Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 12 de julho de 2013

E aí, Jorge, tudo bem?

Antes de mais nada, peço licença para te chamar pelo primeiro nome. Sim, bem eu que te chamei de Mago por tanto tempo. E estou pedindo isso porque, sinceramente, logo depois da fase “Mago”, veio a fase “Valdivia”, seguida por “Porra, Valdivia!”, “De novo, Valdivia?!” e, por fim, a “Vaza, chileno!”. Mas vamos voltar ao cerne do assunto.

Outro dia li que você agradecia à massa palestrina pela nossa paciência com você. E queria lhe dizer que você não precisa agradecer nada; afinal, da mesma maneira que te louvamos, também podemos lhe odiar. Na verdade, o seu nome foi cantado após a goleada sobre o Oeste justamente por isso: por ter sido uma goleada. E, claro, por você ter participado de 3 gols. E saiba que vamos continuar a cantá-lo se você continuar a brilhar.

Sabe, no futebol não tem muito isso de paciência. Mas tem muito de merecimento. Quem merece, tem. Ou você acha que algum outro goleiro iria passar ileso por aquele chute no vácuo que nosso São Marcos deu contra o Vitória em 2003? E você, meu amigo, ainda tem que fazer por merecer com a camisa do Palmeiras.

O fato é que nestes últimos anos, nós temos lido muito sobre você. Ora sobre excesso de baladas, ora sobre as repetidas lesões, raramente algo sobre bom futebol, mas quase sempre sobre a sua palavra de que tudo vai ser diferente. E ler, neste caso, é estar distante.

Hoje mesmo li que o Vinicius disse que te viu chorar depois da última lesão que você teve. E, de verdade, me sensibilizou. Ainda que eu já tenha te xingado tanto nos últimos meses, te senti mais próximo de mim, mais humano. E, se me permite um conselho, é este aqui: seja mais humano.

O Valdivia da primeira passagem, aquele do Paulista-2008, ele era o Mago. Um cara que estava em grande fase técnica, mas que, mais do que isso, era folclórico. Cabeludo, esquisito, falando engraçada, provocando os rivais, dando dribles e entrevistas desconcertantes… Entenda, Jorge, é disso que a gente gosta.

Ninguém sai de casa, paga ingresso, flanelinha, ônibus, trem, metrô, cerveja e sauduíche de pernil pra ver zero a zero. A gente sabe que nem sempre vai ganhar, mas vai lá pra incentivar e se divertir. Eu lembro de você meter o gol “chororô” no Curintia, lembro de você mandar o sinal de acabou em uma semifinal de Paulista contra o SPFW, lembro de cada vez que você deu o “chute no vácuo” – inclusive quando ele deu errado. É esse Valdivia que a gente quer de volta.

Ainda que você não possa jogar todos os jogos. Ainda que você não aguente 90 minutos. Ainda que você tenha passado de mago milagroso para mágico truqueiro. Lembre-se: quanto mais humano você for, mais fácil fica gritar seu nome.

Sem a necessidade de ler nada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »