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Archive for agosto \29\UTC 2013

Incrível como uma semana pode desandar um ano inteiro, Palestrinos.

Não bastasse a derrota para o fraquíssimo Boa e a acachapante queda na Copa do Brasil, amanhecemos esta quinta com mais uma novidade amargurante: Vilson está de partida para a Alemanha.

O zagueiro que veio no pacote em troca de Barcos teria seu vínculo com o Grêmio encerrado ao final do ano, o que automaticamente o manteria no Palmeiras sem custos. Mas vendê-lo em um momento em que ele é titular absoluto da equipe é esdrúxulo.

A única explicação plausível é que Paulo Nobre, de fato, deve estar confundindo a Sociedade Esportiva Palmeiras com uma empresa qualquer. Seja lá o que aprendeu em seus cursos e MBAs mundo afora, Nobre precisa entender que somos um time. Sim, uma agremiação esportiva, cujo o objetivo são títulos e seus atletas são seus ativos… time de futebol não existe para dar lucro!

E com isto, por favor, não entendam “não pagar as dívidas”. Isso precisa ser feito e é louvável que esta diretoria tenha se preocupado com isso e pretenda sanar estes problemas. O que não dá é para se enfraquecer dentro de campo a custa de arroubos financeiros.

Um time de futebol, ainda mais um gigante como o Palmeiras, precisa gerar mais receita para que possa ter times melhores, ganhar mais títulos e… gerar mais receitas, completando assim o ciclo. Não somos o Audax para sair vendendo todo mundo, cazzo!

Vilson, de fato, não é um baita zagueiro. Mas, na atual conjuntura, fará falta demais a equipe. Por isso não deve sair, seja lá quantos foram os (poucos) milhões de euros oferecidos. A regra é simples: jogador sem reposição a altura não sai.

Falando de coração aberto, fui um dos torcedores convencido a gostar da postura dessa diretoria. Afinal, é bom ver um presidente que estudou, que sabe falar, que claramente adora o clube e tudo o mais. Mas também é preciso saber apontar erros em desta vez, Nobre errou feio – assim como Kleina e o atletas andam errando dentro de campo.

Alerta ligado, amicos, tá na hora de se portar como o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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20 e poucos minutos de partida, jogo empatado em zero a zero. Wesley pega uma bola na risca do meio-campo, tenta tocar por baixo das pernas de um adversário, é desarmado e o Palmeiras toma um contra ataque perigoso.

30 e muitos minutos do primeiro tempo, já perdíamos por 1 a 0. Em uma das raras vezes que o time passa do meio de campo, Charles pega a bola pela esquerda e dá um chute de direita completamente lunático e desesperado pela linha de fundo.

31 minutos do segundo tempo, já estávamos sendo desclassificados com o 2 a 0. Márcio Araújo puxa um contra golpe, fura ao tentar dar um simples passe lateral e o Palmeiras sofre o terceiro e derradeiro gol.

São apenas três lances de uns quarenta que eu poderia citar, Palestrinos. Mas este trio de erros revelam com perfeição o Palmeiras medroso que foi atropelado ontem em Curitiba.

E agora, de cabeça um pouco mais fria, seria leviano da minha parte culpar fulano ou ciclano pela derrota. São todos culpados, técnico e jogadores. Kleina, que vem montando uma boa base, falhou muito ao postar em campo uma equipe que ficou esperando um adversário infinitamente mais veloz massacrar o seu time, que tinha apenas Alan Kardec no campo de ataque. Já os atletas, em campo, foram medrosos: ninguém arriscou um lance individual, ninguém deu um carrinho fervoroso, ninguém quis, de fato, vencer.

A verdade, amigos, é que o Palmeiras de hoje é nota 5. Pode ser 10, como foi em alguns duelos da Libertadores deste ano, se correr e aplicar a cada bola, levando o jogo a sério. No entanto, quando achar que é superior ao que realmente é (cabe aqui o nome de Wesley) ou se deixar intimidar (cabe demais o nome de Juninho), será sempre nota 2.

As palavras de Paulo Nobre nos microfones logo após o jogo refletem isso. Resta saber se o time que vai encarar Ceará e Chapecoense, sábado e terça, vai assimilar isso. Eu, sinceramente, espero que assimilem rápido.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Do jeito que a notícia saiu, parecia que iria mudar o mundo. Mas foi só alarme falso, Palestrinos, não há nada de novo na entrevista cedida por Hernán Barcos a ESPN Brasil.

[Se você ainda não viu, veja agora.]

Grosso modo, nostro ex-atacante diz o que já sabíamos: que o Palmeiras tinha uma grande dívida com a LDU e com ele próprio (referente a salários atrasados) e que, dado o cenário, sugeriu a ele que aceitasse a boa proposta salarial do Grêmio (superior, embora não muito, aos R$150 mil que receberia aqui) e debandasse para o sul.

Ou seja, mais do mesmo.

