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Archive for novembro \17\UTC 2011

Mais um empate, Palestrinos…

O 16o em 35 jogos, recorde absoluto do campeonato e, acho eu, da história. Temos agora 43 pontos, somente seis a frente do Atlético/PR, e mais três jogos para fazer. Ou seja: precisamos de mais 4 pontos em 12 para escapar com toda a segurança da degola.

“Degola?”, indagará você, “você acha mesmo que o Palmeiras pode cair?”. Para ser sincero, acho. Aliás, eu e todos os 8 mil heróis que estiveram ontem no Pacaembu frio e chuvoso de uma quarta-feira tipicamente paulistana.

O futebol (não) jogado pela equipe no primeiro tempo de ontem e em boa parte do segundo foi alarmante. Um time sem brio, sem vontade, sem uma única jogada. A impressão que se tinha era a de que, exceto por Cicinho, Luan, Assunção e Bueno, o restante do time estava lá para assistir.

Boa parte disso, aliás, é culpa de Felipão, que escalou um time completamente defensivo. O problema é que o tal time defensivo não defendia! Perdeu todas as bolas pelo alto – inclusive a do gol -, errou passes a dar com pau e, para variar, dependeu da bola parada. Quando mexeu, Scolari ainda errou ao tirar um atacante para colocar outro… antes tirasse Gerley, João Vitor ou coisa que os valha.

A verdade é que o Palmeiras só voltou a ser um rascunho do nostro amado Palmeiras quando empatou a partida. Em um bate e rebate feio dos infernos, Luan marcou e o time acordou. Durante os 30 minutos restantes, demos carrinho, brigamos e mostramos o que todo palmeirense deseja hoje em dia: que os outros times tenham que correr muito para ganhar da gente.

No final das contas, o empate foi até justo. E antes que aqueles idiotas de plantão levantem a voz dizendo que ajudamos os gambás, já me antecipo: o Palmeiras joga pelo Palmeiras. Foda-se as outras equipes, foda-se quem vai ao estádio só para xingar, foda-se quem é profeta do apocalipse. Se correr, o Verdão nunca irá cair.

E é isso que eu espero, dedicação. O mínimo que um atleta profissional pode fazer é honrar a camisa que veste e o clube que lhe paga no final do mês.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se vai Kléber para o Sul, Palestrinos.

Por cinco temporadas, o atacante de 28 anos irá vestir a camisa do Grêmio com um salário que beira os R$500 mil mensais. Sem dúvidas, um presente dos desesperados gaúchos para um atleta que, se pode valer tudo isso dentro de campo, já mostrou que não vale nem 500 reais fora dele.

Uma contratação que é fruto de um time que, depois de ter tomado um chapéu de Ronaldinho, teve a necessidade de trazer um jogador de peso para a torcida aplaudir. E que talvez encontre aí um motivo para deixar Douglas sair.

Mas eu seria mentiroso se dissesse que não entendo a alegria dos amigos gremistas. Há pouco mais de um ano, quando a nostra diretoria anunciou a chegada do Gladiador em definitivo, fique eufórico. Era o retorno de um atleta brigador, vencedor, bom de bola. Algo que até aconteceu, lembrando-me de alguns jogos no início do ano. Kléber fez um belo Campeonato Paulista, nos deu a vitória na estreia do Brasileirão, mas, de repente, parou.

E parou pelo motivo que mais dói em um torcedor: parou por causa de dinheiro.

Todos sabemos que o camisa 30 não ganhava mal no Palestra. Pelo que sei, aliás, seu salário é um dos mais altos do elenco, beirando os 300 mil reais por mês. O problema foi que a grama do vizinho ficou mais verde. Como que ele, esforçado dentro de campo, poderia ganhar menos que os eternos lesionados Lincoln e Valdívia? Foi então que veio a idéia de seu genial empresário: forçar um aumento.

Inventaram então uma proposta irreal do time do Rio, tentaram dar um “susto” em nostra mal fadada diretoria e se deram mal. Graças a San Genaro, quebraram merecidamente a cara. E aí a máscara caiu. Kléber inventou lesões, deu entrevistas ridículas, tentou fazer média com fair play e foi se perdendo cada vez mais. Só que ele não teve peito de voltar atrás. A situação se complicou ainda mais e a sua saída foi inevitável.

Hoje, ao olhar para trás, deve se achar um idiota.

Ainda pior para ele que, ontem, César Sampaio deu uma entrevista coletiva e disse que, ao conversar com o grupo de portas fechadas, ninguém pediu a cabeça de Felipão. Não que o treinador não tenha errado em alguns momentos, mas, no frigir dos ovos, quem mais errou foi mesmo o atacante.

Este é Kléber: o cara que poderia ser ídolo de 15 milhões de apaixonados, mas decidiu nos trocar por alguns milhões de reais. Boa sorte aos gremistas, eles irão precisar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Desisti de tentar entender este time, Palestrinos.

O time desacreditado que se superou e surpreendeu no início do ano.
O time embalado que desandou por causa de uma pseudo-transferência.
O time que venceu de virada o arquirrival e que, no jogo seguinte, tomou baile.
O time que parou depois que um de seus integrantes resolveu brigar na rua.
O time que vislumbrou o título e hoje foge do rebaixamento.
O time que perde com três a mais e melhora com dois a menos.
O time que joga bem, abre dois de vantagem e toma o empate no último lance.

