Feeds:
Posts
Comentários

Archive for janeiro \11\-03:00 2012

O ano já começou, Palestrinos…

E a dez dias de estrear no Campeonato Paulista, o camarão ainda não chegou. Até aqui, são cinco os nostros reforços para 2012: as chegadas do lateral-esquerdo Juninho, do zagueiro Román e do meia Daniel Carvalho, além da saída de Rivaldo e da não-chegada de Carlos Alberto devido a uma pubalgia.

É pouco, amigos? É pouco.
Mas é o mundo real, o nostro mundo real.

Por isso eu peço pelo amor de San Genaro que parem com essa história de camarão. Felipão falou, Felipão pediu, mas ele próprio sabe que não vai ter. A bem da verdade, o camarão do Palmeiras é ele: Luiz Felipe Scolari. Ou um treinador que recebe 700 mil mensais não é prato sofisticado?

O grande desafio de Felipone para 2012 é pegar o arroz-feijão que tem nas mãos e dar um toque a mais. É fritar aquele ovo esperto, jogar em cima do bife e tentar brigar desse jeito. Os reforços que chegaram são poucos, mas já agregam alguma qualidade ao grupo do ano passado.

Lembrem-se do que São Marcos disse na coletiva de hoje: não há time talentoso no papel que ganhe de um time unido e guerreiro dentro de campo. É hora de Felipão trabalhar e dar moral ao grupo que temos para este ano, sem ficar se queixando ou falando que não conta com Messi.

E, sendo sincero, um belo bife à cavalo sustenta bem mais do que um punhado de camarões!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Carlos Alberto chegou, Palestrinos.

Com 27 anos, o rechonchudo meia acaba de ganhar de presente mais uma chance em sua carreira. O Palmeiras será “somente” o décimo clube do atleta que, exceto por boa passagens no Fluminense e no Porto, sempre foi muito mais uma promessa do que uma realidade.

Como se isso não bastasse, acumulou problemas de relacionamento por onde passou, tem uma disfunção a lá Ronaldo na tiróide e só em 2011 trocou de clubes por três vezes (Vasco, Grêmio e Bahia). Dizem pelos bastidores até que ele sofre de bipolaridade…

No entanto, o pior de tudo ainda ficou por conta da negociação. Segundo o genial Roberto Frizzo, foi seu filho quem lembrou do nome do jogador e, ao ter um bate-papo com um pastor evangélico que conhece o meia, resolveu contratá-lo. (Como bem lembrou Rodrigo Vessoni, do Lance!, esse pastor tem nome e se chama Juan Figer.)

Só eu acho isso tudo uma bizarrice, cazzo?!

Se para Frizzo, Daniel Carvalho e Carlos Alberto são camarões, eu nunca vou querer saber o que ele acha que é uma lata de sardinhas… Oremos a San Genaro e a São Marcos!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Ele parou, Palestrinos, São Marcos parou.

E por mais que soubéssemos que o dia chegaria, que ele estava mais e mais próximo, não dá para estar preparado para um momento deste. Ontem se aposentou não só o maior goleiro ou palmeirense que já vi em campo; ontem se aposentou um dos caras mais incríveis da história do futebol.

Para muitos, é fácil resumir Marcos como um “grande goleiro”. Como “campeão do mundo”. Como “um grande pegador de pênaltis”. Mas quem é palmeirense de verdade sabe que não é tão fácil assim. Porque apesar de ser tudo isso, Marcão é e foi mais, muito mais.

Marcos Roberto Silveira Reis é o caipira que brilhou na cidade grande. É o garoto de Oriente que ficou experiente antes da hora graças às suas defesas e à sua careca, ambas precoces. Marcos é o cara que jamais destratou nenhum adversário, que conversava com todos da imprensa, que contava piadas, que bebia cerveja, que agia feito torcedor com, vejam só!, a camisa 12.

Marcos é São Marcos porque é humano. Porque apesar de seus milagres feitos com a bola rolando e com seus mais de 30 pênaltis defendidos, nunca se eximiu de culpa. Foi ele quem assumiu a falha diante do Manchester, foi ele quem furou o chutão para frente diante do Vitória, foi ele quem chamou a bronca quando o time foi goleado.

E mais: ele nunca foi o super herói. Foi ele quem operou braços, ombro, punho, dedos e uma infinidade de outros ossos que só os goleiros e os cortopedistas bem formados sabem que existem. De ferro ele nunca teve nada, visto o coração mole de quem reagia tão veementemente à vitórias e derrotas.

Marcos é perfeito por nunca ter tentado ser.

Taxá-lo como melhor ou pior é de cada um. Ídolo cada um tem o seu. Mas não dá para deixar passar em branco a despedida dos gramados de um cara desses. Um cara que me ensinou que, ganhando ou perdendo, o dia seguinte ainda é dia de dizer: “Sou palmeirense mesmo e daí?”.

Muito obrigado, Marcão. De coração e em oração. Te amo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Sim, Palestrinos, este é um blog sobre o Palmeiras.

Mas existem momentos em que o nostro Verde me leva a pensar no futebol como um todo. E, afinal de contas, não teríamos a Sociedade Esportiva Palmeiras se não tivéssemos futebol.

