Feeds:
Posts
Comentários

Archive for maio \24\UTC 2013

Lá se vão dez anos, Palestrinos.

Mas parece mesmo que foi ontem. Após a trágica campanha de 2002 (com Itamar, Dodô, Alexandre e até Índio possuído pelo capeta) e do início desastroso de 2003 (tomando um senhor 7×2 para o Vitória em casa), o ano melhorou do meio para a frente. A campanha da Série B foi boa, o time esteve sólido e em nenhum momento Marcos, Magrão, Pedrinho, Edmílson e Vágner Love tiveram ameaçada a volta à elite.

Se compararmos, a situação de hoje até parece melhor. Embora limitado, nostro time está “pronto” já faz algum tempo e a base que entrará em campo amanhã, diante do Atlético Goianiense, é a mesma que jogou a Libertadores e o Paulistão. Mas, sejamos sinceros, esse cenário teoricamente melhor pode caducar se não jogarmos pra valer.

Afinal, ao contrário de 2003, este ano não há nenhum outro time-alvo. Se naquele ano havia o Botafogo, 2013 não apresenta nenhum outro. Seremos nós, e só nós, o time a ser batido. Por isso não adiante se iludir achando que ganhar de ABC, Icasa e Paysandu vai ser moleza, porque não vai, não. Vai ser osso.

Teremos muitas partidas no norte e nordeste, muitos jogos com calor e gramados acima do normal e, acima de tudo, teremos uma vontade sobre-humana por parte dos adversários. Isso sem falar que a Série B nos colocará frente a frente com pedras no sapato históricas, tais quais Sport, ASA (como esquecer?), São Caetano e o próprio rubro-negro do serrado.

A verdade é que, assim como foi até aqui, nostra camisa vai ter que jogar. E que bom que vai ser essa nova camisa, verde e branca simples, bem como é simples e linda a sua irmã reserva branca e verde. Não que precisemos da categoria de Ademir da Guia, mas a garra de Dudu e o oportunismo de César Maluco serão bem vindos. Assim como será bem vinda não a técnica, mas a aura vencedora daquela eterna Academia.

Amanhã, Palestrinos, a Segundona começa para nós pela segunda vez. E eu espero que, pela primeira vez, aprendamos não só a subir como a ser manter de onde jamais deveríamos ter saído: do topo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Sim, o assunto é velho, Palestrinos.

E eu confesso que acho besteira essa síndrome de perseguição que boa parte de nostra massa sempre teve com a imprensa em geral. O problema é que, a cada dia que passa, me sinto obrigado a rejeitar o canal 5. Os motivos são vários, mas, basicamente, um deles vale por todos: eles estão cagando para o Palmeiras.

A começar pela transmissão dos jogos. Nos últimos anos tem sido sensível a queda no número de partidas transmitidas nos horários tradicionais. Seja pelo Paulistão, Copa do Brasil, Brasileiro (só passaram os jogos que agravaram a queda) ou Libertadores (8 jogos em 2013 e nenhum transmitido), a Globo simplesmente ignora o Palestra.

E aqui não vale o argumento de pontos de ibope. Afinal, se você tem uma torcida com 15 milhões de pessoas, é irracional pensar que nenhum – repito, NENHUM, nem nas oitavas – jogo valerá a pena de se transmitir. É falta de respeito, inclusive, com a vasta parcela da população que não tem acesso à TV por assinatura e que aí se vê na obrigação de colar ao radinho/celular para acompanhar os prélios.

Digo e repito: isso não tem nada a ver com audiência. Afinal, eles podem e devem transmitir mais jogos de outros times se comprovarem e entenderem que vale mais a pena. O problema é simplesmente ignorar uma equipe quase centenária e de tradição inegável no cenário futebolístico do país.

Até porque no site da instituição, o desrespeito segue. Em busca de cliques desenfreados (problema de todos os portais-, diga-se de passagem), as notícias do Palmeiras sempre vêm recheadas de sensacionalismo. É como se o Palmeiras fosse o Datena da programação global, onde só cabem notícias de desgraça. Isso, claro, quando não vêm claramente debochadas como foi no dia de hoje.

