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Archive for agosto \29\UTC 2012

Perder de 3 a 0 para a Lusa é inadmissível, Palestrinos.

E aí não adianta falar que poderia ter ganho o jogo no primeiro tempo, que o zagueiro escorregou na hora errada, que a bola rebateu e entrou porque demos azar. Quando você toma 3 gols de um time como a Portuguesa em xx minutos, nada exime a equipe desta vergonha.

Tivesse sido apenas uma noite ruim, um resultado atípico, não seria tão grave. Mas quando um time que está na zona do rebaixamento, perdendo jogo atrás de jogo, é humilhado por um concorrente direto pelo descenso a coisa fica extremamente séria.

Entendam: estamos correndo riscos reais de rebaixamento. Nem venham me dizer que ainda temos 18 rodadas… o risco é real, sério e preocupante. Tá na hora de reagir!

E que fique claro que pouco importa se este mesmo elenco foi campeão há pouco tempo. Não adianta correr por uma taça e se recostar nas outras disputas. Este time perdeu ponto para os menores clubes da divisão e, agora, vai ter que se mostrar grande a força.

Chega de vagabundo batendo cabeça, tomando amarelo bobo e dando migué no departamento médico! Não dá mais. Ou você fala sério com estes vagabundos, Felipão, ou vamos sofrer muito ainda este ano.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Aniversário com bolo azedo, Palestrinos.

Mesmo de volta ao Pacaembu, o Verdão acabou perdendo para o Santos de virada e completou seus 98 anos em uma posição que não condiz com a nostra história. Após a partida de domingo, atingimos apenas 16 pontos em 57 disputados, foram 11 derrotas em 19 jogos (para efeito de comparação, ano passado perdemos 10 o campeonato inteiro). Perigo batendo a porta!

E, em bem da verdade, a derrota de sábado nem tem que ser tão lamentada. Perdemos um clássico, resultado comum, nada fora do normal. Anormal foi perder pontos para Lusa, Atlético/GO, Sport, Vasco (da maneira que foi), reservas do timinho… Enfim, o fato é que temos 3 jogos importantíssimos pela frente, todos na capital, e precisamos somar esses 9 pontos.

Quarta enfrentamos a Portuguesa no Canindé, domingo temos o Grêmio no Pacaembu e, na próxima quarta, receberemos o Sport, novamente no estádio municipal. Os atletas têm que se unir e reunir para que essas partidas sejam a verdadeira recuperação da equipe no ano! Nós merecemos isso.

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Aliás, comentários a parte, jogamos bem na noite de sábado. O problema é que não é toda vez que nostro matador Barcos vai estar em um grande dia e irá marcar. Além disso, precisamos lembrar também que, após muitos anos, voltamos a ter goleiros mortais, que cometem lá seus deslizes… Faltas como a que originou o primeiro gol dos lambaris são totalmente desnecessárias.

(A propósito, toda e qualquer equipe que ganhasse do Santos sem a presença de Neymar, deveria somar apenas 2 pontos.)

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PARABÉNS, PALMEIRAS, PELOS SEUS 98 ANOS!!!
Minha vida é você.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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São Marcos, Evair, Edmundo, Rivaldo, Galeano, Alex Cabeção, César Sampaio, Clebão, Felipão… São tantos os ídolos que eu vi jogar com a nostra imponente camisa que daria para fazer umas 3 seleções brasileiras.

Os tempos, no entanto, mudam. É inevitável (e não cabe aqui ser saudosista). A verdade é que o Verdão viveu tempos de escassez de ídolos. Ficamos dez anos aguentando Missos, Gioinos, Boiadeiros, Itamares e tranqueiras do gênero. E os tempos de vacas magras nos faz incorrer em erros crassos, também conhecidos como “falsos ídolos”.

Recentemente tivemos dois grandes exemplos: o Judas e o Chinelo Chileno. Ambos surgiram na mesma equipe campeã paulista de 2008, saíram logo após a conquista e retornaram pouco tempo depois com status de salvadores. Beijaram o escudo, fizeram promessas, custaram caro aos cofres do clube. Suas camisas venderam como água, a massa gritou seus nomes, havia esperança no ar. Mas bastou algum tempo para vermos quem são de verdade.

Percebam que não falo sobre resultados, falo sobre caráter. Marcos não é um ídolo só por causa de suas conquistas; ele é o Santo porque sempre defendeu nostras cores com amor. Evair idem. Edmundo, por outro lado, sempre se disse vascaíno, mas nunca fingiu lesão para ficar no DM descansando. Rivaldo atuou pelo Corinthians antes de chegar ao Palestra e, mesmo assim, nos encantou com bom futebol e profissionalismo.

Craque é aquele que conquista títulos, mas, acima de tudo, se envolve com o clube. É por isso que Valdivia merece o mesmo destino do Judas: a rua. E isso não é falta de agradecimento; é respeito ao nostro amor maior, a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Portanto, Palestrinos, não vamos nos iludir. Morte aos falsos ídolos!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O Brasileirão passou de incômodo a preocupação, Palestrinos.

Tudo nos leva a crer que, assim como aconteceu no ano passado, vamos lutar para não estar entre os 4 últimos até o final do campeonato. E eu discordo de quem brada por aí que isso acontece porque nostro elenco é fraco. De fato, ele não é dos mais fortes; mas não dá para olhar a tabela e ver que estamos atrás de Portuguesa, Ponte Preta, Náutico, …

O problema do Palmeiras é ter um elenco com 30 jogadores, mas com poucos homens.

Dá pra contar nos dedos os atletas que, de fato, se esforçam em honrar a nostra camisa – Bruno, Assunção, Barcos e Maurício Ramos, por exemplo. Já a de vagabundos preguiçosos é bem mais extensa, sendo puxada lá em cima por dois dos maiores salários do clube, Valdivia e Daniel Carvalho. O restante do elenco é ocupado por garotos que ainda não podem ser responsabilizados (Wellington, Patrick Vieira, etc.) e reforços de nível duvidoso (Román, Betinho, etc.).

A Sociedade Esportiva Palmeiras precisa de atletas engajados! Não precisam ser os melhores, basta serem os com mais gana de ganhar. Quando valia título, na Copa do Brasil, todo mund0 correu. Agora que estamos no Brasileirão ninguém faz mais nada? Vá benne que foi uma conquista histórica, mas o Palmeiras merece muito mais do que isso.

Isso se chama vergonha na cara, Felipão. Pode cobrar!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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E o pesadelo continua, Palestrinos…

Ontem, em Goiânia, sofremos uma daquelas derrotas que são um verdadeiro balde de água fria. Fizemos um jogo parelho diante de um adversário que briga para não cair, tivemos chances de vencer e, graças a vacilos próprios – e um já tradicional da arbitragem – saímos de campo derrotados.

Não dá mais para perder pontos em jogos assim! E os de ontem foram perdidos em um verdadeiro jogo dos 7 erros.

Erro 1: Román. É inadimissível que tenhamos ido até a Argentina buscar um cara deste naipe. Achei que Felipão já havia desencanado do gringo, mas, ontem, escalou o paraguaio como “falso lateral-direito” e ele não só foi estabanado na frente como errou nos dois gols sofridos.

Erro 2: Correa. Entendo que ele tenha vindo de graça, mas, depois de 3 meses parado não dá pra meter o cara de titular. Nitidamente ficamos sem pegada no meio.

Erro 3: Valdivia. Neste caso, Felipão não tem culpa nenhuma, mas o chileno insiste neste chova-não-molha de lesão jogo sim, jogo não. Ou encostam o cara até ele estar curado ou manda esse vagabundo honrar a camisa 10.

Erro 4: Bola aérea. Entra ano, sai ano, o Palmeiras sofre com isso. Temos defensores de estatura elevada o bastante para não sofrer gols desta maneira, mas…

Erro 5: Banco. É inexistente! Exceto por uma ou outra peça, as suspensões e lesões estão nos levando a um nível desesperador de reposição. Vacilamos na janela de meio de temporada.

Erro 6: Respeitar nanicos. Isso é antigo, mas, não custa lembrar que somos o Palmeiras e que respeitar times como o Atlétiquinho é algo ridículo. Nostra postura defensiva mata.

