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Archive for janeiro \27\-03:00 2012

Eu devia ter uns 5 anos, Palestrinos.

E mesmo depois de tanto tempo, me lembro perfeitamente do dia em que sentei nas cadeiras cobertados do Palestra Itália pela primeira vez e perguntei ao meu pai quem era aquele senhor de bigodes e cabelos pretos tão bem alinhados que estava cercado por pessoas. Foi quando meu pai abriu um sorriso e me disse que aquele era Oberdan Cattani, goleiro do Palmeiras nas décadas de 40 e 50, uma verdadeira bandeira do clube – tal qual era o mais conhecido Leão.

Pois então o tempo passou, tive o prazer de ver Sérgio e Velloso, o desprazer de ver Gato Fernandez e a benção de acompanhar de perto a trajetória linda de São Marcos com o manto alviverde. Trajetória tão bela que vai virar busto: ontem o conselho do Palmeiras aprovou por unanimidade a construção de uma estátua para São Marcos.

Até aí, tudo perfeito. Só mesmo um Santo poderia unir nostra oposição e situação.

O que chamou a atenção negativamente foi a declaração daquele senhor que vi nas cadeiras do Palestra há mais de 20 anos. Ao ser questionado sobre o assunto, ele – que é sócio e conselheiro – disse que foi contra. Não que tenha nada contra Marcos, mas achava aquilo tudo um exagero.

Em suas próprias palavras: “Eu tenho 73 anos de Palmeiras e hoje sou esquecido lá. (…) Mas eu tenho minhas mãos lá na sala de troféus, o estádio novo vai ficar lindo e isso é o mais importante. Sobre o Marcos, o busto é merecido. Ele deu glórias para o Palmeiras. Só não tenho relacionamento com ele.”

Sabem o que é isso? Mágoa. Não inveja, não ódio, mas mágoa por não ter sido lembrado como deveria. Mágoa por ter vestido a mesma camisa por 14 anos, em tempos onde o futebol não era o que é hoje, e ter obtido sucesso. E isso, amigos, é algo que não dá para desconsiderar.

Estamos acertanto 100% em homenagear um jogador da estirpe de Marcos. Mas continuamos errandoa o esquecer daqueles que fizeram o Palmeiras ser o que é hoje. Ainda dá para consertar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um empate para a nostra conta, Palestrinos.

Dessa vesz diante da Lusinha, no Pacaembu, pelo Paulistão. E embora tenha sido o primeiro do ano, este foi o resultado que mais nos amaldiçoou em 2011 e que deve ser evitado ao extremo este ano: o empate.

Ontem até jogávamos melhor, perdemos muitas chances, saímos atrás do marcador e acabamos por igualar o marcador a dez minutos do fim. O que, visto dessa maneira puritana, até parece bom. Mas em bem da verdade, o empate de ontem tem uma causa bem pior: o medo de ganhar.

Ao ser questionado ao final do jogo sobre a presença de Maikon Leite entre os titulares – tamanha a melhora que o baixinho tem promovido com as suas entradas no decorrer das partidas -, Murtosa foi enfático e disse que o time fica exposto. Ou seja, um time que joga no 4-2-1-3 fica exposto demais. E o erro está justamente aí, em acreditar que atacar não é a melhor maneira de vencer.

Afinal, a não ser que eu esteja muito errado, quanto mais você ataca e sufoca o seu adversário, mais o prende em seu campo de defesa. É aquele famoso papo de que “a melhor defesa é o ataque”. O que, na minha opinião, faz muito sentido! É isso que faz, por exemplo, o Barcelona de pep Guardiola.

Daí você dirá: “Mas nós não temos Messi, Xavi, Iniesta, Villa e companhia limitada!”. Perfeito, infelizmente não os temos. Mas tampouco jogamos diante do Real Madrid, da Inter de Milão e de outras potências futebolísticas. Se é para testar e construir um time, que seja agora, no início do ano.

Além disso, tanto Luan quanto Maikon Leite acabam sendo meio-capistas quando o Palmeiras está sem a bola. Cada um do seu lado do campo, marcam e atacam em velocidade, auxiliando volantes e laterais na tarefa de prender o rival. Ajudam muito mais, inclusive, do que a presença sempre nula de Tinga em campo.

