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Archive for 8 de janeiro de 2013

Maurício tem 4 anos. Não tem pais, tios ou irmãos palmeirenses (a avó dele jura ser palestrina, embora na prática tenha pouca experiência futebolística). Talvez tenha alguns amigos de colégio palmeirenses, mas creio que seria pouco para influenciá-lo neste momento da vida. O fato, amigos, é que Maurício escolheu ser palmeirense.

Sozinho, por vontade própria, sem a ajuda de ninguém. Apenas acordou um dia, olhou para a sua mãe (são paulina, diga-se de passagem) e cravou confiante: “sou palmeirense”.

Daí você dirá que ele é muito novo. Tantos garotos mudam de time nesta idade… Fora isso, a escolha pode ter se dado pela cor da camisa, pela empatia com algum dos atletas do elenco, até mesmo para contrariar a família ou os amigos do colégio.

Mas o fato dele ter escolhido nostro alviverde no atual momento é incrível. É algo louvável, daquelas coisas que você não entende porque não tem mesmo o que entender. Ele tem acesso a TV, ele sabe o que acontece, ele assiste aos jogos, deve ter até amiguinhos que zombam dele. No entanto, ele é palmeirense.

A verdade é que torcedores natos nascem assim, do nada. Porque mesmo quando alguém os influenciou, eles tiveram a oportunidade de mudar. E se não mudaram é porque gostaram. O tanto que gostam e o motivo desse gostar pouco importa. Torcedores não nascem em seus berços; nascem quando escolhem. Muitas vezes, inclusive, contra tudo e contra todos.

E é contra tudo e todos que devemos acreditar no Palmeiras. Porque por mais que a razão e a realidade nos passem rasteiras diárias, somos Palmeiras. São casos como o do pequeno Maurício que me fazem acreditar que sairemos dessa. É com a inocência deste garoto que não sabe quem é Tirone e nem imagina o quanto os bastidores do futebol podem ser podres, que eu vou olhar para 2013.

Obrigado, Mauricinho.
E continue sendo palestrino, por mais que o mundo lhe diga que não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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