (ex-Santo André), Rafael Moura (Goiás)… mas, é bom dizer: todos são apostas.

Aliás, toda esta relação é de apostas. Não temos dinheiro nem atraímos tanto os grandes jogadores estando fora da Libertadores. E vocês, quem sugerem pro Verdão?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Reformulação, Palestrinos, essa é a palavra.

Apesar de Felipão já ter adiantado que não haverão muitas dispensas – até porque não temos como repor os atletas -, acho digno os torcedores darem a sua palavra. Dessa vez, vamos falar de quem deve sair (reforços serão o tema do próximo post).

Eu, pessoalmente, pensei muito antes de elaborar a minha lista. Afinal, se por um lado eu gostaria de dispensar metade do grupo por deficiência e ineficiência, por outro foi preciso entender que apenas os “muito ruins” deverão ir para o olho da rua – senão acabaremos sem time. Lá vai!

GOLEIROS
Estamos muito bem servidos com Marcos, Deola e Bruno. Todos mostraram um valor imenso este ano e devem continuar nos passando tranquilidade.

LATERAIS
Apesar da temporada irregular de Vitor, acho que devemos mater todos os nossos alas. Gabriel Silva ainda precisa de mais confiança, Luis Felipe tem entrado bem, mas, destes, não dispensaria ninguém (levando-se em conta que Rivaldo e Marcio Araújo são volantes e Fabrício zagueiro).

ZAGUEIROS
Nostra defesa teve muitos altos e baixos no ano, oscilando períodos de tranquilidade com sustos diários. No geral, gosto de Danilo e Maurício Ramos; Fabrício e Leandro Amaro se mostraram bem quando exigido; e Gualberto mal joga, mas é da base. Não creio que devemos dispensar ninguém, MAS, se der pra fazer dinheiro com Danilo, façamos.

VOLANTES
Esta posição é um assunto delicado no Verdão. Após anos de sossego com Pierre, nostro camisa 5 caiu muito de rendimento devido a uma lesão crônica no pé; assim, Edinho conquistou a titularidade com garra e vontade, fazendo dupla com Marcos Assunção, nostro volante-artilheiro. O gaorto Bruno Turco também se mostra um possível candidato ao banco e pode ser, se bem trabalhado por Felipão.

Agora, Márcio Araújo e Rivaldo não dá. Desculpem os puritanos, mas não dá. Além de serem possivelmente os atletas que mais erram passes no elenco, a falta de técnica é flagrante. Dispensa pro dois!

MEIAS
Falar de ‘meias’ no Palmeiras é falar de dois jogadores: Lincoln e Valdivia. Claro que nenhum dos dois deixou a torcida feliz, mas, levando-se em conta que ambos sofreram com problemas físicos, acho que precisam ficar. Com uma boa pré-temporada, certamente podem ajudar muito.

Por outro lado, nostra base não conta com nenhum outro jogador para a posição e o próprio Patrik já mostrou que não pode nem ser banco. Eu não dispensaria ninguém, mas pensaria seriamente em reforços (e, repito, falaremos neles no próximo post).

ATAQUE
Agora chegamos ao calcanhar de Aquiles da temporada 2010: nostros homens de frente. Se ter Kléber é sensacional, não ter quem jogue com ele é desesperador. E, pra ser sincero, dos que estão aí, só ficaria com Luan (única e exclusivamente pelo esforço e raça que mostrou no segundo semestre do ano).

De resto, pode chamar o caminhão de lixo e levar Tadeu, Dinei, Ewerthon, Lenny (o Pedrinho da nova geração)… leva embora e leva rápido!

E vocês, incluiriam mais alguém neste montante?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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