Pois mal lançamos o belíssimo uniforme para a temporada 2013/14, a manchete na home do site deplorável era a seguinte: “Palmeiras jogará a Série B com uniforme retrô”. Nem precisa comentar. Tudo indica que, de fato, o canal que trata o esporte como algo de uma torcida só escancarou isso em todas as suas vertentes. Como diz o ótimo Forza Palestra, é o “monopólio do sofrimento” sendo transformado em monopólio das notícias.

É triste. É sujo. É escroto.

Pois bem, Globo, de mim você não espere mais nada. E eu espero que de nenhum outro torcedor palmeirense também. Vão tratar o futebol como esporte de uma torcida só na casa do caralho.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Jorge Luis Valdivia Toro, Palestrinos.

Este é o nome do fantasma que já há algum tempo ronda a Academia. Dizem que ele vai até lá diariamente, que mudou o comportamento, que anda treinando à exaustão. Dizem que está mais maduro, mais caseiro, querendo ficar longe de confusão. Mas, a mim, amigos, a mim eles não enganam, não.

A verdade é que o respeito e a paciência chegaram ao fim. Se é que ainda havia alguma dessas coisas, elas se esvaíram após a semana decisiva de jogos diante de Tijuana e Santos. Afinal, liberado pelo departamento médico e pela comissão técnica, ele mesmo escolheu não jogar. Disse não se sentir a vontade ainda. E nem contestado foi.

A situação, hoje, é bastante clara: apesar de dizer o contrário aos microfones, o Palmeiras já não faz mais questão de tê-lo dentro de campo. E ele, por sua vez, parece decidido a ir embora assim que puder. Como naqueles casamentos em que se vai a paixão, mas fica-se com a fachada para não magoar ninguém e se economizar com a papelada.

Passou da hora de entender que o prejuízo foi feito. Passou da hora de explicar para a torcida que o dinheiro gasto jamais será reavido e que tentaremos negociá-lo com alguém que ainda dê sobrevida ao pseudo-dez. Que seja no Qatar, na China, na Índia. Que seja onde joga-se pouco e exige-se menos. Não aqui.

Muito embora nós, torcedores, também tenhamos culpa no cartório. Porque sempre que Valdivia entrou em campo nos últimos 3 anos e deu um bom passe, nos iludimos achando que ele estava de volta. Cantamos, pedimos, exigimos em campo. É óbvio que ele tem um passe melhor que Tiago Real, Ronny e Wesley. Mas ele, desinteressado, só faz lesionar e fingir que lesiona. Só nos faz crer que em terra de cegos totais, quem tem olho, ainda que cheio de cataratas, seja Mago.

Um mago falso. Cigano barato com truques de carta. Um mágico que parou no tempo e foi suplantado pelo próprio. Está na hora de sumir do nostro mapa, Valdivia.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

20:45h | Acompanhado por um amigo das antigas, chego ao Pacaembu e fico extasiado em ver aquele mar de gente. Nas outras partidas, até pelo horário estúpido das 19h, foi impossível confraternizar antes da partida. Nesta terça, não; encontrei vários amigos, tomamos boas cervejas e confabulamos sobre o jogo. Vacinados pelos últimos anos de arquibancada, ninguém estava 100% convencido da vitória.

21:35h | Adentro a cancha municipal e a festa já está linda. São gritos, sorrisos, aquele mesmo clima que vimos contra Tigre e Libertad (a estreia com o Cristal foi mais fria e cheia de desconfiança). Quando acaba o hino nacional e começa o nostro, então, acontece aquela explosão que só nós sabemos qual é.

22:20h | O jogo se aproxima dos vinte minutos e tudo o que fizemos foi chutar uma falta no travessão. Temos a posse de bola, temos o apoio incondicional da torcida, mas não finalizamos.

22:30h | Como temíamos ali do lado de fora do gramado, estamos atrás do placar. Uma falha inexplicável de Bruno, uma bola que morreu mansa no fundo das nostras redes. E aí, mesmo gritando “Palmeiras”, voltam os fantasmas de Goiázes, ASAs, Santo Andrezes e Bocas.

22:50h | Intervalo de jogo. Todos apreensivos. O time não cria e, mais do que isso, não luta. O tal “sangue na veia” que piscava no placar antes do jogo não estava lá. E todos ali presentes sabem que sem garra, esse elenco fica tão forte quanto o Íbis.

23:20h | Mal retornamos para o segundo tempo e já vem o golpe final. Um contra ataque que vira gol em um chute tão improvável quanto possível em mais uma daquelas noites malditas. Agora, só um milagre.

00:02h | Fim de jogo. Conseguimos achar um golzinho em um pênalti mandrake, mas a verdade é que poderíamos jogar até domingo, sem parar, que o gol jamais sairia. Foi um festival de zagueiro no ataque, chuveirinho do meio-campo, trombada com adversários – e até no juiz -; foi um festival de desgosto.

00:30h | O jogo acabou já faz quase meia hora e eu e meu amigo ainda estamos ali. Balbuciamos algumas palavras, tentando consolar a nós mesmos, mas o silêncio tomou conta. Quase toda a massa já deixou o estádio, até as torres de iluminação já nos deixaram. Para piorar, a PM vem nos expulsar dos degraus públicos do Pacaembu, como se fossemos bêbados de fim de festa. A volta pra casa será melancólica.

03:00h | Contrariando o que costumo fazer, já assisti ao VT do jogo na Fox Sports. O sono ainda não veio. A diferença é que o sentimento, dessa vez, não é de profunda tristeza ou revolta. A passividade da equipe, somada a limitação que nós sempre tivemos conhecimento (embora lutássemos para acreditar no contrário), dá um tom melancólico de “e agora?” para a madrugada.

06:00h | Já de pé – e mancando por um acidente de arquibancada – ouço rádio, leio jornal, vejo na TV e ainda não consigo saber qual é o tal sentimento que tomou conta de mim. Não é tristeza, não é conformismo, talvez seja amargura. É aquele gosto odiável de saber que o sonho iria acabar, que a crônica estava pra lá de anunciada, mas que eu, ou melhor, nós, não quisemos acreditar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Eu poderia escrever aqui que, independente do ocorrido de ontem, serei Palmeiras até a morte. Mas que tipo de torcedor de verdade abandona seu time por causa de um jogo?

Poderia dizer que a culpa é do goleiro, do técnico, do zagueiro. Mas de que adianta isso agora?

Poderia atestar que a arbitragem nos prejudicou nos dois jogos. Mas será que isso justifica toda a passividade e falta de vontade da equipe?

Eu poderia até mesmo dizer que, sabedor da limitação deste time, chegamos longe. Mas que tipo de imbecil que não se empolga com fases finais de grandes campeonatos, esperando por partidas mágicas e inesperadas?

A verdade, Palestrinos, é que eu poderia estar enchendo este espaço com clichês chatos, lamentações vazias e falsa esperança para todos nós, 15 milhões, que andam tão judiados na última década.

Mas, sinceramente, só me resta agradecer a presença dos outros 35 mil que estiveram ao meu lado no Pacaembu e incentivaram ainda que desconfiados uma equipe que parece precisar de um milagre a cada jogo.

O principal objetivo do ano começa no dia 25. E nós estaremos lá em Itu, no Pacaembu ou no inferno, ainda que  sofridos, desconfiados e judiados. Levanta, Palmeiras!

Siamo per sempre Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Voltamos com um zero a zero do México, Palestrinos.

Resultado que acabou ficando de bom tamanho em um jogo que poderíamos tanto ter vencido quanto perdido.

Um jogo ao melhor estilo deste time montado por Gilson Kleina; um Palmeiras que corre, briga e tenta superar seu limites a cada jogo. É justamente neste Palmeiras de Bruno, Marcelo Oliveira, Charles e Vinícius que temos que apostar. Um elenco que não transborda qualidade técnica, mas que dificilmente irá pecar por falta de vontade.

Os erros, óbvio, acontecem. A espanada de Henrique para a meia-lua, a bola (mal) cruzada por Tiago Real no meio-campo, os chutes insossos da nostra dupla de ataque, as disparadas sem noção de Wesley (ainda que na primeira delas tenha havido pênalti)… Tudo isso é normal para um elenco que ainda tem cara mesmo de Série B.

Eu, pessoalmente, tenho me apegado mais às qualidades da equipe. A casa está sendo arrumada fora de campo e, dentro dele, nostro treinador tem feito o que pode. Cabe a nós incentivar, confiar, gritar e empurrar uma equipe que, querendo ou não, está tentando nos honrar.

O Palmeiras é, hoje, uma companhia limitada. Mas pode surpreender.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »