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Archive for fevereiro \26\UTC 2013

Estão tentando parar as obras da nostra Arena, Palestrinos.

O que não chega necessariamente a ser uma novidade, afinal é a terceira vez em menos de um ano que o Ministério Público tenta frear os trabalhos da WTorre. A justificativa dada para tal – e negada nas duas primeiras vezes – sempre foi a mesma: o impacto ambiental e também no trânsito da região do estádio.

Claro, o Ministério Público se preocupa demais com a cidade de São Paulo. Tenho certeza de que eles analisaram o tal impacto quando foram construir o Shopping Bourbon, quando começaram a desapropriar casas da região para o projeto do Piscinão da Pompéia (que falhou) e assim por diante.

O Palestra Itália existe desde o início da década de 30 e, mesmo depois de reformado, causará o mesmo impacto que sempre causou na região. Levar 32 ou 45 mil pessoas a um local causa os mesmos “transtornos”. Um deles, talvez o que o MP mais tema, é ter que trabalhar. Policiar os arredores do estádio, o transporte público, organizar o trânsito… Mas quem aqui paga imposto por isso, né?

Além do mais, a nova arena é um dos poucos – se não o único – novos estádios do país a não consumir um só real do dinheiro público. Aliás, será este também outro problema para a tal fiscalização? Afinal, se o Governo não contribui, o Governo não contrata nem superfatura. Interessante pensar nisso também.

Mas, de tudo o que envolve essa questão, o que mais me incomoda é perceber que as autoridades da cidade estão, na verdade, planejando marginalizar o futebol na cidade de São Paulo. Logo em uma cidade que abriga três dos maiores clubes do país. Logo na cidade que abriga todo o país.

Desejam que os grandes clubes atuem mesmo em Itaquera, Barueri, Guarulhos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, no inferno. Só de pensar que, a partir de 2014, o Pacaembu viverá de raras partidas, os “comandantes” devem estourar garrafas e mais garrafas de champanhe em seus gabinetes acarpetados. Em breve devem até incentivar os rivais do Morumbi a mandar seus jogos em Cotia…

E aí, a cidade que sempre viveu e respirou futebol poderá se ver livre dele.

Um brinde aos vagabundos que tomaram conta da nostra cidade e da nostra diversão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Esqueçamos por um minuto nostro coração verde, Palestrinos.

O assunto agora é o futebol. Todo ele. Mais precisamente no que diz respeito ao acontecido em terras bolivianas, na noite da última quarta-feira, onde um garoto local morreu atingido por um sinalizador.

A história todos nós já conhecemos e eu não vou dar uma de Denílson chorando ridícula e forçosamente em público. O fato é que, passadas 36 horas do ocorrido, apenas duas atitudes concretas foram tomadas: a prisão preventiva de doze torcedores  alvinegros e a obrigação do nostro rival jogar a Libertadores com os portões fechados.

Vejam só: um torcedor foi estupidamente morto e a punição para tudo isso foi… jogar sem torcida. Aliás, trocando em miúdos, a punição foi jogar a culpa para a torcida.

(Aliás, um breve parenteses: se os que estão presos na Bolívia têm tanta certeza de que o verdadeiro culpado voltou ao Brasil, como bradaram aos microfones, que deem o nome do rapaz e tudo será resolvido. Ficar de proteçãozinho com bandido é ser cúmplice.)

Pode-se discutir se a medida é generalista ou não, justa ou não, mas o fato é que esse ato, sozinho, não é nada. Isso não muda absolutamente nada! Essa medida é retrato cuspido e escarrado da pior confederação do mundo, a Comenbol, que conta com a anuência de outras tão ruins e mafiosas quanto – FIFA, CBF, Concacaf, etc. – para continuar no poder do futebol sul-americano.

Afinal, uma confederação que acha normal que escanteios sejam batidos com proteção policial e que até este ano não punia atletas por acúmulo de cartões amarelos (embora cada um deles valha vistosos 100 dólares), não tem muita moral para pagar de Rei Salomão agora.

O fato é que casos trágicos como este são terríveis, mas infelizmente parecem ser os únicos que têm o poder de causar mudanças reais na vida das pessoas. E este poderia e deveria ter sido tratado como um exemplo, como algo maior, semelhante ao acontecido na Inglaterra em 1985. Seria a oportunidade de finalmente se fazer justiça às centenas de outros garotos, homens e mulheres que já morreram dentro ou nos arredores de um estádio de futebol. Seria a hora de se punir quem organiza, quem participa e quem permite que se mate.

No entanto, a decisão foi puramente especulativa. Que se pense no torneio, não no esporte, muito menos na vida. “Vamos punir o clube, a imprensa internacional dirá que se fez justiça com os bárbaros e pronto, assunto resolvido” – pensou do alto dos seus 200 anos de idade o corpulento Nicolás Leoz.

E, sim, o mundo vai aceitar esta decisão. Todos nós vamos. Eu, você, seus pais, amigos. E daqui a pouco, quando a imprensa requentar o assunto dizendo que já faz um ano que tudo isso aconteceu, comentaremos “Mas já?” – graças a nossa habilidade de esquecer as desgraças cotidianas.

