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Archive for junho \25\UTC 2012

Mais uma semana de altos e baixos, Palestrinos.

Após a alegria e o alívio da classificação para a final da Copa do Brasil, veio uma derrota vexatória e acachapante diante dos gambás reservas. Poderia ser somente uma oscilação, mas isso tem outro nome: vontade.

Quem assiste o Palmeiras copeiro e aguerrido da Copa do Brasil simplesmente não entende o Palmeiras desinteressado e preguiçoso do Brasileirão. E isso só pode ser vontade! Ninguém ganha uma semi-final no Olímpico e perde um clássico contra um time B jogando com o mesmo ímpeto. E isso ficou tão claro que até Felipão falou em sua entrevista pós-jogo.

É Palmeiras e Curintia, cazzo! Não pode jogar como se fosse uma pelada de esquina, mesmo que fosse uma. Isso é falta de profissionalismo e de respeito com a torcida. Mas, também, como pedir respeito dos atletas se a própria diretoria esquece de nós?

Mandar a final da Copa do Brasil em Barueri é um atentado contra a nostra massa.

Eu sei que o time pediu, que a confiança em jogar lá está em alta, mas, pelo amor de San Genaro, isso é pura superstição! Superstição que faz parte do futebol, é claro, mas que não pode guiar as decisões de um time do tamanho do nostro. Quem já foi a qualquer jogo em Barueri sabe o sufoco que é, sabe a demora, a correria, o trânsito, o tempo gasto…

Caberia a Tirone, Sampaio e Frizzo explicarem isso aos jogadores. Lembrarem a todos o tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, a quantidade de títulos conquistados nas canchas do Pacaembu e do Morumbi, o quanto é pequeno ter medo de um estádio. Mas, não, a nostra diretoria não liga para os milhões que sentam-se no cimento.

Vamos nós a Barueri no domingo, diante do Figueirense, e na quinta seguinte para encarar o Coritiba. Vamos todos nós que, por um motivo ou por outro, amamos incondicionalmente o Palestra e moldamos a nostra vida para atender os seus caprichos, sucessos e insucessos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eram 27 minutos do segundo tempo, Palestrinos.

E apesar da vantagem de construída fora de casa, o gol sofrido sete minutos antes estava torturando cada palmeirense espalhado pela Arena Barueri e pelo mundo. Não era questão de otimismo ou pessimismo, era questão de trauma. Vários filmes se repetiam em nostras cabeças e era impossível não pensar no pior. Mas quando Valdivia rompeu encapetado pelo meio da defesa rival, tabelou e colocou a bola na rede, passou.

Um peso maior que o do Daniel Carvalho saiu de nostras costas. Sim, o filme havia mudado. O Palmeiras estava de volta a uma grande final!

E em meio a chuva e a cantoria daquele buraco chamado Barueri, deu para ver a satisfação no rosto de cada palestrino. Foi, sem clichê, como se aquela água toda lavasse a nossa alma e a deixasse ainda mais alviverde. Cantamos nas arquibancadas, na escadaria da saída do estádio, nas ruas, na Castello Branco, no pedágio… Ainda não paramos de cantar e vibrar.

Aliás, Luxinha e Judas30 devem estar com as orelhas quentes até agora.

E que conte aqui o lixo que é ter que ir voltar daquela cidade (foram 9h de zaga entre a ida e a volta), a safadeza do bandeira em arranjar a expulsão de Henrique e todo o mistério sobre o futuro de Valdivia. Ganhamos, mas não esqueçamos de tudo isso.

Que venha a final! Vamos para o título, Verdão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Que vitória, Palestrinos, que vitória!

Não foi um jogo brilhante, mas pode ter sido um divisor de águas na vida do nostro Palmeiras atual. E antes que achem que estou empolgado demais, que estou viajando demais, por favor entendam: este foi o jogo que pode mudar o nostro triste rumo dos últimos anos. Um jogo tão marcante que pode ter sido até mais importante que uma possível final da Copa do Brasil.

Afinal de contas, nenhum time chega no Estádio Olímpico lotado e vence por 2 a 0 sem alma. E alma, amigos, alma é o que vinha faltando aos que vestem esta esta camisa verde que amamos. Mas na quarta-feira, contra todas as previsões e contra muitas adversidades, nós renascemos.

E são foram aqueles dois gols em 5 minutos que podem fazer a Sociedade Esportiva Palmeiras renascer de vez. Como um time dentro de campão, como campeã ao final do torneio, como grande ao voltar para a Libertadores e, acima de tudo, renascer como o gigante que é.

De quebra, calamos um estádio inteiro, um treinador mercenário e um jogador traidor. Calamos quem tinha de ser calado e potencializamos a voz dos milhares de guerreiros que estavam nas frias arquibancadas tricolores. Éramos 2 mil ali, mas milhões espalhados pelo mundo! E são estes que merecem respeito e vitórias.

