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Archive for 27 de fevereiro de 2012

A fase está boa demais, Palestrinos.

Exceto por um ponto ou outro detalhe que ainda precisa ser acertado, o Palmeiras vem rendendo bem em 2012. Camarões do chefe, Daniel Carvalho, Maikon Leite e Barcos são apontados como o termometro dessa boa fase. O time, no entanto, tem contado com a boa fase de um outro trio que se destaca em silêncio: Leandro Amaro, Juninho e Márcio Araújo.

Quando Thiago Heleno teve que operar, muita gente – eu, inclusive – previu o pior. Henrique não vivia grande fase e Maurício Ramos também vem mal. Mas quando Leandro Amaro entrou na equipe e mostrou que dá para ser zagueiro fazendo o simples. Foi assim que ganhou a titularidade e a confiança de Felipão.

Já Juninho chegou cheio de expectativas. Eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão pela Placar, chegou com o peso de dar um jeito na posição pela qual Rivaldo tanto nos assustou em 2011. E mesmo tímido, marcando mais do que marcava pelo Figueirense, vem dando conta do recado.

Já Márcio Araújo é o típico cara indispensável ao time. Combate e puxa contra-ataques o jogo todo, sem parar para respirar. De quebra, quase nuna está suspenso e jamais se lesiona. É quem tem dado mais liberdade para Assunção jogar solto no meio e, apesar dos erros de passe, carrega muito bem o piano.

Esses três operários são a cara de Felipão. Trabalham quietos, trabalham muito e trabalham pelo time. Não vão decidir os jogos, mas vão ajudar o time sempre que estiverem em uma jornada feliz. Por isso, viva o trio come-quieto de Palestra Itália!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tem estratégia nova de marketing na Academia, Palestrinos.

Com matéria nos principais meios de comunicação e até espaço na camisa, foi lançada ontem a campanha Wesley no Verdão. Que nada mais é que uma tentativa de arrecadar dinheiro para a contratação do meia do Werder Bremen.

Tem gente que achou genial, tem gente que achou uma lástima e tem gente que acha que é só uma tentativa. Eu diria que dentre os três grupos citados, o último é o mais correto – embora eu tenha algumas ressalvas. E a primeira diz respeito justamente a grana.

Como um clube que recebe R$30 milhões por ano de patrocínios de camisa, tem uma receita de TV próxima dos R$70 milhões e que arrecada outros milhões em vendas de produtos licenciados pode pedir dinheiro? Pode parecer intransigente da minha parte, mas é a realidade: se o Palmeiras precisa do dinheiro dos seus torcedores para contratar é porque é mal administrado. Daí eu pergunto: por quê eu daria dinheiro a um clube mal administrado?

O segundo ponto diz respeito ao atleta. Nada contra Wesley, é um bom jogador e ajudaria demais a equipe, mas… quem é ele em relação ao Palmeiras? Uma coisa é você pedir ajuda para contratar um craque internacional ou um jogador identificado com o clube. Outra, totalmente diferente, é pedir ajuda para contratar um jogador mediano.

O terceiro diz respeito ao tal MOP (My Own Player, outro nome para o chamado “crowdfunding”). Sei que utilizam tal sistema em outros lugares, mas, ao menos para mim, as coisas ainda são meio nebulosas aqui no Brasil. Você compra cotas do cara, recebe de volta se a quantia não for alcançada, mas… se ele der certo, como é o retorno? Você investe pensando em vender? Porque, se for isso, não precisa trazer. Quero um jogador que venha e fique por anos no Verdão!

Enfim, a discussão é longa e a tentativa pode até funcionar. Mas, para mim, essa campanha é ingênua demais para dar certo por aqui.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hernán Barcos, Palestrinos, este é o cara.

Um atacante que chegou cheio de informações desencontradas, que era uma aposta, que causou (mais um) desconforto entre Felipão e Frizzo, o camisa 9 que usa a 29, o Pirata que impôs respeito a quem lhe chamou de Zé Ramalho. Um cara pacífico, centrado e, até agora, matador.

Não, ele não é um craque. Longe disso. Mas perto das opções que temos e tivemos no elenco recentemente, é uma dádiva. É um cara, no mínimo, diferente. A reação de todo palmeirense após o gol de rebote marcado por Maikon Leite na última quinta-feira, diante do Oeste, foi a mesma: “caraca, um atacante que chuta no gol!”.

Parece óbvio, mas não é. Um atacante objetivo é o que há de mais puro no futebol. Um cara que domina, gira e chuta; um cara que faz a sua função sem enfeitar. Ficamos tanto tempo sem ver isso no Palmeiras que é até encantador ver jogadas e gols como os de ontem acontecendo.

Se ele vai marcar mesmo 27 gols no ano eu não sei. Mas que ele já caiu nas graças da massa, isso eu tenho certeza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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