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Archive for junho \30\-03:00 2011

Hoje tem jogo, Palestrinos!

É no Canindé, diante do Atlético/GO, no indecente horário das 19:30h (ou é 8 ou 80, ou às 19h ou às 22h… impressionante!). E você, acostumado com começos a lá 2009, que empolgam e depois frustram, pode me questionar, com certa razão, quanto à importância do duelo. Afinal, estamos somente na 7ª rodada de um campeonato que tem 38!

Mas é aí que você se engana.

O Campeonato Brasileiro é o Rally Paris-Dakar tupiniquim. Em outros palavras, quero dizer que o sertame que está sendo disputado é um verdadeiro rali de regularidade: não adianta ganhar 5 jogos seguidos e depois começar a oscila entre empates e derrotas.

É por isso que Felipão faz as suas contas de maneira simplista: tem que ganhar em casa e empatar fora. Pode parecer até que ele esta nos subjulgando, mas regularidade é isso, pontuar sempre para se colocar melhor na tabela (exceção feita ao grande número de empates, que podem prejudicar).

Tropeços acontecem, todos os times perdem jogos como o que nós perdemos no domingo, mas a vida segue. Cada jogo tem o seu valor e, por isso, o de hoje vale tanto quanto o da última rodada. Pra cima destes goianos safados, Palmeiras, vamos retomar o que é nostro!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O Brasileirão começou melhor do que o esperado, Palestrinos.

São seis jogos, com três vitórias em casa e dois empates e uma derrota jogando fora de nostros domínios. Você pode até me acusar de pensar pequeno, mas coloque a mão na consciência: com o elenco que temos a disposição, esta é uma campanha bastante razoável.

No entanto, é bom frisar, sempre tem como melhorar. E muito embora eu seja fã confesso de Felipão, alguns pontos poderiam ser acertados para que a equipe funcione melhor durante o segundo semestre – sem contar, obviamente, com os (im)possíveis reforços da diretoria. Vamos a alguns deles:

  • “Luandependência”: eu até aceito e entendo que o Palmeiras dependa das atuações de um atleta de alto nível como Kleber. No entanto, não dá pra depender de Luan. O esquema montado por Felipão tem uma vaga que é dele e só dele, fazendo com que soframos quando ele não está em campo.
  • Rivaldo não: já que Gabriel Silva tem se lesionado muito e a base não oferece bons jogadores para a lateral-esquerda, sugiro que Felipão simplesmente desista do camisa 13. Pode colocar Chico para fechar o lado e apenas marcar, sei lá, mas Rivaldo não dá.
  • Descalço: Patrik não é meia armador, Tinga muito menos e Lincoln não tem físico nem para jogar entre crianças. Então, caro Scolari, sempre que Valdívia estiver ausente, vale mais a pena apostar em um ataque rápido do que em um camisa 10 inesxistente.
  • Armação: se não temos um meia, subentende-se que os volantes têm de ajudar a marcar, certo? Então, pelo amor de San Genaro, alguém pede que o Assunção faça isso, deixando o limitadíssimo Chico com a incumbência única de marcar? Por favor…
  • Síndrome de Muñoz: existem jogadores que podem ajudar muito mais entrando durante a partida do que começando a mesma em campo. E esse, definitivamente, me parece ser o caso tanto de Wellington Paulista e Lincoln.
  • Multa: se o time treina tanto assim e continua sofrendo gols de escanteio, só tem uma solução – multar o jogador que falhar nos lances de bola parada. Quem sabe, assim, os atletas fiquem mais atentos com as bolas altas.

Só relembrando: as coisas estão indo bem. Mas com a chegada de Maikon Leite e um ou outro ajuste defensivo, as coisas podem andar ainda melhor para o Verdão. Bola pra frente (e sem crise, pelo amor de Deus)!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio a derrota, Palestrinos.

E muito embora boa parte da torcida esteja revoltada com o acontecido, não é nenhum desastre perder em Fortaleza. Até aceito o argumento de que seguramos o empate fora de casa diante de equipes mais fortes, mas a fraca exibição de ontem não é digna de humilhação ou crise. Aconteceu porque paramos em nostros próprios limites e porque a bola aérea continua sendo uma tragédia. Fica difícil pensar alto subindo tão mal de cabeça.

