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Archive for março \28\UTC 2013

09/04/2000 – Rio Branco 5×2 Palmeiras
Por uma dessas coincidências da vida, eu estava morando em Americana nesta época. E é óbvio que fui ao Estádio Décio Vitta acompanhar um dos maiores vexames que acompanhei ao vivo em minha vida.

07/11/2001 – Palmeiras 2×6 Fluminense
Desta vez em pleno Palestra Itália, presenciei de perto a uma surra que doeu, mas que serviu para mostrar que, de fato, a Era Parmalat havia terminado para nós.

23/04/2003 – Palmeiras 2×7 Vitória
Novamente no Palestra, presenciei de perto algo que, mesmo com o rebaixamento no ano interior, era impensável. Uma lavada que ecoou por muito tempo em nostras cabeças.

Tem também as eliminações caseiras para ASA, Santo André e Ipatinga (na Copa do Brasil), além da dolorida eliminação da Sul Americana pelo Goiás em 2011. Tivemos derrotas acachapantes para Cruzeiro e Atlético/GO em nostros aniversários de 90 e 96 anos, respectivamente. Tomamos meia dúzia do Coritiba há dois anos, lembram-se? Fora os descensos no Brasileirão…

São tantas as vergonhas que passamos nos últimos anos que apanhar ontem para o Mirassol parece ter sido parte do pacote. O que deveria ser vexame histórico, parece ter sido apenas mais um. E é isso que preocupa. Não é o placar em si, é toda a situação! Estive presente em quase todos os vexames citados, em muitos dos jogos seguidos a eles e posso dizer que nós não merecemos isso.

Somos 15 milhões.
Somos uma torcida que canta e vibra.
Somos tão apaixonados que aceitamos apanhar sem desapaixonar.

Mas, agora, está na hora de parar e pensar. Assim não dá, não pode, não vinga. Ou tentamos mudar radicalmente ou seremos eternos conformados, saudosos do tempo em que colocávamos medo nos outros. A direção – seja ela qual for – pode ter certeza de que, em maior ou menos número, nós estaremos sempre lá na arquibancada.

O que precisamos mesmo, pra ontem, é da defesa que ninguém passa, da linha e atacante de raça.

Ainda assim, ainda sempre… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se vão duas semanas sem posts, Palestrinos.

Nada de greve ou desânimo deste blog, mas, graças a uma rotina de trabalho pesada e um campeonato tão modorrento quanto o Paulistão, este espaço ficou calado por exatos 14 dias. Tempo, aliás, em que o diagnóstico do Palmeiras não mudou: continua faltando (muita) qualidade técnica.

Vejo e leio pessoas criticando Gilson Kleina, mas, sinceramente, nenhum treinador no mundo faria este elenco jogar o fino da bola. Hoje, nostro grupo é extremamente limitado e, salvo raríssimas exceções, tanto faz o “titular” ou o “reserva” da posição. Pense bem: Weldinho ou Ayrton? Juninho ou Marcelo Oliveira? Caio ou Kleber? Charles ou Márcio Araújo? Tanto faz!

Já estamos próximos ao mês de abril e, até agora, ainda somos praticamente os mesmos do ano passado (inclusive nas arquibancadas). Entendo que ainda não houve tempo para fazer grandes milagres da diretoria, mas espero de verdade que eles estejam se mexendo para fazer boas aquisições no meio do ano.

Afinal de contas, se é para apostar em Ronnys e Rondinellys, que apostemos em Dybal e Diego Souza, que já estão aí. Precisamos de jogadores mais rodados, pra mesclar com essa molecada que nós já temos. A Copa São Paulo foi razoável para nós, temos que ser certeiros nas contratações. Se pegarmos o banco de rivais nostros, quase todos seriam titulares neste Palmeiras.

O Paulistão não chega a ser um sinal de emergência, mas é um alerta importante. Precisamos qualificar o elenco se quisermos ver 2014 nascendo já neste segundo semestre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palmeiras_fev

Os últimos dez dias foram complicados, Palestrinos.

A maré de paz causada pelos sete jogos invictos neste início de ano deram repentinamente lugar a uma pequena turbulência causada pelos dois revezes na Copa Libertadores – que, graças a uma parte estúpida da torcida, acabaram se transformando em um grande furacão. Por isso, vamos por partes.

COPA LIBERTADORES
A derrota para o Libertad até estava nas contas iniciais. Não da maneira que foi, com um total domínio dos paraguaios e com o nostro time praticamente na roda, mas estava. O problema foi perder para o fraquíssimo time do Tigre. É inadmissível que o Palmeiras, independente do momento ou do elenco que tenha a disposição, não vença uma equipe tão fraca.

Pior foi que tivemos tantas chances de matar o jogo, que a sensação de fracasso ficou ainda mais retumbante ao apito final. A chance desperdiçada por Kleber chega a ser vexatória. Não dá para perder aquela chance, ainda mais quando se está começando uma história em um clube como o nostro. Agora não nos resta outra coisa senão vencer os dois jogos em casa e tentar pontuar fora. Ainda dá!

MANCHA CANCERÍGENA
Assíduo frequentador das arquibancadas, eu já me manisfestei algumas vezes contra a MV. E meu principal motivo é  bastante claro: não posso respeitar torcedores que coloquem o nome e os símbolos de uma “torcida organizada” acima do clube que apoiam. Para mim, fica bastante claro que a Mancha vai ao estádio para torcer por ela, e só por ela. Isso, por si só, é estúpido.

Agora, quando os mesmos velhos e conhecidos bandidos resolver agredir ameaçar os atletas não só gritando, mas também chegando as vias de fato, aí é caso de banimento perpétuo. Chega da diretoria sustentar esses vagabundos que se acham acima da verdade, chega de pagar viagem e ingressos, chega de permitir que imbecis como estes entrem em campo para conversar com técnico e líderes do elenco… isso tudo é muito absurdo!

Nenhum torcedor é mais torcedor que o outro. O presidente da MV é tão palmeirense quanto eu ou uma senhora que jamais tenha ido ao estádio na vida. Está mais do que na hora desse câncer travestido de “organizada” ser banido dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Na partida contra a Penapolense, já houve bete-boca velado entre a dita “organizada” e os “torcedores comuns”. E isso tende a piorar se nada for feito. Chegou a hora de Paulo Nobre convocar a PM, o Ministério Público, a CBF e os presidentes dos principais clubes do país para acabar de vez com esses grupos de criminosos.

Ou você vai defender indivíduos que não fazem nada da vida além de beber em frente ao Palestra e fazer viagens de dias e dias por dizerem amar tanto o time? Muito antes de serem torcedores, esses caras são bandidos. E eu aposto que o elenco prefere jogar com a arquibancada vazia fora de casa do que com vândalos desses supostamente apoiando.

CHOQUE-REI
Mais uma vez ficamos no quase. A diferença é que, contra o Curintia, graças ao momento vivido e o abismo técnico entre os elencos, o empate até que desceu pelas nostras gargantas. Agora, ontem, com um a mais durante todo o segundo tempo no Panetone, não dá para sair de campo satisfeito.

O que me parece claro é que, nas duas partidas, faltou qualidade para ganhar. Estamos parando em nostras próprias limitações. Com um pouco – eu disse pouco – mais de calma e atenção, podemos sair de campo com vitórias que nos dariam uma moral mais do que necessária. E vendo as chances perdidas ontem, que saudade que dá do Pirata…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Prazer, Palestrinos: Andre Luiz.

Zagueiro-zagueiro, 33 anos, os últimos oito no modesto Nancy, da França. Olhando assim, a primeira vista, creio que todos nós diremos “Dio mio, é outro Leandro Amaro!”; mas fui buscar algumas informações e acho válido esperarmos um tempo antes de atacar a diretoria.

Revelado, mas pouco apresentado pelo Cruzeiro, ele foi para o Atlético/MG e de lá acabou se transferindo para o Nancy. Desde então jogou 208 partidas, fez 15 gols, foi expulso apenas 4 vezes e se tornou o capitão da equipe. Uma equipe quem, diga-se, nunca fez grandes campanhas, mas sempre perambulou pelo meio da tabela do Campeonato Francês.

O que mais me faz ter esperança na contratação dele, entretanto, não são os números, mas sim o caráter.

Passando por dificuldade já faz alguns anos, o seu clube perdeu seus melhores jogadores para outros grandes centros da Europa. Andre Luiz, porém ficou. E ficou até o limite. Só está de saída porque seu salário era o mais alto da equipe e o Palmeiras o procurou. Daí, como alivia a crise financeira do clube e também o dá tranquilidade, o zagueiro se mudou para o Verdão (veja o vídeo de despedida dele aqui).

Se é um bom jogador só mesmo o tempo irá dizer. Mas caráter ele tem de sobra. Já é um bom começo para uma equipe em reconstrução.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Muita calma com o andar da carruagem, Palestrinos.

Ontem fomos derrotados pelo Libertad, fora de casa, e isso não tem nada demais. O aproveitamento do time paraguaio em casa tem sido maior que 80% em casa nos últimos anos e, apesar do nostro mal jogo, não dá para incriminar a equipe pela noite ruim.

Nostra zaga estava mal, Prass sem tempo de bola, os laterais nulos e só quem tentou algo foi Vinícius… No entanto, dá pra recuperar já na semana que vem. Temos que ganhar os três confrontos em casa, mais o jogo fora contra o fraquissímo time do Tigre. Com esta campanha nada surrealista, nos classificaremos.

O importante é lembrar que, antes de soar as cornetas, devemos lembrar que o time está sendo montado. Valdívia e Kleber ainda não estão em condições totais, não sabemos se Vílson é zagueiro ou volante nem quem é o dono da lateral-direita, por exemplo. Isso tudo exige tempo e, infelizmente, paciência.

É claro que quando a nostra camisa entra em campo, seja contra quem for, esperamos e torcemos pela vitória. Mas, agora, lembrem-se, é hora de apoiar e confiar. 2013 será difícil, no entanto necessário. Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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