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Archive for janeiro \30\UTC 2013

“Palmeiras troca Riquelme por Brunoro.”
“Gerente chegou! E os reforços?”
“Palmeiras incha a diretoria…”

Essas são apenas algumas manchetes que a tão celebrada mídia esportiva vem estampando nos últimos dias. Faça uma rápida pesquisa na internet e você encontrará muitas outras ainda. Mas o que me fez escrever um post sobre o assunto não foram as notícias em si, foi a clara falta de conhecimento de veículos que pautam a opinião de milhões de pessoas todos os dias.

Primeiramente, nunca se falou tanto em uma reforma política de clube como está se falando do Palmeiras neste momento. Talvez seja a falta de assunto, talvez seja a monotonia dos estaduais, talvez seja até a nobreza do fato, mas o lance é que todo o cenário vem sendo abordado muito superficialmente.

Paulo Nobre assumiu há uma semana. E, obviamente, não dá para arrumar a casa em tão pouco tempo. Na verdade, no início de um trabalho, só é possível escolher entre dois caminhos: organizar a casa ou sair correndo desesperadamente sem rumo. Nobre, para nostra sorte, escolheu o primeiro. Por isso ele está pedindo algo que, na minha sincera opinião, já devemos à essa nova direção: paciência.

É óbvio que nenhum palmeirense que se preze irá assistir o time tomar uma surra da Penapolense e bater palma. Eu estava no Pacaembu e estou com dor de cabeça até agora. Mas a nostra função, no momento, é essa mesmo: encher as arquibancadas para viver as emoções do jogo intensamente. Não adiante bater, quebrar, queimar e, pior, já começar a semear que “essa nova diretoria é tão profissional que não consegue contratar ninguém”.

A Sociedade Esportiva Palmeiras precisa de uma revolução e revoluções começam com organização. Se quem manda está preparado, quem obedece já entra com a tranquilidade de trabalhar. Por isso chegou Brunoro, por isso chegou Omar Feitosa, por isso chegarão diretores para os setores de Marketing, Jurídico e Financeiro. NÃO É DINHEIRO JOGADO FORA, É INVESTIMENTO.

Ou você acha que clubes como Barcelona e Manchester United vivem de Tirones e Frizzos? Nos últimos anos, cansamos de ver o Palmeiras contratando no desespero (os nomes são tantos que nem dá para dar um só exemplo) e sendo administrado por imbecis (Palaias, Frizzos, Marinos, etc.). É hora de apoiar nas arquibancadas e acreditar em um novo projeto – nem que essa paciência dure 3 meses.

Do contrário, vamos continuar sendo convencidos pela mídia de que nostros vexames dentro de campo são culpa “desses incompetentes” que preferem gastar dinheiro com engravatados do que com jogadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Difícil falar de outro assunto no momento, Palestrinos.

Embora o atual momento político tenha trazido bons ares, os resultados dentro de campo continuam nos derrubando a cada semana. Neste domingo, no vergonhoso revés sofrido por um time ridículo para um time sofrível no Pacaembu, algumas cicatrizes revelaram-se ainda mais abertas do que estamos acostumados.

De um lado, a MV xingava Luan e Valdívia. De outro, os torcedores da laranja e de parte da arquibancada gritavam os nomes deste mesmos atletas. Daí você me pergunta: de que lado você está? E eu lhe respondo com tranquilidade: de nenhum dos dois.

É óbvio que os dois jogadores em questão estão na berlinda. Luan se tornou símbolo da equipe fracassada de 2012 e é tido como herança maldita de Felipão; já o meia chileno – de qualidade técnica conhecida – notoriamente andou fazendo corpo mole nos últimos tempos.

Embora acompanhado de meu pai nas cadeiras laranjas, sou frequentador assíduo dos degraus verdes do estádio municipal e me sinto isento neste comentário. O fato é que, ontem ou em qualquer dia, não se deve xingar atletas em coro durante os 90 minutos. Da mesma forma, acredito que, para exaltá-los, só com gols, vontade e títulos. E isso requer tempo. Não se vira herói da Sociedade Esportiva Palmeiras em um ou dois jogos fortuitos.

Em bem da verdade, deveria haver um pacto entre aqueles que frequentam o estádio: gritar apenas, e tão somente, PALMEIRAS. Vale Porco, Verdão, Palestra… Vale tudo que se referir ao clube, nunca aos que vestem o nostro manto verde (exceto por raríssimas exceções, como Marcos foi e ainda o é).

O que vimos ontem, tanto da parte da organizada quanto da parte dos “torcedores comuns”, foi o transparente descontentamento com uma massa maltratada pelo tempo. Não são opiniões diferentes; é um único veredito dado de maneiras contrárias (e ambas errôneas).

Infelizmente, Nobre e Brunoro terão de agir mais rápido do que pretendiam. Ou o Palmeiras vai atrás de ao menos 5 bons reforços ou 2012 pode ser um ano sem fim.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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2013 será mesmo um martírio, Palestrinos.

Mais uma prova cabal disso foi a derrota de ontem para o insignificante Penapolense. Mesmo com o mando de campo e saindo na frente logo no início da partida, o time voltou a dar mostras que a falta de qualidade técnica e o emocional fraco vão dar muito trabalho também este ano. E, para piorar um pouco mais, fora do campo, a massa novamente rachou em duas.

Não que seja novidade que o “torcedor comum” e parte da “Mancha” tenham opiniões diferentes. Aliás, nem são opiniões tão diferentes assim: todos nós concordamos que o time que estava em campo ontem e que tomou um verdadeiro baile (até com um jogador a mais!) é terrível. Terrível e totalmente sem vergonha, diga-se de passagem. Em bem da verdade, as discrepâncias vêm apenas dos nomes perseguidos. Enquanto a organizada elegeu Luan e Valdívia para pagar o pato, os demais viram raiva maior em Maurício Ramos, Wesley, Márcio Araújo e Maikon Leite.

Seja qual for o seu partido, entenda: o problema é o time todo.

Não temos mais paciência para aguentar uma equipe titular tão cheia de falhas, com atletas muito abaixo do que nostra história permite acreditar. Uma zaga que falha a todo momento (só no primeiro tempo de ontem foram um cinco apagões), volantes que não marcam nem atacam (todos eles), atacantes sem pontaria (Maikon, Vinícius e por aí vai), um banco repleto de reservas de baixo calão, etc. Os problema são tantos que, de repente, começamos a discutir entre nós mesmos sobre quem é pior: o ruim ou o horrível.

Concordo que nostra torcida não pode nem deve passar a mão na cabeça de vagabundos. Mas daí a execrar dois ou três, especificamente, também está errado. Mais fácil até seria isentar e exaltar os dois ou três que se salvam (Barcos, Prass, Patrick Vieira… quem mais?) e a instituição Palmeiras.

Deixemos a tal “crise” e a “torcida rachada” para a imprensa vender jornal. Se dentro de campo as coisas vão mal, fora dele não podemos piorar. O momento político sugere melhora e nós, os que pagam ingresso (seja na arquibancada ou nos camarotes), precisamos mostrar a nostra força e a nostra paixão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Agora é oficial, Palestrinos: na tarde desta quinta-feira, Paulo Nobre disse com todas as letras que Juan Román Riquelme não virá para o Palmeiras.

Muito se falou sobre a vinda do meia nas últimas semanas – em bem da verdade, só se falou nisso – e as opiniões acaloradas dos torcedores foram bem divididas. Há quem defenda que mesmo sem a perna o boquense seria bem vindo e há quem não o queira nem pintado de ouro.

Eu, apesar de estar mais perto do segundo que do primeiro grupo, confesso que não tem como saber o que seria dele caso fosse contratado.

Afinal, a qualidade técnica de Riquelme é inquestionável. Basta relembrar nostros duelos contra o Boca Juniors no ínicio dos anos 2000, além das centenas de vídeos com gols de falta e dribles incríveis do meia para saber disso. Existe até um vídeo que resume o primeiro semestre dele no ano passado e vê-se que ele sabe jogar muita bola.

Por outro lado, mais de dez anos se passaram desde a maioria das imagens tão reprisadas e “El Díez” está completamente parado há sete meses. Ele, aliás, pouco saiu de casa neste período e concedeu diversas entrevistas se dizendo feliz por estar em casa com sua cuia de mate.

O fato é que Arnaldo Tirone foi até lá e ofereceu algo em torno de R$420 mil mensais para que ele viesse jogar no Brasil por 3 temporadas. Obviamente, brilharam os olhos do rapaz. Mesmo quem já ganhou bastante dinheiro na Espanha não seria maluco de recusar quase R$5 milhões por temporada (ainda mais levando-se em conta a atual economia argentina).

Os cavaleiros do apocalipse logo levantaram suas armas a favor do hermano. Argumentaram que mandamos 20 jogadores embora e contratamos apenas 2; afirmaram que ele, com vontade, é um 10 dos sonhos; disseram que se o Daniel Carvalho merecia R$200 mil, Riquelme merecia muito mais.

Mas, entendam, tudo isso é achismo. Jamais saberemos se ele iria mesmo jogar se esforçar pelo Palmeiras. Eu, pessoalmente, sempre tive um pé atrás com o negócio pelo simples motivo de que acho que tudo precisa ser feito de cabeça fria (não no último dia de mandato do ex-presidente). Contratá-lo sem analisar a situação seria um ato desesperado. A situação foi analisada e decidiram pelo não. Estamos com uma nova diretoria e a nova diretoria irá trabalhar diferente.

Eu apoio a decisão de Nobre e Brunoro. E você?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A campanha na Copa São Paulo foi mesmo boa, Palestrinos.

Nossas desacreditadas categorias de base têm melhorado nitidamente nos últimos anos e ter ficado entre as quatro melhores equipes da Copinha é um baita avanço (ainda mais para um clube que, historicamente, olha pouco para a base). É bom, no entanto, respirar fundo, conter a euforia e conseguir separar a gigantesca diferença entre os juniores e os profissionais.

Na atual situação do nostro elenco, é óbvio que a chegada de alguns garotos do sub-20 será bem vinda. Mas não dá para confiar 100% em nenhum deles ainda. Acompanhei todos os jogos da Copinha este ano e, dos atletas que vi em campo, acho que apenas quatro ou cinco podem merecer uma chance no time de cima: Dybal, Edilson e Chico têm futuro promissor; já o lateral-direito Bruno Oliveira e o tão aclamado Diego Souza ainda precisam de cancha.

A defesa da equipe, por exemplo, se mostrou bizarra. Falarem que o tal Luiz Gustavo é o futuro da nossa retaguarda, além de ser um tremendo mau gosto, me faz suar frio desde já. O camisa 4 Fernando também é fraco, o camisa 5 Lucas bate demais, o canhoto Victor Hugo é afobado, enfim… A lista ainda vai longe.

O que se tem que fazer agora é integrar quem merece ao grupo principal e, com tempo e paciência, colocá-los em campo. Mas, repito: não temos nenhum Vágner Love neste time de 2013, ninguém pronto para ser titular. Calma com os “craques” e vamos pra cima.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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diretoria

Falar em profissionalização é fácil, Palestrinos.

Difícil mesmo é fazer. E foi isso que, em menos 72 horas, Paulo Nobre já colocou em prática.

Repito que não tenho nada a ver com ele ou com Perin e que prefiro esperar um pouco mais para analisá-lo bem ou mal, mas o início gestor dele está promissor. Mal entrou no cargo e já está prestes a anunciar dois dos melhores nomes do mercado marketing/publicidade: Paulo Gregoraci e José Carlos Brunoro.

E não digo isso porque estou pegando carona nas opiniões vindas da mídia; digo porque sou publicitário, trabalho com marketing esportivo e sei da qualidade e valor de ambos. Brunoro dispensa comentários para qualquer palmeirense e Gregoraci, além de ótimo profissional, é palmeirense até debaixo d’água.

Por mais que estejamos aflitos por reforços dentro de campo, acreditem: esse é o caminho correto. Um time de futebol começa de fora para dentro de campo, precisa ter comando para que se cobre quem está abaixo. (e aí pode-se incluir os jogadores propriamente ditos).

O tão falado marketing não é a salvação da pátria, mas vai ser de extrema valia ter esses dois profissionais dentro do Palmeiras. Chega de velho carcamano que ganha cargo de presente, chega de ex-jogador sem preparo para atender às demandas. Futebol tem que ser apaixonante dentro das quatro linhas e profissional fora delas.

Parabéns pelos primeiros passos, Nobre. Contamos com você.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não comemoro quando sai pênalti, Palestrinos. E, da mesma forma, também não comemoro eleição de presidente – principalmente em se tratando do nostro Palmeiras.

Ontem, quando anunciaram Paulo Nobre como vencedor, apenas deitei na cama e, em silêncio, rezei para que ele tenha sorte e competência para estar neste cargo. Espero que ele saiba a grandeza que é se estar a frente de um dos maiores clubes do mundo e que possa nomear pessoas do bem para auxiliá-lo nesta árdua tarefa.

Sei que seu perfil jovem e bem gabaritado faz muitos urrarem de felicidade e esperança, mas prefiro ser mais pé no chão. Já cai do cavalo diversas vezes ao achar que o novo mandatário do clube seria um sucesso e não pretendo fazer isso novamente. Por isso, rojões guardados por enquanto.

Espero que ele consiga colocar seu discurso em prática, profissionalize o nostro futebol e consiga, enfim, comandar o clube da maneira que um gigante como a Sociedade Esportiva Palmeiras sempre merecee. Torcerei por ele como torceria por Perin ou por alguém da minha família.

Espero de coração que ele consiga ser esse cara da foto aí de cima: apaixonado pelo Palmeiras, mas com a postura que o cargo merece. Boa sorte, Nobre!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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