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Archive for janeiro \31\UTC 2014

Entra ano, sai ano, ele está em nostro elenco, Palestrinos.

Volante de formação e lateral por obrigação, Wendel já perambula pela Academia – entre empréstimos e serviços prestados – há mais de 10 anos.

A maioria torce o nariz para ele, alguns o defendem, mas a verdade é que, para um jogador medíocre, Wendel deve ser um dos mais longevos atletas nota 5 da história do Palmeiras. E, sinceramente, se você consegue se manter no Palestra por tanto tempo, passando por tantos técnicos, alguma qualidade você tem. Nostro camisa 13 é veloz, voluntarioso, faz o simples, mas, acima de tudo, demonstra vontade de vestir o manto alviverde.

Talvez sabedor de suas limitações e de sua eterna iminente saída do clube, Wendel se entrega a todos os jogos como se fossem sempre seus últimos com a camisa do Palmeiras. Pouco importa o torneio ou a importância do sertame, ele se esforça sempre no limite. Dá carrinho, se joga, come grama, tenta minizar suas falhas com suor. E tem dado certo. Este ano, por exemplo, ele começou impecável.

“Não faz mais que a obrigação”, dirão muitos, com alguma razão. Mas parem e pensem no tanto de jogadores iguais – e até piores – que nem sequer se preocuparam em se esforçar. Quantos nós xingamos meses e meses sem ver qualquer reação ou gana de melhorar. Comparado a estes, nostro volante-lateral que virou lateral-volante merece um grande voto de confiança.

Afinal, desde 2003, Wendel está aí. E tem feito por merecer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Domingo tem Choque-Rei, Palestrinos.

E eu duvido que alguém aqui não está com aquela saudade de ganhar bem um clássico. Saudade daquele jogo tenso, disputado, pegado, apertado, na bola, na raça, na rede, no grito nervoso da arquibancada… jogar clássico é jogar a vida em 90 minutos!

Sejamos sinceros, já faz tempo que não temos uma boa vitória em jogos deste porte. Até porque Santos é clássico também, mas, pra mim, Curintia e SPFW vêm muito acima da lambarizada em importância histórica. E, falando nos cor de rosas, confesso que uma das grandes memórias que trago da minha infância foi forjada em um Palmeiras x SP.

4 de dezembro de 1993 era um domingo. Eu, então com 8 anos, estava naquele Morumbi abarrotado de gente com meu pai, meu irmão e um amigo. Era seminifinal de Brasileiro e, mesmo com a Era Parmalat começando em grande estilo, nostros rivais estavam vivendo os melhores anos das suas vidas. Era um duelo em que, sem exageros, qualquer coisa poderia acontecer.

O estádio estava abarrotado e dividido ao meio (saudade disso também). Nós estávamos nas numeradas, bem abaixo da arquibancada vermelha. E naquele dia, por algum motivo, César Sampaio estava possuído pelo demo. Marcou e atacou o jogo todo, de maneira impressionante. Então, em uma jogada linda do camisa 5, ele serviu Edmundo e o Animal chapou a bola cruzada no canto: 1×0 pra gente. A partir daí, amigos, com a classificação a nostro favor, a pressão do São Paulo cresceu de maneira assustadora: eram ataques, ataques e mais ataques do time de Telê.

Foi quando Sampaio, com aquela cadência meio Dudu/Ademir de ser, rouba uma bola de Leonardo e arranca de trás do meio-campo em um contra ataque. Procura o passe e, sem achar ninguém, ninguém mesmo, resolve correr com ela. Passa por um, por dois e quando Zetti sai nele, simplesmente o finta com o corpo e toca pro fundo do gol. Eu, que tive a brilhante ideia de ir mijar minutos antes do gol, saí correndo do banheiro do Morumbi e, quando apontei no alto dos degraus, consegui ver meu pai pulando de alegria lá longe. Chegando perto dele, ele apenas me chacoalhava e gritava “Que golaço, que golaço!!!”.

A maldição de eliminações para aquele time maldito havia terminado e estávamos na final. Foi, literalmente, lavar a alma. Foi ir além, ter esperança, dormir embriagado de alegria.

E é isso que eu quero domingo. Que Wesley encarne Sampaio, Kardec entre de Evair, Leandro seja Edmundo, que o Pacaembu substitua aquela numerada do Panetone e o nostro Verde vença rumo ao esperado caneco. Vencer clássico não tem preço e este, Palestrinos, terá sabor especial.

PRA CIMA DELAS!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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De fato, 2014 começou diferente, Palestrinos.

E não me refiro apenas a nossa volta à Série A; me refiro ao elenco.

Após o acesso e a renovação de contrato, Kleina ganhou alguns dos reforços com os quais tanto sonhava. A maioria deles, aliás, para os setores que mais nos faltavam: o meio ofensivo e o ataque. Chegaram Bruno César, Maquinhos Gabriel, Diogo, Rodolfo – além do “fico” de Leandro e as voltas de Patrick Vieira e Mazinho. O problema é que, ao cobrir os pés, descobrimos a cabeça.

