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Archive for fevereiro \09\UTC 2011

Semana de treinamento, Palestrinos.

E sem jogos pelo Paulistão nem pela Copa do Brasil (marcada para a próxima quarta), você já sabe que é inevitável que declarações políticas apareçam mais que o normal.

A frase da vez veio ontem, através do nostro novo presidente, Arnaldo Tirone, dizendo que as dívidas do Palmeiras ultrapassam R$160 milhões e que serão necessários de seis a oito anos para quitá-las. Pois bem, vamos por partes:

  • Primeiro: o valor pode (e deve) assustar, mas está na média de todos os outros clubes brasileiros. Claro que não é bom se nivelar pelo lado ruim, porém essa é a realidade nacional.
  • Segundo: esse valor é fruto de anos de má administração, e não apenas dos últimos dois anos com Belluzzo, como Tirone preferiu dizer aos quatro ventos (“As dívidas eram de R$26 milhões quando ele assumiu”). É certo que Belluzzo fez aumentar a dívida, mas também foi ele quem revelou algumas que estavam escondidas embaixo do pano e ninguém tinha coragem de tocar no assunto. Revelar não significa que ele é o responsável pelos débitos.
  • Terceiro: pensar que em 8 anos todos os valores serão quitados é uma grande utopia. Isso depende de continuidade política (o que é impensável no Palmeiras) e do equilíbrio entre economizar e ter uma coa equipe (“bom e barato” nunca mais).
  • 

BRIGA POLÍTICA
Dito isso, fica inevitável não se lembrar de um fato que há anos bagunça a vida dministrativa do Verdão: sua briga política. Parece bizarro dizer isso, mas a verdade é que, a cada dois anos, nostra diretoria muda completa ou ao menos parcialmente.

Quando houve a ruptura completa pós Série B e o sapo gordo (entendam, não é predileção política: eu apenas tenho asco pela figura de Mustafá Contursi) finalmente deixou o osso, parecia que tudo iria mudar. Na prática, no entanto, pouco mudou. Afinal, vieram Della Monica e Belluzzo, mas os diretores e conselheiros permaneceram praticamente intocados.

Além do mais, nenhum dos dois que sucederam Mumú conseguiram colocar os trens no trilho. O Palmeiras avançou muito em algumas áreas, como no marketing (em parceria com a Adidas), mas continuou estagnado nos quesitos sócio-torcedor, relação de dependência do clube com relação ao futebol e contratações impensadas.

MARKETING
Falando em marketing, hoje li uma frase do anão de jardim da Bambilândia, Marco Aurélio Cunha, que surpreendemente faz muito sentido. “Não tem milagre. O marketing surfa no suor do futebol. O que vende é título e resultado”. E, no meu modo de ver, é quase isso.

E digo “quase” porque muitas ações dependem única e exclusivamente da inteligência do clube para dar certo. Nostros torcedores são e sempre serão apaixonados pelo Palmeiras em qualquer época e em qualquer seca de troféus. A Adidas entendeu isso e foi responsável pelas melhores ações relacionadas ao Verdão que vimos nos últimos anos. Basta pensar mais em nós.

Quanto aos resultados, sem dúvidas melhoram a visibilidade e o envolvimento da massa. Foi em busca deles, por exemplo, que Belluzzo bateu o pé e manteve a dupla Diego Souza/Cleiton Xavier no Palestra, além de trazer Love de volta em 2009 (o que, na minha opinião foi certíssimo; só criticaram depois do título escapar). Foi por isso também que trouxe de volta Kléber e Valdívia (aqui, já acho que pagaram muito alto no Mago).

Afinal, ídolos sempre vão atrair mais torcedores. Mas se perguntarmos a 10 torcedores se eles preferem ter Messi ou ser campeões, aposto que 9 responderão que preferem a taça. O Palmeiras está há uma década sem títulos, mas não é por isso que paramos de incentivar a equipe.

O ponto é: o marketing precisa trabalhar, mas não vai mudar a alma do futebol nem salvar nada sozinho. Guardem isso na cabeça.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Até aqui, 2011 está deliciosamente surpreendente, Palestrinos.

Apesar da derrota no clássico, ainda somos líderes do Paulistão, o time está bem mais organizado do que se esperava e Felipão vem conseguindo montar a equipe à sua maneira. Se não tivemos os reforços ideais, ao menos asssistimos a chegada de Cicinhos e Adrianos cheios de personalidade.

Mas, vendo tudo isso, fica a pergunta: como fazer para manter a boa fase?

Na minha opinião, o primeiro ponto é observar muito bem os jogos para moldar a equipe da melhor maneira. Já percebemos, por exemplo, que Rivaldo e Dinei destoam do restante da equipe. Enquanto Gabriel Silva não volta da maledeta sub-20, por exemplo, poderíamos apostar no menino Hugo Leonardo (Copa SP) ou mesmo em Luan fazer a ala esquerda. Quanto ao ataque, Patrik ou Adriano poderiam roubar a vaga do nostro camisa 29.

A segunda coisa a se fazer é ficar de olho no mercado. Não está fácil fazer bons negócios, mas observar bem as equipes do Paulista pode render bons reforços para o restante do ano. Outro exemplo são jogadores que estão deixando times grandes e procurando lugar em algum outro, caso de Alecsandro, que está deixando o Inter e seria uma boa contratação para vestir nostra camisa nove.

Quanto ao terceiro ponto, que diz respeito à motivação, fico mais tranquilo por termos Felipone no comando. Ele tem o grupo nas mãos. Talvez as únicas coisas a serem melhoradas são o relacionamento com Lincoln e Valdívia, e dar uma puxada na orelha de Tinga, que anda displiscente demais em campo.

No mais, o ano está melhor do que imaginei. É só trabalhar pra não deixar a peteca cair.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se foi mais um clássico, Palestrinos.

Mais um jogo que dominamos de cabo a rabo, mas que não soubemos resolver. Não é a primeira vez que isso acontece e, com este time, não será a última. Nosso time é bastante esforçado e organizado, mas, sem um matador de ofício, essas alternâncias na eficiência de nosso comando de ataque serão comuns e até esperadas. Se perdemos para alguém ontem, esse alguém foi nossa própria incompetência.

O JOGO
A partida começou morna, com os dois times correndo sem direção e errando muitos passes. Foi então que em uma das inúmeras tabelas que o ataque da gentinha produziu, Jucilei saiu na cara de Marcos e forçou nostro Santo a fazer milagres. Na seqüência, Maúrício Ramos perdeu um gol sem goleiro. A partir daí o jogo melhorou e o Palmeiras também.

Alternando corridas de Luan pela esquerda e as subidas de Cicinho pela direita, o Verdão chegava, mas tinha dificuldades de encontrar Kléber desmarcado. Em duas oportunidades, porém, nostro camisa 30 girou e conseguiu o arremate. Mas tanto ele quanto Dinei e Marcos Assunção pararam nas mãos inspiradas de Julio Cesar.

Na segunda etapa o domínio alviverde cresceu, mas continuamos sem acertar o pé. E em uma dessas bolas não chutadas a gol, Kléber foi desarmado, armaram o contra ataque rapidamente, nostra defesa travou no milésimo um-dois da gambazada no jogo e Alessandro fez o gol da vitória.

Adriano entrou muito bem em campo, fez a correria pela direita, mas nada adiantou. Fora que tivemos ainda uma chance ridiculamente clara para marcar, mas o Gladiador estava em dia de pé murcho. Resultado: derrota pro rival e reanimamos um morto.

TROFÉU SÃO MARCOS
Luan. Ele não é brilhante, mas é incrível o quanto corre e compensa a ruindade de Rivaldo.

TROFÉU RIVALDO
Maurício Ramos. Acho ele um grande zagueiro, fico feliz por seu 100º jogo, mas falhou nos dois lances capitais da partida.

E AGORA?
Agora é juntar os cacos e voltar a campo só no próximo final de semana, diante do Americana, em um jogo que tem tudo pra ser complicado. Perder o clássico dói, mas não foi o fim do mundo; basta treinar bastante finalização e ver se conseguimos a vitória no domingo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lição de guerra

Domingo está chegando, Palestrinos…

E está chegando de um jeito especial, já que é dia de clássico, do maior dos clássicos. Dia em que a gente acorda um pouco mais cedo, um pouco mais tenso, um pouco mais elétrico. É dia de falar dele e somente dele com a família, a namorada, os filhos, o cachorro, o frentista e o padeiro. E se tem uma coisa que eu aprendi depois de viver muitos desses dias especiais é que tudo pode acontecer.

Por isso, nostro esquadrão tem que entrar focado em ganhar. Pouco importa que somos líderes invictos e menos ainda que eles estão na draga total. Aproveitemos o bom momento vivido pelo time e vamos sufocar a gentalha. Além do mais, se existe um único fato que conseguiria animar a gambazada, esse fato seria uma vitória diante de nós.

