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Archive for novembro \29\UTC 2012

Infelizmente, perdemos um grande Palestrino nesta madrugada.

Sim, Joelmir Beting, apenas 75 anos, faleceu de quarta para quinta-feira. Jornalista por formação, economista por profissão e palmeirense por pura paixão, partiu em uma noite de futebol, embora sem jogo do Palmeiras – o que, na atual fase, chega a ser uma homenagem.

Se você não o conhece, saiba que é dele a frase que melhor nos exprime: ‎”Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”. E foi ele quem ensinou outro monstro do jornalismo, Mauro Beting, a ser Verdão.

Mauro que deixa bem claro em sua carta de despedida ao pai que, dentre as muitas contribuições que teve em sua vida, talvez a maior delas tenha sido ensiná-lo a amar a Sociedade Esportiva Palmeiras. Que ainda era Palestra Itália quando Joelmir veio ao mundo, em 1936, mas que, para ele, sempre foi Palmeiras. O nosso Palmeiras.

E, talvez emocionado pela perda de um palmeirense nato, me senti obrigado a agradecer ao meu pai por também ter-me feito Palestrino. Muito obrigado, “Seu Rui”! Um agronômo de origem espanhola que vira um legítimo italiano quando o alviverde imponente entra em campo. Até mesmo quando o time nos deixa impotentes. Até mesmo quando a esperança não está mais presente.

Obrigado, pai, por me ensinar e continuar ensinando que o amor incondicional ao Palmeiras é igual ao amor incondicional a família: você não escolhe, simplesmente ama. E mesmo quando a outra parte te dá uma resposta atravessada ou alguns motivos para esse amor diminuir, ele só cresce. Porque o amor é isso. E eu te amo, pai.

Quanto a você, Joelmir, vá em paz e assista de camarote ao céu voltar a ficar verde no ano que vem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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2013 já começou, Palestrinos. E, no geral, tenho gostado dos comentários que li e ouvi da dupla Kleina e Sampaio (obviamente, nada de bom partiu da boca de Tirone, Frizzo, Piraci e outros imbecis).

Já sabemos que boa parte da leva de jogadores medíocres que nos defenderam este ano vão embora, que alguns meninos da base serão aproveitados e que o Palmeiras não vai aceitar atletas que queiram vir “para a Libertadores”. Até aí, tudo bem. Só é preciso cuidado com cada uma dessa decisão.

A primeira delas diz respeito ao uso dos garotos. Embora estejamos visando o título da Série B, não dá pra fazer do Verdão um time sub-20. Entendo que essas duas últimas rodadas estejam sendo experimentais, mas, de cara, já deu pra ver que os garotos são apoio aos futuros titulares. Exceto por Denoni e Patrick Vieira, o restante ainda rpecisa de muita rodagem.

Assim como aconteceu em 2003, precisamos de uma espinha dorsal experiente e de alguns garotos ajudando. Henrique, Assunção, Correa e Barcos (se ficar, embora seja outra questão) terão de ser os líderes deste time. E aí sim, quem sabe, um Bruno Dybal ou um Diego Souza possam brilhar com a bola nos pés.

Agora é hora de ir ao mercado procurar outras referências. Não craques renomados e caros, mas jogadores que possam chegar e não sentir o momento. Mais do que goleadas espetaculares, precisaremos de foco e  tranquilidade no ano que vem. Coisas que, normalmente, garotos não têm.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1) Idolatria – Talvez você não saiba, Hernán, mas a torcida do Palmeiras é extremamente exigente. Nossos ídolos são Ademir da Guia, Dudu, Marcos, Rivaldo, Evair… E você, em menos de um ano, já mostrou que tem tudo para estar ao lado deles. Basta querer.

 

2) Casa – Olhe bem para a sua carreira e responda: quantas vezes você já jogou em um clube que realmente pode chamar de “casa”? Sua maior passagem por uma equipe foi na LDU, com apenas dois anos. Você está com 28, aceite o Palmeiras como o seu lar e fique o quanto quiser.

 

3) Gols – Centroavante que é, você sabe que sua fama é feita por gols. E isso você sabe fazer. Foram quase 30 este ano, no campeonato mais forte que você já disputou. Ano que vem, com a total confiança do time e da torcida, disputando todos os jogos, tende a marcar ainda mais.

