Enfim, Gílson Kleina ficou, Palestrinos.
Uns vão torcer o nariz, outros irão comemorar, mas o fato é que, entre o certo e o duvidoso, ficamos com a melhor perspectiva. Afinal, grosso modo, Kleina já conhece o grupo, tem a confiança dos atletas e aceitou as exigências feitas pela diretoria. Foi uma aposta que funcionou para os dois lados.
Nosso elenco é medíocre, temos limitações financeiras óbvias e nostro treinador sabe muito bem a oportunidade – e também o peso – de estar aqui no ano do centenário. É a grande chance da vida dele, que pode terminar com um ano de puro sucesso ou em um retumbante fracasso. Todos sabem que Kleina estará suscetível a uma demissão caso engate três partidas seguidas ruins – inclusive ele! Por isso, apostou no Palmeiras e em sua nova forma “corporativa”de receber salário.
Já o Palmeiras, por outro lado, também é sabedor de suas limitações e, sem nenhuma opção melhor, ficou com a que já tinha. Apostou no treinador sem rifar dinheiro e desistiu da ideia estapafúrdia de colocar um caminhão de notas em Luxemburgos ou Bielsas da vida. Jogou mais pressão em Kleina, mas jogou porque não tinha outra alternativa de tentar mostrar pulso – até mesmo pelo bom relacionamento entre atletas e comando.
Em bem da verdade, dado o cenário (acesso garantido e 2014 chegando), era preciso tomar uma decisão urgente. E, dessa vez, parece que ficamos com a melhor. Em tempo de Bom Senso FC, é bom ver nostro Palestra – sempre tão conturbado – trabalhando com um mínimo de parcimônia. O futebol é urgente e pune dentro de campo; por isso, Kleina e Nobre, uni-vos por um ano melhor.
Siamo Palestra!
ROJAS.