Não lembro exatamente qual era o filme, mas me lembro muito bem de uma cena em que o general falava ao seu comandado: “quando o inimigo estiver no chão, aproveite”. Nada de dó, nada de acomodação, nada de achar que está ganho.

Nostro general é Felipão. E tenho certeza de que ele passará exatamente a mesma mensagem para os nostros jogadores neste final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tô líder? Tolima!

Que noite, Palestrinos, que noite!

Como se não bastasse a alegria de voltar a ser líder de uma competição depois de tanto tempo, ainda tivemos o prazer de ver o timinho da Marginal ser o primeiro brasileiro da história a ser eliminado na Pré-Libertadores. Eu disse PRÉ-LIBERTADORES, aquela fase que nós já passamos até com gols de Ricardinho (lembram dele?).

E o melhor foi a maneira com que isso aconteceu, já que, tão logo o Verdão abriu o marcador em Rio Preto Mirassol pelos pés do talismã Patrik, o Curintinha tomou o primeiro dos colombianos. Timming perfeito, coisa de filme, uma daquelas noites para lavar a alma.

Mas, falando do que interessa, mais uma vez jogamos bem ontem, diante do Mirassol. Mesmo sem Kléber o ataque se movimentou bastante, Cicinho e Luan criaram muito bem pelos lados do campo e Deola salvou nas duas vezes em que foi acionado.

Por outro lado, Dinei continua mostrando que não pode ser o nosso centroavante titular e Thiago Heleno já mostrou que não será também o substituto ideal para Danilo. Já que temos até junho para o nostro camisa 23 nos deixar, é bom Felipão achar outro reforço para a zaga.

O importante é que, com os pés nos chão e ciente de nossas limitações, chegamos à liderança do Paulistão. E de quebra, na mesma noite, ainda pudemos rir deliciosamente de nostros rivais. Domingo, aliás, o encontro é com eles!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É inegável: até aqui, 2011 está bem melhor do que pensávamos, Palestrinos.

Claro que disputamos poucas partidas, que a maioria delas foi contra equipes de pequena importância e que aindas tem muita temporada pela frente, mas o saldo até aqui é positivo. Afinal, temos que levar em conta que além de não termos contratado nenhum grande nome, ainda tivemos a saída de Edinho, a contusão de Pierre e o fato de Gabriel Silva estar na Sub-20.

Como se tudo isso não bastasse, tivemos também uma eleição presidencial estupidamente marcada para o meio de janeiro (atrasando todo o planejamento do ano). E agora que a nova diretoria assumiu, a ordem é bastante clara: temos que cortar custos.

Até aí, tudo bem, estão mais do que certos. Tirone anunciou a saída de alguns dos quase 700 funcionários do clube, acertou a reestruturação das dívidas, reatou aliança com a Traffic e etc. Mas, no frigir dos ovos, o que interessa a nós, torcedores apaixonados, são os resultados dentro de campo.

Pelo que vimos até aqui, Felipão e sua comissão técnica entendaram perfeitamente o recado. Deixou com que salários altos como os de Edinho, Ewerthon, Lenny e futuramente Danilo fossem dicipados e trouxe reforços como Cicinho, João Vitor e Max Santos.

Até aqui, repito, está tudo bem. Mas não podemos nos exaltar e exagerar na dose. Senão daqui a pouyco vira festa e voltamos àquela mentalidade ridícula do “bom e barato”. O Palmeiras é grande demais pra pensar pequeno.

Por isso, caros diretores, creio que eu e os demais palmeirenses apoiamos a reformulação inevitável do elenco. Mas que seja feita com consciência. Apostemos em jovens como Tinga e Chico, mas não exageremos em Adrianos Michael Jacksons.

Essa é a pequena diferença entre ter um time organizado e um catado.

REFORÇOS
Se por um lado Danilo acertou com a Udinese e fica apenas até o dia 30 de junho, por outro o Palmeiras ainda corre atrás de reforços. Elkenson, meia do Vitória, e Leandro Chaparro (jovem meia que a Traffic adquiriu junto ao San Lorenzo) já estão na mesa de negociações.

E HOJE?
Hoje tem um duelo diante do Mirassol, na cidade de Rio Preto (Band, 22h). Não contaremos nem com o Kid Bengala nem com o Gladiador e, por isso, teremos que ter paciência com a equipe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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