Erro 7: Arbitragem. Pela 4a vez nas últimas 8 rodadas nos prejudicaram. Ontem foi um pênalti não marcado, minutos após termos sofrido o segundo gol. Mas a imprensa, é claro, falará apenas do gol do Santos…

Agora é tentar corrigir isso aí, esperar pela volta de quem ficou de fora e torcer por uma recuperação diante dos lambaris, no Pacaembu (aleluia, chupa Barueri!).

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Segunda rodada do mini Cariocão, Palestrinos.

E, até aqui, temos um desempenho dentro do esperado. Graças aos gênios que fazem tabelas na CBF, pegamos times do Rio em três jogos seguidos: vencemos o Botafogo fora, perdemos do Fluminense também na Chatuba de Mesquita e temos o Flamengo pela frente na próxima quarta.

Repito que, pensando antes das partidas, minha expectativa até era essa mesmo. Mas, dentro de campo, já poderíamos ter somado 6 pontos. Quinta passada, contra o  Botafogo, nostra superioridade foi tão grande que nem mesmo um erro absurdo do bandeira nos tirou a vitória; já neste domingo, no terrível gramado do Engenhão, a superioridade técnica dos fluzinhos não se provou dentro de campo e a derrota acabou sendo injusta. Pecamos pelas chances perdidas, pecamos pela falta de banco, pecamos pela falha de marcação quase no final do jogo.

Em um balanço geral da última semana, os destaques positivos ficam por conta de Bruno, Fernandinho e Barcos, que jogaram bem demais as últimas partidas. Pelo lado negativo, parece que Artur relaxou sem a sombra de Cicinho e a falta de opções no banco tem nos complicado – Patrik, João Vitor e Betinho não cumprem o mesmo que seus titulares.

Que conste, novamente, o impedimento ridículo que tivemos marcado diante do Botafogo e a punição ainda mais medonha aplicada a Felipão (embora já tenha virado rotina o STJD foder o bigode e, consequentemente, a gente). Espero que, nesta quarta, o sempre favorecido Flamengo jogue só dentro de campo conosco e, assim sendo, perca.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Luiz Felipe Scolari, Palestrinos…

Um treinador, um professor, um mestre. Confesso que, quando ele chegou ao clube, lá pelos idos de 1997, eu não imaginava que poderia durar tanto. Vínhamos de anos sob a batuta de Luxemburgo e seu futebol bonito da Era Parmalat, não seria fácil um técnico linha dura se enquadrar ao nostro padrão de qualidade.

Mas, tão logo chegou, e o senhor ranzinza de bigode logo mostrou que era vitorioso. Em seu primeiro ano pelo Verdão, pegou o time destroçado após a venda dos craques que participaram daquela campanha incrível do Paulitão dos 103 gols e o remontou a tempo de ficar com o vice-campeonato nacional. Em 1998, já com jogadores e um esquema tático que trouxe do seu amado Grêmio, montou uma equipe copeira o suficiente para vencer a inédita Copa do Brasil. E assim foi: em 99 a Libertadores, em 2000 a Copa dos Campeões e, este ano, o bicampeonato da Copa.

Um currículo invejável, sem dúvidas. Mas o que torna Felipão tão especial não são as taças, é seu comportamento. Sempre com cara de poucos amigos, nostro comandante consegue enxergar o jogo, criticar os árbitros e brigar com a imprensa sem dar mais de dois respiros. É arisco, duro, inteligente. E quando imaginávamos que sairia de mãos abanando ao final deste ano, ele ressurgiu.

Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente faz pouco tempo e, posso afirmar, minha admiração por ele apenas cresceu. É um profissional aplicadíssimo e um homem de princípios. Não vomita regras nem esnoba ninguém; apenas trilha o caminho que julga correto.

Por isso, quando o apito soar na noite desta quarta, o Palmeiras enfrentar o Botafogo pelo Brasileirão e Felipão completar 400 jogos pelo Palestra, lembremos que ali na lateral do campo não está um gênio ou um burro: esta Felipão. Obrigado, mestre!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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