Apesar da chegada de William Matheus para esquerda, Lúcio e Victorino para a zaga, além de França para a meia defensiva, perdemos justamente jogadores de marcação. Foram embora Vilson, Luis Felipe, Márcio Araújo, Léo Gago, Charles e, agora, o capitão Henrique (vendido para o Napoli por 4 milhões de Euros).  O que estava sobrando antes, falta agora – e vice-versa.

Levando-se em conta a falta de forma de Victorino, para a zaga, por exemplo, hoje temos apenas Lúcio, o improvisado Marcelo Oliveira e garotos da base. Para o meio, sem a presença do lesionado Eguren, nossos volantes para o momentos são apenas Renatinho e França (me nego a taxar Wesley de volante, dada sua natural característica ofensiva).

O gol que sofremos sábado evidencia a necessidade de buscar reforços para o setor defensivo. Por mais que a melhor defesa seja o ataque (e é nisso que nostro treinador em apostando), teremos de encarar momentos onde o time tem de se fechar e defender como pode. E aí, amicos, pode faltar a proteção que precisamos para o nosso miolo ainda desmiolado de zaga.

Valdívia, Bruno César, Leandro, Diogo e Kardec são mesmo importantes. Mas não se pode esquecer de que Henrique foi embora. É hora de garantir um ano tranquilo procurando mais opções defensivas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um jogo e mais uma vitória, Palestrinos.

Dessa vez com uma formação diferente, mais próxima do que pode ser o Palmeiras-2014. Lúcio mais uma vez titular na linha de três zagueiros, Wendel na direita para que o time jogue com um volante mais solto somente (Wesley) e o time trabalhando sempre pelas laterais (Mazinho/Marquinhos Gabriel e Leandro). Mas o destaque da partida, como costuma ser, foi Valdívia.

E olha que o chileno nem fez nada demais. Passou o primeiro tempo praticamente apagado até fazer o dele e entrar no jogo com suas famosas enfiadas em diagonal. Não foi aquele Valdívia que nós conhecemos, mas, comparado com Menezes, fica parecendo mesmo o Pelé Branco. O camisa 10 sempre foi supervalorizado – e, ao meu ver, não tem nenhum problema, que assim seja! Que encham a bola dele, ele faça suas jogadas na Copa e, após o Mundial, algum time europeu tire do Verdão por uma grana boa.

Já escrevemos aqui sobre o jogador. Sua qualidade é inegável e ele, de fato, pode resolver o jogo em um só lance. Mas dada a sua condição física, sua idade, seu alto salário e seu histórico de suspensões gratuitas, o melhor seria mesmo fazer algum dinheiro com Valdívia.

Antes de você começar a me xingar, sim, eu gosto do futebol do “Mago”. E adoraria contar com essa bola em todos os jogos do ano. O problema, no entanto, é que isso já se mostrou por diversas vezes um sonho. O treino dele tem que ser diferenciado, suas lesões demoram o triplo e, dada a atual política salarial do Palmeiras, é capaz de seu salário gerar descontentamento com o tempo.

Em tempo: não acho Bruno César mais jogador que ele, até porque são meias com estilos diferentes. Valdívia é inegavelmente mais técnico e plástico, enquanto o novo camisa 7 cai mais pela esquerda, tem mais velocidade e chuta de fora da área com frequência.

O técnico chileno, Jorge Sampaoli, já disse que conta com ele como titular na Copa do Mundo. E levando-se em conta que o Chile jogará diante de Espanha e Holanda, com algumas boas atuações é muito provável que algum bilionário louco do leste europeu se proponha a pagar alguns milhões pelo meia. Seria ótimo para o investidor (que gastou R$20 milhões na sua reaquisição), poderia ser melhor ainda para o atleta (menos jogos, mais dinheiro) e ainda renderia uma grana para nós pensarmos na compra de Kardec e outros reforços pontuais.

Por isso, quando Valdívia entrar em campo neste primeiro semestre, eu serei o primeiro a torcer por uma boa exibição. Afinal, a esta altura, a importância do Mago é muito mais financeira do que técnica.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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prassrique

Sim, Palestrinos, nostro elenco é medíocre.

Melhor que o do ano passado, mas ainda sim não passa de um grupo nota 6. O que, em bom futebolês, quer dizer que pode ser que dê caldo e chegue a ser nota 8 ou ainda que desande a coisa toda e sejamos nota 4. Nunca se sabe.

De fato, não é o que sonhamos no ano do centenário. Mas a formação desse time tem lá os seus méritos. Porque o que eu tenho sentido da diretoria é que, se não dá para montar um elenco milionário, a escolha é montar um elenco que tenha um pouco do DNA do Palmeiras. Um elenco que esteja disposto a correr, suar, brigar e, se possível, sair de campo com a vitória.

Isso está claro na nova política salarial, que privilegia os jogadores com ambição de vencer. Está claro na busca de reforços que estão em busca de espaço (Marquinhos Gabriel, França, Rodolfo) ou de reconquistar seu espaço (Lúcio, Diogo, Victorino). E, mais do que tudo, fica óbvio quando analisamos os líderes do elenco, eleitos pela própria diretoria: Prass e Henrique.

