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Archive for setembro \30\-03:00 2011

E voltamos nós ao assunto Kléber, Palestrinos.

Mas antes de você sair me xingando, proponho que leia o post todo primeiro.

Para começar, é bom que você saiba, por exemplo, que eu sou um cara avesso à extremismos. Logo, você dificilmente vai me ver exagerar em algo para mais ou para menos. E é exatamente por isso que fico indignado com boa parte das coisas que tenho lido na imprensa: porque eles elevam tudo ao extremo – especialmente quando vão abordar a relação Kléber e Palmeiras.

Portanto, vamos aos (meus) fatos…

1) KLÉBER ESTÁ EM MÁ FASE
Sem marcar há mais de um turno e lesionando-se com frequência, está claro que o nostro camisa 30 está em péssima fase. Assim como todo o time, ele caiu muito no início do segundo turno e deixou acontecer uma coisa até então rara para ele: Kléber desanimou. E se você junta má fase técnica com desânimo, a coisa desanda mesmo.

2) KLÉBER NÃO ESTÁ FAZENDO CORPO MOLE
Ele não está jogando bem, ele não está fazendo gols e está sim em uma fase horrível. Mas daí a acusá-lo de corpo mole vai um abismo gigantesco! O cara corre, tenta, mas está claramente nervoso dentro de campo. Sentiu que está em fase ruim e está se abatendo. Mas eu não diria que está dando migué.

3) KLÉBER NÃO É COITADO
E se o atacante não é “o culpado”, também está longe de ser “o mártir”. Kléber errou feio ao tentar forçar um aumento naquele imbróglio com o Flamengo, também errou ao dar as declarações que deu após o jogo de domingo SEM ANTES TER FALADO COM SEUS COMPANHEIROS, além de continuar tomando cartões bobos. Logo, não venham defendê-lo só porque ele beija escudo e veste a camisa da Mancha…

4) KLÉBER MERECE O BANCO
No início do ano, Kléber tinha que ser titular de qualquer maneira. Sem ele, não tínhamos opções. No entanto, futebol é momento e o momento de Luan, Maikon Leite e Fernandão é melhor que o dele. Simples assim: sem crucificar ninguém, nem aumentar as coisas desnecessariamente.

É isso o que eu penso. Sem exagerar nem diminuir nada nem ninguém. A torcida precisa parar de proteger quem não merece e dar mais valor a quem corre, come grama e não fica fazendo intriguinha nos bastidores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Agora é oficial, Palestrinos: o silêncio virou ordem.

Graças às declarações estúpidas e impensadas de Kléber e – mais uma vez – de Roberto Frizzo após a partida do último domingo, Felipão decidiu decretar que nenhum atleta fale até segunda ordem.

“Ditador!”, brada a imprensa e seu sensacionalismo barato. “Tirano!”, gritam os falsos puritanos. “Saia do Palmeiras!”, clamam os organizados com rabo preso junto à diretoria. No entanto, na minha opinião, Felipão não só está corretíssimo, como também é o menos importante dos “silêncios” que rondam o Palmeiras.

Afinal de contas, é bom lembrar que nós estamos sob o comando do presidente que nunca fala. Tirone é sempre o último a aparecer, o último a dar entrevistas, o último a prestar qualquer tipo de esclarecimento quando o circo pega fogo. Isso quando ele fala!

Continuando a nostra linha do poder, chegamos a Frizzo, o homem do “não tá comigo”. Quando acha que tem razão, ele bate no peito e sai dizendo que foi ele quem fez; agora, quando se sente acuado, ele é o primeiro a dizer que a culpa não é dele. E, para isso, joga no ventilador e faz escarcéu a qualquer custo.

Logo, em um lugar que não tem comando, tomou conta Felipão. E a ordem de ninguém falar é perfeita, visto o que Kléber falou depois do jogo, visto que Deola já disse que o grupo não gostou de tais colocações, visto o nostro horrendo histórico de que TUDO vaza para a imprensa.

Se ninguém fala, menos problemas a gente tem. As palavras dos jogadores não farão falta nenhuma agora; só espero que eles que treinem e pensem no papelão que protagonizaram diante do Atlético/GO. Enquanto isso, paira no ar o pior dos silêncios: o silêncio dos incompetentes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Essa é a pergunta que eu mais ouço na vida, Palestrinos.

Da minha mãe, da minha avó, da namorada, dos colegas de trabalho, do porteiro do prédio, do Papa. Eu já prometi parar de ir ao estádio, mas eu vou; já prometi não assistir mais jogos e assisto; já prometi não me abalar por qualquer jogo, mas me abalo.

E cá estou eu, puto. Como se já não bastasse trabalhar no domingo, ainda tenho que me ver meu time empatar com um outro que jogou com dois homens a menos. Isso mesmo, dois! Fizemos um a zero contra onze e conseguimos tomar o empate – e quase tomamos a virada! – com dois atletas a mais em campo.

É culpa do Felipão, que colocou o time pra frente desde o começo?
É culpa do juiz, que expulsou corretamente e ainda deu 5 minutos de acréscimo?
É culpa dos “baladeiros” Luan e Assunção, que fazem todos os lances perigosos do time?

É claro que não é deles. E não é sua, não é minha. O Palmeiras é covarde porque se apequenou em tudo. Virou filosofia de vida. A diretoria pensa pequeno, os jogadores pensam pequeno e os torcedores estão começando a pensar também. Eu mesmo, com dois a mais em campo, estava felicíssimo com aquele golzinho de diferença… É inacreditável.

Eu não queria sofrer, mas eu sofro.
Eu não queria me importar, mas me importo.
Eu queria dormir e acordar tranquilo amanhã, mas não vou.

Enquanto isso, tem gente que realmente pode mudar o Palmeiras que está comendo pizza, gargalhando e esperando mais um final de ano chegar. Bom pra eles. Porque eu, difinitivamente, ainda sofro com este time.

Per sempre… Siamo Palestra!

ROJAS.

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A moda agora é xingar o Felipão, Palestrinos.

Já não é a primeira nem a segunda vez que isso acontece. E também não é terceira nem a quarta vez que ele responde. Desde o início da perseguição daquela famosa torcida desorganizada a alguns atletas do elenco, que o nostro comandante comprou a briga e tem batido de frente com eles.

No entanto, pelo que eu tenho visto e ouvido por aí, tem mais gente criticando Scolari e pedindo a sua saída. Por isso, o que eu quero aqui não é entrar no mérito dessa briguinha estúpida; quero sim é discutir, tranquila e abertamente, com quem acha que Felipão está ultrapassado e que deveria deixar o Palmeiras.

Fiz uma coletânea das críticas que tenho visto por aí, então vamos ao fatos:

  • “Felipão insiste com atletas fracos”: Bela objeção. Concordo que Patrik, Rivaldo, Tinga e alguns outros não devam sequer ser opção de banco no Palmeiras. Mas aí eu rebato com dois outros argumentos: 1) qual técnico não tem as suas teimosias? e 2) este é o elenco que temos, limitado e carente em algumas posições.
  • “Felipão montou um elenco fraco”: Eu sei que dói ver bâmbis, gambás e lambaris contratarem atletas caros da Europa, mas temos que ser realistas com a nostra situação financeira. O Palmeiras não tem grana, está endividado até os tubos e, com este cenário, o melhor é apostar em jovens promessas (Fernandão, Carmona, João Vitor). Além disso, temos os nosso “caros” Valdívia, Kléber, Henrique…
  • “Então por que Felipão não usa a base?”: Olha, amigos, sejamos bem francos… Fora nostros goleiros e o Vágner Love, quem veio da base do Palmeiras que era realmente diferenciado? E outra, hoje temos Gabriel Silva, Patrik, Bruno Turco, Vinicíus, entre outros treinando com o elenco – ainda sem relativo sucesso.
  • “Ah, mas o Felipão é retranqueiro”: É e sempre foi. Ou vocês esqueceram das glórias de 98, 99, 2000? O Palmeiras tinha bons meias e atacantes, mas basicamente vivia da vontade dos volantes e zagueiros. Sempre que estávamos na frente do placar, Felipão se precavia. Quantas vezes não saiu Alex para a entrada de Galeano, Rogério?
  • “Felipão é centralizador”: Bom, em um time que historicamente não conta com diretoria ativa, esperar o quê? Ou Felipão faz do jeito ou ia esperar Tirone e Frizzo fazerem do jeito deles – o que, sinceramente, penso que iria piorar o cenário ainda mais.