O que acontece é que este começo de ano andou me aterrorizando. Não somente pela absurda estupidez e falta de vergonha de nostros dirigentes, mas por perceber que o futebol está assustadoramente hipervalorizado. Veja bem, não me refiro ao valor do futebol – até porque este é inestimável -, me refiro aos valores envolvidos no esporte.

E a discussão, é claro, começa por Kléber, o Gladiador que virou trombadinha. Após aprontar o que já aprontou no Palestra e também na Toca da Raposa, o Judas foi contratado pelo Grêmio e vai embolsar nada mais, nada menos que 500 mil mensais. Exatamente: meio milhão por mês! O cara tem 28 anos, histórico terrível fora de campo e ganhou aumento.

Seguindo a prosa, ainda em 2011, disseram que o Palmeiras estava atrás de outro Kleber, o lateral-esquerdo do Inter, que é um bom jogador. Dias depois, notícias deram conta de que Vasco e Fluminense também o queriam e estavam duelando nos bastidores. Ou seja: todo mundo brigando por um jogador de 31 anos de idade que nem mais fôlego tem…

Daí, eis que surge Douglas. Meia canhoto habilidoso, mas também famoso por dormir durante os jogos, consta que o jogador de 29 anos do Grêmio pediu R$600.000 mensais ao Palmeiras. Na mesma linha, o SPFW sondou Thiago Neves e foi informado de que o salário mensal do meia ultrapassa os 700 mil, da mesma forma que Emerson, o Sheik que cantou música do Flamengo dentro do ônibus do Fluminense, recebeu proposta do Qatar para receber quase 3 milhões de reais a cada trinta dias.

É então que eu lhes pergunto: tem cabimento? Na minha concepção, não. Uma coisa é se fazer um esforço para trazer jogadores acima da média – como a gambazada tentou com Tevez, por exemplo, que sabidamente atrairia mais público aos estádios e possibilitaria lucro com venda de produtos licenciados – e outra é fazer loucuras para contar com jogadores medianos.

E os casos continuam quando se vê times se degladiando por Taison (um Muñoz levemente melhorado), Ricardo Jesus (da Ponte Preta, que fez 5 gols e virou solução), Vágner Love e por aí vai.

Cazzo, se o Ronaldinho Gaúcho vale 1 milhão por mês, quanto valeria hoje o Ademir da Guia?! Quem perde com tudo isso é o futebol. Não a toa, times como Barcelona, Santos e Internacional (só para citar um exemplo caseiro) investem há anos nas categorias de base e têm tido resultados. Claro que não vão surgir Messis, Neymares e Nilmares a todo o momento, mas vale mais investir no clube do que em um atleta só.

Se quer contratar “camarão”, como pediu Felipão, que se vá atrás de bons jogadores e que se negocie o justo. Pagar centenas de milhares de reais a jogadores razoáveis é um desrespeito não só aos torcedores como também ao dinheiro do clube.

Além do mais, essa inflação do nostro futebol tem prazo de validade. Quem forçar o orçamento até 2014 corre o risco de começar a dever bem mais do que já deve hoje – e falo apenas de processos trabalhistas. Enfim, é aquela história de finjo que jogo e tu finges que paga.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Feliz ano velho

Por incrível que pareça, 2012 chegou, Palestrinos.

E não digo isso simplesmente porque 2011 foi um ano perdido; digo porque desde 2002 não temos um ano realmente novo. E isso é sério, sadicamente sério.

Parem e pensem nos últimos dez anos do nostro amado alviverde. Todas as nostras alegrias vieram de fatos isolados, soltos, esparsos. Um Paulistão aqui, um gol do meio-campo ali, alguns milagres do Santo acolá… e só. Não brigamos mais por títulos, não contratamos mais craques, não somos respeitados por mais ninguém. Nossa maior alegria até aqui foi a saída do Rivaldo para o Sport! E a cada ano que passa isso piora.

Hoje, ao abrir o jornal, nem mesmo as mentiras especulativas de início de ano nos incluem mais. Viramos chacota. Somos esnobados por empresários, somos temidos por jogadores, somos humilhados por uma diretoria que pensa tão pequeno quanto atrasado. Não somos nem o rascunho do que fomos e deveríamos ser.

É claro que a Sociedade Esportiva Palmeiras não ficará menor por isso. Um gigante é sempre um gigante. Nostro problema é ser um gigante adormecido. Amortecido por uma década de confusões dentro e fora dos campos. Se todos tivéssemos entrado em coma em junho de 2001 e acordado hoje, não teríamos perdido nada.

A realidade é que o ano de 2012 promete tanto quanto o de 2011. E não há porque não acreditar nisso.

O problema – ou a solução – é que ser palmeirense é ser apaixonado. E mesmo sabendo que vamos sofrer, xingar e passar raiva, já estou louco para voltar ao Pacaembu e ver o Palestra entrando em campo… É isso, e só isso, que nos mantém gigantes. Quem nos mantém somos nós mesmos.

E já que verde é a cor da esperança, acreditemos. Aqueles que tomam decisões e muitos dos que envergam o nostro manto hoje não merecem isto, mas o Palmeiras merece.

Feliz ano velho, amicos! E que 2012 nos surpreenda.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

« Newer Posts