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Archive for dezembro \19\UTC 2011

Momento de reflexão, Palestrinos.

Desde que o árbitro apitou o final do jogo neste domingo e o Barcelona enfiou sonoros quatro tentos a zero no Santos, que só se fala no time catalão. E, em bem da verdade, não é para menos. Desde 2004 o Barça tem demonstrado futebol admirável e invejável. Mas antes de se falar em uma geração incrível de craques, em um técnico estrategista e em sorte, gostaria de chamar a atenção de todos para o melhor do Barcelona: a gestão.

Se pegarmos a última década do Barça, veremos que o time inteiro já mudou (lembram de Deco, Gaúcho, Giuly, Henry, Eto’o?), que treinadores passaram pelo banco (antes de Guardiola, por exemplo, veio Frank Rijkaard) e que mesmo a sorte não entra tanto assim em campo (noves fora o gol do Beletti na final da Champions). O grande trunfo do Barcelona está fora de campo.

Até o início dos anos 2000, o rival Real Madrid estava anos luz a frente. O futebol inglês, em franca expansão monetária, idem. Mas ao invés de sair comprando estrelas mundiais, o Barça colocou os pés no chão, limpou as dívidas, construiu um CT só para a base e começou a lapidar uma maneira de jogar. Quem joga assim é a instituição Barcelona, não somente o grupo de jogadores.

Se Guardiola sair amanhã, por exemplo, o próximo técnico fará o Barcelona jogar da mesma maneira. Se Messi for vendido, o filho do Mazinho entrará na sua vaga e, embora menos genial, tocará bem a bola. Mesmo se o presidente mudar, como mudou alguns anos atrás, a política estará sem espaço para invenções. A base e o profissional são alinhados, conversados, organizados. A palavra-chave é essa: organização.

E antes que você me fale que é impossível fazer a mesma coisa por aqui, pense em uma só coisa: na relação entre somente querer e de fato implantar. Com a nostra disputa política sem fim, jamais teremos uma organização pró-Palmeiras. Daí culpa-se quem não se deve culpar e os técnicos vão caindo, sendo sucedidos como uniformes sujos. Hoje temos Felipão e vemos que ele faz pouca diferença, tamanha a nostra bagunça administrativa.

Um bom time começa com uma boa gestão. Só nos resta rezar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ranking da CBF, Palestrinos.

Eis o nome do assunto do dia para a massa alviverde. Sem jogos para acompanharmos nem contratações empolgantes para acompanharmos, esse é o tipo de notícia que causa discussão. Uma discussão que, em minha opinião, não deveria nos orgulhar tanto assim.

(Se você ainda não soube do ocorrido é o seguinte: graças a uma falha na contagem de títulos do Século XX, a famigerada Confederação Brasileira de Futebol havia nos deixado atrás do Santos no ranking nacional de todos os tempo. Agora, relembrando os dois títulos conquistados pelo Palmeiras em 1967, tomamos a ponta.)

É óbvio que temos que celebrar nostra história e as glórias do passado. O Palestra Itália que nasceu forte e se transformou em Palmeiras com alma de campeão jamais deverá ser esquecido, bem como os nostros ídolos. Mas eu não preciso de um ranking para saber disso, quanto mais um ranking que traz a chancela da CBF!

Todo palmeirense sabe a história que ostenta com sua própria fibra. Claro que são números – e números têm o seu valor ao falarmos de conquistas -, mas números são extremamente pequenos perto de tudo o que realizamos ao longo de 96 anos.

E, como se isso não bastasse, ficar alardeando este ranking por aí só evidencia ainda mais a nostra última década de fracassos. De todos os grandes títulos que temos, os principais já se foram há mais de 12 anos…

Enfim, eu respeito quem ficou feliz com a notícia. Mas, pessoalmente, não preciso de um ranking da CBF para saber o valor que a Sociedade Esportiva Palmeiras tem para a história do futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É muito desrespeito, Palestrinos…

Hoje, ao ouvir as declarações de Tirone sobre a possível parada de Marcos, me bateu uma tristeza no peito. Após o nostro Santo dar entrevistas na semana passada dizendo que ninguém o procurou para tratar do assunto, nostro presidente – atrasado, como sempre está – abre a boca para dizer: “O contrato está acabando, né?”. Assim, desse jeito, como se falasse do final de contrato do Rivaldo ou do Leandro Amaro.

E o pior é que, após proferir palavras com tamanho significado, ele ainda se dignou a dizer que vai falar com São Marcos, que acha que está na hora dele parar e que quer homenageá-lo no amistoso diante do Ajax (em 14 de janeiro, no Pacaembu), mesmo Marcão tendo dito, em alto e bom som, que quer se despedir em um jogo oficial.

É triste, mas a realidade é essa: o Palmeiras não sabe tratar os seus ídolos. Oberdan Cattani assistia aos jogos nas cadeiras cobertas do Palestra Itália porque é palmeirense, não por convite da diretoria. Ademir da Guia, o nostro eterno Divino, só é “homenageado” ao vestir o manto alviverde em alguns poucos e malfadados jogos festivos. Isso sem falar em tantos outros craques – Dudu, César Maluco, Servílio, Evair, etc. – que empunham a nostra bandeira até hoje por puro amor.

Enquanto isso, lá na Espanha, um dos maiores zagueiros da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, Luís Pereira, é coordenador das categorias de base do Atlético de Madrid…

Infelizmente, amicos, é assim que caminha o Palmeiras. Desrespeitando, como diz o samba, quem soube chegar onde a gente chegou.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Clássico é clássico, Palestrinos.

E ontem, no estádio municipal, tivemos um Palmeiras x Corinthians com cara de Palmeiras x Corinthians. Concentração de ambos os lados, ânimos a flor da pele, chutão pra frente e muita vontade. (Me desculpe quem acha que clássico tem que acabar 5 a 5, com uma festa de gols para o Tadeu Schimdt, mas eu acredito e sempre acreditei que clássico tem que ser pegado.)

Foi assim que o Verdão dominou a partida no primeiro tempo. E foi assim que seria também no segundo, não fosse a infeliz arbitragem do sempre infeliz Wilson Seneme. Ao expulsar sem motivo algum Valdívia, ele não só esfriou o jogo como nos tirou um dos dois jogadores que poderia decidir a partida para o nosso lado. E, a partir daí, o jogo virou um festival de carrinhos.

O Palmeiras, que até então atacava, se conteve um pouco mais; e o Corinthians, que não atacava, foi tirando todos os seus atacantes do campo para colocar zagueiros e volantes. O que se viu, então, foi uma bola na trave de Fernandão e um quase gol de Henrique. Esqueçam por um momento que este é um blog do Palmeiras e admita: nós dominamos a partida. Assim como dominamos todos os jogos diante dos mulambos no ano. O silêncio do Pacaembu foi a prova disso. Até o Flamengo empatar a partida, eles sequer cantavam mais.

Por isso, Palestrino, não abaixe a cabeça. Os gambás não foram campeões POR CAUSA do Palmeiras; eles foram campeões APESAR do Palmeiras.

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*Só gostaria de deixar aqui o meu registro contra o que fez a TV Globo, ontem. Colocar uma porra de um display de campeão enquanto o jogo ainda estava rolando foi de um desrespeito sem tamanho! Ganhar ibope com populismo é a especialidade deles, mas até isso tem limites.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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O dia está chegando, Palestrinos.

E a ansiedade traz uma mistura de otimismo e temor que só quem é torcedor de verdade sente.

Semana de Palmeiras x Corinthians é sempre diferente. É falada, provocada, demorada, suada, mal dormida. Se me distraio por cinco minutos, que seja, minha cabeça viaja na mesma hora para as arquibancadas do Pacaembu. Para os degraus verdes e amarelos onde não estarei em corpo, mas estarei em alma.

Já preparei a festa lá em casa. Já vi e revi o jogo na minha cabeça. Já elegi os heróis e os vilões. Já comemorei os gols que vão sair. E já sei de cor em que janela vou gritar. Só o que eu não sei, amicos, é se vai ser mesmo desse jeito. Mas isso é o de menos porque, pra mim, vai ser exatamente assim. Com as cores, cheiros e sensações que somente eu construi na minha cabeça.

Os 1.800 guerreiros que estarão, de fato, no Estádio Municipal serão minoria, mas não serão menos. Em bem da verdade, serão mais. Porque só quem já ganhou uma batalha na casa do adversário sabe o que é isso. O silêncio vira música. E o grito de dois milhares ganha a potência do brado de dois milhões.

Uma pergunta que tenho respondido aos quilos e que, provavelmente, muitos de vocês também estão tendo que responder é: “Mas por que isso? Vocês não estão brigando pelo título.”. Desculpem os céticos, mas estamos sim na briga pela taça. A taça que conquistamos todas as vezes que batemos na gentalha. A cada vez que humilhamos os gambás. A cada vez que lutamos e honramos este manto verde da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Rodada final de Brasileirão é sempre polêmica, Palestrinos.

Ainda mais em uma rodada como esta, onde o título será decidido por dois clássicos regionais, o que vira um prato cheio para discussões infindáveis. E dentre todas as coias boas e ruins que se ouve por aí, a pior e mais repetida de todas é máxima de que “o Palmeiras vai ajudar o Vasco”.

Pois bem, amigos, não vamos.

Nós vamos, sim, entrar em campo para ganhar da gambazada. Palmeiras x Curintia é o maior jogo do mundo. Nada é mais importante que ele, seja o campeonato que for, e entrar em campo para ganhar é sempre uma obrigação. A diferença é que, desta vez, a nostra vitória pode melar o título da gentalha. E, se San Genaro quiser, vai melar bonito mesmo!

Agora vocês devem estar pensando: “Mas, cazzo, e isso não ajudar o Vasco?!”. É, mas é uma consequência. O Palmeiras entra em campo para ganhar o jogo e não ajudar terceiros. Se fosse trabalho filantrópico, teríamos entregado o jogo para os cruzmaltinos aqui no Pacaembu, três semanas atrás, quando empatamos por 1 a 1.

Coincidência ou não, são justamente estes dois pontos que fazem falta na tabela deles hoje. Por isso, é bom gambá ficar quietinho e jogar bola. O Palmeiras joga pelo Palmeiras, e só.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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