Feeds:
Posts
Comentários

Archive for fevereiro \28\-03:00 2011

O empate do medo

Dos males o menor, Palestrinos.

Afinal, um empate conseguido aos 40 minutos do segundo tempo nunca é prejuízo. Mas, ainda assim, fica difícil não lamentar o empate de ontem no Morumbi. Menos pelo gol tardio de Adriano MJ, mais pelo desperdício de estar com um a mais em campo e ser tão precavido que dá raiva. Felipão foi medroso, mas a vice-liderança ainda lhe dá gordura.

O JOGO
Com mais de uma hora de atraso e com parte do gramado ainda encharcado pelo dilúvio dominical, o Palmeiras começou o jogo melhor. Abusava dos lançamentos, forçava as bolas paradas e ia chegando devagar ao gol das donas da casa. Mas o tempo passou, o gramado secou e o trio de ataque do SPFW começou a chegar com perigo.

Então, aos 25 minutos, Fernandinho passou por Danilo como quis e bateu bem pra abrir o placar. A partir daí teve muita correria por parte delas e muitos chutes sem pontaria do nostro lado. Tinga e Luan trombavam no lado esquerdo, Valdívia prendia demais a bola e o primeiro tempo acabou mesmo com a derrota.

No intervalo, Felipão começou a demonstrar cautela ao trocar Danilo por Leandro Amaro. Tudo bem que o camisa 23 costuma pagar de xerifão na hora errada e já tinha amarelo, mas foi uma substituição “queimada”. As coisas continuaram truncadas e Felipone tirou Luan para colocar Adriano em campo. Até que aos 12 minutos, Alex Silva fez o que se esperava de Danilo, empurrou justamente Michael Jackson sem bola e foi expulso.

Com um homem a mais em campo, todos esperavam Patrik, quiçá Miguel. Só que o nostro treinador temeu pela expulsão de Assunção e, de novo, queimou uma substituição colocando João Vitor na vaga do camisa 20. E mesmo sem forçar, o Palmeiras acuou o time da casa na base dos chutes de fora da área, parando em Ceni.

Quando entendeu que fazer o um-dois era o caminho, Adriano teve duas chances claras. Na primeira, errou; na segunda, bateu bem de canhota pra empatar a partida. Antes do final do jogo, o bandeira ainda errou e vimos a chance da virada ir por água abaixo.

Mas não podemos reclamar só dele. Perdemos pro nostro medo.

TROFÉU SÃO MARCOS
Adriano. Ele não “só” fez o gol de empate, como entrou com sede de bola, dando agilidade ao burocrático toque de bola do Verdão.

TROFÉU RIVALDO
Tinga. Apesar de um belo chute na segunda etapa, correu feito uma barata tonta durante toda a partida e cansou de distribuir passes errados.

FELIPÃO ERROU
Juro que após momentos de pura raiva e contestação tentei entender a substituição de Danilo. Na minha opinião foi errada, mas é justificável. A entrada de Adriano no lugar de Luan deveria ser permanente. Agora, com 11 contra 10, trocar um volante experiente por outro mais jovem pelo receio de vê-lo expulso foi um erro claro.

Poderia tirar Tinga e colocar Patrik. Até Miguel caberia como centroavante, visto que Kléber volta para buscar o jogo. E mesmo que quisesse tirar o Kid Bengala não valeria a pena ter outro volante em campo. Errou, comandante!

MUDANÇAS PARA QUARTA
Adriano não é o atacante dos sonhos, mas ficou claro que precisa ser titular. Sacrifique Luan ou Tinga, mas coloque Michael Jackson em campo. Outra mudança possível é escalar João Vitor ou Chico de primeiro volante e sacar Márcio Araújo. São ajustes que podem ser feitos no jogo desta quarta, quando a vitória será obrigatória e esperada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

De novo, Palestrinos, de novo…

Mais uma vez o Palmeiras enfrentou um time ridiculamente ruim, mais uma vez perdeu pencas de gol, mais uma vez sofreu um gol pelo alto e, apesar da vitória, mais uma vez decepcionou. Minha impressão é a de que, às vezes, os jogadores falam tanto em respeitar o adversário que esquecem o tamanho do time onde jogam. Antes de mais nada, é preciso respeitar os próprios torcedores.

O JOGO
Num 4-4-2 clássico, com Patrik e Valdívia como meias e com a volta providencial de Gabriel Silva, o Verdão demorou uns 10 minutos pra tomar atitude e ir ao ataque. Talvez esperando alguma surpresa do time piauiense, nostra equipe foi se soltando aos poucos, mas sem correria. Aos 17, em cobrança de falta do Mago, Kléber cabeceou no travessão. Mas aos 30, em bola recuperada pelo Gladiador, nostro camisa 10 colocou a bola na cabeça de Adriano MJ, que fez 1 a 0.

Depois do gol, as chances diminuíram e o primeiro tempo acabou sonolento. Porém, logo a 1 minutos da segunda etapa, Kléber recebeu de costas pro gol, girou bonito e bateu de esquerda pra ampliar: 2 a 0 Verdão, sem forçar a barra. Depois tivemos chances reais com Danilo e com Michael Jackson, mas o goleiro e o bandeira evitaram que matássemos o jogo.

Então Felipão errou. Errou feio. Para manter o placar, tirou Mago do campo e colocou Chico em seu lugar, claramente chamando o Comercial para atacar. Os piauienses entederam o recado, apertaram e conseguiram o gol salvador aos 30 minutos. Daí pra frente, nada além de cruzamentos sem sentido e o jogo de volta garantido.

TROFÉU SÃO MARCOS
Como é bom ver Valdívia correndo solta pelo campo, desfilando seu repertório vasto de dribles e passes precisos.

TROFÉU RIVALDO
Eu torci de coração para que Maurício Ramos voltasse bem ao time titular, mas o zagueiroão decepcionou. Perdeu todas as dívidas e o gol foi em suas costas.

E AGORA?
Agora é decidir quarta-feira que vem, no Pacaembú. Que vamos passar eu tenho certeza que vamos. O problema é se desgastar mais que o necessário nessa tarefa tão simples de vencer um catado do Piauí. Arrogância tem limite, mas a humildade também tem que ter.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

 

Mas que confusão dos diabos, Palestrinos!

De um dia pro outro o noticiário esportivo foi tomado de assalto pelo tal “racha do Clube dos 13”. E em meio a notícias, boatos, gambás e urubus, você, assim como eu, deve estar se perguntando onde o nostro Palmeiras fica no meio disso tudo.

Pois bem, vamos por partes…

O CLUBE DOS 13
Formado pelas vinte maiores agremiações do país (entre elas todos os 18 campeões brasileiros), o Clube dos 13 foi uma forma de os clubes se protegerem dos mandos e desmandos da CBF. Em 2000, inclusive, o campeonato nacional – falecida “Copa João Havelange” – foi organizada pela esta entidade.

Outra obrigação da entidade é negociar os direitos de transmissão do Brasileirão. E desde sua fundação, é ela quem negocia junto à CBF/Globo.

PRIMEIRAS RUSGAS
Organizados para fugir do monopólio idealizado pelo eterno Ricardo Teixeira, os clubes perceberam que haviam construído outro tirano: Fábio Koff. Presidente da entidade, o gaúcho criou rusgas com vários dos clubes graças às suas decisões e, em 2007, houve a primeira rebelião (Atlético/MG, Botafogo, Cruzeiro e São Paulo entre eles) contra a entidade.

O TAL DIREITO DE TRANSMISSÃO
Segundo a legislação brasileira, só se pode transmitir um jogo entre duas equipes, se as mesmas estiverem de acordo com o contrato fixado junto ao canal que o exibirá.

