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Archive for agosto \29\UTC 2011

Virada pra cima dos fregueses, Palestrinos!

Finalmente vencemos uma partida onde jogamos melhor e criamos mais. Pode até parecer estranho, mas, após pressionar Vasco, Bahia e São Paulo sem vencer nenhum deles, a redenção veio pra cima da gambazada. Até parecia que o pesadelo do mal aproveitamento nos assombraria novamente, mas a virada veio em grande estilo e o Verdão voltou a vencer. Parodiando Anderson Silva e o Capitão Nascimento: “Fregueses, sempre serão!”.

O JOGO
Com mais de 35 mil pessoas no Prudentão e um calor senegalense, o Palmeiras começou o jogo pior que o visitante. Emerson estava inspirado, ia pra cima de Gabriel Silva e o Verdão era acuado pela sua própria apatia. Mesmo assim, quando ainda a partida ainda estava no zero, Kléber teve grande chance de marcar de cabeça e perdeu. Quem não perdeu foi o tal de Emerson, que foi cruzar e deu sorte.

Mas, por mais bizarro que pareça, tomar o gol foi a melhor coisa para o Palmeiras no jogo. Felipão sacou Patrick, colocou Fernandão e o Verdão começou a pressionar em busca do empate. Tanto fez que, aos 34 minutos, após escanteio mal rebatido por Julio Cesar, Luan pegou a sobra e colocou com raiva pro fundo do gol.

O empate animou de vez o time que, mesmo com a parada pro intervalo, continuou bem superior. A vontade de Luan e o empenho de Chico, Kléber e Márcio Araújo apagavam até a má atuação do apagado Valdívia. Então, logo aos 7 minutos, Assunção meteu uma bola linda para Fernandão e o estreante não perdoou: Palestra 2 a 1.

Na frente do placar, o Palmeiras se fechou, deixou só o grandalhão Fernando na frente e conteve o jogo sem grandes sustos. Thiago Heleno e Henrique foram extremamente seguros, Marcos estava ligado e, aos final dos 90 minutos, o Verdão saiu de campo vitorioso. Tão merecido quanto necessário!

TROFÉU SÃO MARCOS
Mais uma vez, e pra alegria de Felipão, Luan fez um jogo digno de nota.

TROFÉU RIVALDO
Seria até maldade taxar Patrick como o pior em campo quando Valdívia, muito mais experiente e bem pago, ficou andando em campo. Acorda, Mago!

FESTA BONITA NO INTERIOR
Já dei a minha opinião e repito: realizar o maior clássico do Brasil a 600km de São Paulo é um crime inafiançável. No entanto, a torcida de Presidente Prudente e de toda a grande Mato Grosso do Sul mostrou que faz belas festas quando o Palmeiras joga. A diretoria deveria mandar mais jogos lá, contanto que sejam contra Grêmio, Atlético/GO, Avaí e afins.

Entendam, não é preconceito: é justiça com quem paga para ver o Verdão pegar o Mirassol e o Asa, mas não pode ver ao vivo – nem na TV, já que só viu quem tem PFC – o dérbi.

JUIZ FRACO, IMPRENSA HORRÍVEL
O irmão de “PC Farias” começou o jogo bem, mas se perdeu no segundo tempo. Enquanto os gambás queriam brigar a cada cinco minutos, quem tomava amarelo eram Luan, Chico e os demais Palestrinos em campo. A verdade é que, quando a coisa apertou, ele afinou nas expulsões e fez média.

Já a imprensa paulista continua incrível: fala mais do inexistente “título do 1º turno” do que da nostra vitória. Sensacional, estão de parabéns.

E AGORA?
Agora já tem final de campeonato na quarta-feira, diante do Botafogo, no Rio de Janeiro. É confronto direto e o Palmeiras não pode, de forma alguma, ser dominado só porque a partida é fora de casa. Vamos pra cima deles, e vamos vencer!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje é dia de festa, Palestrinos: são 97 anos de Sociedade Esportiva Palmeiras!

Quase cem anos de amor, paixão e devoção ao clube mais imponente do país. Àquele time que foi criado por imigrantes, perseguido pelo governo, renascido pelo talento, reconhecido por seus craques, confirmado por seus títulos e mantido pelos corações e gargantas de milhões de torcedores.

Somos o Palestra Itália que virou Palmeiras. O Palmeiras que virou Academia. A Academia que virou uma máquina. A máquina que atingiu 100 gols em poucos meses. Os 100 gols que conquistaram a América e o mundo, nos consagrando como os Campeões do Século XX.

É claro que gostaríamos de estar comemorando esta data em melhores condições, agora, no século XXI, mas o verdadeiro amor não vive de fases. Ele nasce, cresce e é cultivado a cada jogo, perdendo ou ganhando. Quem é palmeirense ostenta a sua fibra sempre.

Por isso, hoje, não me cabe escrever um longo texto sobre as suas glórias.
Cabe apenas, apaixonada e solenemente, lhe desejar feliz aniversário, Palmeiras!
Saúde, sucesso e o mesmo espírito de porco que ostenta a tanto tempo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Foi bonito, Palestrinos…

Em mais um exercício cívico de devoção ao Palmeiras, mais de 10 mil heróis foram ao pacaembu presenciar a vitória do Verdão por 3 a 1 (Luan, Kléber e Assunção) nesta noite. E se é verdade que o resultado não foi o suficiente para classificarmos, também é verdade que jogamos bem e saímos com a cabeça tranquila para o clássico de domingo.

Na real, a desclassificação não veio hoje, mas sim na desatenção da primeira partida. Foram dois gols sem querer do Vasco, um gol mal anulado nostro e o gol fora de casa – logo dele, o terrível Jumar – decidiu o futuro na Sul-Americana. É do jogo, acontece, temos de ter paciência. Existem noites em que não existem culpados e hoje foi uma delas.

Valdivia jogou como dele se espera, Kléber desencantou, Luan voltou a ser útil, Cicinho apoiou como sempre, Assunção voltou a ter o pé calibrado… se tivemos um defeito no jogo, foi a falta de sorte em um chute tão improvável dado da intermediária. Acontece, não é ter postura pequena, é reconhecer o mundo do futebol.

Agora, atenção: o time lutou, mas não merece aplausos. Ser desclassificado para o mistão de um time como Vasco não é motivo nenhum de orgulho.

Por isso, no domingo, espero um time tão motivado e aguerrido quanto hoje. Espero, enfim, o que todos nós esperamos: o Palmeiras em campo, com a sua grandeza e imponência de sempre! Até porque se o título parec eum sonho meio distante, a Libertadores é logo ali. Basta querer e correr.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Semana começando tumultuada, Palestrinos.

Por isso, e até porque ando meio irritado com as coisas do futebol, serei curto e grosso.

FELIPÃO FREE
De possíveis 720 dias, a pena de Felipão passou para 2 jogos. Nada a comemorar, a não ser pelo fato de que foi feito justiça. A equação é simples e sempre foi assim: você é expulso, cumpre um jogo de suspensão. A pena de praticamente dois anos foi mais uma invenção do STJD, que adora aparecer para esconder a sua insiginificância dentro do cenário do furebol nacional.

A propósito, não acredito em conspirações de arbitragem, mas é fato que nostro comandante é um dos alvos prediletos de árbitros e bandeirinhas. Se preocupam muito mais com ele do que com Cuca, Givanildo, Adílson e afins.

VALE BRIGAR PELA SUL-AMERICANA?
Sinceramente, penso que sim. Apesar dos dois a zero fora de casa, o Palmeiras tem a obrigação de mostrar força, garra e vontade jogando em SP. O Vasco já tem a vaga na Libertadores, faz um bom Campeonato Brasileiro e é até capaz que mande uma equipe mista para jogar aqui na quinta-feira… logo, time titular em campo pra ganhar de 3 ou mais!

A Copa Sul-Americana é, sim, o caminho mais curto para a Libertadores e, depois do jogo feio que vimos no Rio, o time nos deve ao menos um pouco de honra no jogo de volta.

KLÉBER ALVIVERDE
Meus amigos, pouco me importa que Kléber fosse corintiano antes de se profissionalizar. Aliás, não me espanta nenhum pouco: aproximadamente 70% de todos os jogadores de futebol do país são gambás ou urubus de nascença. O que me importa é que, apesar do recente deslize na tentativa estúpida de ir para o Flalixo, ele sempre defendeu o Palmeiras com afinco dentro de campo.

E o fato dele ter sido associado da Gaviões me espanta menos ainda: por sua personalidade e agressividade, se envolver com organizadas era mais do que esperado. Vide a sua ligação recente com a Mancha…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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História repetida, Palestrinos.

Pela terceira partida seguida fomos melhores em campo, criamos oportunidades de gol, mas saímos de campo sem a vitória. São apenas 4 pontos nos últimos 15 disputados e, a não ser pelo jogo diante do Grêmio, que fomos realmente mal, em todos os outros fizemos por merecer a vitória.

Podemos contestar as arbitragens dos duelos diante do Coxa e do Bahia, mas uma coisa ainda é flagrante: a quantidade de gols perdidos pelo Palmeiras. Jogo a jogo, nostros meias e atacantes se revezam na tarefa de perder chances. Em alguns deles é bom destacar os goleiros adversários, como foi o caso do Borboleta ontem, mas a nostra incapacidade está nos freiando no campeonato.

Além do mais, o empate não vale absolutamente nada em um campeonato disputado por pontos corridos. Se trocássemos os últimos quatro empates por duas derrotas e duas vitórias, por exemplo, estaríamos em melhor situação.

O jogo de ontem teve momentos de altos e baixos, com um começo muito bom, uma acomodação que foi castigada pelo gol bambístico e um segundo tempo mais sereno, com toque de bola e um time atacando pra vencer. Na minha opinião, o time ideal está por aí: um 4-3-1-2, onde tenhamos Chico marcando bastante, Marcio Araújo e Assunção mais soltos e Valdívia livre para municiar Kléber e Luan (ou Maikon Leite).

