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Archive for novembro \27\UTC 2013

Enfim, Gílson Kleina ficou, Palestrinos.

Uns vão torcer o nariz, outros irão comemorar, mas o fato é que, entre o certo e o duvidoso, ficamos com a melhor perspectiva. Afinal, grosso modo, Kleina já conhece o grupo, tem a confiança dos atletas e aceitou as exigências feitas pela diretoria. Foi uma aposta que funcionou para os dois lados.

Nosso elenco é medíocre, temos limitações financeiras óbvias e nostro treinador sabe muito bem a oportunidade – e também o peso – de estar aqui no ano do centenário. É a grande chance da vida dele, que pode terminar com um ano de puro sucesso ou em um retumbante fracasso. Todos sabem que Kleina estará suscetível a uma demissão caso engate três partidas seguidas ruins – inclusive ele! Por isso, apostou no Palmeiras e em sua nova forma “corporativa”de receber salário.

Já o Palmeiras, por outro lado, também é sabedor de suas limitações e, sem nenhuma opção melhor, ficou com a que já tinha. Apostou no treinador sem rifar dinheiro e desistiu da ideia estapafúrdia de colocar um caminhão de notas em Luxemburgos ou Bielsas da vida. Jogou mais pressão em Kleina, mas jogou porque não tinha outra alternativa de tentar mostrar pulso – até mesmo pelo bom relacionamento entre atletas e comando.

Em bem da verdade, dado o cenário (acesso garantido e 2014 chegando), era preciso tomar uma decisão urgente. E, dessa vez, parece que ficamos com a melhor. Em tempo de Bom Senso FC, é bom ver nostro Palestra – sempre tão conturbado – trabalhando com um mínimo de parcimônia. O futebol é urgente e pune dentro de campo; por isso, Kleina e Nobre, uni-vos por um ano melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Paulo Nobre e José Carlos Brunoro. Dois grandes profissionais em suas áreas de atuação, dois homens de discurso firme, mas dois indivíduos que, mais uma vez, estão deixando a tal “modernização do Palmeiras” só no gogó.

Eu já deveria saber. Me iludi com Belluzzo e prometi nunca mais acreditar piamente em nenhum homem poderoso do Palestra. Mas, depois de tantos anos na mão de Mustafá e depois de um mandato do nível de Tirone e Frizzo, caí na armadilha. Li, vi e ouvi entrevistas muito bem posicionadas, apoiei algumas ações que pareciam absurdas (como a saída de Barcos) e até mesmo concordei que 2013 era o ano de economizar; contudo, a atual situação chegou a um ponto que passa do normal.

O Palmeiras já havia subido, virtualmente, desde o final do primeiro turno. Conquistou matematicamente o acesso tem 5 rodadas. Já é até campeão com 2 jogos de antecipação. E o planejamento para 2014, que poderia estar indo de vento em polpa, parece nem ter começado. Não se sabe quem é o técnico, não se sabe quais jogadores ficam, nem mesmo se vamos atrás de posições carentes – isso sem falar na situação bizarra do contrato de Luís Felipe ou na tal briga sem sentido com a WTorre (o Palmeiras tem razão, não tem porque discurtir).

A perspectiva, hoje, é tão obscura quanto a de um ano atrás.

Ontem, ao ouvir a entrevista de Fernando Prass, parecia estar ouvindo o goleiro de um time do interior falando. Ele disse que os atletas estão inseguros, que ninguém sabe se Kleina sai ou fica, que empresários circulam com propostas e ninguém sabe o que fazer. Isso é inadmissível, é completamente desajustado e amador.

Confesso que continuo querendo acreditar em Paulo Nobre. Mas, até agora, a diretoria que se vendeu como digna de Barcelona está se revelando ser mais desajustada que a do Bragantino.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O Palmeiras é um gigante, Palestrinos. Mas é um gigante em dificuldades.

Combalido por tantas falhas administrativas ao longo dos últimos 99 anos, já faz algum tempo que temos nostros muitos problemas. Problemas esses que pesam no bolso, refletem no campo e machucam no peito. Problemas que, embora superáveis, vêm nos superando. É por essas e outras que temos que aguentar ano após ano elencos medíocres, jogadores pouco confiáveis, grupos que oscilam emocional e funcionalmente.

Ontem, em Belém, tivemos apenas mais um exemplo de grupo pouco confiável. Um time que, tendo carimbado o acesso à Série A, simplesmente se desinteressou. Um elenco que, salvo raríssimas exceções, não tem fome de jogar. Afinal, desde aquele empate sem gols diante do São Caetano, no Pacaembu, acompanhar jogos do Palmeiras tem sido um martírio.

Esta semana, no Bola da Vez, da ESPN, Marcos Assunção disse que o rebaixamento de 2012 foi apenas da reflexo da festa pela Copa do Brasil. Que os atletas abusaram das festas, que acharam que perder jogos era algo plenamente recuperável assim que todos quisessem. E ninguém melhor que nós sabemos o que aconteceu no final.

Muitos dirão que são situações diferentes e que comemorar é digno. Mas, não, não é. Grupo vencedor é aquele que sabe que só está bom quando se ganha mais. É o elenco que ganha o estadual para tentar ganhar o nacional, ganha o nacional para brigar pelo internacional e assim vai. Sei que não somos o Bayern ou o Barcelona, mas se contentar com uma taça é ruim, é triste, é pouco.

Por isso, peço encarecidamente que a nostra diretoria pense bem no perfil de jogadores que virão para o ano que vem. “Mas eu só quero que venham jogadores, que honrem a camisa e lutem sem parar”, já diz o grito das arquibancadas. Deve ser esse o mantra da montagem e desmontagem do elenco 2014. “Mais Kardecs, menos Felipes Menezes”.

E a verdade é que, dentro de campo, cada um pode ter seu objetivo: uns querem se afirmar como titulares, outros querem renovar contrato, alguns outros querem ser campeões em time grande, outros querem aparecer para ir para a Europa… enfim. Todos aqueles que têm vontade de ganhar e melhorar a cada dia são bem vindos. Os que gostam de ganhar só para sair por aí dizendo que são vencedores, não, estes não servem.

Afinal de contas, devido às nossas dificuldade é óbvio que teremos que aguentar alguns jogadores que só estarão de passagem . Mas, antes de qualquer coisa, temos que ir atrás daqueles jogadores que, além de passar, querem ser Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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