Feeds:
Posts
Comentários

Archive for maio \28\UTC 2012

Falar o quê, Palestrinos?

Time que entra em campo para empatar, sai derrotado mesmo. E já faz algum tempo que o Palmeiras, dentro ou fora de casa, começa a partida disposto a ficar no zero a zero. Ontem foi somente mais um exemplo deste time que reflete o pensamento de quem o comanda e envergonha toda a nostra torcida.

Até porque a partida, em si, foi horrível. Muitos erros de passe, muita correria e  pouca vontade de atacar de ambos os lados. O placar só poderia ser mudado, mesmo, em um lance de bola parada. E foi assim que perdemos a partida aos 26 minutos da segunda etapa.

Mas o lance mais bizarro da partida não foi o gol de André Lima e, sim, o que aconteceu exatamente um minuto antes: a substituição de Baros por Maikon Leite. Nada contra o camisa 7 – que, por sinal, defendo como titular ao lado do argentino – mas tudo contra o medo de Felipão. O atacante, até então, era o melhor em campo! Mesmo isolado lá na frente, era o único a produzir algo. No entanto, o medo impera no Palestra…

E o time do zero a zero perdeu mais uma. Ficou no zero. Já estou contando os dias para dezembro chegar e esse campeonato maledeto acabar logo.

(PS: Sim, houve pênalti claro em Henrique. Mais uma vez a juizada garfou o Verdão. Mas o time me irritou tanto, errou tanto, que nem o empate faria diferença ontem.)

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Classificação garantida, Palestrinos.

Nem mesmo o jogo acabou e já escrevo este post. Por força do horário ridículo, da cancha ridiculamente distante e da jornada de trabalho ridiculamente extenuante, infelizmente acompanho a partida com um olho na TV e outro na tela do computador.

A partida foi mais do mesmo: pouco futebol, nenhuma inspiração, muita correria. Vencemos pela fraqueza do adversário e por alguns raros lampejos de bom futebol da nostra equipe. Pode até ser que o time meta mais cinco – repito, o jogo está andamento – mas nada mudará.

O time tem limitações, todos sabemos. Mas o que tem me chamado a atenção, no entanto, é que o Palmeiras está assim por causa do seu modo de pensar. Tanto a diretoria quanto o treinador pensam pequeno. Se um dos dois pensasse grande, ao menos, teríamos resultados melhores. Explico.

O Athletic de Bilbao é uma equipe pequena da Espanha. Só aceita jogadores bascos, o que torna tudo ainda mais difícil. Um dia, no entanto, chegou ao clube um treinador chamado Marcelo Bielsa. E, devagar, ele convenceu a todos de que aquele time não era grande, mas era grandioso. O resultado está aí, vice-campeão da Europa League.

A Universidad do Chile, ou somente La U, é uma equipe forte no Chile. E nada mais. No entanto, a diretoria apostou em um treinador estudioso e, juntos, fizeram uma equipe com padrão. Eles não tem mais elenco que o Palmeiras; no entanto, aposto, venceriam 9 de 10 jogos contra este Palmeiras.

Diretorias vitoriosas criaram outras equipe vencedoras, outros treinadores também. Estes são apenas dois exemplos atuais. Mas exemplos que mostram que estamos errados demais. Nostra diretoria pensa pequeno, é pequena, é medrosa; e Felipão também pensa pra trás, se exime de culpa, defende-se em tudo.

Com esta combinação, amigos, não vamos a lugar nenhum. Precisamos de um louco, ansiamos por um Bielsa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Agora foi a gota d’água, Palestrinos.

Eu já desconfiava que Felipão não estava muito disposto a dirigir o Verdão, mas, como nunca ousei duvidar da sua integridade, sempre mantive as esperanças. Mesmo com a falta de padrão de jogo do time, mesmo com as mexidas erradas, mesmo com os resultados nulos dentro de campo. Acho que foi o carinho e as boas lembranças da primeira passagem que me fizeram acreditar. Agora, no entanto, acabou.

Estamos em maio, o Brasileirão acabou de começar e estamos bem encaminhados nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Ou seja, a situação nem é tão alarmante assim. No entanto, ontem, nostro treinador passou dos limites. Sem se preocupar nem um pouco com o que os jogadores acharão ou com o desejo da torcida, anunciou que não fica em 2013.

Simples assim: anunciou a sua saída meio ano antes do final do contrato.

Você pode até tentar defendê-lo, mas não dá: a declaração é de uma falta de cuidado impressionante. Felipão tem total noção da atual situação no Palestra. Sabe da seca de títulos, sabe da impaciência da torcida, sabe da inoperância da diretoria, sabe do medo dos jogadores. E também sabe muito bem que uma declaração desta só conturba ainda mais o ambiente.

Por isso, amigos, já deu para Felipão. Eu reconheço os títulos e alegrias que ele ganhou pelo Palmeiras, confesso ser fã de seu trabalho – e até do seu jeitão explosivo -, mas agora ele passou dos limites. Se não quer pensar no futuro, seja homem o bastante para pegar seu boné, se demitir e dar espaço a quem queira trabalhar de verdade.

Já deu. Vaza, Felipão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

O resultado não foi de todo o mal, Palestrinos.

Principalmente levando-se em conta que empatamos com gols na “casa” do adversário, o 2×2 diante do Patético Paranaense foi razoável. O jogo teve dois tempos completamente distintos – o primeiro deles, o segundo nosso – e só não passou deste resultado por causa da limitação técnica das duas equipes.

Os pontos positivos ficaram por conta da bela atuação de Barcos (que estava devendo), pelas ótimas entradas de Maikon Leite e Luan (velocidade pelos lados do campo é sempre a saída) e pela reação de Valdívia ao xingar o técnico imbecil que tentou agredi-lo (que seja suspenso por alguns jogos, ao menos). O negativo ficou por conta de toda a nostra defesa: a dupla de zaga fica clamorosamente fraca sem Henrique, os laterais tomaram bola nas costas o jogo todo e os volantes – principalmente Márcio Araújo – ficaram perdidos.

Agora, verdade seja dita, a arbitragem foi nojenta. A começar pelo impedimento mais do que claro de Guerrón bem na fuça do bandeira, passando pelo pênalti escandaloso em João Vitor e terminando na inversão de faltas que favoreceu o time deles o tempo todo. Existem erros e erros – eu sei -, mas alguns só podem ser mal intecionados.

No jogo de volta, semana que vem, cravo que passaremos de fase mesmo sem a presença de Barcos. E não será difícil, até porque eles terão que atacar e tem uma equipe mais limitada que meu cartão de crédito. Meu outro palpite é que, mesmo em um horário bisonho, nostra torcida irá comparecer em bom número em Barueri e incentivar o Verdão rumo às semi-finais. Pode cobrar depois.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Bela vitória, Palestrinos!

Sem muitos sustos, o nostro Verdão bateu o fraquíssimo Paraná Clube por 4 a 0 e chegou às quartas-de-final da Copa do Brasil. E a melhor parte é que as boas notícias da noite não pararam por aí: agora vamos pegar o igualmente frágil Atlético/PR e o caminho para as semis está mais do que livre.

Mas, quebrando um pouco o oba-oba do parágrafo anterior, ainda falta muito para sermos um time de verdade. A bola tem chegado pouco para Barcos (e Daniel Carvalho está no banco…), nostros atletas seguem intranquilos (expulsão estúpida de Henrique), Felipão segue mexendo mal (tirar o Pirata para colocar Román foi brincadeira de mau gosto) e por aí vai.

Fora isso, Mazinho foi muito bem no jogo e tem mostrado ser bastante útil, mas não é o “Messi Black” nem em piada do Rafinha Bastos. E, óbvio, não foi porque batemos em um time da série B do Campeonato Paranaense que a Arena Barueri  virou o Éden: continua sendo longe, de difícil acesso, e bastante cara (ingresso, flanelinha, pedágio).

Enfim, o caminho até a semi-final está aberto. Se não cometermos os erros idiotas dos anos anteriores, devemos chegar até lá para enfrentar Bahia ou o Grêmio do mercenário Lixosburgo. Dá pra ganhar, mas ainda há muito o que melhorar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Estamos virando azarões, Palestrinos.

