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Archive for julho \31\UTC 2013

Quando tem jogo no Pacaembu, meu ritual é sempre o mesmo, Palestrinos. Antes de sair de casa para trabalhar eu preparo um kit camisa + boné + tênis verde, deixo guardado e me preparo física e psicologicamente para ir ao estádio.

O problema é que tem vezes que dá e vezes que não. Ontem, infelizmente, foi uma dessas noites que não rolou. Atolado de trabalho e sem hora para sair, olhei para o relógio do computador às 21:30h e automaticamente comecei um outro ritual – o da redenção. Primeiro fico puto por não conseguir ir, depois vou me conformando e, por fim, coloco na rádio online e acompanho a partida tenso como quem acompanha em um radinho de pilhas.

E ontem a coisa estava feia na firma… trabalho que não acabava. Por isso, a cada variação de voz do locutor, o trabalho era interrompido. E depois voltava, nunca desacompanhado de algumas palavras ou palavrões.

Foi assim quando saiu o pênalti para o Icasa. E foi ainda mais quando Prass defendeu e recolocou a gente no jogo. Quando o pênalti inverteu de lado e Vinicius fez o dele, então, comemorei o gol e a sensível melhora do meu desempenho frente ao computador.

O trabalho continuou e o jogo também. Ambos tensos, pegados, cheios de rusgas. Cada carrinho na cancha municipal era um carrinho cá com os meus arquivos. Não era possível que estávamos correndo riscos assim, em casa! E era menos possível ainda que eu não estivesse lá na arquibancada.

Mas, quando o fone soou alto o primeiro tento de Alan Kardec, o segundo nosso, tudo mudou. Que alívio, cazzo! Ouvir Wesley e nosso artilheiro espírita marcarem o terceiro e quarto gols, então, valeu a noite.

Pode parecer exagero para quem não sabe o que é gostar tanto de futebol. E certamente pode parecer loucura para quem não ama o Palmeiras. Mas, ontem, quando o Palmeiras meteu 4 a 0 no Icasa, pela 11ª rodada da Série B, ele fez mais muito mais do que somar três pontos: ele salvou a minha noite.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Que Gilson Kleina vem trabalhando bem, ninguém duvida, Palestrinos.

O treinador que chegou em meio ao furacão da iminente queda do ano passado, conseguiu fazer a equipe melhorar clamorosamente dentro e fora de campo. E, em meio a saídas e chegadas, hoje temos uma equipe razoavelmente estruturada.

O grande ponto aqui é que, da mesma forma que ter mais opções é uma benção, este mesmo cenário pode virar um problema. E, aparentemente, começou a embolar a cabeça do nostro treinador. No último sábado, por exemplo, ele justificou a escalação de André Luiz e Vinicius por estar sendo “justo” com o tempo de campo dos jogadores.

E eu entendo, juro que entendo. Afinal, não se pode perder o grupo por causa da entrada de um ou outro atleta recém-chegados. Contudo chega uma hora em que o melhor tem que estar em campo, doa a quem doer. E este ‘Palmeiras ideal’ parece não ter estreado ainda.

Erguren já está liberado para estrear. Kardec, Mendieta e Felipe Menezes também. Qual seria, então, o time inicial ideal do nostro Palmeiras?

Na minha concepção, os 11 titulares seriam: Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Juninho (esse por falta de opção); Erguren, Wesley, Valdivia e Mendieta; Leandro e Kardec. Assim, no 4-4-2 clássico, com bastante bola no chão. Até porque, na minha cabeça, não entra a ideia de deixar jogadores melhores no banco. Ainda mais com a Copa do Brasil se avizinhando.

E pra você, Palestrino, qual o time ideal?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Já faz algum tempo que todos temos ouvido – e até falado – este termo à exaustão, Palestrinos. Mas a verdade é que, na minha humilde opinião, não existe isso de “time de Série B”.

Existem times bons, times medíocres e times ruins em qualquer divisão e em qualquer campeonato. E, resumidamente, assim como existem times muito ruins na Série A, também podem existir bons tomes na B. Óbvio que isso, por si só, não credencia o campeão da segunda ao título da primeiro no ano seguinte. No entanto, se a base é boa, existem grandes chances de se fazer um bom campeonato.