Por favor, entendam: é óbvio que a punição ao clube tem que ser feita. Mas também temos que punir confederação, policiamento local e internacional (afinal, quem embarca com sinalizadores marítimos rumo à Bolívia?) e, acima de tudo, sentar a bunda em uma sala da FIFA e fechar uma nova legislação criminal ligada ao futebol.

Mas, não. Lá se foi a vida de outro torcedor em troca de um estádio vazio.

Portanto, antes de imbecilmente gritar “Chupa, Curintia” e sair por aí achincalhando todo mundo, coloque na sua cabeça que você também foi prejudicado. Todos nós fomos. Porque, mais uma vez, o futebol perdeu.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Me lembro como se fosse hoje, Palestrinos. O ano era 1993 e do alto dos meus sete anos, em pleno Palestra Itália, virei para o meu pai e constatei: “Esse 9 aí é lento, mas faz gol pra cacete, né?”.

Sim, eu era apenas um garoto. E não, eu não sabia quem era o camisa nove. Em bem da verdade, pouca gente sabia. Evair Aparecido Paulino havia sido revelado pelo Guarani e ainda bem novo partiu para a Itália, rumo a Atalanta. Quando chegaram as liras da também italiana Parmalat, em 1992, ele foi repatriado diretamente para o Verdão.

E, em bem da verdade, o começo não foi fácil. Até hoje tenho guardada uma revista do Palmeiras em que meu irmão mais velho aplicou um nariz de palhaço na foto do então treinador Nelsinho Baptista, que o deixava no banco por “questões técnicas”. Mas, depois, felizmente ficamos com a peça certa e vivemos um período de glórias.

Como esquecer a maneira que El Matador batia pênaltis? E, mais ainda, como esquecer a maneira que Evair bateu aquele pênalti em 12 de junho de 1993, quando saímos da incômoda fila?

Foram 127 gols com a camisa alviverde e muitas alegrias.
Por isso, Evair, hoje todos nós lhe desejamos um feliz aniversário.

Vida eterna ao Matador!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se foi mais um Dérbi, Palestrinos.

E, justiça seja feita, lá se foi mais uma partida memorável. Um jogo que começou bem antes do apito inicial, cheio de reviravoltas, com tudo aquilo que se espera do maior clássico do mundo. E, empate a parte, podemos ficar orgulhosos do que vimos em campo.

Obviamente que este orgulho não vem pelo resultado; clássico é clássico e bom resultado é – e sempre será – vencer. Mas a entrega que vimos de nostros atletas ontem no estádio municipal foi de encher os olhos e o coração. Se não conseguimos sorte melhor, podemos creditar à qualidade técnica que sobra do outro lado e que, hoje, ainda nos falta (isso sem falar no apito pra lá de amigo na arrancada de Márcio Araújo).

A força que o time mostrou após sofrer o gol e que sustentou até levar o empate é digna de nota. É digna de vibração. É digna de fazer pensar que este grupo, enfim, pode ter algo a mais – apesar de ter tantas outras coisas de menos.

A verdade é que ver Vilson, Marcelo Oliveira, Márcio Araújo, Souza e Vinícius em campo, de fato, nos faz crer que 2013 será um ano sofrido. No entanto, por outro lado, nos mostra também que será um ano aguerrido. Sejamos nós, os torcedores, portanto, o combustível que levará esses guerreiros a lutarem ainda mais.

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[NOTA 1] Gilson Kleina continua escalando bem e mexendo mal. Mas, sendo bem justo com ele, fica difícil mexer em um banco que tem Leandro Amaro, Charles, Ronny e outro.

[NOTA 2] Sustento o que sempre disse: Wesley é um bom jogador. Nem mais, nem menos que isso. Se ajudar com sua velocidade e soltar (muito) mais a bola, poderá ser um jogador imprescindível.

[NOTA 3] Precisamos urgentemente de mais um zagueiro e um atacante. Kléber, no entanto, não pode passar nem perto dos planos. Marcelo Moreno tampouco.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sr. Mauro Martins,

Antes de mais nada, me sinto na obrigação de dizer que não iria escrever esta carta para o senhor. Primeiro porque já deram cartaz demais a você e segundo porque nem sei se o senhor lê tão bem o português. Mas, como ao contrário de você, não costumo subestimar nada nem ninguém, resolvi escrever.

O motivo, óbvio, são suas palavras sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras quando perguntado, na semana passada, sobre o clube em questão ser o possível destino de seu filho em 2013.

Pois bem, de bate-pronto e sem pensar, você disse que o negócio seria impensável. Que seu filho querido jamais sairia do Grêmio para uma equipe menor, que negócio possível com ele só na Europa. Veja só, logo lá no Velho Continente, onde ele foi ganhar gelados euros no ucraniano Shaktar Donetsk, mas, reserva, resolveu voltar para o ensolarado e acolhedor Brasil. No entanto, o ponto não é este: o ponto é a sua falta de conhecimento.