Desculpem-me por já começar o post desta maneira, mas é isso o que estamos constatando há mais de uma década. É a conclusão óbvia. Seja (menos) pelos resultados dentro de campo, seja (mais) pelas atitudes fora dele, o Palmeiras está se apequenando a cada ano que passa.

E a mais recente decisão da diretoria – já criticada aqui – é o maior exemplo disso. Sem motivo relevante algum, vamos mandar jogos oficialmente em Barueri. Isso mesmo: agora o torcedor que quiser assistir aos jogos do Verdão em casa, terá que sair de sua cidade.

Repito: não existe nenhum motivo relevante para isso acontecer, nenhum!

Felipão diz que o time não se sente a vontade no Pacaembu. Claro, coitadinhos dele e dos atletas que recebem uma fortuna para jogar em um gramado em ótimas condições… Certamente foi o desconforto que fez a equipe perder a Sul-Americana para o Goiás ou empatar no sufoco com um time já rebaixado na última rodada do Paulistão.

Já a diretoria se apoia em argumentos financeiros. Afinal, a prefeitura de barueri cobra apenas 2% da renda enquanto que o Kassab cobra até 15%. A diferença é que um jogo como o de amanhã poderia reunir 20 mil torcedores no Pacaembu e agora não vai juntar nem metade disso. Faz todo o sentido, não faz?

Outros dizem que a cancha municipal é a casa da gambazada. E, em bem da verdade, tem sido mesmo – ao menos na última década. Mas é bom lembrar que sempre conquistamos títulos e glórias na Praça Charles Miller (isso inclui a década de 90). Foi lá, inclusive, que o nostro Palestra virou o nostro Palmeiras!

Portanto, amigos, não há outra explicação para essa medida do que tentar apequenar um gigante. Talvez impressionada com os fracassos dos últimos anos, com as seguidas entregadas para times sem expressão, a diretoria venha tentando transformar o Palmeiras exatamente em mais um destes azarões. E, para tal, vai mandar jogos na casa do time mais ridículo do país: o Grêmio Itinerante de Barueri/Prudente.

Parabéns, velhos malditos. Vocês estão conseguindo piorar o que já está difícil.

Siamo palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Caro Palestra,

Antes de qualquer coisa, meus parabéns! 110 anos não são para qualquer um. Ainda mais 110 anos bem vividos e cheios de emoção como os seus. Tantas águas brancas já passaram por debaixo desses seus jardins suspensos que me sinto no direito e na obrigação de lhe abraçar, ainda que simbolicamente.

Eu não tenho nem um quarto da sua idade – muito menos das suas glórias -, mas já compartilhei horas e horas nos teus degraus e imagino como você está se sentindo frustrado nesta data. Não pela idade (você tem fôlego para muito mais!), mas pelo momento. É tanta bagunça, tanto barulho, tanto mando sem desmando que nos faz até perder as estruturas. No seu caso, literalmente.

Mas fique tranquilo, meu velho. Verde é a cor da tua fachada, do nostro coração e, vejam só, da esperança. Aquela que, contrariando as palavras de Amaral naquele 5 a 1 diante do Grêmio pela Libertadores de 1995 (lembra?), não é a primeira que morre. Para um bom palestrino, ela jamais morre. E, mais do que cimentos e estacas, é ela quem nos faz vislumbrar um futuro melhor para a sua volta triunfal.

Em 2013, 2014, o quanto antes! Porque você faz muita falta, gigante. Não se sinta culpado pelas palavras de nostro atual Felipão, aquele que já foi genial e hoje caducou, tal qual Napoleão. Nostra fase ruim não é culpa sua. No entanto, concordo, faz agravar a sua falta. Porque até chorar de tristeza em seu cimento é mais acalentador…

Enfim, eu sei, o barulho das obras atrapalham e não quero tomar ainda mais o seu tempo. Só queria lhe dar este forte abraço e agradecer por tantas tardes, noites e madrugadas de boa companhia. Volte logo, Palestra! Volta porque você não é o Tonhão, mas faz muita falta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »