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Archive for agosto \12\UTC 2013

Eram corridos 32 minutos do segundo tempo, Palestrinos. Àquela altura, o Palmeiras já havia conseguido virar o jogo diante do Paraná, Kleina viu que Valdivia estava cansado e resolveu sacar o chileno de campo.

Porém, ao perceber que seria substituído e que não havia recebido até então o cartão amarelo que o deixaria fora da partida diante do Joinville, amanhã, quando ele estará na Dinamarca para jogar por sua seleção local, o Mago fez o que podia e cavou o mesmo. Na base da cera, demorou tanto para sair do gramado, que o árbitro lhe deu o esperado amarelo – eternizado pela imagem acima.

O problema – se é que pode-se chamar um absurdo deste dessa maneira – foi que o sempre tão prestativo STJD disse que pode suspendê-lo pelo ato. De 1 a 6 jogos, por tentar ludibriar a regra do jogo. Ou seja: por ser punido justamente, Valdivia pode ter a punição que tantos que lhe dão botinadas quase nunca recebem.

Veja bem, o caso não se trata da Lei de Gérson. Levar vantagem é fazer algo ilícito, proibido pela lei do jogo. É como usar a mão em um momento que não é permitido, é como cotovelar ou até catarrar em um adversário, é como dar um carrinho por trás para brecar um contra-ataque… estão comparando o que Valdivia fez com algo digno de punição duríssima. É ou não é um absurdo?

Só para efeito de comparação, o jogador do Bragantino que agrediu o Mago neste lance aqui, tomou apenas um jogo de punição. E o meia, que apenas enrolou para sair de campo – o que poderia punir o Palmeiras com um gol sofrido, por exemplo, nos acréscimos advindos desta artimanha – pode tomar uma punição 6 vezes maior.

Sinal claro de que existem, sim, atletas que são punidos por sua fama. Afinal, mesmo quando a arbitragem age com correção, o famoso tribunal resolve aparecer de maneira equivocada. Fosse Mendieta a enrolar ali naquela situação, duvido que o STJD iria atrás do lance para puní-lo…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cansei, Palestrinos.

Mais uma vez faremos um jogo decisivo no ridículo horário das 19:30h. Sim, sete e meia da noite de uma quarta-feira. Palmeiras x Ventinho/PR será dia 21/08, no Pacaembu e o horário é este.

Assim como foi por quase todo o ano passado na Copa do Brasil, mesmo na longínqua Barueri. E assim como está sendo em 2013. Diante do Tigre e do Libertad (este às 19:15h!), por exemplo. Diante do Azulão na última terça. E na sexta anterior. E na outra também.

O que acontece, senhores, é que 19:30h não é horário para futebol! Não durante a semana. Muito menos quando a cidade é São Paulo. Se você vai ao estádio, chega atrasado; se vai pra casa, também. É quase que humanamente impossível acompanhar os atuais jogos decisivos do Palmeiras in loco ou pela TV, que seja…

Voltamos ao tempo do radinho. Voltamos a gritar gol no ônibus, no metrô, tenso por acompanhar o lance-a-lance no celular quando o elevador te faz perder o sinal. Voltamos a ser escravos.

E não, amicos, eu não estou pedindo para jogar às 22h (que também é um horário escroto). Quero jogar às 20:30h, às 21h… quero jogar em horário decente! Cazzo, não é possível que nostra diretoria fique sentada vendo tudo isso acontecer achando que é normal.

Sabem por quê haviam pouco mais de 3 mil pagantes em São Caetano na última terça? Sabe por que os jogos da Libertadores só lotavam no intervalo? Sabe por quê estamos com renda abaixo do normal? Pois o horário é a resposta única para muitas destas perguntas – e outra mais.

Mexa-se, Paulo Nobre! Ou a bilheteria vai ficar como o trânsito de SP no horário de pico: travada e sem sair do lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Um dos assuntos da vez é Leandro, Palestrinos.

Jovem, rápido e habilidoso, o camisa 38 ganhou nostra torcida em pouco tempo.

Apesar de ter chegado em meio a polêmica negociação de Barcos, é inegável que o garoto já mostrou ser muito bom de bola e que ele seja titular absoluto de nostro ataque, ao lado de Alan Kardec. O papo da vez, no entanto, não diz respeito ao jogador que ele é, mas sim a como fazer ele ficar no Palmeiras.

Por contrato, ele está emprestado até o final deste ano. A partir daí, existem dois caminhos:

  • Renovar o empréstimo por mais 1 ano: Está lá no contrato. Se o Palmeiras quiser permanecer com o atleta, basta reajustar seu salário e automaticamente tê-lo até dezembro de 2014.
  • Comprá-lo em definitivo: Neste caso, será necessário pagar algo em torno de R$13 milhões ao Grêmio e ajustar o contrato de acordo com a pedida do atacante.

Obviamente a segunda alternativa seria a melhor para o clube. Afinal, mais do que tê-lo por mais uma temporada, poderíamos contar com Leandro por quanto tempo quiséssemos, podendo ainda revendê-lo no futuro e fazer um bom dinheiro (lembrando que ele já foi convocado e, após a Copa/2014, haverá uma mudança de geração na Seleção). No entanto, o entrave dessa alternativa é igualmente óbvio: não temos o dinheiro.

Assim sendo, analisando a situação pelo fluxo do caixa, o primeiro ponto parece ser bastante plausível. O entrave é que, renovando-se o empréstimo, o Palmeiras perde o direito aos 15% do valor que tem caso o atacante seja negociado até dezembro deste ano. Ou seja, se o problema é grana, eu, você, Nobre e Brunoro temos um verdadeiro impasse pela frente.