Talvez a altitude boliviana faça seu cérebro demorar um pouco mais para processar nosso alto nível oxigênio, mas o Palmeiras pequeno a que você se referiu é também conhecido como “Campeão do Século XX”. E isso não é apelido de jornal ou alcunha auto proclamada; são números, tão incontestáveis quanto a cusparada de uma lhama raivosa. Aliás, não bastassem os títulos, o Palmeiras tem 15 milhões de torcedores (quase o dobro da apaixonada e presente torcida gremista, que nada tem a ver com suas palavras).

E, caso o senhor tenha assistido à rodada da Libertadores ontem, certamente deve ter percebido, ao lado de seu parceiro Wanderley Luxemburgo, que existem coisas que o dinheiro não compra. Tradição, vontade e até sorte são algumas delas. Por isso um desconhecido campeão chileno pode ganhar do milionário Tricolor Imortal fora de casa e um “menor” Palmeiras pode vencer o campeão peruano em casa.

Quer dizer que o Palmeiras é melhor que o Grêmio? Não.
Quer dizer que temos mais chances de título? Claro que não.
Só quer dizer que, dentro de campo, assim como fora dele, não se deve ser apressado.

Fraternal abraço,
Henrique Rojas.

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É óbvio que nenhum palmeirense gostou da saída de Barcos.

Tenho certeza, aliás, de que a primeira reação de todos nós foi negar a notícia. A segunda, foi se desesperar. E a terceira, mais dolorosa, foi comprovar que era tudo a mais pura verdade. Após uma temporada, sessenta e um jogos, 31 gols e uma identificação instantânea, lá se foi o Pirata rumo o Sul.

E aí, de bate pronto, alguns dirão que ele é mercenário: que utilizou o Palmeiras como vitrine, que se aproveitou do Palmeiras para alçar voos mais altos e que, quando mais precisávamos dele, ele se foi. Outros responderão que não, que a culpa é do Palmeiras, que ele estava com salários atrasados e que o direito de buscar outro clube é digno.

Eu, sinceramente, penso que o ocorrido é uma mistura entre ambos os grupos acima.

Afinal, se é verdade que o Pirata fez juras de amor, disse que não sairia e recebeu um aumento substancial para que ficasse no Palestra, também é verdade que o Palmeiras faltou com muitos de seus compromissos. Se por um lado Nobre e Brunoro se depararam com uma dívida impagável com a LDU e com o atleta, por outro Barcos vislumbrou um dos melhores elencos do país e a possibilidade de continuar marcando gols em alto nível.

É claro que todo torcedor gostaria que seus craques agissem como ele próprio. Mas isso é a nostra porção criança falando mais alto. É aquela parte de nós que ainda ignora as mazelas do futebol e faz nostros olhos brilharem ao ver aqueles onze – sejam estes quais forem – dentro de campo. E o camisa 9 argentino se foi.

O caos administrativo vivido na “gestão” Tirone e a demora na passada de bastão para a nova diretoria são, na minha opinião, os grandes culpados para isso ter acontecido. Mais uma herança maldita da pior administração que tivemos em nostra longa e gloriosa história.

De certo mesmo, apenas a confirmação de que Barcos não é nem nunca será Marcos. E, o pior, saber que que este Palmeiras também está bem longe de ser aquele dos bons tempos do Santo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A dúvida nunca foi tão grande, Palestrinos.

Se no ano passado a coisa já estava complicada, este ano acabou de piorar. Afinal, não foram poucos os que disseram que ele estava mudado, que está comprometido, que quer chamar o jogo. E então, mal engata duas partidas seguidas, o chileno-chinelo volta a se lesionar e desfalcar o Palmeiras por semanas. Mais uma lesão, a enésima desde que retornou.

Que fique claro que reconheço o potencial do meia. Ele inegavelmente tem bom controle de bola e passes inteligentes. Mostrou isso em 2008 e mais recentemente na Copa do Brasil que vencemos no ano passado. Mas o fato, queira você ou não, é que passou da hora de nos livrarmos dele.

Ou você acha que é justo pagar o maior salário do elenco para um dos jogadores que menos atuam? Acha que vale a pena depositar nostra confiança em alguém que toma cartões amarelos por reclamação como quem toma um copo de água? Que é possível acreditar em um cara que brada no alto de carro de bombeiros que só sai se o Palmeiras quiser e depois diz que está pensando em sair? Acha mesmo que deve-se esperar por um atleta tão inesperado?

Eu, sinceramente, penso que já deu. E que o Palmeiras deve se mexer para definir a saída dele o quanto antes. Mesmo que represente uma óbvia perda de dinheiro (ninguém vai pagar o quanto pagamos), a saída dele poderia gerar um pequeno lucro na venda e principalmente um belo alívio na folha salarial – abrindo espaço para pagarmos novos atletas.

Ou isso ou o Palmeiras envia ele pra Nasa e tenta descobrir que diabos acontece com suas fibras musculares. É muito mais custoso e ineficiente, mas…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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