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Archive for 12 de dezembro de 2012

O dia era 23 de abril de 2003 e o Palestra Itália estava esquisito. Poucos meses após a nostra primeira queda, o Palmeiras recebia o Vitória em casa e, em um estádio meio cheio meio vazio, meio esperançoso meio tenso, estava tomando um verdadeiro baile.

Não chegávamos nem a metade do segundo tempo e o placar marcava sonoros 6 a 2. Aos 32 minutos veio então o lance derradeiro: em uma bola esticada pelo ataque baiano, Marcos saiu da área e, quando se preparou para dar um bico na bola, furou. Em bem da verdade, àquela altura pouco importava que era o sétimo gol sofrido pelo time; importava que São Marcos havia falhado.

O estádio desabou. Que aquele time era uma desgraça nós sabíamos, mas, cazzo, até tu, Marcão?! Desse jeito? Lembro que foram alguns segundos de profunda desilusão até que um coro lentamente ganhasse força total pelo estádio: “PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL: MARCOS!!!”.

Sim, ele era. Ele é. Vai ser sempre.

Marcos é o melhor porque é único. Porque é goleiro, capitão, exemplo, ídolo eterno. Marcos é São Marcos. E se diz que de santo não tem nada é porque carrega a humildade dos que sabem estar acima de derrotas, quedas e falhas, como foi aquela do dia 23 de abril de 2003. Falhou, admitiu, passou.

Nada nunca vai nos tirar aquele sentimento de segurança e invencibilidade que tínhamso com Marcos embaixo das metas. Se não fosse o medo de perder, eu pediria ao santo que devolvesse a bola ao atacante só para vê-lo praticar mais milagres atrás de milagres.

Daí, Marcão, quando você pega o microfone depois de quase 20 anos de convívio e pede que a gente não esqueça de você porque você não vai nos esquecer de nós… Porra, Marcão… Aí você me derruba. Nos derruba. Derruba 15 milhões de apaixonados. E essa, sim, é uma queda da que temos orgulho.

Por isso, peço um minuto de silêncio: a grande área está vazia.

Obrigado por tudo, São Marcos de Palestra Itália!!!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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