Diante dos gambás, no domingo, não teremos Cicinho, mas contaremos com as voltas de Gabriel Silva, Thiago Heleno e Valdívia. Com vontade e garra, podemos aproveitar o momento ruim dos mulambos e, finalmente, voltar a vencer. Jogando bem já estamos, falta “só” conquistar os três pontos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Que fase, Palestrinos…

Mais uma vez jogamos bem, mais uma vez tocamos bem a bola, mais uma vez pressionamos e, mais uma vez, não vencemos. Foram duas bolas na trave, três gols perdidos dentro da área e uma arbitragem horrorosa que nos tiraram os 3 pontos ontem, no Canindé. Nada de muito diferente do que aconteceu domingo, diante do Vasco, nem no outro sábado, contra o Grêmio.

Mas o que mais me chamou a atenção é que, mesmo sendo ROUBADOS dentro de casa, nós não temos ânimo nem mais para reclamar. A seqüência que temos de decepções nos deixou tão desencantados com o time, que o protesto fica mais próximo do que a reclamação. O Palmeiras jogou bem, sim, o normal seria meter três nos bahianos… mas não foi assim.

E agora, usando aquele otimismo que nos é peculiar, olho pra frente e faço o diagnóstico: ou ganhamos de bâmbis e gambás, ou o campeonato acaba de vez pro Verdão. É óbvio que ainda restarão 19 rodadas, são 57 pontos em jogo, mas os clássicos são a nostra última esperança. Afinal de contas, ganhar clássicos empolga, anima, muda o ambiente.

Do contrário, pegaremos no máximo uma vaguinha na Sul-Americana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Momento de reflexão neste blog, Palestrinos.

Ontem, conversando com um amigo alviverde, percebi uma coisa que nunca havia me passado tão dura e claramente pela cabeça. Sendo frio e calculista, cheguei a conclusão de que, do jeito que vamos e estamos, o futuro do Palmeiras tende a ser de puro fracasso. É duro, eu sei, mas é a realidade – por mais difícil que seja admitir uma coisa dessas.

Acompanhem meu raciocínio…

DIRETORIA HISTORICAMENTE FRACA
A culpa pelo momento que vivemos não é desta diretoria ou da penúltima: é de todas. Sim, eu sei que parece óbvio, mas atente para uma coisa quando eu digo todas… são todas mesmo! Exceto pelos períodos que envolvem a nostra fundação (feita amadorísticamente por imigrantes italianos), os anos dourados das duas Academias e ao período Parmalat (administrado pela propria empresa), nós sempre passamos por dificuldades.

A briga interna sempre foi intensa, o ego sempre foi maior que os objetivos da equipe e, se é verdade que isso não é exclusividade nostra, também é verdade que nenhum outro clube sofre tanto com isso quanto a gente.

PERÍODOS BEM DEFINIDOS DE GLÓRIA
Peguem a nostra história de conquistas e atentem para os “ciclos de glória”. Temos a passagem de Palestra para Palmeiras, temos o período entre 60 e 70, com as duas Academias, e temos boa parte dos anos 90. O primeiro ciclo é facilmente explicado pela honra e força de vontade de quem jogava; o segundo é uma combinação de fatores incríveis como bons olheiros, diretoria e comissão técnica; já o terceiro foi o fator sorte: uma empresa gringa apareceu e despejou dinheiro no clube.

Ficar dez anos sem títulos não é um absurdo. Mas, para um time do nostro tamanho e com a nostra torcida, incomoda demais. Principalmente porque a perspectiva de melhora é nula.

SEM TÍTULOS, MENOS TORCIDA
Sim, eu sei que torcedor de verdade não apoia em função de títulos e que temos casos de torcidas que cresceram no período de seca (que é comum a todos os clubes de futebol). Agora, seja sincero: como você explicaria para uma criança de 6 anos que ela deve ser palmeirense, se tudo o que ela vê e lê são notícias de trapalhadas e ingerência, além de jogos fracos e times, no máximo, esforçados?

É isso que vemos há mais de uma década. E, a não ser que apareça um sheik disposto a comprar o time e contratar o Agüero, as coisas parecem fadadas ao insucesso.

SOLUÇÃO
Sinceramente, sei que não existe uma única solução. É preciso se organizar, balancear as finanças, fazer uma verdadeira limpa na diretoria composta, em sua maioria, por senhores retrógrados, ter uma comissão técnica bem definida e por aí vai. É difícil, complicado, passa por mudar estatuto, instituir voto direto e tudo o mais, mas não é impossível.

Basta querer revolucionar. E nós precisamos desesperadamente disso.

Só quem lê este blog sabe que eu sou extremamente otimista sempre. Só quem me conhece sabe o quanto eu amo o Palmeiras. E só quem é palmeirense de verdade sabe o quanto dói admitir tudo isso sem poder rebater o destino.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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