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Archive for abril \29\UTC 2013

A imprensa marrom está em polvorosa. As redes sociais não param. E você, você mesmo, Palestrino, está dando importância exageradamente exacerbada a isso.

Afinal, segundo reportagem do UOL, a Allianz – empresa alemã de seguros que comprou os direitos de naming rights da Arena – irá colocar em votação três nomes: “Allianz Parque”, “Allianz Center” e “Allianz 360”. E isso bastou para milhares de pessoas ficarem irritadas, chateadas, traídas… Já adianto, sem motivo.

Primeiro de tudo, vamos à natureza do assunto, os naming rights. No mundo todo, sempre que uma empresa adquiri o nome de um estádio, costuma colocar o seu nome nele. E o motivo é bastante óbvio: porque paga-se muito dinheiro. Pelo direito de batizar a nova arena, os europeus desembolsarão R$300 milhões; uma grana bastante razoável sendo que é por um período definido de tempo.

Sabem como se chama o estádio do Bayern? Allianz Arena.
O do Dortmund? Signal Iduna Park.
O do Arsenal? Emirates Stadium.
E por aí vai, os exemplos são muitos.

O ponto principal é que, exceto por alguns destes estádios, quase todos os que tem naming rights acabam sendo chamados por outros nomes. Ou você acha que alguém vai chamar a Fonte Nova de “Arena Fonte Nova Itaipava’? Os próprios estádios dos times citados acima têm “apelidos”. E o nostro Palestra Itália, amicos, será sempre o que sempre foi: o Palestra.

Portanto deixem de choradeira, aceitem que a grana por essa propriedade é boa e continuem dizendo por aí que “domingão eu vou no Palestra”. Porque eu vou lá. Ainda que alguém o tenha rebatizado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Caímos novamente, Palestrinos.

E muito embora a maioria diga até que a queda de sábado tenha sido até certo ponto positiva, uma desclassificação é e será sempre um fracasso. Até entendo os que dizem que dessa forma teremos mais tempo para os compromissos  da Libertadores e para a preparação para a Série B, mas me nego a achar que a derrota nos pênaltis tenha sido benéfica.

A julgar pelo que vimos na Vila Belmiro, de fato não há nada de que se envergonhar: o time jogou, lutou, tentou e conseguiu buscar um empate já quase improvável no final do jogo. No entanto, é triste ver que mais uma vez tivemos a posse de bola por grande parte do certame e não conseguimos criar nada de tão perigoso.

Basta assistir ao VT da partida do último final de semana para perceber o óbvio. Embora fiquemos com a bola quase sempre em nostro poder, quase nunca criamos chances de fato perigosas.

E aqui não cabe exatamente análise estatística. Se pensarmos em todos os clássicos do ano até aqui – e até na maioria da s partidas disputadas -, o Palmeiras tem tido domínio da bola. O problema tem sido aquela chamado último passe, a bola que vai ao pé do atacante tão limpa que até o asno do Maikon Leite empurraria para dentro. Pensem no jogo de sábado, lembrem do clássico diante do SPFW e até mesmo do melhor Dérbi que fizemos nos últimos anos… A bola é nostra, mas falta qualidade.

Qualidade que poderia estar, é claro, nos pés de Valdívia, mas que nós sabemos que já virou utopia. Assim sendo, ficamos dependentes de um lampejo de consciência de Wesley, Souza, Tiago Real e aí a coisa complica.

Afinal, se é verdade que temos tido a posse de bola do tão badalado e campeão Barcelona, também é verdade que nostro aproveitamento na frente tem sido digno do pior ataque do Campeonato Paulista, a rebaixada União Barbarense.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chega de jogador encostando arma na nostra cabeça, Palestrinos.

O “craque” da vez é Souza, o jogador que chama mais a atenção pelos cabelos ruivos do que pela bola que joga. Após temporadas regulares – veja bem, regulares, não foi nada demais – por Ponte Preta e Náutico o volante-pseudo-meia-camisa-dez decidiu que quer aumento recorde.

O clube já dobrou o salário que era de R$40 mil, mas o atleta – provavelmente envolvido pelas pragas que são seus empresários – parece querer ainda mais. Andou dizendo que quem não valoriza perde, seus procuradores dizem que eles pode assinar pré-contrato e sair em dezembro, enfim. parece que, mais uma vez, um jogador que foi formado em casa provavelmente irá deixar o clube por pura ganância.

E, dessa vez, assim como foi com o tal garoto Sabiá, não foi culpa do clube.

Tenho certeza de que, pensando com calma, o tampa de iodo que enverga a nostra camisa 8 veria que está tendo a maior oportunidade da vida dele. Ele não é nem nunca será titular em time grande nenhum do país! Foi bem onde foi porque estava em times medíocres. Mas, se insiste em sair, que saia.

O destino provável será um banco de reservas bem quentinho ou uma camisa do peso dessa aí da foto. Boa sorte, amigão, vaza logo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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“Mas, afinal, qual o verdadeiro Palmeiras: o que ganha em casa com raça e vontade – como na Libertadores – ou o que perde chato e insosso fora dela pela América do Sul e pelo Paulistão?”.

Boa pergunta, Palestrino. E, na verdade, a resposta é mais simples do que podemos (e queremos) crer; o Palmeiras é exatamente estes dois aí de cima. Somos um time extremamente limitado, que vai ganhar e perder alternadamente durante a temporada, dado os números de lesões, suspensões e, mais do que tudo, de opções.

O que acontece é que, depois de um período de vacas gordas, voltamos à montanha-russa de resultados. Se bem lembrarem, não faz muito tempo que ficamos algumas partidas sem vencer, tomando até meia dúzia do insignificante Mirassol. Depois, engatamos cinco triunfos seguidos, bonificados com a classificação precoce e improvável a segunda fase da Libertadores. E, então, chegamos agora a duas derrotas seguidas.

Acostumem-se, é assim que é e será este ano.

A nossa verdadeira função como torcedor é simplesmente incentivar – além de, obviamente, se inflamar ou frustrar de acordo com os resultados. As lágrimas que derramei, suado e extenuado, após à vitória sobre o Libertad são as mesmas que poderei derrubar, raivoso e odioso, após tropeços futuros.

Importante, mesmo, será o grito sempre ecoando pelas arquibancadas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É com a frase que estampa o título acima que, todos os sábados, meu time de várzea entra em campo em um conhecido society da Pompéia. O motivo, até bastante óbvio, é nos convencer de que, por melhor que seja o adversário, ele vai ter que suar sangue para ganhar da gente. E parece que, sem tirar nem por uma só vírgula, esse também tem sido o lema deste Palmeiras.

Limitados, defasados e desfalcados, os comandados de Kleina entenderam de uma vez por todas que ou eles correm e dão a vida em cada bola ou o nostro futuro será pior do que podemos imaginar. O que se viu nos dois últimos jogos da Libertadores – com o belo triunfo sobre a Ponte, em Campinha, no meio – é daqueles momentos de se guardar para sempre na memória. (e aqui não cabe nenhum exagero: estamos mesmo vivendo algo histórico!)

Em cada pique que o Vinícius deu, estávamos com ele.
Em cada carrinho que Marcelo Oliveira deu, estávamos com ele.
Em cada bola de cabeça afastada por Maurício Ramos, estávamos com ele.
E quando Charles deu aquele bico de esquerda, estávamos demais com ele.

O Palmeiras, hoje, é uma torcida que tem um time. E isso ficou tão claro ontem que chega a ser emocionante. Éramos 35 mil nas arquibancadas, levando e elevando aqueles 14 que envergaram o manto alviverde dentro de campo. Uma comunhão, misturada com compaixão, que me fez cair exausto ao apito final. Gritei, cantei, pulei, chorei… a noite do dia 11/04/2013 já está na minha memória para sempre.

E que assim continuemos: humildes, raçudos, apaixonados e focados. Em assim sendo, seja quem for que estiver do outro lado, vai ter que correr MUITO pra ganhar da gente.

“Vamos Verdão, com muita raça e com vontade, faz vibrar meu coração
Vai sacudir essa cidade, meu Palestra Campeão!”

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma vez três porquinhos. Eles eram bastante jovens, mas apesar da pouca idade, já tinham grandes responsabilidades. Por isso, apesar de morarem cada qual em sua casa, prometeram superar as dificuldades sempre unidos. E um dia uma dessas dificuldades chegou travestida de lobo.

O Lobo Mau foi até a casa do primeiro dos porquinhos, feita de palha, e gritou para ele sair. Ouvindo a recusa do suíno, bradou feroz que iria soprar e soprar até a sua casa derrubar. E assim o fez. Vendo que a coisa estava feia, o porquinho saiu correndo em direção a casa de seus irmãos, mas sentiu a virilha e caiu no meio do caminho.

Antes de ser devorado, falou que a culpa era do departamento médico do clube e que o trabalho preventivo de fisioterapia estava sendo mal feito.

No entanto, o Lobo Mau ainda não estava satisfeito e partiu decidido para a casa do segundo porquinho, feita de madeira. Chegando lá, repetiu a celeuma e prometeu derrubar o casebre caso o dono da casa não saísse. Percebendo a recusa, soprou e soprou e soprou até tudo desabar. Percebendo isso, o suíno tentou correr de seu predador, mas, sentindo uma contratura na coxa, acabou devorado.

Antes de sucumbir, no entanto, culpou a comissão técnica pela alta carga de trabalho nos treinamentos, o que deixou a sua musculatura cansada para o momento decisivo.

Insaciável e sem ligar para as críticas, o lobo rumou para a terceira casa. Apesar de esta ser construída de tijolo, ele prometeu soprar mais e mais forte, até colocar tudo no chão. E assim o fez repetidas vezes, para deleite do porquinho que, em perfeita condição física, ria de seu algoz. O problema foi que a porta estava destrancada e, assim que o Lobo Mau invadiu sua sala, o terceiro porco se atirou no chão parecendo também estar lesionado.

Dessa vez, porém, antes de devorá-lo, o lobo reparou que sua pata estava repousada sobre um músculo bem diferente: o bolso.

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MORAL DA HISTÓRIA
Eu não sei se a culpa é do departamento médico/fisiológico/fisioterápico, da comissão técnica ou das dores causadas pela falta de pagamento dos direitos de imagem do elenco. O que eu sei é que não é normal um time com média de idade tão baixa ter tantas lesões musculares.

Ontem, na emblemática vitória da molecada raçuda diante do fraquíssimo time do Tigre, Patrick Vieira se juntou a Valdivia, Maikon Leite, Henrique, Kleber, Wesley e Leandro Amaro no time dos que estouraram músculos em 2013. É preciso ver isso aí. E rápido!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos.

Após modorrentas semanas de Campeonato Paulista, repletas de empates, tropeços, (muitos) erros e (alguns) acertos, chegamos às semanas mais decisivas do ano até aqui. Serão seis jogos decisivos, valendo as nostras intenções até o início da Série B.

Pelo Paulistão, três jogos razoavelmente diferentes: um bastante complicado (Ponte Preta fora) e dois em que a vitória é obrigatória (Guarani em casa e Ituano fora). Pelos meus cálculos, seis pontos nos garantem na fase final do Paulistinha. Já pela Libertadores, outros três jogos bem complicados (Tigre e Libertad em casa, Sporting Cristal fora).

O de amanhã, contra o Tigre, nem é passível de dúvida; precisamos vencer de qualquer maneira. Um empate que seja já irá nos deixar em posição desconfortável, enquanto que a vitória nos manterá um ponto a frente dos peruanos (até aqui, segundo colocados com um jogo a mais). O Libertad, ainda que em casa, deve ser um jogo complicado. No entanto, este resultado irá delimitar como chegaremos na última rodada. Uma vitória sobre os paraguaios nos deixa na liderança; um empate nos faz torcer pelo Tigre; já uma derrota nos faria torcer desesperadamente pelos argentinos para não termos que jogar pela vida lá no Peru.

Enfim, nostro elenco é o mesmo do início do ano, os desfalques por contusão e suspensão parecem crescer a cada semana, jogadores-chave nos desfalcam na Liberta, mas é preciso ter fé. Um time medíocre como o nostro tende a oscilar muito dentro das partidas e entre elas, logo nunca sabemos o que esperar – se bons ou maus momentos.

De qualquer forma, a nostra obrigação é agir da única maneira que podemos: indo para a arquibancada e apoiando 90 minutos sem parar. Pouco importa de seremos 5, 10 ou 30 mil; vamos cantar pelo Palmeiras e para o Palmeiras. Chegou a hora de ganhar no grito.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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