O JOGO
Prevendo uma pressão do time cearense, Felipão armou a equipe em um 4-3-1-2, onde Chico fazia as vezes de falso zagueiro pela esquerda – o que liberaria os laterais. E no início da partida até que a tática deu certo: Wellington Paulista cabeceou para boa defesa do frangueiro Fernando Henrique, enquanto o Ceará mal atacava. O problema, mais uma vez, veio pelo alto: sete minutos, escanteio e gol dele, Uóxitu Orelhão.

A partir daí e principalmente da substituição de Cicinho, muito mal substituído por Patrik, nitidamente o Palmeiras se perdeu. Com Lincoln mal demais na partida e o trio de volantes do time da casa marcando extremamente bem, não conseguimos criar nenhuma chance de perigo. mais uma vez, aliás, chegamos apenas com as bolas paradas de Assunção. Para piorar, sofremos o segundo gol no último segundo da primeira etapa, após mais um cruzamento na área.

No intervalo, no entanto, Felipão mexeu bem, colocou Adriano no lugar de Lincoln e nós voltamos a ter o domínio da bola. O problema foi que esse domínio não se transformou em chances concretas de gol. Kleber lutou tanto quanto se jogou, Patrik correu mais do que pensou, Adriano não foi pra cima e Rivaldo, como sempre, foi uma negação. A desorganização foi tamanha que, quando os volantes saiam para o jogo, o “armador” era Chico – tão habilidoso quanto minha mamma.

Com este cenário, obviamente ficou impossível buscar o empate. Perdemos o jogo e a invencibilidade merecidamente, esperando que tudo melhore na próxima quinta.

TROFÉU SÃO MARCOS
Marcos Assunção marcou, armou e ainda levou perigo nas bolas paradas.

TROFÉU RIVALDO
Eu não sei se o cara é lento por natureza ou se alimenta mal. Mas a verdade é que a apatia de Lincoln chega a irritar até um monge budista!

FELIPÃO ACERTOU E ERROU
Acertou ao escalar a equipe no 4-3-1-2, dando mais uma chance para Wellington e Kleber jogarem juntos, mas errou demais ao passar Márcio Araújo para o lugar de Cicinho. Por mais limitado que seja, o camisa 8 faz muito mais falta no meio do que na ala, onde o Paulo Henrique poderia ter sido testado.

E AGORA?
Agora na terceira colocação, temos a chance de nos reabilitarmos com duas partidas totalmente “ganháveis”. A primeira já nesta quinta-feira (30/06), diante do Atlético/GO no Canindé, e a próxima na outra quinta (07/07), diante do América/MG. Não há motivos para pensar negativamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora de separar homens de meninos, Palestrinos.

E nessa hora ajudam muito as atitudes. Ontem, por exemplo, tivemos dois comportamentos completamente diferentes, vindos de dois atletas completamente diferentes, que definem perfeitamente a diferença entre jogadores comuns e ídolos.

São Marcos, por exemplo, é e sempre será ídolo. Tem história, tem títulos, tem caráter e, acima de tudo, tem atitudes que fazem dele um cara acima do bem e do mal. E o modo como ele se comportou no momento do pênalti ontem comprova exatamente isso. Eu sou tão palmeirense quanto qualquer um de vocês, também desejo ver um gol de nostro camisa 12, mas é impossível não concordar com a justificativa do Santo.

No momento em que toda a torcida clamava seu nome e os próprios atletas chamavam o goleiro para bater, ele respirou, fez não com o dedo e claramente comentou com Thiago Heleno: “Estamos metendo quatro nos caras, não precisa disso, é sacanagem”. Leitura labial confirmada por ele próprio quando o juiz apitou o final de jogo. Marcos disse que não é batedor e que bater goleando seria uma forma de humilhar o jovem goleiro adversário (Aleks, 19 anos). Esse é o ídolo.

O bom jogador, e só isso, é Kléber. Que joga muito, sim; que salva o Palmeiras de derrotas constantemente, sim; que tem raça e honra a camisa, sim; mas que está completamente perdido e equivocado neste episódio de sair ou ficar no Palmeiras. É claro que nostro presidente é um boçal, mas o comportamento do camisa 30 está ridículo.

De manhã ele pega e fala que quer ficar, que ama o clube, que nunca sairia. Quando acaba o jogo ele diz que tem proposta oficial do Flamengo, que sabe até os valores, mas que só sai se o Palmeiras – “que precisa de dinheiro” – quiser. Me desculpem, mas nessa hora não tem nada de Palmeiras: quem tem que decidir se vai ou fica é o atleta!