Prass tem 35 anos, qualidade reconhecida, já rodou por muitos times e sabe que vai se aposentar no Verdão. É calmo, aguenta pressão (lembre-se da xícara na orelha no aeroporto) e fala muito bem quando requisitado. Já cobrou a diretoria publicamente por reforços e definição de jogadores, mas nunca, jamais, jogou contra.

Já Henrique é bem mais jovem, mas tem alma de xerife. Embora tenha seus momentos de maluco dentro de campo, achando que é meia e até centroavante, o camisa 3 se encaixou naturalmente no elenco. Saiu e voltou ainda mais certo de que pode fazer história aqui e sempre exalta o que é defender o Palmeiras (recentemente, soubemos até que rejeitou boa proposta do Napoli).

É nas asas desses dois atletas que Nobre e Brunoro estão levando o elenco. Outros líderes surgirão naturalmente (Bruno, palmeirense nota 10 e goleiro nota 5, é um deles), mas terão que se enquadrar nessa nova realidade. A realidade de quem quer vencer, crescer e honrar dois nomes: o da Sociedade Esportiva Palmeiras e o seu próprio.

Boa sorte ao time em 2014. E como diz o nostro novo canto das arquibancadas:

“Eu sempre te amarei
E te apoiarei
Eu canto ao Palmeiras
São cem anos de histórias, de lutas e de glórias
Te amo meu Verdão
Porco e dá-lhe, dá-lhe porco
E dá-lhe dá-lhe porco

Razão da minha vida.”

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Começamos o ano com vitória, Palestrinos!

Não foi fácil, nem tampouco foi uma bela partida, mas o importante foi a confiança de sair de campo com os três pontos. Ao final dela inclusive, Kleina foi quem tomou a frente dos microfones e, abalizado pelos atletas, pediu paciência neste início de 2014.

“Paciência?”, perguntará você, já impaciente com um pedido desses em pleno aniversário de 100 anos. Sim, paciência. E dessa vez eu acho que nostro comandante tem toda a razão. Afinal, o time está treinando tem apenas dez dias, ainda não conta com todos os jogadores e, por isso mesmo, ainda sofre com o entrosamento.

Na verdade, basta olhar os estaduais pelo Brasil para perceber que, de fato, o ano começa modorrento. No Paulistão, os grandes que venceram o fizeram sofrendo (e o SPFW, que pegou o sempre chato Bragantino, nem isso conseguiu); já no Carioca, só o Framengo conseguiu vencer – e foi por 1 a 0, gol de escanteio.

Olhando para a primeira rodada e ciente de que Lúcio, Eguren, Valdivia, Mendieta e Leandro ainda estão fora de ação, eu acho que o Palmeiras fez o suficiente. Tomou um gol em que houve falta em Fernando Prass e virou contando com a fragilidade do adversário, mais as estrelas de Mazinho e Kardec – Diogo também fez bom jogo. Além disso, 3-5-2 não deve permanecer, bem como Juninho e Serginho não devem ser os laterais.

Por isso, amigos, vamos dar a tal paciência para Kleina e o Verdão. Vale a chance.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O ofício de todo torcedor, Palestrinos, é ser otimista.

Mesmo que o elenco não anime. Mesmo que o técnico não seja o preferido. Mesmo que se esperasse mais reforços, que o estádio não esteja pronto, que o ingresso esteja caro e que a temporada, por si só, não nos permita sonhar além. Torcedor que é torcedor acredita sempre.

Acredita porque é ano de centenário. Acredita porque a camisa pesa. Acredita porque é campeão do Século XX, porque já viu viradas históricas, porque sabe que futebol é muito mais do que lápis e papel, bem mais do que prancheta e prognósticos, porque canta e vibra.

Amanhã, quando nostro Palestra entrar em campo, não pense que está vendo Tiago Alves, Marcelo Oliveira ou Serginho. Pense que está vendo a Sociedade Esportiva Palmeiras! É por ela que torcemos e vivemos. Os que estão em campo são apenas números, servos de uma história de 100 anos que vão lutar pelo melhor. Ainda que falte bola, perna ou cabeça.

Afinal, acéfalo é aquele que nem tenta torcer. O que desistiu. Esse não merece nem um lateral cobrado pelo Wendel, quanto mais um golaço marcado por Evair. Aquele que já fica em casa pregando o fracasso, amigos, esse merece cruzamentos errados do Juninho, nunca um lançamento perfeito do Divino. Quem fala em Série B em 2015 é quem merece um frango do Bruno, jamais um milagre de São Marcos.

Amanhã, Palestrinos, é dia de Palmeiras! E é dia de torcermos e apoiarmos, no cimento do Pacaembu ou no conforto do pay-per-view. Esteja onde estiver, acredite. Nunca é demais lembrar, nostro ofício é amar o Verdão sem esperar nada em troca.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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