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Archive for 17 de setembro de 2012

Hoje eu acordei, dei de cara com duas camisas do Palmeiras no varal de casa, abaixei a cabeça e segui reto e rápido pela cozinha. Mas, naqueles poucos segundos que fiquei observando-as, me bateu uma tristeza profunda.

Ambas são praticamente idênticas, titulares, recebidas como presente de aniversário por pessoas que eu amo. A pequena diferença é que uma tem o escudo de campeão da Copa do Brasil e a outra ainda não – o que me fez lembrar dolorosamente do título conquistado a apenas dois meses.

Quando ganhamos a taça, me lembro de bradar por todos os cantos que a fase havia mudado. Ledo engano; a fase (ruim) desgraçadamente continua. Ontem foi a derrota que eu menos senti na história do dérbi. Logo eu, sempre otimista, pela primeira vez na vida assisti a um clássico calado, apático, abnegado. Não abri a boca, não reclamei, não elogiei.

O Palmeiras, que já não tinha tanta qualidade técnica nem um emocional apurado, agora também é um time sem comando. Querendo vocês ou não, Felipão era o melhor comandante. E não tem Narciso, Jorginho, Leão ou Kleina que salvem o time agora. Fico feliz por ver o comportamento da torcida ontem e por falar com palestrinos que ainda acreditam; mas eu, sinceramente, já joguei a toalha.

Aquelas camisas vão continuar indo e voltando para o varal porque nunca as deixarei de usar. Da mesma forma seguriá a minha tristeza, estampada na janela do meu rosto todos os dias, por muito tempo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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