 

4) Seleção – Você chegou até a seleção argentina marcando gols pelo Palmeiras. E ano que vem vai jogar nada menos que uma Taça Libertadores. É claro que você quer ter a certeza de que teremos um elenco forte e que a Série B te assusta, mas seja sincero: a Série B do Brasileiro é muito mais fraca que os campeonatos argentino, paraguaio, sérvio, chinês e equatoriano?

 

5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!

 

6) Copa caseira – A Copa será aqui nos trópicos, Barquito. E não há Higuaín ou Agüero que conheçam ou sejam mais respeitados neste país como você já é. Pense bem.

 

7) La plata – Sejamos práticos: a Europa paga bem e, se você receber uma proposta, o dinheiro pesa. Mas lembre-se de que, aqui, você não receberá somente o salário do clube; com a fama conquistada aqui no Brasil, você vai conseguir fazer campanhas publicitárias e arrebanhar diversos patrocínios pessoais.

 

8) Exemplo Santo – Marcos, campeão do mundo em 2002, não só jogou a Série B no ano seguinte como foi o líder da equipe – motivando e ensinando a molecada. Se você pretende continuar a trilhar seu caminho de ídolo, não nos abandone em um momento tão complicado quanto este.

 

9) Um novo Palmeiras – Recentemente, ninguém representou tão bem a imagem de um Palmeiras vencedor como você. Embora Assunção seja mais experiente e tenha mais tempo de casa, é em você que confiamos e depositamos todas as esperanças quando a bola rola. Seja o incentivador dessa nova cara da Sociedade Esportiva Palmeiras.

 

Com carinho,
ROJAS.

 

Siamo Palestra!

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Torcer pelo Palmeiras nos últimos dois meses foi como torcer por um parente que está em coma profundo. Todos nós sabíamos que a recuperação era possível, mas tínhamos ainda mais consciência de que era algo quase intangível, próximo de um milagre sem precedentes.

Assim, acreditamos e nos apegamos aos pequenos sinais vitais demonstrados. As boas vitórias sobre Ponte Preta e  Cruzeiro, por exemplo, soaram como se aquele amado guerreiro tivesse mexido os dedos e entreaberto os olhos. Sinais que, infelizmente, não demoraram a se mostrar ilusórios.

Mas nós, apaixonados, não desistimos. Mesmo depois de uma partida desastrosa no Morumbi e de uma derrota quase fatal para o Coritiba, acreditamos. Mesmo quando o médico nos chamou em silêncio ao corredor e nos comunicou que era questão de tempo. Mesmo quando todos já preparavam o velório, nós estávamos lá.

Ontem, contudo, os aparelhos finalmente foram desligados. E, a curto prazo, acabou a esperança. Não a esperança de ver ressurgir o nosso Palmeiras, porque essa, façam quantos velórios fizerem, nunca se esvai.

Quem morreu foi este time, não a nossa idolatrada Sociedade Esportiva Palmeiras. O Palestra que amamos segue vivo e cada vez maior, embora tentem diminuí-lo a cada ano que passa.

Portanto, choremos hoje, mas nos reergamos amanhã. Porque se não formos nós a mudarmos este clube, não serão as ratazanas a fazê-lo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Conhecem a história de Dom Quixote, Palestrinos?

Pois bem, “Dom Quixote de la Mancha” é um personagem castelhano criado pelo espanhol Miguel de Cervantes que, de tanto ler livros e admirar os atos de seus heróis preferidos, quis imitá-los e ser ele também um herói. Muitos o achavam maluco, mas, em bem da verdade, ele era acima de tudo um homem de princípios.

Já Hernán Barcos, atacante de princípios que fala em castelhano, parece ser seu par do mundo real. Admirador de goleadores que fazem o que for preciso para chegar ao gol, El Pirata encantou a nostra massa em menos de um ano de casa (feito quase impossível frente a uma torcida tão exigente).

O problema é que, assim como o original espanhol, nostro Dom Quixote de la Mancha Verde está cercado por Sancho Panças demais – aqueles que, de tão realistas, estragam o sonho. E no Palmeiras eles se fazem ainda mais presentes, tanto fora quanto dentro de campo. E aí, por mais que nostro sonhador tenha vestido a sua heróica armadura alviverde, a fábula caducou.

O cenário é de terra arrasada: caos, preocupação, desespero e lágrimas. No entanto, se com o nostro camisa 9 em campo estamos assim, sem ele não haveria nem mesmo o pouco de esperança que ainda nos resta. Uma esperança que tem nome e sobrenome: Hernán Barcos.

Viva o Pirata.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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