Se a merda do timeco da Gávea ofereceu um salário melhor, admite que quer sair e vaza. Vai fazer falta demais, mas pelo menos vai ser sincero. Agindo desta maneira, o Gladiador só deixa transparecer que quer um aumento forçado. Quer jogar a torcida contra o já (merecidamente) combalido Tirone. Só que eu, meus amigos, não caio nessa.

Só como efeito de comparação, Marcos teve chance de se transferir para o Arsenal em 2002, deixou bem claro que iria numa boa, mas acabou ficando por ter sido (graças a San Genaro) barrado nos exames físicos. Em nenhum momento ele mentiu, disse que seria bom para o clube fazer dinheiro ou disse que ficou porque quis. Ele foi sincero, transparente, foi o ídolo de sempre.

Enquanto isso, Kléber prefere ficar falando nos microfones. O azar dele foi que tanto Felipão quanto a diretoria diexaram bem claro que ele só sai se quiser. Quero ver toda a coragem do Gladiador agora…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Goleada, Palestrinos!

Eu nem me lembro quando foi a última vez que metemos cinco gols em algum adversário, mas a sensação foi relembrada ontem a tarde e eu garanto que é ótima. Jogamos bem, nos impusemos diante de uma equipe inferior e finalmente conseguimos transformar a maioria das oportunidades criadas em gol. Aliás, se tivéssemos caprichado um pouco mais, o placar teria terminado em oito. Mas não vamos reclamar: a tão famosa festa junina da Portuguesa contagiou o time de Felipão e o arraial foi bão demais!

O JOGO
Melhor desde o primeiro toque na bola, o Verdão teve um primeiro tempo quase perfeito. Trocou passes em velocidade, tabelou e construiu grandes lances pelos lados do campo, através de Cicinho e Luan. Só não digo que foram 45 minutos perfeitos porque o gol demorou e saiu apenas aos 18 minutos: após escanteio cobrado por Assunção, Lincoln fechou no segundo pau, mas foi o zagueiro adversário quem meteu pra dentro.

Três minutos depois, em belíssima jogada de nostro lateral-direito, Luan fechou pelo meio e bateu conscientemente cruzado para ampliar. Com 2 a 0 no marcador, o Palmeiras tocava e a bola e chegava em velocidade. Lincoln perdeu duas boas chances dentro da área, até que, aos 40 minutos, novamente Luan chegou pela esquerda e, contando com nova ajuda da defesa, fez o terceiro do Verde. As coisas pareciam satisfatórias, mas o Verdão queria mais: antes do apito final, Kleber recebeu na entrada da área, se livrou da marcação e bateu com perfeição no ângulo. Final de primeiro tempo e quatro a zero pro Palestra.

Veio a segunda etapa e o time claramente entrou para tocar a bola e se desgatar menos. Wellington Paulista, que tinha tudo para se consagrar, perdeu duas boas oportunidades e ,ereceu ser sacado para a entrada de Chico. E antes de Patrik e Dinei também entrarem em campo, Lincoln sofreu pênalti para o Gladiador fazer o terceiro dele e o quinto do Limão Mecânico na partida.

Vitória para calar, animar e nos deixar com a certeza de que o campeonato promete.

TROFEU SÃO MARCOS
Ele, de novo ele: Luan. Dois gols, belas jogadas pela esquerda e a heroica missão de suportar o fardo chamado Rivaldo.

TROFEU RIVALDO
Como, infelizmente, o camisa 13 não pode ser eleito, fico com Wellington Paulista. Em um jogo onde o time faz cinco e o centroavante não faz nenhum, tem coisa errada.

A DIFERENÇA ENTRE O CERTO E O ERRADO
É claro que eu adoraria que São Marcos tivesse batido o pênalti e marcado seu primeiro gol com o nostro manto sagrado, Palestrinos. Mas a sua negativa e ainda mais a sua justificativa, revelam um cara com tanto caráter que eu julgo que ele acertou em cheio.

Já Kleber, por mais que esteja de saco cheio de um presidente estúpido como o nostro, não pode desabafar daquele jeito em meio a 50 repórteres sedentos por notícia ruim. Não sei se ele percebeu, mas num jogo onde metemos cinco, os comentários ficaram só em cima das declarações dele. Falta pensar e admirar o exemplo dado por Marcos.

E AGORA?
Com Felipão radiante, o Palmeiras conseguiu 11 pontos em 15 conquistados. Vá lá que os empates diante de Cruzeiro e Inter poderiam ter sido vitórias, mas a conta está fechando bonito. Agora temos o Ceará fora de casa e o Atlético/GO no Canindé e eu vejo boas possibilidades de mantermos a bela campanha.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu sei que a pergunta acima não tem resposta, Palestrinos.