Como o Campeonato Brasileiro é organizado pela CBF, sendo um produto da mesma, o Clube dos 13 tem como missão negociar com maior força junto a Confederação, buscando mais dinheiro e oportunidades. A TV Globo sempre foi a detentora dos direitos, mas, nos últimos anos, outras emissoras estão cobiçando a competição com quantias maiores.

COMO FUNCIONA A DIVISÃO HOJE
Até o final deste ano, a Globo tem um contrato firmado em R$250 milhões anuais. Destes, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras levam a maior fatia (igualitária entre eles), que vai sendo repartida em menores valores pelas demais quinze equipes.

O RACHA
O contrato de transmissão do Brasileiro é renovado a cada 3 anos e qualquer emissora pode se candidatar a comprar o evento para retransmití-lo, contanto que preencham alguns pré-requisitos. E como já faz alguns anos que a Record oferece mais dinheiro que a Globo, começou uma briga de poder.

A CBF, que é parceira eterna, defende os direitos globais. O Clube dos 13 parece disposto a ir atrás da maior proposta. E foi aí que os clubes entraram em rota de colisão.

O XIS DA QUESTÃO
Detentores das maiores torcidas do país, Flamengo e Corinthians defendem negociação individual junto à Globo (que, segundo eles, tem mais experiência e qualidade). Por isso saíram do Clube dos 13 e levaram junto com eles, no mínimo, Botafogo, Fluminense e Vasco (Vitória, Coritiba, Goiás, Cruzeiro e talvez o Santos também estejam nesse barco).

O problema é que, se for assim, metade dos clubes podem fechar com a Globo e a outra metade – chamemos de “Clube dos 10” – com a Record. E se não houver comum acordo entre as emissoras quando o Palmeiras enfrentar o Curintia, por exemplo, o jogo pode simplesmente não ser transmitido pra lugar nenhum.

E O PALMEIRAS, CAZZO?!
Apesar do nostro presidente ainda não ter anunciado nada, entende-se que o Verdão se mantém firme com o Clube dos 13. Repito: entende-se, porque certeza não há de nada. Prós e contras existem nas duas propostas.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Modéstia à parte

Hoje começa a Copa do Brasil, Palestrinos!

Aquele torneio ridiculamente inchado que a CBF promove para agradar principalmente as federações do norte e nordeste, mas que dá uma valiosa vaga para a Libertadores. Aliás, corrigindo: dá a vaga mais fácil de todas para a Libertadores.

Primeiro porque as equipes que disputam a Libertadores não jogam este torneio (PS: a gambazada não jogará nem um, nem outro). Segundo porque os jogos, em média, começam a engrossar só depois da quarta partida. Além do mais, tudo é decidido no famoso mata-mata, aquele estilo que o Felipão tanto gosta.

No entanto é bom salientar uma coisa: somos o Palmeiras!

E digo isso porque cansamos de ver nostro Verdão perder jogos ridículos nos últimos anos. Vimos nostra equipe se apequenar diante de verdadeiros pequenos. Nos curvamos diante de Asa, Santo André, Atlético/GO, Goiás, São Caetano… Está na hora de acordar de vez!

A década mudou, o time está sendo reformulado e, modéstia à parte, somos o Palmeiras. O campeão do século XX, se lembram? Hoje, às 22h, eu quero um time grande diante do Comercial/PI. Respeito é uma coisa, piedade é outra.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Noves fora

 

Dessa vez o gol salvador não saiu, Palestrinos.

E mesmo com mais uma partida invicta da “melhor defesa do Brasil”, saímos de Mogi Mirim com o zero a zero na bagagem. Fim do mundo? Nem de longe. Compartilho da opinião de Felipão de que falta um camisa 9, mas acho que, neste ponto, Kléber Gladiador foi bem mais assertivo ao dizer que falta um 9, um 6, um 4… Noves fora a fraca atuação da diretoria, temos que jogar com o que temos. E pra isso acontecer, é só treinar, treinar e treinar.

