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Archive for dezembro \18\UTC 2012

Final de ano melancólico, Palestrinos.

Apesar do título da Copa do Brasil, conquistado em dois meses de bom futebol, pesa muito mais o futebol pífio apresentado nos outros dez meses de 2012, que culminaram em uma eliminação ridícula no Paulistão e no rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Para piorar esse sentimento de fracasso, assistimos o nostro maior rival conquistar legitimamente o Mundial de Clubes. E é justamente aí que mora a raiz da nostra desgraça. Rebaixado em 2007, o time da Marginal sem número se reergueu não dentro, mas fora de campo. Eles entenderam melhor do que ninguém que subir dentro de campo é um caminho natural para um grande clube; a dificuldade está em se estruturar para não cair de novo. Por isso investiram, pensaram, tiraram a bunda da cadeira para não melhorar, mas sim mudar o seu cenário.

O futebol, amigos, não aceita mais amadorismo. A Era Parmalat, quando tivemos administração privada, é um exemplo claro disso. Se você aposta em uma coordenação arcaíca em pleno século XXI, está fadado ao fracasso. E o Palmeiras que vimos nos últimos 12 anos é a prova mais bem acabada disso.

Vejam que não estou falando em “futebol moderno”, em “clube empresa” e em outros termos da moda. Estou falando de preparo, pura e simplesmente de preparo. Enquanto nostros dirigentes se enconderem atrás dos argumentos de que temos dívidas, não vamos a lugar nenhum. Dinheiro nós temos, sim, mas empregamos muito mal em salários astronômicos para quem não merece, em comissões obscuras, em contratações estúpidas e assim por diante.

Precisamos de um presidente que entenda que o Palmeiras não é a sala da casa dele. Precisamos de diretores formados, preparados, remunerados e cobrados para exercer cargos importantes no clube. Chega de ver primo de um, filho do outro, parceiro de bocha daquele outro no comando. Não dá mais… Não dá para o Campeão do Século XX ser a quarta força de São Paulo!

A distância que temos de nostros rivais, hoje, não está dentro de campo. Está fora dele. Mais exatamente no prédio administrativo da Rua Turiassú, nº1840.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O dia era 23 de abril de 2003 e o Palestra Itália estava esquisito. Poucos meses após a nostra primeira queda, o Palmeiras recebia o Vitória em casa e, em um estádio meio cheio meio vazio, meio esperançoso meio tenso, estava tomando um verdadeiro baile.

Não chegávamos nem a metade do segundo tempo e o placar marcava sonoros 6 a 2. Aos 32 minutos veio então o lance derradeiro: em uma bola esticada pelo ataque baiano, Marcos saiu da área e, quando se preparou para dar um bico na bola, furou. Em bem da verdade, àquela altura pouco importava que era o sétimo gol sofrido pelo time; importava que São Marcos havia falhado.

O estádio desabou. Que aquele time era uma desgraça nós sabíamos, mas, cazzo, até tu, Marcão?! Desse jeito? Lembro que foram alguns segundos de profunda desilusão até que um coro lentamente ganhasse força total pelo estádio: “PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL: MARCOS!!!”.

Sim, ele era. Ele é. Vai ser sempre.

Marcos é o melhor porque é único. Porque é goleiro, capitão, exemplo, ídolo eterno. Marcos é São Marcos. E se diz que de santo não tem nada é porque carrega a humildade dos que sabem estar acima de derrotas, quedas e falhas, como foi aquela do dia 23 de abril de 2003. Falhou, admitiu, passou.

Nada nunca vai nos tirar aquele sentimento de segurança e invencibilidade que tínhamso com Marcos embaixo das metas. Se não fosse o medo de perder, eu pediria ao santo que devolvesse a bola ao atacante só para vê-lo praticar mais milagres atrás de milagres.

Daí, Marcão, quando você pega o microfone depois de quase 20 anos de convívio e pede que a gente não esqueça de você porque você não vai nos esquecer de nós… Porra, Marcão… Aí você me derruba. Nos derruba. Derruba 15 milhões de apaixonados. E essa, sim, é uma queda da que temos orgulho.

Por isso, peço um minuto de silêncio: a grande área está vazia.

Obrigado por tudo, São Marcos de Palestra Itália!!!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Silêncio especulativo

O final do ano chegou, Palestrinos.

Amargo, como não gostaríamos que fosse, mas chegou. E junto com ele chegou também aquele período insuportável em que a imprensa esportiva inventa notícias e negociações a cada 15 minutos, a fim de conquistar a atenção do torcedor carente de bola rolando.

É por isso e só por isso, amigos, que este blog anda ausente. Não estamos longe do Palmeiras, é óbvio: seria covarde nos ausentarmos em uma hora como essa. Continuamos aflitos, esperançosos, com a antena ligada. Estamos apenas em estado de “silêncio especulativo”. E assim ficaremos até que algo de concreto aconteça em nostra eterna Academia.

Afinal, em tempos de boatos, é melhor calar do que falar de fatos inexistentes. Nos negamos a comentar contratações utópicas, bocas de urna tendenciosas e aquilo tudo o que acontece ano após ano. Esperemos as eleições e torçamos por mudanças concretas e pela volta para as arquibancadas.

Siamo Palestra!

SIAMO.

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Lá vem ele novamente, Palestrinos.

Após 2 anos de um mandato cheio de altos e baixos, Arnaldo Tirone vai tentar a reeleição. Sim, é isso mesmo que vocês leram: mesmo com o rebaixamento, contratações bisonhas e contas que não fecham, Arnaldinho está convencido de que fez um bom trabalho na presidência do Palmeiras. Mais do que isso até, ele está dificultando a esperada passagem do bastão.

Com eleições somente em 21 de janeiro, o atual mandatário que saiu por aí ventilando reniões semanais com os presidenciáveis, tem boicotado os encontros. Não só não comparece, como diz que o faz porque está ocupado demais planejando 2013. E, assim, vai empurrando mais dois anos de possíveis mudanças para o lixo.

Os leitores do Siamo Palestra sabe que somos um blog apartidário. Não temos envolvimento político nenhum dentro do clube. Mas os recentes acontecimentos que chegaram a nós nos fazem crer que o banana-mor está virando ditador. Tirone é muito mais Contursi do que se imaginava!

Enquanto nomeia um novo diretor de marketing e o autoriza a soltar vídeos bonitos na internet, este verdadeiro câncer passa as tardes planejando fazer o que o Sapo Gordo fez em 2003: montar um verdadeiro time de Série B para o ano que vem. Não importa o tamanho do Palmeiras, não importa que tenhamos a Libertadores, não importa nada. Simplesmente diz que não temos dinheiro e fecha as portas para futuras mudanças. Ele está acimentando qualquer esperança que podemos ter.

Para se ter ideia, ele simplesmente ignorou a possibilidade de receber o meia Dátolo, ex-Boca e atualmente no Inter, por empréstimo. Não atendeu telefonemas de um intermedário nem se pronunciou. E agora, amigos, é bem possível que o argentino que poderia ser titular por aqui feche com algum de nossos rivais.

Outro ponto é que, mesmo com a dispensa de oito jogadores, ele não sinalizou nem sequer com um real de aumento para Hernán Barcos. Logo o atacante que, diga-se de passagem, recebe menos que Maurício Ramos e algo próximo a um terço da quanti amensal paga ao chinelinho Valdívia…

Por isso, volto a dizer que não apoio nenhum dos candidatos que estão na briga presidencial para os próximos dois anos, mas um deles, em especial, eu já espero que caia fora. E ele é você, Arnaldinho. Vá pro inferno com seu atraso e sua quadrilha!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Esse foi o vídeo lançado hoje pelo Palmeiras, Palestrinos.

É inquestionavelmente lindo, assim como é inquestionável e linda a nostra história de glórias. Mas o que mais me preocupa aqui é justamente o que mais nos encanta no vídeo: perceber que o tempo está passando e que o nosso amado clube está ficando desbotado.

Sim, fomos arrasadores nas décadas de 60 e 70, quando tínhamos grandes equipes e uma diretoria amadora – assim como eram todas a época. Já na década de 90, contamos com uma ama de leite para nos co-gerir e reerguer da combalida década anterior, voltando a conquistar o país. Hoje, no entanto, voltamos a ter o amadorismo da década de 60, com a diferença de que o futebol mudou muito.

E quando digo que o futebol mudou, não me refiro apenas ao tal aclamado marketing. Em bem da verdade, o departamento de marketing dos clubes cresceu em tamanho e importância, mas não foi só isso. Os clubes investiram mais em profissionais e em tecnologia, entenderam que, para a bola rolar redonda em campo, tem que haver trabalho fora dele.

Que fique claro que isso tudo não se trata de falar em negócios, lucro e balancetes. É simplesmente entender a sua grandeza e colocar o comando do clube nas mãos de pessoas competentes e corajosas. Enquanto lidamos com Frizzos, Tirones, Contursis e Piracis, nostros rivais buscaram pessoas que também amam seus clubes, contudo possuem conhecimento.

Cá estamos nós a beira de mais uma eleição e a perspectiva permanece baixa. Os votos mais uma vez serão dados pelos mesmos coroneis que os dão há décadas e nós só podemos rezar. Sim, podemos dar sorte e ver surgir um novo líder na última eleição fechada para sócios em nostra história. Mas a perspectiva é justificadamente baixa.

Até porque já começaram as desculpas esfarrapadas de sempre: não temos dinheiro, não temos apelo, não temos quem nos queira. Cazzo, se um atleta profissional não quer jogar em um time com a grandeza do Palmeiras, é pura incompetência de nostros diretores! Temos patrocinadores fortes, temos 15 milhões de apaixonados, temos força.

A verdade é que ou o Palmeiras acorda fora de campo ou vamos ter que dar replay infinito neste vídeo para mostrar ao nostros filhos, netos e bisnetos que o time deles, a Sociedade Esportiva Palmeiras, um dia já esteve no topo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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