Já fiz e refiz esse questionamento para mim mesmo uma centena de vezes, nas mais diferentes épocas, e nunca consegui chegar a uma resposta. Em bem da verdade, justiça seja feita, eu sempre cheguei à mesma (e tento negá-la veementemente desde então): o Palmeiras é um time sem dono.

E isso vale pros anos 80, pra era maldita e interminável do Sapo Gordo Turco, pra Della Monica, Belluzzo, Lapolla, Seraphim Del Grande, Palaia… serve pra toda essa corja que tem muito mais amor ao poder do que ao Palestra. Que hoje, aliás, são representados com louvor via Roberto Frizzo e Arnaldo Tirone.

A polêmica do momento diz respeito a baderna que virou o nostro alviverde nas últimas semanas. Briga entre jogador e organizada, atleta afastado por causa de briga entre treinador e empresários, e agora a saída de um cara que mal chegou no elenco. Isso mesmo, a informação é verdadeira: Wellington Paulista já foi para o Inter.

Felipão queria um centroavante, inidicou três nomes e mesmo sem estar na lista do treinador Frizzo trouxe Wellington. O jogador chegou, se integrou ao grupo e… Felipão simplesmente o ignorou. Jogou pouquíssimos minutos e a única partida que iniciou entre os onze (Palmeiras x Coritiba), lesionou o ombro e saiu de campo. Resultado: jogador insatisfeito, clubes interessados e o camisa 9 vai para Porto Alegre.

Fica então a pergunta: quem manda? O presidente, o diretor de futebol, o treinador? É impensável, mas não impossível, imaginar que nenhum dos três se reuniu antes de resolver trazer um atleta que, diga-se de passagem, ganhava bem. Que foi apresentado como a solução para o ataque. E que não ficou nem dois meses no clube!

Para mim, o estilo ideal de administração é aquele onde o clube tem o comando: diretores e presidente tomam as decisões, a exemplo do Barcelona. Existem outros, porém, onde apenas o presidente manda (vemos isso do outro lado do muro, no SPFW do tresloucado Juvenal). Em outros ainda, o treinador tem carta branca para fazer o que quiser (vide o Real Madrid de Mourinho).

Mas o Palmeiras foge de tudo isso. O Palmerias foge do aceitável. E, assim, foge não só do seu como do nostro controle. Bora fazer promessa pra San Genaro, que é o que nos resta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É incrível, Palestrinos, mas o Palmeiras nunca está em paz.

Mesmo com o bom início do Brasileirão, mesmo tendo perdido apenas três partidas no ano, mesmo com a confiança em alta. Quando não é jogador escrevendo baboseira no Twitter, é presidente falando groselha para a imprensa, “torcedor organizado” achando que tem o direito de cobrar atleta cara a cara… E aí, mais uma vez, o ambiente externo atrapalha o interno.

A polêmica da vez diz respeito ao “Caso Tinga”. Com vínculo contratual ligado ao DIS (grupo de investimento que tem também o passe de Ganso, entre outros jogadores), o camisa 17 foi afastado do elenco por Felipão como punição não pelo seu futebol, mas pelas atitudes da empresa parceira.

Explico: detentora de 20% do passe do atacante Vinícius, a empresa contrariou a decisão do Palmeiras e se negou a vender sua parte no passe do atacante para a Udinese, um mês atrás. Como o clube italiano queria obter 100% do atleta, retirou a proposta e desistiu do negócio. O clube acusou a empresa de fazer isso visando o fim do vínculo do atleta com o Palmeiras, no começo do ano que vem, quando ele sairia de graça para qualquer clube europeu.

E é aí que a coisa emperra.

Em teoria, Felipão tem razão. Embora tenham total de direito de orientar seus jogadores a fazer o que eles determinam (afinal esse tipo de indústria nasceu pela falência dos clubes em geral), algumas dessas empresas/empresários têm invertido alguns valores do futebol. Quem tem que cuidar do atleta é o clube, não uma empresa que visa única e exclusivamente o lucro!