O time que deu tantas reviravoltas este ano que eu poderia escrever mais duas horas sem parar o que não entendo. Só sei que, por algum motivo, o dia chuvoso e a fase tenebrosa me fazem querer ir ao Pacaembu torcer por uma vitória hoje. Mesmo que isso ajude a gambazada ou quem quer que seja.

Foda-se o campeonato, eu quero o meu Palmeiras ganhando novamente!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Faltam cinco rodadas para o final do Brasileirão, Palestrinos.

E, mais uma vez, serão cinco rodadas enfadonhas, torcendo por um time sem vontade e sem pretensões, terminar o campeonato de maneira ridícula. Mas, até aí, nada de muito novo para quem é palmeirense: exceto pelos anos de 2004 e 2009, nós apenas assistimos ao maior torneio do país chegar ao fim.

Culpa de um histórico de diretorias ridículas, que culminaram quase sempre em decisões ridículas, trazendo treinadores e jogadores ridículos para o Palestra. O elenco atual é reflexo fiel do que são Tirone e Frizzo. Até Felipão, que eu considero o maior e melhor treinador que já vi no Palmeiras, está completamente perdido – dentro e fora de campo.

Quem sofre somos nós, os 15 milhões de apaixonados que insistem em frequentar jogos, pagar TV a cabo, perder horas do final de semana para não ter proveito nenhum. Pelo contrário, aliás: nos disponibilizamos a ficar de mau humor. Os sete mil torcedores que foram a Barueri, ontem, pagando pedágio e estrada, deveriam ser condecorados em cerimônia pública. Aliás, eles e todos os que eu vejo diariamente ostentando o nostro manto pelas ruas.

Mas, ainda sim, o que mais me dói é isso: assistir. Mais uma vez ser espectador de um campeonato onde torcemos contra o sucesso dos nostros rivais e contra o sucesso até de times medíocres. Nostra gana não é mais título, Libertadores, nem Sulamericana. Hoje torcemos para não cair.

Continuamos torcendo por um campeonato que não é nostro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Oremos, Palestrinos, oremos…

Porque pelo que estou vendo do Palmeiras nesta reta final de Campeonato Brasileiro, só nos salvaremos do rebaixamento se os times que estiverem abaixo da gente não ganharem. Nostra equipe está abatida e sendo batida da forma mais primária do mundo. Os jogadores estão visivelmente tensos, Felipão está visivelmente perdido e igualmente visível é o momento perigoso que vivemos.

Hoje apenas 7 pontos nos separam do Cruzeiro, o primeiro da lista da degola, sendo que nos restam cinco jogos a serem disputados. Pode até parecer difícil, mas impossível não é. Não para o time que assistimos ontem, em Barueri, e que temos assistido por todo o segundo turno – desde aqueles 3×0 para o Botafogo, no Rio.

No atual momento, o Palmeiras é mais fácil de ser batido que qualquer um dos times na zona de rebaixamento. E isso não é exagero, é fato. Nostros próximos compromissos são Grêmio (F), Vasco (C), Bahia (F), SPFW (C) e Curintia (F). Percebam que nenhum dos jogos é fácil, nenhum! Os que tínhamos de mais simples já ficaram para trás e nós ou perdemos ou empatamos.

Ou Felipão justifica seus 700 mil reais mensais e acha uma forma de motivar este time a fazer ao menos quatro pontos ou vamos chegar a última rodada brigando para não cair. Repito: para não cair! É vergonha demais para uma torcida como a nostra… está tudo errado.

E, agora, não adianta falar em diretoria: é multirão para fazer este time jogar bola. A partir do momento que este campeonato acabar, e mais um tormento passar, senta-se a bunda na cadeira e remonta-se o time para 2012.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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E o primeiro reforço de 2012 foi anunciado, Palestrinos.

O nome dele, inclusive, já foi gritado por diversas vezes nas aquibancadas: é César Sampaio, 43 anos, novo diretor de futebol do Palmeiras. Mais do que ex-jogador do Verdão, Sampaio estudou administração esportiva e entende tudo do que é ser parte da Sociedade Esportiva Palmeiras.

(Aliás, não custa lembrar, foi ele quem levantou a Taça Libertadores da América de 1999.)

Sinceramente, é disso que eu acho que o Palmeiras precisa. Tanto dentro ou fora de campo, nós precisamos de gente disposta a amar e dar o sangue pelo Verdão! Jogadores e diretores que entendam a paixão que move 15 milhões de torcedores e que saibam ser profissionais ante a representatividade do Palestra.

É por isso que eu defendo que vamos atrás de reforços em times em menores do futebol brasileiro. Que Saviola e Santa Cruz vão a merda! Eu quero Ricardo de Jesus, da Ponte; eu quero Anselmo de volta do Atlético/GO; eu quero Wellington Nem e Julio César do Figueirense; eu quero Kempes, do América/MG; eu quero atletas dispostos a brilhar no Verdão e para o Verdão!

Chega de figurão trazido de fora. Eu quero jogadores de fibra em nostro escrete e quero diretores como Sampaio, Evair e São Marcos. Quero meu Palmeiras de volta! E quero agora.

Siamo Palestra!

ROJAS.

 

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