O JOGO
Apesar do forte calor e da forte retranca, o Palmeiras teve um bm primeiro tempo. Enquanto o Mogi chegou apenas em um rápido contra-ataque nas costas de Cicinho, o Verdão teve pelo menos quatro grandes chances de gol com Valdivia, Kléber, Luan e principalmente Tinga.

Já na segunda etapa, com o Mago cansado, a coisa equilibrou e o time da casa achou bastante espaço pelo meio, apertando Bruno. Foram duas boas defesas do nostro goleiro de um lado e duas boas defesas de João Paulo do outro. Adriano e Patrik entraram bem mais uma vez, João Victor se limitou a marcar, mas, no frigir dos ovos, faltou empurrar a bola pra dentro.

É inegável que a presença do Mago faz toda a diferença, mas acho que Felipão precisa repensar o time com ele. TInga ficou completamente perdido e Luan disputou espaço com o chileno por diversas vezes. Liga a prancheta, Felipone!

TROFÉU SÃO MARCOS
Pela volta e pela movimentação, Valdivia mereceu a congratulação.

TROFÉU RIVALDO
Sempre lembrando que nostro camisa 11 não pode ser eleito, o prêmio de pior vai para Tinga, que correu que nem barata tonta.

APERTOU!
Com o empate do final de semana, a nostra liderança ficou mais apertada. Temos apenas um ponto de diferença para Mirassol e Curintia, além de ter sardinhas e bâmbis na cola. O 1º turno vale pouco, mas o Paulistão pode valer a moral para o restante de 2011.

SEMANA DE DECISÕES
Tirando Valdívia e Assunção, Felipão deixou claro que está pensando na semana agitada que teremos. Primeiro a Copa do Brasil, depois o SPFW no domingo. Precisamos matar o jogo já em terras piauienses na quarta e ganhar moral com o jogo do final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

 

Quarta sem jogo é quarta de treino, Palestrinos.

E se é dia de treino, por que não falar do nostro treinador? Porque se existe alguém está fazendo o Palmeiras ter um 2011 acima das expectativas, pode ter certeza de que esse alguém é Felipão.

Trazido por Belluzzo no meio do ano passado e em meio ao desepero que bateu em todos nós, Scolari chegou ao Verdão cercado pela mística e o prestígio de sua primeira passagem. Mas, tão logo desembarcou, percebeu que o cenário erra de terra devastada. E logo em sua primeira partida tomou um sono 4 a 2 do Avaí na Ressacada (o que o levou ainda a pedir a contratação de Rivaldo, um erro craço).

As partidas seguintes foram passando, os tropeços foram acontecendo, mas entre jogadores afastados e testados o time foi ganhando corpo. Vitor deixou a equipe de vez, Gabriel Silva tomou conta da outra lateral, Tinga virou meia, Tadeu tentou ser centroavante, Valdívia machucou-jogou-machucou de vez… enfim, foi um período de testes.

Testes que fizeram o Brasileirão se afastar de vez, mas que colocaram a Sul-Americana pouco a pouco em nostro horizonte. Mesmo aos trancos e barrancos ganhamos confiança. Porém, quando veio a eliminação para o Goiás os ânimos novamente voltaram à estava zero.

Muitos duvidaram de Felipão. Outros o criticaram. Eu mesmo nunca entendi sua insistência com alguns atletas como Rivaldo, Márcio Araújo, Tadeu e Patrik (essa última parece estar dando frutos, assim como deu com Luan, porém eu sempre murchava ao vê-lo aquecer na beira do campo).

O que ninguém ousava imaginar é que mesmo em meio àquele desânimo revoltante e àquela bagunça eleitoral, o homem do bigode já estava tramando 2011. E ele tramou. Tendo de cortar valores da folha salarial e sem dinheiro para grandes contratações nem contando com o suporte da até então afastada Traffic.