Se verdadeiro, o imbroglio de Vinícius que foi explicado pelo Palmeiras é um caso desses. Embora já tenha escrito aqui que acho ridículo se desvencilhar de um garoto de 17 anos, com futuro promissor, essa decisão de ser vendido ou não deveria ser tomada unicamente pelo jogador e pela agremiação em que ele joga. No entanto, sabemos que é muito mais fácil negociar um atleta de graça do que em troca de dinheiro. E, na minha sincera opinião, nostra diretoria está sendo tão gananciosa quanto à DIS – são praticamente espelhos.

Mas o ponto aqui é outro; é sobre como um atrito com a carreira de um jogador respingou diretamente na vida de outro atleta que nada tem a ver com a situação. Oras, vá lá: Vinícius é Vinícius e Tinga é Tinga. Muito embora o meia venha jogando pessimamente mal em 2011, ficou claro que nostro treinador o cortou por causa da briga com o tal grupo, não por desempenho. E isso é muito errado!

Se Felipão quer combater quem ele diz roubar o clube, que combata com o atleta que está dentro do problema. Afastar um jogador não fará dele um mártir que irá terminar com essa história de “parceria” entre clubes, empresários e investidores.

Que fique bem claro que eu não estou aqui defendendo nenhum dos lados, creio que todos tenham as suas razões. O jogador que aceita o contrato da empresa porque o clube claramente não tem um planejamento para a sua carreira; a empresa que ganha poder de decisão graças à parada no tempo dos clubes, quando o passe foi “extinto”; e o clube que, mesmo falido e mal preparado, não pode ser refém do humor do mercado de transferências. Todos têm sua razão, todos têm suas falhas.

A única certeza é de que Felipão errou dessa vez. Mesmo que o envolvido fosse o Rivaldo, não dá pra punir um jogador desta maneira. Falta hombridade, falta verdade, falta pensar antes de fazer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Me desculpem as palavras, mas eu fico puto com essas coisas, Palestrinos.

Se é verdade que o Palmeiras falhou no Paulistão e na Copa do Brasil, também é verdade que a equipe vem fazendo um 2011 bastante digno, só perdeu três partidas no ano e vem mostrando evolução a cada rodada – ainda que desfalcada de jogador como Valdivia. Tenho consciência que esta é a minha opinião e que outros podem ter a deles; o problema é quando estes “outros” novamente perdem a razão e apelam.

Sábado, quando o Verdão desembarcou em Porto Alegre, aquela mesma cambada de palhaços de sempre, denominada Mancha (Alvi)Verde, foi até o saguão protestar. Xingou Luan, xingou Adriano e quando Marcos Assunção foi conversar com eles simplesmente agrediram verbalmente também um de nostros melhores jogadores.

Isso é impressionante, amigos. Entra ano, sai ano essa corja atrapalha o Palmeiras. Este ano, quando sofremos aquela maledeta e humilhante derrota para o Coritiba, pela Copa do Brasil, foi essa mesma “torcida” quem atacou os carros de jogadores e pichou os muros do Palestra. Por sinal, no jogo de volta, quando apenas os chamados torcedores comuns foram ao Pacaembu, presenciei uma das massas mais vibrantes em anos de arquibancada. Éramos poucos em número, mas superiores em amor.

Mas, enfim, a questão não é essa. A questão é que nenhum atleta passar a correr mais em campo por ter sido pressionado e amedrontado. Tampouco esse atleta vai embora por causa disso! De uma vez por todas, tentem entender “organizados”: todo mundo que paga ingresso pode protestar a vontade no estádio e somente no estádio. Pode fazer faixas, gritar, o que quiser: menos apelar para o embate pessoal, seja ele verbal ou físico.

Conheço integrantes da Mancha que não são estúpidos a esse ponto, mas, de que adiante se gabar de seguir o Palmeiras em qualquer lugar do mundo e fazer lindas festas se parte dos “associados” só conhecem o terror como solução? Se são 15 ou 500 pouco importa: eles fazem com que o nome de toda a torcida seja manchado.

E se quiserem falar que isso é generalizar, fiquem a vontade. Eu não respeito nem nunca vou respeitar quem protesta usando a violência e a intimidação. Até porque isso seria crime em qualquer lugar do mundo, menos aqui, no nostro permissivo futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ficamos no quase novamente, Palestrinos.

Afinal de contas, novamente jogamos fora de casa contra uma equipe tida como favorita, mais uma vez contrariamos as expectativas apresentando bom futebol e, mais uma vez, sofremos o empate perto do final. É aquele paradoxo de ficar feliz pelo empate longe de casa, mas triste pela verdadeira água no chopp. Como bem disse Felipão, “é bom pros dois”.

O JOGO
De novo naquele 4-5-1 disfarçado de 4-3-3, o Palmeiras entrou em campo disposto a jogar bola. Não recuou, não chamou o Inter pra cima e cozinhou a partida buscando o gol em bolas paradas. Foi assim que Marcos Assunção bateu duas faltas perigosas, espalmadas por Renan, e fez ainda mais dois cruzamentos venenosos. Atrás, como tem sido uma constante, o Palmeiras se comportou bem.

Veio o segundo e, mesmo com Chico improvisado na vaga de Gabriel Silva (eita moleque zicado!), o Verdão continuava inteiro na partida. No entanto, num daqueles momentos inexplicáveis onde nem o próprio atleta consegue se defender, Marcio Araújo se empolgou e meteu um chutaço no ângulo de São Marcos. Óseas respirou aliviado, vão esquecê-lo por algum tempo.

E quando parecia que nostro time iria definhar sob a pressão exercida pelos chapolins, fomos novamente surpreendidos: empatamos três minutos depois em um gol contra de Rodrigo e viramos pouco mais de dez minutos depois em linda jogada de Luan. Estava tudo errado e tudo certo ao mesmo tempo!

Mas como o Palmeiras não economiza na falta de atenção, repetimos o roteiro diante do Cruzeiro e sofremos o empate em uma cobrança de escanteio, após desvio no primeiro pau. 2 a 2 no placar, com aquele gostinho de quero mais.

TROFÉU SÃO MARCOS
Marcos Assunção não só jogou “sozinho” na primeira etapa, como ainda participou dos dois gols.

TROFÉU RIVALDO
Apesar do gol contra, Márcio Araújo não mereceu tal prêmio. Vou deixá-lo novamente com Patrik, que não fez nada e ainda tomou um amarelo besta.

O MALEDETO ESCANTEIO
Eu sei que todos ficamos na bronca ao sofrer mais um gol de escanteio, mas, sinceramente, como evitá-lo? Tanto Felipão quanto os atletas dizem que a solução é treinar exaustivamente a jogada, mas eu, particularmente, acho que esse não é um tipo de jogada tão facilmente “marcável”. Na minha visão, depende muito mais de atenção do que de treino. Vale o Marcão dar uns gritos antes da cobrança e os atletas se ajudarem.

E AGORA?
Bom, seguindo as contas de nostro comandante está tudo dentro do figurino: duas vitórias em casa, dois empates fora. Sabadão recebemos o combalido Avaí no Canindé e, conseguindo os três pontos, devemos continuar entre os quatro primeiros colocados do campeonato. Parece pouco, meu amigo, mas pense bem, porque não é.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu sei que este blog é sobre o Palmeiras e para o Palmeiras, mas peço licença para agradecer um mito do futebol, Palestrinos.

Ontem eu estive no Pacaembu, presenciei os 15 minutos do Fenômeno em campo e me sinto um privilegiado. Primeiro porque se trata do maior artilheiro da história das Copas do Mundo; segundo porque se trata de um dos maiores de todos os tempos; e, terceiro e mais importante, porque ele é um mortal.

Explico: ídolos tendem a se tornar intocáveis. Botam marra, ignoram suas falhas, acham que podem viver acima do bem e do mal. Mas Ronaldo, não. Apesar de ser um gênio, ele sempre foi humano. Se lesionou, errou, chorou, caiu, levantou… Ronaldo fez o que todos nós já fizemos na vida.

Lembro-me quando eu tinha meus 12 anos e começaram alguns rumores de que ele viria da Internazionale para o Verdão. É claro que eram boatos infundados, mas, graças à minha idade e àquela conversa de que os contatos com a Parmalat iriam facilitar, eu sonhei alto. Por dias e dias falei disso na escola, me gabando da possibilidade.

E quando ele de fato voltou ao Brasil, mais de dez anos depois, veio bem para o nostro rival. Para piorar, seu primeiro gol foi diante da gente. Mas, pra ser sincero, passados aqueles minutos de ódio por ter sofrido o tento, meu sentimento era de tranquilidade. Simplesmente porque se tratava de Ronaldo. E também porque boa parte da graça do futebol é a rivalidade – e ter o Fenômeno como rival, ainda que gambá, é uma honra.

Novamente peço desculpas por um post que não fala do nostro Palestra. Mas eu sou da “geração Ronaldo”, respeito demais o camisa 9 e me sinto na obrigação de agradecê-lo. Muito obrigado, Fenômeno!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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