Contudo, é claro que é possível achar vilões em qualquer um dos lado, se assim você desejar. Pode crucificar a diretoria por não ter sequer tentado segurá-lo, ainda mais em um momento em que ele era a nostra única referência; bem como pode-se taxá-lo de mercenário e dizer que ele forçou a sua saída com declarações sobre a seleção argentina, por exemplo.

Na minha humilde opinião, o negócio foi bom para os dois. Para o Palmeiras, que se livrou de mais uma dívida de milhões de reais e para o atleta, que recebeu aumento e foi jogar em um elenco claramente mais qualificado que o nostro. Da mesma forma, acho que não se discute o tal “fator visibilidade”, tão falado anteriormente – SP é SP, RS é RS e o cartaz daqui e mais luminoso que o de lá.

De resto, são clubes que hoje vivem boas fases. Barcos ainda não brilhou tanto nos pampas, nem o Palmeiras encontrou um dono definitivo da 9 (embora Alan Kardec pareça disposto a isso). Seguimos nós a nostra vida e segue ele a vida dele. Capicce?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Nasci exatamente um mês e uma semana antes de o Palmeiras completar 71 anos, Palestrinos.

Perdi a fundação do Palestra Itália, perdi a sua transformação campeã em Sociedade Esportiva Palmeiras e perdi duas Academias indescritíveis até para quem as viveu. Mas, naquele 19 de julho de 1985, ganhei um amor para o resto da vida.

19 de julho, aliás, que é o Dia Internacional do Futebol. O que não quer dizer rigorosamente nada perante o dia 26 de agosto. Mas, talvez por ironia do destino, sejam esses 37 dias que nos aproximam tanto deste esporte tão apaixonante.

Futebol que nasceu para ser jogado por lordes e que, surgindo imponente, acabou dominado por todos. Futebol que chegou da Inglaterra e que, por saber ser brasileiro, se espalhou por todos os cantos. Futebol de defesas que jamais querem ser transpassadas, de fabulosas linhas e atacantes de raça. Abençoado futebol de torcidas que cantam e vibram – principalmente por nostro Alviverde inteiro.

E aí ganhei mais  até que um amor eterno. Ganhei Paulistas, Brasileiros, Rio-São Paulos, Copas do Brasil, Libertadores, Mundiais, divisões de acesso e tudo o mais. Ganhei o prazer de torcer com meu pai, meu irmão, com amigos-irmãos.

Por tudo isso, hoje é um dia Divino. Dia Santo. Dia de Valdir Joaquim de Moraes, Leão, Waldemar Carabina, Alfredo Mostarda, Djalma Dias, Djalma Santos, Luís Pereira, Dudu, Leivinha, Servílio, Edu Bala, César Maluco, Julinho Botelho, Arce, Antônio Carlos, Cléber, Alex, Rivaldo, Oséas, Djalminha, Zinho, Tonhão, Edmundo, César Sampaio, Galeano, Evair e tantos outros craques e cabeças de bagre.

Hoje é dia de São Marcos pegar pênaltis e fazer milagres. É dia de atacantes botinudos nos redimirem, meias habilidosos criarem e de zagueiros sinistros nos derrubarem. Hoje é dia de levantar troféus e, maldito seja!, hoje é segunda – sim, segunda-feira em que vivemos uma segunda divisão pela segunda vez.

A verdade é que hoje é dia de vestir verde e mostrar orgulho por quem muitas vezes nos envergonha. Mas que nunca, jamais, repetirá o famoso bordão do também palmeirense Boris Casoy e será uma vergonha.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras.
Parabéns, palmeirenses.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Você conhece Márcio Araújo, Palestrino. Ele está desde 2009 no Palmeiras, já quebrou a barreira dos 200 jogos e, exceto por curtos períodos de tempo, tem sido titular do nostro meio-campo com infalível frequência.

Já Ricardo Darín, não sei se você conhece bem. Ele é um talentosíssimo ator argentino, talvez o latino americano de maior prestígio fora do continente, tem um Oscar e atuou em diversos longa-metragens de sucesso. Uma espécie de Messi com a idade do Maradona.

E, por fim, Deus, tenho certeza absoluta que você conhece bem. Mesmo que não acredite, já ouviu falar. Ele é o “Ele”, com E maiúsculo, dispensa maiores apresentações ou esmiúce de currículo.

O fato é que, por um golpe do destino, os três acabaram se trombando nesta semana.

Ao ser entrevistado aqui, em terras brasilis, sobre a constante pressão que a massa palmeirense faz pela sua saída da equipe já há tantos anos, Márcio Araújo foi enfático: “Deus me abençoou. Não vou largar a minha carreira porque não gostam de mim e nem vou reclamar.”. Nem é preciso dizer que a declaração do camisa 18 causou risos, revoltas e piadas aos montes – algumas delas minhas, inclusive.

Enquanto isso, lá na Argentina, ao ser indagado por um repórter da Playboy sobre religião, Darín disse ser ateu, mas prosseguiu com as seguintes palavras: “O ser humano tem a necessidade de acreditar que algo maior esteja olhando tudo o que acontece aqui. Pode ser uma besteira. (…). Mas quem sabe nós não sejamos valentes o suficiente para aceitar isso. Por isso preferimos acreditar que existe algo superior que nos vá entender, ser misericordioso, perdoar e ajudar.”.

O que me fez pensar que, na verdade, nostro volante deve ter razão. Se após tantos técnicos e momentos distintos, ele ainda é titular do Palmeiras, deve haver um motivo maior.

E se este motivo é o fato dele treinar bem, correr muito, ser gente boa ou simplesmente acreditar em Deus, tanto faz. Prefiro um cabeça de bagre convicto de que pode ser titular do Palestra, a um pseudo-craque que faça o manto verde pesar 400kg a suas costas.

Vai lá, Márcio Araújo. Faça uma corrente antes do jogo, se entregue em toda partida como se fosse a sua última e, mesmo limitado, honre a nostra camisa dentro de campo. Seja pela torcida, pela sua família ou por “Ele”.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tá rolando uma limpeza na Academia, Palestrinos. Afinal, depois de um início de temporada onde mal tínhamos dois times para treinar, chegamos a ter o absurdo número de 44 atletas no grupo principal. São quatro times, gente demais, impossível de se ter qualidade em meio a tantos números. Daí a opção de emprestar alguns atletas.

Nessa barca já foram nomes como Luan, Weldinho, Patrik, Patrick Vieira, Maikon Leite, João Denoni, dentre outros. Os mais jovens, óbvio, saem para ganhar experiência dentro de campo; já os mais experientes, para que simplesmente joguem mais e aliviem a folha salarial do clube – que, segundo a diretoria, anda pela hora da morte.

O assunto mais recente e que despertou notoriamente a ira e atenção da torcida, foi o tal negócio envolvendo Wesley e Atlético/MG. E pelo que andei vendo por aí, quase todos o que gritaram, reclamaram da negociação. Pois bem, a reclamação é direito legítimo. Só não entendi ainda pra quê tanto choro por nada.

Wesley chegou ao Palmeiras ano passado, graças a dupla Tirone/Frizzo, pelo absurdo preço de R$20 milhões. De quebra, seus rendimentos batem na casa de R$350 mil. Sabem quantas parcelas do valor referente à compra foram pagas ao Werder Bremen? Eu vos digo: nenhum. E não foram pagas porque não temos este dinheiro (nunca o tivemos, em bem da verdade). Isso quer dizer que temos essa dívida integral, além de arcar com seu alto salário todo o mês.

Agora, antes de criticar Nobre por suas declarações, pense como presidente do Palmeiras. O que você faria no lugar dele caso alguém se interessasse pelo atleta em questão? Pense nisso com os números e as atuações do meia na cabeça. Wesley vale o quanto pesa?

Para mim, a resposta é até fácil de dar: NÃO. A espinha dorsal do Palmeiras, hoje, tem Prass, Henrique, Valdivia e Kardec – só eles são inegociáveis. Ouço muitos dizerem até que se desfazer dele seria se apequenar frente a outros clubes do cenário nacional. E eu, novamente sendo sincero demais, acho que se apequenar é bater o pé por um jogador que nada fez pela SEP até hoje.

O choro é livre, amicos. Mas pense antes de chorar a absurda falta que alguns jogadores como Wesley jamais farão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não posso acreditar nos meus olhos, Palestrinos…

Quando Arnaldo Tirone e sua fabulosa administração criaram o ridículo site para angariar fundos para trazer Wesley para o Palmeiras, eu achei tudo extremamente estúpido. Mas, vindo de quem veio, não poderíamos esperar nada melhor. Agora, quando eu vejo os próprios torcedores montando uma fan page para que Wesley fiquei, só posso achar que estes caras querem holofote.

De fato, Wesley não é mau jogador. Foi contratado por um preço exorbitante, tem um salário completamente lunático, mas tem melhorado dentro de campo. Entre altos e baixos, tem sido uma boa válvula de escape para a saída de bola do time montado por Gilson Kleina (tanto que no último sábado fez o gol da vitória diante do Paraná Clube). No entanto, daí a pensar que ele é imprescindível a equipe, tem um abismo gigantesco.

Pessoalmente, entendo os dois lados: de quem quer que ele fique e de quem defenda que ele saia. Quem defende a permanência, aliás, vai além do que Wesley tem feito dentro de campo; fala sobre não se rebaixar também fora dele, se livrando do atleta por um empréstimo para um bluse como o Galo. Já os que defendem sua saída, se apegam ao alto valor de seus rendimentos (fala-se em R$350 mil/mês), além de sua performance oscilante.

Eu, sinceramente, não tenho partido. Hoje só tenho receio das saídas de Fernando Prass, Valdivia, Leandro e Kardec – nem Henrique mais me anima tanto. Os demais, com todo o respeito, são substituíveis… Inclusive Wesley! Se é por questão de princípios ou não, para mim tanto faz. Só acho um absurdo fazer essa movimentação toda pela permanência de um cara que nem seque é identificado com a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Fico só aqui imaginando, bobo que sou, o que fariam pela permanência de Evair, Edmundo, Edilson, Alex, Djalminha e tantos outros, se estivéssemos então na era da internet.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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