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Archive for 23 de novembro de 2011

Caro Palmeiras,

Tenho uma filha que completa 1 ano e 5 meses hoje. O nome dela é Maria Luiza, mas é um consenso, de todos, chamá-la de Malu. Ela é um orgulho. Logo que nasceu, estampei na porta do quarto dela uma bandeira do Palmeiras. O pedaço de pano verde estava sob o bonito enfeite escrito “Maria Luiza”.

A Malu é a felicidade. E digo isso, porque me lembrei do dia em que ela nasceu. E da bandeira, ilustrando todo um dia mágico em minha vida. No entanto, a bandeira…Eu suporto a tristeza que o Palmeiras me proporciona hoje, e nos últimos anos. Mesmo deitado, eu bisbilhoto o nosso fraco time rematar para fora; correr na “rampa”; cruzar a esmo. E eu sofro com os gols tomados. Eu sofro!

Fui pai antes de ter condições financeiras (e psicológicas). Pedia carreira e dinheiro. Ganhei amor quando menos esperava. E hoje eu faço desse sentimento um balão de oxigênio. Eu vibro com cada passo que a Malu dá, como se fosse um narrador emocionado ao relatar uma defesa difícil do Santo. A isso eu chamo de amor.

Eu, como um bom pai, quero o melhor para a minha pequena. É da natureza de quem respira almejar o melhor. Os porquinhos são assim.

Mas, pensem comigo. Educação é base. História não se compra, se conquista. Glória é do passado, mas também pertence ao futuro. Cultura se adquire quando a referência é rica.

Cuido da Malu baseado nesses valores. E busco os valores corretos da nossa sociedade. Eu não vou mentir, nunca, para a minha filhinha.

Por isso, Palmeiras, não deixe a tristeza se disseminar pelas próximas gerações. Não é esta a referência de time, de clube, que quero transmitir à primogênita.

Eu “aceito” a mentira do Palmeiras há 10 anos. Mas não mintam para a minha filha. Ela não merece sofrer!

A felicidade começa pelos pés.

Siamo Palestra!

DIEGO COSTA.

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Diego Costa é pai, palmeirense e, acima de tudo, um grande amigo.

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