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Archive for 14 de dezembro de 2010

 

Unificar ou não: eis a questão, Palestrinos.

Sem dúvidas, o assunto mais polêmico da semana envolve o Palmeiras. Afinal, após décadas de indecisão, a tradicionalmente lenta Confederação Brasileira de Futebol resolveu reconhecer os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como legítimos “Campeonatos Brasileiros”.

(Para quem ainda não entendeu, explico: o Brasileirão do jeito que conhecemos só nasceu a partir de 1971; antes dele, no entanto, haviam estes dois outros torneios com abrangência e importância nacional, que foram agora reconhecidos pela Confederação.)

Desta feita, fica a dúvida: continuamos tetra ou passamos a ser octacampeões nacionais? Na minha sincera opinião, pouco importa. E explico o porquê.

Que o reconhecimento da importância das conquistas é legítimo, todos nós concordamos. Os torneios em questão reuniam os grandes clubes do país a época e é justo que não se deixe de lado uma década de futebol tão bem jogado, onde os grandes esquadrões (leia-se Palmeiras e Santos) jogavam muita bola.

Além do mais, consagrar craques como Ademir da Guia e Pelé como legítimos vencedores de um campeonato nacional é um prêmio mais do que merecido e obrigatório. No entanto, daí a transformar a conta que conhecemos até hoje, fica uma enorme diferença.

E digo isso por vários motivos, entre eles a representatividade dos campeonatos. Nostro Verdão, por exemplo, ganhou ambos os troféus em 1967 – e, convenhamos, não dá pra ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano (é coisa de argentino). Fora isso, não há motivo nenhum para colocar em um torneio o nome de outro 40 anos depois!

Tanto o Robertão quanto a Taça Brasil eram os maiores torneios do país na época, têm sua grandeza intocável e devem ser reconhecidos assim, como sempre foram. Repaginar eles como “Campeonatos Brasileiros”, para mim, é simbolismo barato de quem quer contar quantas glórias tem no currículo.

Somos os legítimos tetracampeõs brasileiros de 1972, 73, 93 e 94. Assim como somos mais do que legítimos bicampeões da Taça Brasil (60/67) e do Roberto Gomes Pedrosa de (67 /69). Exatamente assim, do jeito que sempre foi.

E se alguns idiotas preferem achar que o Brasileirão vale mais, olhem com bastante atenção a foto aí de cima. Nela estão nada menos que Djalma Santos, Perez, Baldocchi, Minuca, Dudu, Ferrari, Dario, Servilio, César Maluco, Ademir da Guia e Tupãzinho.

Por tudo isso e até pela escrotidão da CBF, não faço questão de ser “octa” de nada. Só faço questão de lembrar as conquistas legítimas de uma década maravilhosa, onde fomos campeões dentro de campo – e é isso que importa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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