Trouxe alguns jovens, apostou em uma pré-temporada forte, trouxe Marcos de volta, blindou Valdívia e Lincoln para voltar sem data definida e nitidamente trabalhouo psicológico dos jogadores. A sorte ajuda, óbvio, mas fica clara a diferença de confiança dos jogadores ao entrar em campo este ano.

Felipão sabe que confiança se ganha ganhando jogos. Por isso nem se preocupa quando ouve que o Palmeiras é o time do 1 a 0. “Que seja”, deve pensar. Porque, de um a zero em um a zero, vamos construindo um time mediano, mas que joga pra vencer.

Talvez R$700 mil mensais seja mesmo muito. Mas é próximo da diferença que faz Felipão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Feijão com arroz

Mais uma vitória, Palestrinos!

Sábado, diante do Americana, o Verdão conquistou mais um triunfo no Paulistão e vai continuar na liderança do campeonato pelo menos até o próximo domingo. Campanha excepcional para um time que, mesmo limitado, vai jogando como pode e fazendo os resultados na base da raça. Quem sabe quando Gabriel Silva, Lincoln e Valdívia voltarem, esse arroz com feijão não se transoforma em uma bela lasagna verde?

O JOGO
Embora jogando diante de um time organizado e fechado, o Verdão pressionou desde o início. Com Patrik no lugar de Dinei, o time apostou na velocidade dele, de Cicinho e Luan para apertar o Americana. No entanto, o excesso de faltas do time do interior e a falta de inspiração da nostra meiúca deixavam o jogo sem chances reais de gol. Perigo mesmo só em uma chegada de Márcio Araújo e em dois belo arremates de Marcos Assunção.

Mas antes que pudéssemos lamentar outro resultado infeliz pela falta de um matador, Kléber recebeu um presente da zaga adversária, levou pelo meio e soltou um belo tiro no canto. Oito minutos de jogo, Verdão 1 a 0 no Pacaembú. Daí em diante o Americana saiu pro jogo e tudo ficou mais fácil.

O próprio Gladiador desperdiçou mais duas chances, uma de cabeça e outra com o pé esquerdo, mas depois que Felipão começou a colocar volantes no time, nos restou tocar a bola e segurar o bom resultado.

Repito o que venho dizendo: a liderança no Campeonato Paulista não quer dizer que estamos bem. Mas, não é nada, não é nada, já é muito mais do que esperávamos.

TROFÉU SÃO MARCOS
Kléber, o homem que briga, apanha e resolve.

TROFÉU RIVALDO
Mais uma vez o infeliz que dá nome ao troféu foi o pior, mas como ele não pode ser eleito, optei pelo jogo displicente e a correria sem sentido de Tinga.

KLÉBER É SELEÇÃO?
Ainda não. Apesar da foto acima, nostro Gladiador não foi chamado por Mano Menezes. Mas, se continuar em boa fase, tenho certeza de que poderá ganhar um chance em um amistoso ou outro. Além do mais, é triste ver André Sapão ser convocado…

FELIPÃO TEM RAZÃO
Antes que comecem a chamar Scolari de chorão pela reclamação do ridízio de faltas em Kléber, é bom assistir a um jogo do Palmeiras. Por jogar isolado na frente, é bastante comum ver o Gladiador sofrer faltas seguidas durante toda a partida. E o pior é que os árbitros não só permitem, como punem nostro camisa 30 por reclamar. Já diria o meme da internet, tem que ver isso aí…

E AGORA?
Agora o Verdão volta a campo somente no próximo domingo, diante do Mogi Mirim, no interior. Pode não parecer, mas a folga é ótima, já que na próxima quarta viajamos para o Piauí estreiando na Copa do Brasil.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Semana de treinamento, Palestrinos.

E sem jogos pelo Paulistão nem pela Copa do Brasil (marcada para a próxima quarta), você já sabe que é inevitável que declarações políticas apareçam mais que o normal.

A frase da vez veio ontem, através do nostro novo presidente, Arnaldo Tirone, dizendo que as dívidas do Palmeiras ultrapassam R$160 milhões e que serão necessários de seis a oito anos para quitá-las. Pois bem, vamos por partes:

  • Primeiro: o valor pode (e deve) assustar, mas está na média de todos os outros clubes brasileiros. Claro que não é bom se nivelar pelo lado ruim, porém essa é a realidade nacional.
  • Segundo: esse valor é fruto de anos de má administração, e não apenas dos últimos dois anos com Belluzzo, como Tirone preferiu dizer aos quatro ventos (“As dívidas eram de R$26 milhões quando ele assumiu”). É certo que Belluzzo fez aumentar a dívida, mas também foi ele quem revelou algumas que estavam escondidas embaixo do pano e ninguém tinha coragem de tocar no assunto. Revelar não significa que ele é o responsável pelos débitos.
  • Terceiro: pensar que em 8 anos todos os valores serão quitados é uma grande utopia. Isso depende de continuidade política (o que é impensável no Palmeiras) e do equilíbrio entre economizar e ter uma coa equipe (“bom e barato” nunca mais).
  • 

BRIGA POLÍTICA
Dito isso, fica inevitável não se lembrar de um fato que há anos bagunça a vida dministrativa do Verdão: sua briga política. Parece bizarro dizer isso, mas a verdade é que, a cada dois anos, nostra diretoria muda completa ou ao menos parcialmente.

Quando houve a ruptura completa pós Série B e o sapo gordo (entendam, não é predileção política: eu apenas tenho asco pela figura de Mustafá Contursi) finalmente deixou o osso, parecia que tudo iria mudar. Na prática, no entanto, pouco mudou. Afinal, vieram Della Monica e Belluzzo, mas os diretores e conselheiros permaneceram praticamente intocados.

Além do mais, nenhum dos dois que sucederam Mumú conseguiram colocar os trens no trilho. O Palmeiras avançou muito em algumas áreas, como no marketing (em parceria com a Adidas), mas continuou estagnado nos quesitos sócio-torcedor, relação de dependência do clube com relação ao futebol e contratações impensadas.

MARKETING
Falando em marketing, hoje li uma frase do anão de jardim da Bambilândia, Marco Aurélio Cunha, que surpreendemente faz muito sentido. “Não tem milagre. O marketing surfa no suor do futebol. O que vende é título e resultado”. E, no meu modo de ver, é quase isso.

E digo “quase” porque muitas ações dependem única e exclusivamente da inteligência do clube para dar certo. Nostros torcedores são e sempre serão apaixonados pelo Palmeiras em qualquer época e em qualquer seca de troféus. A Adidas entendeu isso e foi responsável pelas melhores ações relacionadas ao Verdão que vimos nos últimos anos. Basta pensar mais em nós.

Quanto aos resultados, sem dúvidas melhoram a visibilidade e o envolvimento da massa. Foi em busca deles, por exemplo, que Belluzzo bateu o pé e manteve a dupla Diego Souza/Cleiton Xavier no Palestra, além de trazer Love de volta em 2009 (o que, na minha opinião foi certíssimo; só criticaram depois do título escapar). Foi por isso também que trouxe de volta Kléber e Valdívia (aqui, já acho que pagaram muito alto no Mago).

Afinal, ídolos sempre vão atrair mais torcedores. Mas se perguntarmos a 10 torcedores se eles preferem ter Messi ou ser campeões, aposto que 9 responderão que preferem a taça. O Palmeiras está há uma década sem títulos, mas não é por isso que paramos de incentivar a equipe.

O ponto é: o marketing precisa trabalhar, mas não vai mudar a alma do futebol nem salvar nada sozinho. Guardem isso na cabeça.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Até aqui, 2011 está deliciosamente surpreendente, Palestrinos.

Apesar da derrota no clássico, ainda somos líderes do Paulistão, o time está bem mais organizado do que se esperava e Felipão vem conseguindo montar a equipe à sua maneira. Se não tivemos os reforços ideais, ao menos asssistimos a chegada de Cicinhos e Adrianos cheios de personalidade.

Mas, vendo tudo isso, fica a pergunta: como fazer para manter a boa fase?

Na minha opinião, o primeiro ponto é observar muito bem os jogos para moldar a equipe da melhor maneira. Já percebemos, por exemplo, que Rivaldo e Dinei destoam do restante da equipe. Enquanto Gabriel Silva não volta da maledeta sub-20, por exemplo, poderíamos apostar no menino Hugo Leonardo (Copa SP) ou mesmo em Luan fazer a ala esquerda. Quanto ao ataque, Patrik ou Adriano poderiam roubar a vaga do nostro camisa 29.

A segunda coisa a se fazer é ficar de olho no mercado. Não está fácil fazer bons negócios, mas observar bem as equipes do Paulista pode render bons reforços para o restante do ano. Outro exemplo são jogadores que estão deixando times grandes e procurando lugar em algum outro, caso de Alecsandro, que está deixando o Inter e seria uma boa contratação para vestir nostra camisa nove.

Quanto ao terceiro ponto, que diz respeito à motivação, fico mais tranquilo por termos Felipone no comando. Ele tem o grupo nas mãos. Talvez as únicas coisas a serem melhoradas são o relacionamento com Lincoln e Valdívia, e dar uma puxada na orelha de Tinga, que anda displiscente demais em campo.

No mais, o ano está melhor do que imaginei. É só trabalhar pra não deixar a peteca cair.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Lá se foi mais um clássico, Palestrinos.

Mais um jogo que dominamos de cabo a rabo, mas que não soubemos resolver. Não é a primeira vez que isso acontece e, com este time, não será a última. Nosso time é bastante esforçado e organizado, mas, sem um matador de ofício, essas alternâncias na eficiência de nosso comando de ataque serão comuns e até esperadas. Se perdemos para alguém ontem, esse alguém foi nossa própria incompetência.

O JOGO
A partida começou morna, com os dois times correndo sem direção e errando muitos passes. Foi então que em uma das inúmeras tabelas que o ataque da gentinha produziu, Jucilei saiu na cara de Marcos e forçou nostro Santo a fazer milagres. Na seqüência, Maúrício Ramos perdeu um gol sem goleiro. A partir daí o jogo melhorou e o Palmeiras também.

Alternando corridas de Luan pela esquerda e as subidas de Cicinho pela direita, o Verdão chegava, mas tinha dificuldades de encontrar Kléber desmarcado. Em duas oportunidades, porém, nostro camisa 30 girou e conseguiu o arremate. Mas tanto ele quanto Dinei e Marcos Assunção pararam nas mãos inspiradas de Julio Cesar.

Na segunda etapa o domínio alviverde cresceu, mas continuamos sem acertar o pé. E em uma dessas bolas não chutadas a gol, Kléber foi desarmado, armaram o contra ataque rapidamente, nostra defesa travou no milésimo um-dois da gambazada no jogo e Alessandro fez o gol da vitória.

Adriano entrou muito bem em campo, fez a correria pela direita, mas nada adiantou. Fora que tivemos ainda uma chance ridiculamente clara para marcar, mas o Gladiador estava em dia de pé murcho. Resultado: derrota pro rival e reanimamos um morto.

TROFÉU SÃO MARCOS
Luan. Ele não é brilhante, mas é incrível o quanto corre e compensa a ruindade de Rivaldo.

TROFÉU RIVALDO
Maurício Ramos. Acho ele um grande zagueiro, fico feliz por seu 100º jogo, mas falhou nos dois lances capitais da partida.

E AGORA?
Agora é juntar os cacos e voltar a campo só no próximo final de semana, diante do Americana, em um jogo que tem tudo pra ser complicado. Perder o clássico dói, mas não foi o fim do mundo; basta treinar bastante finalização e ver se conseguimos a vitória no domingo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »