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Archive for 16 de fevereiro de 2011

 

Quarta sem jogo é quarta de treino, Palestrinos.

E se é dia de treino, por que não falar do nostro treinador? Porque se existe alguém está fazendo o Palmeiras ter um 2011 acima das expectativas, pode ter certeza de que esse alguém é Felipão.

Trazido por Belluzzo no meio do ano passado e em meio ao desepero que bateu em todos nós, Scolari chegou ao Verdão cercado pela mística e o prestígio de sua primeira passagem. Mas, tão logo desembarcou, percebeu que o cenário erra de terra devastada. E logo em sua primeira partida tomou um sono 4 a 2 do Avaí na Ressacada (o que o levou ainda a pedir a contratação de Rivaldo, um erro craço).

As partidas seguintes foram passando, os tropeços foram acontecendo, mas entre jogadores afastados e testados o time foi ganhando corpo. Vitor deixou a equipe de vez, Gabriel Silva tomou conta da outra lateral, Tinga virou meia, Tadeu tentou ser centroavante, Valdívia machucou-jogou-machucou de vez… enfim, foi um período de testes.

Testes que fizeram o Brasileirão se afastar de vez, mas que colocaram a Sul-Americana pouco a pouco em nostro horizonte. Mesmo aos trancos e barrancos ganhamos confiança. Porém, quando veio a eliminação para o Goiás os ânimos novamente voltaram à estava zero.

Muitos duvidaram de Felipão. Outros o criticaram. Eu mesmo nunca entendi sua insistência com alguns atletas como Rivaldo, Márcio Araújo, Tadeu e Patrik (essa última parece estar dando frutos, assim como deu com Luan, porém eu sempre murchava ao vê-lo aquecer na beira do campo).

O que ninguém ousava imaginar é que mesmo em meio àquele desânimo revoltante e àquela bagunça eleitoral, o homem do bigode já estava tramando 2011. E ele tramou. Tendo de cortar valores da folha salarial e sem dinheiro para grandes contratações nem contando com o suporte da até então afastada Traffic.

Trouxe alguns jovens, apostou em uma pré-temporada forte, trouxe Marcos de volta, blindou Valdívia e Lincoln para voltar sem data definida e nitidamente trabalhouo psicológico dos jogadores. A sorte ajuda, óbvio, mas fica clara a diferença de confiança dos jogadores ao entrar em campo este ano.

Felipão sabe que confiança se ganha ganhando jogos. Por isso nem se preocupa quando ouve que o Palmeiras é o time do 1 a 0. “Que seja”, deve pensar. Porque, de um a zero em um a zero, vamos construindo um time mediano, mas que joga pra vencer.

Talvez R$700 mil mensais seja mesmo muito. Mas é próximo da diferença que faz Felipão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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