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Archive for setembro \04\UTC 2013

Ontem, quando o juiz apitou o final de um dos piores jogos que assisti na minha vida, boa parte da torcida se dirigiu ao banco do Palmeiras para xingar Gilson Kleina.

Durante a partida, também ouvi uma infinidade de Palestrinos de críticas a Márcio Araújo, Juninho, Ronny, André Luiz e tantos outros. Mas a verdade, amicos, é uma só: a atual fase da nostra equipe tem um só culpado – a mediocridade.

Sim, somos um time medíocre; mediana, para usar uma palavra mais simples. Uma equipe com elenco e técnico nota 5. E a culpa, evidentemente, não é deles.

Também não é apenas de Paulo Nobre, diga-se de passagem. É irracional culpar um cara que está no cargo há 6 meses pelo caos administrativo que vivemos faz tantos anos. Ele tem, sim, dedos de culpa na montagem desse elenco, mas não dá para assumir um time, mandar 20 jogadores embora e recomeçar do zero… sejamos um pouco, só um pouco, inteligentes.

O mesmo raciocínio se aplica a Kleina, na minha opinião. Olhem para o elenco que ele tinha a disposição ontem e me responda: o que você faria de tão diferente assim? Colocar 5 moleques da base que você nem sabe quem são? Apostar no Wendel e no Rondinely? Não me parece muito prudente. É claro que jogadores como Juninho e Araújo incomodam – eu mesmo prefiro ser cego do que ver nostro lateral-esquerdo jogar futebol. Mas este é o elenco que temos…

Nostra espinha dorsal, esta temporada, é formada por Prass-Henrique-Valdivia-Kardec. Ontem não tivemos dois destes e, evidentemente, quem entra não está no mesmo nível. Não vou pedir aqui paciência a nostra massa porque, na arquibancada, eu também me desespero, xingo, mando a puta que pariu. Só peço que entendam que o time é exatamente esse aí. Vamos ter momentos incríveis e momentos terríveis… é a montanha-russa de um time médio.

Aliás, a própria presença da torcida ontem foi medíocre. 10 mil pagantes para um jogo decisivo, em casa, e com tempo de sobra para chegar ao estádio?! Parecia abertura do Paulistão, cazzo! Depois não adianta reclamar que só jogamos às 19:30h…

Enfim, o culpado não é o treinador ou o volante; a culpa é do desmando dos últimos 10 ou 12 anos. Temos que entender isso, exigir a melhora sim, mas abraçar a equipe quando a bola rolar. Não somos o Barcelona; hoje somos apenas uma equipe mediana, vestindo o manto de um dos maiores do mundo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Valdivia está longe de ser um exemplo, Palestrinos.

Usando uma expressão leve e recorrente, o camisa 10 é, no mínimo, polêmico. Nós mesmos já o crucificamos algumas muitas vezes durante os anos que ele joga pelo nostro Palmeiras. Seja pelas recorrentes lesões, pelos problemas extra-campo, por declarações ou pelo excesso de cartões bobos, ele já foi carrasco de si mesmo em diversas situações.

Naquele 10 de agosto de 2013, no entanto, Valdivia só foi honesto. Prestes a viajar com a seleção chilena, nos desfalcando por um jogo, ele aproveitou que estava pendurado com dois cartões amarelos e cavou o terceiro. Não com um pontapé, não com uma reclamação, ou uma mão boba na bola; levou o amarelo por atrasar sua saída de campo. Algo corriqueiro no mundo todo, quiçá aqui na América Latina. O seu pecado, no entanto, foi ter admitido o ato nos microfones.

“Burro”, dirão alguns mais exaltados. E de fato ele não precisava ter espalhado aos sete ventos o que premeditou dentro das quatro linhas. Mas, ali, frente à imprensa, ele apenas foi sincero.

“Não deixa de ser burro”, dirão os mesmos. E, sim, eles podem ter razão novamente. Afinal, pode-se muito bem usar o regulamento do futebol nacional e se apontar com o dedo em riste, o artigo que prevê punição a quem tenta ludibriar o árbitro com má fé. Seja fingindo um pênalti, fazendo cera, metendo um gol de mão ou… cavando um cartão.

O maior problema, para mim, é que este é um cartão tão estúpido quanto àquele erguido contra quem tira a camisa na comemoração do gol. Esse cartão pertence a mais uma daquelas regras que pune o futebol. Que cala a emoção, proíbe o riso, automatiza seres humanos. É como se punissem alguém por não ter omitido algo que todos sabemos o que foi. É estrangular um pouquinho mais o esporte que tanto amamos.

No entanto, gritarão os defensores da moral e ética que o que está combinado não sai caro. E, de fato, não sai. Mas que sai chato pra cacete, isso sai.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Esta terça-feira é dia de decisão, Palestrinos.

Pouco importa que ainda faltam 20 partidas para o fim do campeonato, que a fase atual não seja a melhor ou que estaremos em campo com 7 desfalques: amanhã será dia de nós jogarmos pelo Palmeiras.

Assim como já fizemos tantas outras vezes em nostra história. Assim como fizemos na campanha do ano passado na Copa do Brasil. Assim como fizemos poucos meses atrás, no mesmo Pacaembu, diante de Tigre e Libertad, quando pouquíssimos acreditavam na classificação para a segunda fase da Libertadores.

Porque existem momentos em que os 11 que estão em campo não terão forças para fazer o trabalho sozinhos. Haverá de vir da arquibancada o impulso para que nostros zagueiros saiam mais do chão; terá de ser no grito que um escorregão de um ou de outro não acabe em gol; virá de nossos pulos a energia para que um atacante – seja ele qual for – tenha calma na frente do gol adversário.

Até porque, sejamos francos, é a Chapecoense. Um time que, com o devido respeito, jamais será o Palmeiras. Ainda que ganhe o Campeonato Catarinense, a Série B, a Libertadores e o Mundial. Ainda que vença tudo e todos. Ainda receba dinheiro de um empresário maluco. É só a Chapecoense… e do outro lado somos nós, o Palmeiras.

E muito se engana quem pensa que isso qualquer clube pode. Só gigantes como a Sociedade Esportiva Palmeiras podem contar com 15 milhões de vozes e corações. Existem noites em que 15 milhões de pessoas, ainda que fora de campo, fazem gols e defendem mais do que aqueles que vestem chuteiras. Nostro time é medíocre, mas nostra torcida sempre será incrivelmente grande.

Nesta terça, amicos, é a massa quem vai jogar.
Afinal, se o Palmeiras vai jogar, eu vou.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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