Ainda tem 90 minutos pela frente. Nada está definido. Mas é bom saber que o Campeão do Século XX continua vivo e fazendo história.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um jogo, mais uma derrota, Palestrinos.

Dessa vez em casa, contra o fraquíssimo Atlético Mineiro. E o que já foi excessão em outras épocas, hoje já nem nos assusta mais. O time marca mal, cria pouco, perde oportunidades e partidas seguidas. Mas, aparentemente, para Felipão está tudo bem: só falta sorte.

Pois bem, Scolari, o problema é mesmo sorte. O Brasileirão mal começou e já atingimos a sensacional de 4 jogos sem nenhuma vitória. De 12 pontos disputados, ganhamos um. Para piorar, nostros adversários até agora foram alguns dos mais fracos do torneio – ou perder pontos em casa para Portuguesa e Galo estão em algum script?

Sábado, após mais um vexame, nostro treinador repetiu o discurso que vem adotando há meses: o time foi bem, criou muitas oportunidades, mas falhou em momentos cruciais. Em outras palavras, deu azar. Tirone, o presidente bundão, entrou no coro e reforçou que a equipe está indo bem, mais uma vez tampando o sol com a peneira.

É o mesmo caso do clássico conto da roupa invisível do rei: ele está lá, nu, mas a corte toda finge que ele veste o mais lindo fardo do reino. Felipão está completamente perdido, mas todos preferem ignorar a situação e dizer que tudo está bem, que tudo vai dar certo… Enganem quem quiser, mas não a mim.

Pois eu digo que as coisas vão mal, bem mal no reino de Palestra Itália. E nós só passaremos pelo Grêmio se a nostra camisa pesar e a história falar mais alto. Torçamos, amigos, que é o que nos resta!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje é um dia especial, Palestrinos.

Para muitos, aliás, é o dia mais especial de suas vidas. Eu não diria tanto, mas certamente é um dos dias mais memoráveis da minha existência. O fato é que, em maior ou menor intensidade, o dia 06 de junho é especial para todos nós. Afinal, 12 anos atrás São Marcos de Palestra Itália derrotava o anticristo do futebol tupiniquim com uma só mão.

O lance é emblemático, lindo, inesquecível. Havia ali tanta coisa em jogo, tantas histórias reunidas, tantos nervos a beira da explosão que nem Hitchcock construiria o roteiro daquela noite. Noite de Morumbi abarrotado, dividido. Noite em que um time mais modesto e muitíssimo mais brigador virou um jogo quase perdido através do atleta menos esperado. Ah, se o Dida falasse…

A verdade é que após 9 cobranças convertidas de ambos os lados, pouca gente esperava que a disputa terminasse na décima penalidade. Especialistas batem o último pênalti, especialistas têm sangue frio. E talvez seja isso que explique a soberba de quem chuta a bola e já sai para comemorar sem nem saber o que de fato vai acontecer.

E naquele segundo, amigos, a Terra parou. O único em movimento era aquele camisa 12, o santo calvo de túnica verde, o autor das defesas impossíveis, o homem que fez a festa de uma massa alviverde usando apenas com o punho direito. Um verdadeiro herói.

Feito que, até pelo número emblemático que levas, merece ser destacado no dia de hoje. Seis de junho de 2012, o dia em que o futebol fez justiça com as próprias mãos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Uma semana se passou, Palestrinos.

E o fraco início do Brasileirão ainda não desceu pela minha garganta. Nos últimos dias, então, sem jogos e lendo notícias vazias imprensa afora, a coisa só piorou. Foi especulação sobre contratações (vá de retro, Ronaldinho!), especulações sobre a Arena, especulações sobre Tirone, especulações tudo.

Dentre elas, a que mais me intrigou foi a que dizia que a base do Palmeiras está treinando à imagem e semelhança da equipe principal. Especulação que eu espero, de coração alviverde, ser mentira.

Não que a mostra base seja um exemplo, longe disso!, mas os resultados recentes mostram alguma evolução no trabalho. Conquistamos títulos no sub-15 e sub-17, temos três atletas na Seleção Brasileira e as coisas parecem estar se acertando. Exatamente por isso que seria um erro copiar o sistema de jogo do time de Felipão.

O 4-3-2-1 que jogamos hoje é o retrato do medo. Laterais que avançam pouco, volantes que não atacam nem defendem, jogadores abertos – e perdidos – nas pontas, um meia sobrecarregado, um atacante isolado… Em resumo, está quase tudo errado. Isso não pode, nem deve, ser levado como um sistema.

No entanto, o fato é que a mostra diretoria entende bem menos de futebol que Felipão. E que querem Felipão na linha de frente para ficar tomando todas as pancadas no lugar deles, óbvio. Infelizmente, tudo é possível no Reino de Palestra Itália… E isso vem me dando medo.

O mesmo medo que o Palmeiras demonstra dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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