Enfim, fiz aqui apenas a reunião de alguns argumentos que tenho ouvido. Existem muitos outros. O que eu quero deixar claro é o seguinte: Felipão está longe de ser perfeito, mas, queiram ou não, é ele quem mantém o mínimo de qualidade do Palmeiras hoje em dia.

Espero que ele fique até o final do seu contrato (Dezembro/2012) e, uma vez lá, decida a sua vida. Se quiser ficar, ótimo; se não quiser, apostemos em caras como o nostro ex-volante Dorival Júnior ou o nostro já conhecido Jorginho (na Lusa). Criticar é um direito de todos, mas, se o Verdão hoje é instável com Felipão, seria bem pior sem ele.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um empate, Palestrinos…

E mais um jogo fraco, ruim, sem emoções, com muitas falhas, apostando na boa e velha bola parada para não sair de campo derrotado. Enfim, a minha desilução e má vontade com o Palmeiras são tão grandes que nem cabe a mim ficar falando da pelada de ontem em Florianópolis. Mas cabe, isso sim, traçar um paralelo entre a nostra empolgação e a nostra desilusão com este time.

No primeiro turno, após as cinco primeiras rodadas, nostra campanha era de 3 vitórias e 2 empates – sendo que as duas igualdades haviam sido conquistadas fora de casa diante de Inter e Cruzeiro. Já no segundo turno, acumulamos 3 empates e 2 derrotas nas cinco primeiras rodadas – sendo boa parte desses insucessos em casa.

Daí eu te pergunto: qual é o Palmeiras de verdade?
E eu mesmo lhe respondo: nem um, nem outro; o Palmeiras de verdade é exatamente esses dois.

Com elenco capenga, que nos confere opções nulas de banco, a bipolaridade acaba sendo a nostra maior característica já há alguns anos. Por isso o tão surpreendente início de Brasileiro aconteceu e por isso a tão temida queda chegou. Quando tivemos os 11 titulares em campo, sem lesões nem suspensões, aproveitamos o time formado na campanha do paulistão e fomos bem; mas depois, com desfalques, queda de rendimento e precisando dos reservas, a coisa desandou.

Não tem mistério, não tem probleminha interno, não tem imprensa, não tem perseguição de juiz, não tem Felipão, não tem mimimi… o Palmeiras oscila porque faltam peças de qualidade no elenco. As fantásticas expulsões de Rivaldo e Gerley são o mais puro exemplo disso. E é assim que vamos até o final do campeonato.

Vamos pra Libertadores? Não.
Vamos cair? Também não.
Mas vamos ganhar uma, perder outra e empatar várias até dezembro.

Este Palmeiras não é oito nem oitenta. É, infelizmente, um pouco dos dois, é média quarenta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É chegado o momento, Palestrinos.

O segundo turno já começou, vimos que nada mudou e que, pelo andar da carruagem, estamos perdendo o G4 de vista. E junto com o grupo da frente, óbvio, se esvai a vaga para a Libertadores de 2012. É aqui que mora a minha proposta: ou o Palmeiras melhora e se classifica ou começamos do zero. Isso mesmo, do zero.

Comparem os dois cenários:
1) Se nos classificamos pra Libertadores, diretoria e torcida ficam razoavelmente satisfeitas, os jogadores se animam para mostrar futebol em uma competição continental e Felipão ganha moral para pedir reforços de peso.
2) Agora, se não nos classificarmos para a Libertadores, a torcida ficará ainda masi impaciente, os jogadores descontentes, Felipão perderá força e, acima de tudo, a diretoria não terá empenho algum em gastar mais.

Entedem como são dois mundos totalmente diferentes? Por isso sugiro esta proposta para o Palmeiras: ou nos classificamos e investimos ou ficamos fora da Liberta e começamos de novo.

Por “começar de novo”, entendam cortar gastos e insatisfação. Ou seja: se o Kléber quer sair pra ganhar mais, vendam ele; se o Valdívia não consegue jogar três jogos seguidos, manda pra Arábia; se o Gabriel Silva é camponíssimo no sub-20, mas se assusta com o manto verde, façam dinheiro com o cara; e assim vai.

Afinal, dos “luxos” que o Palmeiras tem, acredito que o único que compensou até agora é Felipão. Por estar envolvido, por trabalhar noite e dia, por querer melhoras a estrutura do clube. Aí o negócio é simples: centralizamos as coisas nele e começamos a montar um novo time, mais barato e com mais gana. Aproveitamos a base boa que temos (Deola, Heleno, Henrique, Cicinho, Luan, Maikon Leite, etc.) e mesclamos jovens jogadores que tenham ambição (estilo Carmonas da vida).

Eu sei que isso poderá nos fazer sofrer um pouco mais, mas, sinceramente, a gente já sofre demais com este time. Não faria a menor diferença.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Falar o quê, Palestrinos?

Que o Palmeiras mais uma vez perdeu um gol atrás do outro? Que a nostra zaga cometeu falhas individuais inexplicáveis? Que depender do Patrik é como depender de um cone? Que Cicinho e Gabriel Silva desaprenderam a jogar? Que criamos bastante, mas perdemos de novo?

Me desculpem, mas não tem o que falar. E nem tem quem culpar.

É culpa do Tirone que Valdivia e Maikon Leite vivem machucados? É culpa do Frizzo que Kléber continua tomando cartões amarelos por reclamação? É culpa do Felipão que o time consegue perder gols e mais gols embaixo da linha fatal?

Todos têm a sua culpa, mas não adianta dizer que é só de um ou só de outro. A fase é ruim e tudo o que acontece coopera pra isso. Estamos cansados de saber que o planejamento foi capenga, que não temos dinheiro, que alguns jogadores estão sem vontade, que outros têm baixo nível técnico e por aí vai.

Vamos brigar pelo G10. E esperar um 2012 melhor.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais confusão por nada, Paletrinos.

Depois do chato e irritante caso Kléber, a bola da vez foi Jorge Toro Valdivia. Contestado desde a sua volta, o homem de 20 milhões de reais esteve na boca do povo para falar sobre a sua possível volta para o mundo árabe – algo que, por sinal, nem existiu ao certo.

Tudo começou no início da semana, quando rumores vindos da imprensa diziam que o Palmeiras havia aceitado uma proposta dos Emirados Arábes Unidos. Sem ter conhecimento disso ou não, o Mago escreveu besteira no Twitter e aí a coisa pegou fogo. O esclarecimento veio só na tarde de ontem; mas, convenhamos, nem precisava ter tido tanto barulho.

Todos nós sabemos da qualidade incontestável do chileno. É bom jogador, técnico, habilidoso e faz diferença quando está em campo. Mas é só isso. Não é craque, não é ídolo, não é vital para o Palmeiras.

O que está acontecendo é um erro de valores por parte da nostra torcida. Como os tempos estão escassos de títulos e de ídolos, toda vez que um bom jogador pode sair do Palmeiras parece o final do mundo. Foi assim com Kléber e agora com Valdivia. Duas polêmicas totalmente desnecessárias.