No início do ano, o Palmeiras era um cenário de terra arrasada: sem jogadores, sem dinheiro, sem presidente e sem esperança. Devagar, no entanto, as coisas foram mudando e virando, até surpreendentemente. Hoje, a equipe que temos nos credencia não só ao favoritismo na atual campanha como nos permite também sonhar com um 2014 promissor.

Veja bem, não é exagero. Se mantivermos espinha dorsal da equipe (Prass-Henrique-Valdivia-Leandro), entrosarmos bem os reforços que já chegaram (principalmente Erguren e Kardec) e pinçarmos outras boas aquisições no mercado dezembro/janeiro, vejo um horizonte ensolarado. Ainda mais no centenário e com o Palestra de volta.

Por isso, a próxima vez que você escutar que temos um time de Série B, responda que não. Afinal, pode até ser que os caras da foto aí de cima não façam frente aos ídolos que já tivemos em campo; mas o que temos é a boa e velha Sociedade Esportiva Palmeiras, campeoníssima e em metamorfose ambulante.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não existe império que dure pra sempre, Palestrinos.

Assim como aconteceu com otomanos, romanos e americanos, fora de campo, o futebol nos mostra cada vez mais ser cíclico dentro dele. Pode parar e pensar: dificilmente um time se mantém mais de três ou quatro anos absoluto no topo.

Mirando para a Europa, já tivemos de tudo: um “Ajax” imbatível; um Milan “imbatível”, um Real Madrid “imbatível”, um “Barça” imbatível, um “Manchester” imbatível… a bola da vez é o Bayern que, escrevam, será “imbatível” por no máximo mais dois anos.

Aqui no Brasil, o cenário é bem parecido – sendo, muitas vezes, até mais dinâmico.  O Santos de Pelé brilhou absoluto entre 1961-65; o Inter de Falcão atropelou em 75/76; a mostra amada Academia teve duas fases e precedeu um jejum maldito de 17 anos; o Flamengo de Zico desfilou entre 1980 e 1983; o SPFW de Telê durou 3 anos; e por aí vai.

O fato é que, graças a San Genaro, o futebol tem períodos. O grande lance, no entanto, é que esses períodos não caem do céu. É preciso se preparar para estar na liderança.

É óbvio que alguns fatores podem ser fruto de sorte. Um grande craque que alavanca as contas e a massa, um baita patrocinador que injeta milhões, uma conquista fortuita que acorda um gigante… Mas, mesmo nestes exemplos, houve preparo de alguma forma.

Ou vocês acham que Pelé e Neymar foram parar em Santos por vontade própria? Alguém os encontrou, o clube foi atrás, negociou, fez dinâmicas para trazê-los e etc. Da mesma forma, a combinação Palmeiras/Parmalat só deu certo porque haviam pessoas capacitadas cuidando de tudo. Mesmo quando, em um arroubo do destino, o Paulista de Jundiaí venceu a Copa do Brasil, houve um grande trabalho técnico para isso acontecer.

Dois grandes exemplos disso estiveram em campo na noite de ontem decidindo a Recopa. De um lado, o atual campeão da Libertadores e do mundo que até um ano atrás era chacota por nunca ter sido campeão continental; do outro, um ex-campeão continental e mundial que não consegue nem mais beliscar um estadual. Os times estão aí por vontade própria. Plantaram e colheram seu sucesso e seu fracasso.

Pelos ares do mundo do futebol, é bem provável que daqui a uns dois anos o Corinthians esteja com dificuldades dentro de campo. Mas, se não se desestruturar fora dele, possivelmente volte a brilhar algum tempo depois. O que não dá é viver de Juvenais e Mustafás por mais de uma década.

Nós já caímos duas vezes nos últimos dez anos. Ou arrumamos a casa a partir deste ano, ou a sorte vai demorar a sorrir para a gente novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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E aí, Jorge, tudo bem?

Antes de mais nada, peço licença para te chamar pelo primeiro nome. Sim, bem eu que te chamei de Mago por tanto tempo. E estou pedindo isso porque, sinceramente, logo depois da fase “Mago”, veio a fase “Valdivia”, seguida por “Porra, Valdivia!”, “De novo, Valdivia?!” e, por fim, a “Vaza, chileno!”. Mas vamos voltar ao cerne do assunto.

Outro dia li que você agradecia à massa palestrina pela nossa paciência com você. E queria lhe dizer que você não precisa agradecer nada; afinal, da mesma maneira que te louvamos, também podemos lhe odiar. Na verdade, o seu nome foi cantado após a goleada sobre o Oeste justamente por isso: por ter sido uma goleada. E, claro, por você ter participado de 3 gols. E saiba que vamos continuar a cantá-lo se você continuar a brilhar.

Sabe, no futebol não tem muito isso de paciência. Mas tem muito de merecimento. Quem merece, tem. Ou você acha que algum outro goleiro iria passar ileso por aquele chute no vácuo que nosso São Marcos deu contra o Vitória em 2003? E você, meu amigo, ainda tem que fazer por merecer com a camisa do Palmeiras.

O fato é que nestes últimos anos, nós temos lido muito sobre você. Ora sobre excesso de baladas, ora sobre as repetidas lesões, raramente algo sobre bom futebol, mas quase sempre sobre a sua palavra de que tudo vai ser diferente. E ler, neste caso, é estar distante.

Hoje mesmo li que o Vinicius disse que te viu chorar depois da última lesão que você teve. E, de verdade, me sensibilizou. Ainda que eu já tenha te xingado tanto nos últimos meses, te senti mais próximo de mim, mais humano. E, se me permite um conselho, é este aqui: seja mais humano.

O Valdivia da primeira passagem, aquele do Paulista-2008, ele era o Mago. Um cara que estava em grande fase técnica, mas que, mais do que isso, era folclórico. Cabeludo, esquisito, falando engraçada, provocando os rivais, dando dribles e entrevistas desconcertantes… Entenda, Jorge, é disso que a gente gosta.

Ninguém sai de casa, paga ingresso, flanelinha, ônibus, trem, metrô, cerveja e sauduíche de pernil pra ver zero a zero. A gente sabe que nem sempre vai ganhar, mas vai lá pra incentivar e se divertir. Eu lembro de você meter o gol “chororô” no Curintia, lembro de você mandar o sinal de acabou em uma semifinal de Paulista contra o SPFW, lembro de cada vez que você deu o “chute no vácuo” – inclusive quando ele deu errado. É esse Valdivia que a gente quer de volta.

Ainda que você não possa jogar todos os jogos. Ainda que você não aguente 90 minutos. Ainda que você tenha passado de mago milagroso para mágico truqueiro. Lembre-se: quanto mais humano você for, mais fácil fica gritar seu nome.

Sem a necessidade de ler nada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A Turiassú estava parada. Parte da Sumaré e da Pompéia também. Com cartazes na mão e gritos de ordem, milhares de palmeirenses foram às ruas protestar contra a situação insustentável pela qual o clube passava.

Tudo havia começado com o MPL – Movimento Palmeiras Livre – que reivindicava um novo presidente após outro rebaixamento. Se Mustafá havia nos derrubado em 2002, seus sucessores e, principalmente, Arnaldo Tirone haviam continuado o legado do mal.

Mas o que ocorreu é que aqueles que foram protestar queriam mais. Eles não se pintaram de verde e branco apenas para lutar por um novo presidente: queriam jogadores, queriam resultados, queriam seu estádio de volta. A manifestação foi além.

Mesmo torcedores de outras equipes se tornaram simpáticos ao movimento e, se não o faziam nas ruas, compartilhavam e apoiavam o que acontecia nas redes sociais.

Entoando o hino sagrado, eles caminhavam fechando o trânsito e alternando a cantoria com brados a favor de justiça sem violência.  E, nas primeiras horas funcionou. Mas, sabíamos todos, aquilo era em vão. Em pouco tempo vieram pichações nos muros, agressões a jogadores e diretores, carros apedrejados, loja queimada… o pandemônio.

No entanto, também já é sabido que nem todo pandemônio é em vão. O movimento afugentou alguns medrosos e bundões que mamavam nas tetas do clube, além de ter aumentado a vigilância de todos os palestrinos quanto a política do clube. Qualquer coisa que acontecesse, do preço da lanchonete até rombos no orçamento, passaram a ser vistoriados de perto.

O presidente, enfim, também mudou. Menos pelo protesto, mais pelo calendário estatutário do clube, mas mudou. E aqueles milhares que cantaram, gritaram e levantaram cartazes, agora, se sentem bem. Muito embora, é bom que se diga, ainda não estão satisfeitos. Ainda queremos eleições diretas, profissionalização de todas as áreas, situação financeira transparente e por aí vai.

Nobre, estamos de olho.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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