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Archive for 17 de novembro de 2011

Vocês já viram a notícia, Palestrinos.

Tentando chamar a atenção da mídia, o Palmeiras colocou uma melancia quadrada no pescoço e mandou um kit oficial para o lutador americano de MMA Chael Sonnen. “Genial”, você dirá, rindo com a mão na barriga, igualzinho ao Mustafá. Mas não é, meu amigo, e eu te explico os porquês.

Primeiro de tudo porque, embora Sonnen deva lutar contra um atleta do Corinthians, não se trata de um atleta qualquer. É Anderson Silva, um dos três maiores ídolos esportivos que o país tem hoje, ao lado de Neymar e César Cielo. Ou seja, apoiamos quem desafio um ídolo nacional.

Segundo porque o lutador americano é a antítese do que deve ser um atleta profissional. Ele é falastrão, ele foi pego no doping e é notório por aprontar algazarras por onde passa. É esse tipo de esportista que o Palmeiras pretende vincular a sua imagem?

E por último, mas não menos importante, Chael Sonnen só fala mal do Brasil. Pode ser para fazer cartaz, mas o cara já chamou os brasileiros de macacos, vive agredindo o país em entrevistas e não se cansa de dizer que somos atrasados em relação ao mundo (que, no caso dele, é os Estados Unidos).

Em suma, se o Palmeiras tentou pagar de fanfarrãozinho, fez merda. Foi burro, estúpido e inconsequente. Esse comportamento pode ser seguido por um torcedor comum, mas, jamais, em caráter oficial por uma agremiação esportiva. Fazendo isso, o clube só revela, mais uma vez, seu amadorismo. E, de quebra, ajuda a nos explicar porque estamos cada vez mais no fundo do poço.

Parabéns ao nostro departamento de marketing. Assim iremos longe…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um empate, Palestrinos…

O 16o em 35 jogos, recorde absoluto do campeonato e, acho eu, da história. Temos agora 43 pontos, somente seis a frente do Atlético/PR, e mais três jogos para fazer. Ou seja: precisamos de mais 4 pontos em 12 para escapar com toda a segurança da degola.

“Degola?”, indagará você, “você acha mesmo que o Palmeiras pode cair?”. Para ser sincero, acho. Aliás, eu e todos os 8 mil heróis que estiveram ontem no Pacaembu frio e chuvoso de uma quarta-feira tipicamente paulistana.

O futebol (não) jogado pela equipe no primeiro tempo de ontem e em boa parte do segundo foi alarmante. Um time sem brio, sem vontade, sem uma única jogada. A impressão que se tinha era a de que, exceto por Cicinho, Luan, Assunção e Bueno, o restante do time estava lá para assistir.

Boa parte disso, aliás, é culpa de Felipão, que escalou um time completamente defensivo. O problema é que o tal time defensivo não defendia! Perdeu todas as bolas pelo alto – inclusive a do gol -, errou passes a dar com pau e, para variar, dependeu da bola parada. Quando mexeu, Scolari ainda errou ao tirar um atacante para colocar outro… antes tirasse Gerley, João Vitor ou coisa que os valha.

A verdade é que o Palmeiras só voltou a ser um rascunho do nostro amado Palmeiras quando empatou a partida. Em um bate e rebate feio dos infernos, Luan marcou e o time acordou. Durante os 30 minutos restantes, demos carrinho, brigamos e mostramos o que todo palmeirense deseja hoje em dia: que os outros times tenham que correr muito para ganhar da gente.

No final das contas, o empate foi até justo. E antes que aqueles idiotas de plantão levantem a voz dizendo que ajudamos os gambás, já me antecipo: o Palmeiras joga pelo Palmeiras. Foda-se as outras equipes, foda-se quem vai ao estádio só para xingar, foda-se quem é profeta do apocalipse. Se correr, o Verdão nunca irá cair.

E é isso que eu espero, dedicação. O mínimo que um atleta profissional pode fazer é honrar a camisa que veste e o clube que lhe paga no final do mês.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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