O futebol não tem espaço para caras sem função, cazzo! E Tinga, sem perseguição alguma, é este cara. Ele não marca nem ataca, ele corre feito barata tonta, ele erra passes simples, ele é afobado, ele faz faltas tolas… Você, em sã consciência, prefere Tinga nulo ou Maikon Leite correndo?

Está na hora de rever o nostro jeito de jogar, Felipão. Ou quem vai ficar cada vez mais exposto é você.

 

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Estreamos com vitória no Paulistão, Palestrinos!

E por mais que tenha sido suado, ganhar em Bragança nunca é fácil. Jogamos razoavelmente bem, o time mudou pouco do que era no ano passado, mas três pontos são três pontos e trazem muita confiança. O destaque até aqui, no entanto, tem sido um só: a nostra torcida.

Historicamente ‘italiana’ e impaciente, a massa alviverde tem dado show em 2012. Começou com as homenagens infindáveis a São Marcos, continuou com um Pacaembu quase lotado no amistoso diante do Ajax e as críticas justíssima à nostra diretoria e ganhou ainda mais força ontem, ao mostrar que entende de futebol.

Mal chegamos ao final do primeiro mês do ano e o recado foi bem dado: nós estamos de olho. Cansamos desse jogo político nojento que fazem com o Palmeiras dentro e fora do campo e vamos fiscalizar tudo muito bem a partir de agora. Sem violência, sem muro pichado, somente com a garganta e o coração.

Frizzo e Tirone receberam o ultimato no amistoso diante do Ajax. Sem deixar de apoiar a equipe por um só segundo, separamos os 5 minutos finais da partida para protestar contra a postura deles e a inoperância para trazer jogadores. Tanto estávamos certos que fomos premiados com um golzinho de Pedro Carmona no último segundo.

Ontem, diante do Bragantino, o recado foi para Felipão: Tinga e Ricardo Bueno não podem usar a camisa do Palmeiras! As vaias no momento das substituições foram claras e Scolari, nas tribunas, deve ter ouvido e entendido muito bem.

Enfim, plagiando o slogan populista do governo, o melhor do Palmeiras são os palmeirenses. Continuemos com raça e fibra nesta missão de levar o Palestra de volta às conquistas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Salve, Palestrinos e devotos de São Marcos!

Já faz duas semanas que o nostro santo milagreiro anunciou a sua aposentadoria, mas, como nenhuma homenagem jamais será exagerada, trago a vocês mais uma em primeira mão: a Igreja de São Marcos.

Idealizada pelos dois autores deste blog e mais dois amigos bâmbis, o site acima foi criado a partir do nostro amor e admiração pelo maior arqueiro que o mundo já viu: www.igrejadesaomarcos.com.br

Lá vocês podem conferir uma oração especialmente feita para nostro santo milagreiro, ver mais da sua história e, acima de qualquer coisa, acender uma vela com um recado para São Marcos – compartilhando em seu Facebook e/ou Twitter.

A quem possa interessar, a Igreja não é uma ação do clube – que, como sabemos, é lento demais – e envolveu somente o nostro esforço e dinheiro para ficar de pé. Pode parecer pequeno, mas é de coração.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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R$380 milhões, Palestrinos.

Este é o valor oferecido pela Aegon, empresa holandesa de seguros com atuação global, pelos naming rights da nostra nova arena. O dinheiro é bom, mas o tema desperta uma grande discussão: o nome do seu estádio tem mesmo um valor palpável? Vale a pena negociá-lo?

Olhando pelo lado do torcedor apaixonado, nenhum dinheiro do mundo pode pagar o nome “Palestra Itália”. E só o fato de saber que alguns lugares deixarão de chamar a nostra casa por seu nome de batismo, colocando no lugar o nome de uma empresa qualquer, já assusta muita gente.

No entanto, olhando pelo lado do dinheiro, parece um acordo bastante vantajoso. Levando-se em conta que o valor valerá por 20 anos, é o mesmo que dizer que eles pagarão R$19 milhões a cada doze meses (a Fiat, como patrocinadora master de camisa, pagava R$26 milhões/ano).

Eu, sinceramente, não vejo nada demais em fechar o contrato.

Primeiro porque para nós, apaixonados, o Palestra será sempre o Palestra. Segundo porque boa parte da mídia – inclusa aí a poderosa Rede Globo – não fala nome de empresas sem ter acordo comercial com as mesmas. E terceiro, mas não menos importante, porque é um baita de um dinheiro, que vai nos ajudar em contratações e estrutura.

E vocês, o que acham da proposta???
Deixem suas opiniões nos comentários.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Enfim o anúncio foi feito, Palestrinos.

O atacante argentino Hernán Barcos, de 27 anos, fechou com o Palmeiras por três temporadas.

Se ele joga mesmo bola e se é matador, ainda não podemos saber. Mas, ao menos dessa vez, o Palmeiras contratou um cara que mostrou vontade de vir defender o clube. Desde o início das negociações, o grandalhão deu declarações dizendo que preferia vir para cá do que se esconder no Oriente Médio – ainda que o dinheiro pesasse.

Isso é o MÍNIMO que eu espero de cada um dos reforços que cheguem: vontade de correr, de lutar, de ter sucesso por aqui sem pensar em fazer ponte para a Europa em seis meses. Acho que Felipão foi atrás deste espírito mesmo e por isso chegaram Juninho, Román e Barcos (Daniel Carvalho é um caso a parte).

E enquanto sonhamos com a possível chegada de um camisa 9 decente, fiquemos com o vídeo de alguns de seus gols pela LDU, onde fez 53 gols em 92 partidas:

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A festa de sábado foi realmente bonita, Palestrinos.

Começou logo cedo, com a belíssima Procissão à São Marcos, e continuou até o apito final da merecida vitória para cima do Ajax.

HOMENAGEM E PAIXÃO
Em bem da verdade, tudo o que aconteceu neste sábado foi uma grande demonstração de fé da massa palestrina. Primeiro com mais de 5 mil devotos homenagegando o melhor camisa 12 da história do futebol e depois com mais de 25 mil torcedores no Pacaembu, empurrando a equipe, ainda que o time seja praticamente o mesmo do fraco ano passado.

A verdade é que, mais uma vez, a nostra torcida demonstrou uma paixão sem tamanho pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Algo que deveria ser visto, revisto, pensado e repensado pelos homens que fingem cuidar do nostro futebol. Afinal de contas, mal o apito final soou, já tivemos as primeiras rusgas públicas do ano.

FELIPÃO X FRIZZO
Sem economizar nas palavras, Felipão criticou indiretamente Frizzo pela falta de eficiência nos reforços para 2012 – o que, diga-se de passagem, fez muito bem. No final da partida, aliás, a nostra torcida já havia vaiado e cobrado Frizzo e Tirone pela gestão estúpida que têm feito no comando do Verdão. O problema aqui ao meu ver é um só: não dá para continuar assim!

É impossível que um treinador e um diretor de futebol não se gostem, não se falem e fiquem trocando farpas abertamente. Tivéssmos um presidente normal, com sangue nas veias, e isso já teria sido solucionado. Afinal, basta pensar quem fará mais falta ao clube: um velho caduco que nunca fez nada ou um treinador que, apesar de ganhar rios de dinheiro, tem tentado trabalhar da melhor maneira possível?

Enquanto este tipo de gente estiver no comando do Palmeiras, vamos continuar vivendo do que vimos no sábado: do amor incondicional de 15 milhões de torcedores espalhados pelo mundo. Não que isso seja pouco, pelo contrário, mas não dá para o nostro sucesso dentro de campo depender somente disso.

QUANTO AO JOGO…
Foi um bom teste. No primeiro tempo, com as equipes titulares em campo, achei o Palmeiras melhor. Deola, Cicinho e Marcos Assunção continuam sendo as melhores opções da equipe, enquanto Valdívia segue de lampejos e o nostro ataque sofre. Com Bueno e Fernandão como opções, não dá para esperar por nada, além de gols de bola parada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O ano já começou, Palestrinos…

E a dez dias de estrear no Campeonato Paulista, o camarão ainda não chegou. Até aqui, são cinco os nostros reforços para 2012: as chegadas do lateral-esquerdo Juninho, do zagueiro Román e do meia Daniel Carvalho, além da saída de Rivaldo e da não-chegada de Carlos Alberto devido a uma pubalgia.

É pouco, amigos? É pouco.
Mas é o mundo real, o nostro mundo real.

Por isso eu peço pelo amor de San Genaro que parem com essa história de camarão. Felipão falou, Felipão pediu, mas ele próprio sabe que não vai ter. A bem da verdade, o camarão do Palmeiras é ele: Luiz Felipe Scolari. Ou um treinador que recebe 700 mil mensais não é prato sofisticado?

O grande desafio de Felipone para 2012 é pegar o arroz-feijão que tem nas mãos e dar um toque a mais. É fritar aquele ovo esperto, jogar em cima do bife e tentar brigar desse jeito. Os reforços que chegaram são poucos, mas já agregam alguma qualidade ao grupo do ano passado.

Lembrem-se do que São Marcos disse na coletiva de hoje: não há time talentoso no papel que ganhe de um time unido e guerreiro dentro de campo. É hora de Felipão trabalhar e dar moral ao grupo que temos para este ano, sem ficar se queixando ou falando que não conta com Messi.

E, sendo sincero, um belo bife à cavalo sustenta bem mais do que um punhado de camarões!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Carlos Alberto chegou, Palestrinos.

Com 27 anos, o rechonchudo meia acaba de ganhar de presente mais uma chance em sua carreira. O Palmeiras será “somente” o décimo clube do atleta que, exceto por boa passagens no Fluminense e no Porto, sempre foi muito mais uma promessa do que uma realidade.

Como se isso não bastasse, acumulou problemas de relacionamento por onde passou, tem uma disfunção a lá Ronaldo na tiróide e só em 2011 trocou de clubes por três vezes (Vasco, Grêmio e Bahia). Dizem pelos bastidores até que ele sofre de bipolaridade…

No entanto, o pior de tudo ainda ficou por conta da negociação. Segundo o genial Roberto Frizzo, foi seu filho quem lembrou do nome do jogador e, ao ter um bate-papo com um pastor evangélico que conhece o meia, resolveu contratá-lo. (Como bem lembrou Rodrigo Vessoni, do Lance!, esse pastor tem nome e se chama Juan Figer.)

Só eu acho isso tudo uma bizarrice, cazzo?!

Se para Frizzo, Daniel Carvalho e Carlos Alberto são camarões, eu nunca vou querer saber o que ele acha que é uma lata de sardinhas… Oremos a San Genaro e a São Marcos!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ele parou, Palestrinos, São Marcos parou.

E por mais que soubéssemos que o dia chegaria, que ele estava mais e mais próximo, não dá para estar preparado para um momento deste. Ontem se aposentou não só o maior goleiro ou palmeirense que já vi em campo; ontem se aposentou um dos caras mais incríveis da história do futebol.

Para muitos, é fácil resumir Marcos como um “grande goleiro”. Como “campeão do mundo”. Como “um grande pegador de pênaltis”. Mas quem é palmeirense de verdade sabe que não é tão fácil assim. Porque apesar de ser tudo isso, Marcão é e foi mais, muito mais.

Marcos Roberto Silveira Reis é o caipira que brilhou na cidade grande. É o garoto de Oriente que ficou experiente antes da hora graças às suas defesas e à sua careca, ambas precoces. Marcos é o cara que jamais destratou nenhum adversário, que conversava com todos da imprensa, que contava piadas, que bebia cerveja, que agia feito torcedor com, vejam só!, a camisa 12.

Marcos é São Marcos porque é humano. Porque apesar de seus milagres feitos com a bola rolando e com seus mais de 30 pênaltis defendidos, nunca se eximiu de culpa. Foi ele quem assumiu a falha diante do Manchester, foi ele quem furou o chutão para frente diante do Vitória, foi ele quem chamou a bronca quando o time foi goleado.

E mais: ele nunca foi o super herói. Foi ele quem operou braços, ombro, punho, dedos e uma infinidade de outros ossos que só os goleiros e os cortopedistas bem formados sabem que existem. De ferro ele nunca teve nada, visto o coração mole de quem reagia tão veementemente à vitórias e derrotas.

Marcos é perfeito por nunca ter tentado ser.

Taxá-lo como melhor ou pior é de cada um. Ídolo cada um tem o seu. Mas não dá para deixar passar em branco a despedida dos gramados de um cara desses. Um cara que me ensinou que, ganhando ou perdendo, o dia seguinte ainda é dia de dizer: “Sou palmeirense mesmo e daí?”.

Muito obrigado, Marcão. De coração e em oração. Te amo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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