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Archive for 15 de junho de 2011

É incrível, Palestrinos, mas o Palmeiras nunca está em paz.

Mesmo com o bom início do Brasileirão, mesmo tendo perdido apenas três partidas no ano, mesmo com a confiança em alta. Quando não é jogador escrevendo baboseira no Twitter, é presidente falando groselha para a imprensa, “torcedor organizado” achando que tem o direito de cobrar atleta cara a cara… E aí, mais uma vez, o ambiente externo atrapalha o interno.

A polêmica da vez diz respeito ao “Caso Tinga”. Com vínculo contratual ligado ao DIS (grupo de investimento que tem também o passe de Ganso, entre outros jogadores), o camisa 17 foi afastado do elenco por Felipão como punição não pelo seu futebol, mas pelas atitudes da empresa parceira.

Explico: detentora de 20% do passe do atacante Vinícius, a empresa contrariou a decisão do Palmeiras e se negou a vender sua parte no passe do atacante para a Udinese, um mês atrás. Como o clube italiano queria obter 100% do atleta, retirou a proposta e desistiu do negócio. O clube acusou a empresa de fazer isso visando o fim do vínculo do atleta com o Palmeiras, no começo do ano que vem, quando ele sairia de graça para qualquer clube europeu.

E é aí que a coisa emperra.

Em teoria, Felipão tem razão. Embora tenham total de direito de orientar seus jogadores a fazer o que eles determinam (afinal esse tipo de indústria nasceu pela falência dos clubes em geral), algumas dessas empresas/empresários têm invertido alguns valores do futebol. Quem tem que cuidar do atleta é o clube, não uma empresa que visa única e exclusivamente o lucro!

Se verdadeiro, o imbroglio de Vinícius que foi explicado pelo Palmeiras é um caso desses. Embora já tenha escrito aqui que acho ridículo se desvencilhar de um garoto de 17 anos, com futuro promissor, essa decisão de ser vendido ou não deveria ser tomada unicamente pelo jogador e pela agremiação em que ele joga. No entanto, sabemos que é muito mais fácil negociar um atleta de graça do que em troca de dinheiro. E, na minha sincera opinião, nostra diretoria está sendo tão gananciosa quanto à DIS – são praticamente espelhos.

Mas o ponto aqui é outro; é sobre como um atrito com a carreira de um jogador respingou diretamente na vida de outro atleta que nada tem a ver com a situação. Oras, vá lá: Vinícius é Vinícius e Tinga é Tinga. Muito embora o meia venha jogando pessimamente mal em 2011, ficou claro que nostro treinador o cortou por causa da briga com o tal grupo, não por desempenho. E isso é muito errado!

Se Felipão quer combater quem ele diz roubar o clube, que combata com o atleta que está dentro do problema. Afastar um jogador não fará dele um mártir que irá terminar com essa história de “parceria” entre clubes, empresários e investidores.

Que fique bem claro que eu não estou aqui defendendo nenhum dos lados, creio que todos tenham as suas razões. O jogador que aceita o contrato da empresa porque o clube claramente não tem um planejamento para a sua carreira; a empresa que ganha poder de decisão graças à parada no tempo dos clubes, quando o passe foi “extinto”; e o clube que, mesmo falido e mal preparado, não pode ser refém do humor do mercado de transferências. Todos têm sua razão, todos têm suas falhas.

A única certeza é de que Felipão errou dessa vez. Mesmo que o envolvido fosse o Rivaldo, não dá pra punir um jogador desta maneira. Falta hombridade, falta verdade, falta pensar antes de fazer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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