No caso do Gladiador eu já havia dito isso e repito: se o cara quer sair, ele que saia. Não pega bem pra um time do tamanho do Palmeiras ficar correndo atrás de atleta mimadinho. Agora, se o cara quer ficar e o time também o quer – o que parece ser o caso agora -, ele que fique e se esforce.

E só para terminar este assunto, não adianta culpar um só lado nesta história. Falhou a diretoria, que pra variar se omite em meio a polêmicas; falhou o próprio jogador, que apelou pro Twitter sem saber de nada; falhou parte da imprensa, que sempre solta “bombas” inveridícas; e falhamos nós, por nos preocuparmos com nada.

Lembrem-se: o Palmeiras é maior que qualquer jogador.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um empate, Palestrinos…

É o décimo em 22 jogos. Leia isso novamente: praticamente metade da nostra caminhada no campeonato terminou em empate. E aí, amigos, não existe a menor possibilidade de esperar algo a mais deste elenco. O que vimos ontem, em Curitiba, foi só mais um exemplo do que o Palmeiras tem sido no Brasileirão 2011: um time que oscila entre o bom e terrível, que cria e que vacila na mesma proporção.

Dominamos todo o primeiro tempo, fizemos uma zero e tomamos um gol de empate em um escanteio. Mas aí, com um a mais em campo, a coisa só tinha que melhorar, certo? Errado, porque até acharmos o segundo gol, também em um escanteio, éramos dominados pelo time da casa. E depois do gol perdemos chance atrás de chance até levar o empate em um lance bisonho…

Os cegos dirão que foi só azar.
Os otimistas dirão que é mais um pontinho.
Mas os realistas sabem que isso é o resumo do nostro time atual.

Só para lembrá-los, hoje estamos atrás do Fluminense, que tem um único empate em todo o campeonato! Perdeu mais que nós, mas pelo menos venceu mais também. E sabem por que? Porque o Fluminense se arrisca, pressiona, vai pra cima. O Palmeiras, empatando, tira um atacante para colocar outro…

Já disse e reintero: Felipão é gênio e deveria ficar para sempre. Mas quando nem ele confia nos atletas que tem nas mãos, o que vemos é um time acovardado e que se satisfaz com pontinhos aqui e ali.

“O Palmeiras é o time do empate, o Palmeiras é o time do amor, lêlêlê lêlêlê lêlêlê…”

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É hora de pensar na vida, Palestrinos…

Mas, com quase todo o segundo turno pela frente, parece que a única coisa possível de se almejar é mesmo a vaguinha na Libertadores 2012. E boa parte disso se deve ao nostro maior problema neste ano: a falta de alguém para fazer a diferença.

Olhando o time inteiro até dá pra dizer que temos qualidade. Marcos Assunção, Valdivia, Kléber, Maikon Leite… a qualidade deles todos é inquestionável e não são tão poucas as possibilidades deles decidirem um jogo individualmente. Só que isso, infelizmente, não tem acontecido.

Dos citados, três se encontram lesionados, e Marcos Assunção, convenhamos, não deve carregar a responsabilidade de salvador da pátria. Falhou ao perder o pênalti no domingo, mas, no geral, tem rendido bem mais do que os demais – que ganham mais e jogam mais adiantados. E aí, sem eles em campo ou mal inspirados, o Palmeiras empaca e empata.

Depender de Patrick, Vinicius, Luan e Fernandão é complicado. Não que sejam ruins, pelo contrário até, os dois últimos estão inclusive salvando nostra pele nas últimas partidas. Mas não dá pro Palmeiras, com a sua grandeza, ficar dependendo de garotos e apostas.

Na minha concepção, exceto pelo jogo diante do Botafogo, quando errou feio, Felipão tem feito o melhor que poderíamos esperar deste elenco. Com outro treinador sentado no banco, provavelmente estaríamos brigando pela Sul-Americana e olhe lá…

Por isso, amigos, não me chamem de pessimista. Sou totalmente realista quando afirmo que não chegaremos ao título. Basta torcermos, apoiarmos e rezarmos para San Genaro por uma vaguinha na Liberta do ano que vem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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