Pois foi de uma conversa sobre este assunto com o meu pai que nasceu uma alternativa audaciosa: o Projeto Leandro. A ideia, basicamente, consiste em comprar o atleta com a ajuda de um time europeu, contar com ele por mais um ou dois anos e depois repassá-lo, ganhando a diferença válida pelo período em que ele se valorizou aqui.

Calma que eu explico.

  • Passo 1: Sondar empresários com moral ligados a clubes europeus que possam já ter interesse no futebol de Leandro (vale de Barcelona a Shaktar, DVD com jogadas bonitas e cabelo bacana ele já tem).
  • Passo 2: Argumentar com o interessado que Leandro tem apenas 20 anos, ainda precisa se firmar como titular no futebol brasileiro e que será valorizado jogando pelo Palmeiras.
  • Passo 3: Precificar o atleta e o período pelo qual ele ainda ficará no clube (um a dois anos), pedindo como adiantamento justamente o dinheiro cobrado pelo Grêmio.
  • E pronto! Leandro fica no clube por mais um tempo, nós ganhamos um dinheiro em cima do que foi pago e ainda nos preparamos para a saída dele com tempo suficiente para substituí-lo.

Sim, eu sei o que você está pensando. Se o clube europeu tem interesse nele, vai vir e pagar menos agora – não mais depois. O lance é que poucos europeus devem conhecer Leandro e, se o Palmeiras for rápido nessa negociação, podemos ter um negócio inteligentemente encaminhado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lembram-se quando o embreagado Luiz Fernando Vanucci disse, ao final de Copa do Mundo de 2006, que a África do Sul era logo ali, Palestrinos? Pois bem, de certa forma ele tinha razão.

Assim como têm razão todos aqueles que dizem que é preciso afinar o Palmeiras para o ano que vem. O que Vanucci e estes muitos outros não disseram claramente é que, antes de mais nada, é preciso se preparar para o que está acontecendo agora.

É sabido que começamos bem a Série B (9 pontos para o quarto colocado é uma bela diferença) e também não é segredo para ninguém que o nosso próximo adversário na Copa do Brasil já não é o mesmo há alguns anos. No entanto, antes de pensar em ano do centenário, precisamos pensar nestas duas competições ainda em 2013.

Dentro de campo, Gilson Kleina já começou a afinar a equipe com o que tem: desistiu de algumas improvisações, firmou Vilson na vaga do lento André Luiz e já posicionou Alan Kardec como nostro 9 oficial. Fora dele, a diretoria se incumbiu de se livrar de algumas tranqueiras como Weldinho, liberou jovens por empréstimo para que ganhem confiança e já negocia a renovação de Leandro por mais 1 ano.

O que falta, portanto? Falta procurar, ao menos, mais um zagueiro, um lateral-esquerdo com bastante urgência e mais um jogador de área – quando Kardec não jogar, vai ser complicado confiar em “Caiotelli” logo de cara. Ah! E, óbvio, definir esta tal condição de Wesley – R$350 pau por mês é muita grana, mas emprestar um titular pra um clube pequeno e ainda por cima para não receber nada em troca é inadmissível…

Agora, antes de tudo isso, tem que subir. E dá, sim, pra brigar pela Copa do Brasil. O que não podemos é esquecer do hoje pensando só no amanhã; a Série B está só começando e, se afrouxar, vai dar problema.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O mundo dá voltas, Palestrinos. E se para alguns de nós ele gira a favor, para outros ele faz questão de girar contra.

Quando acontece dele girar contra, eu prefiro pensar que é para se aprender. É este, na minha opinião, o motivo de mais uma queda nossa: dez anos se passaram, nada mudou e fomos punidos novamente. Da mesma forma, acho que agora o mundo está dando uma bela lição em Hernán Barcos.

Aliás, que fique bem claro logo de saída, este não é um post revanchista (a imagem acima vale mais pela piada do que pelo texto). Eu, inclusive, fui fã fervoroso do argentino enquanto ele esteve por aqui – uma das provas cabais é essa. Mas, se tem um ponto desta negociação nebulosa que eu nunca entendi, era o argumento da “visibilidade para continuar a ser convocado pela seleção argentina”.

Pois bem, Hernán, você se foi. Acreditou no “pojéto” do Grêmio, debandou para o Sul esperando conquistar títulos e… nada aconteceu. Caiu no Gauchão, caiu na Libertadores e está capengando no Brasileiro. Seus gols rarearam, mesmo que você ache – com certa razão – que Elano e Vargas te dariam mais bolas que Valdivia e Vinicius. Na essência do futebol, nada de errado; você decidiu correr o risco.

Agora, se tem uma coisa que você precisava ter entendido antes de mais nada é que, para competir com Lavezzi, Higuaín e Agüero, você sempre precisou de duas coisas: fazer uitos gols e estar na mídia. O primeiro item, infelizmente, não tem como garantir; mas o segundo já era bem previsível.

Sem querer bancar o “EU JÁ SABIA”, mas já bancando, copiei apenas um argumento dos 9 que enumerei para você ficar:

“5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!”

Pois é, Pirata, o mundo girou. O pojéto falhou. O #tamoxunto virou #cadaumnasua. E as suas convocações – ao contrário do que vem acontecendo com alguns meninos da base, Henrique, Leandro, Valdivia, Mendieta e, agora, Erguren – nunca mais voltaram a acontecer.

Sem ressentimentos, tá bom?
Só fica aqui uma aula sobre visibilidade e futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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