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Archive for fevereiro \28\UTC 2014

Mal foram embora e as vitórias já voltaram, Palestrinos.

Embora “7 jogos de invencibilidade” virem rapidamente “2 jogos sem vencer” para a incansável imprensa, o Palmeiras ontem bateu o São Bernardo, no Pacaembu, e está a três pontos da classificação antecipada.

Um São Bernardo complicado, diga-se de passagem. Um dos poucos times do interior que merecem atenção junto com Audax, Botafogo e Santos, o time aurinegro complicou nostro triunfo na noite de ontem. Mas foi aí que, em tempos de Carnaval, apareceu o nosso diferencial: a harmonia nota dez.

Nós não temos o melhor ataque nem a melhor defesa da competição, mas temos algo muito mais valioso que isso: o equilibro.

Em números gerais, somos o segundo melhor ataque (atrás do Peixe), a segunda melhor defesa (atrás do Ituano) e temos o segundo melhor saldo de gols (novamente atrás do time do litoral). Mas nostro equilíbrio vai além dos frios números da tabela de classificação.

A espinha dorsal que perdeu Henrique, hoje se sustenta convicta com Prass-Lúcio-Wesley-Valdívia-Kardec. São esses os pilares do time e, quando um deles não joga, claramente cai o rendimento e a confiança da equipe.

O lance é vencer a Lusinha na próxima quinta e aproveitar a classificação antecipada para descansar quem deve ser descansado, dando chances a quem pode aproveitá-las. Patrick Vieira, por exemplo, merece mais chances. Da mesma forma, dar sequência a Eguren, Marquinhos Gabriel e tentar soluções para Alan Kardec (Rodolfo) faria bem ao andamento do ano.

De qualquer maneira, se o carnaval do futebol fosse hoje, o quesito harmonia da Sociedade Esportiva Palmeiras teria nota 10.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a derrota, Palestrinos.

Depois de 9 rodadas, perdemos a invencibilidade no campeonato e o no ano. Na verdade, sabíamos que isso aconteceria uma hora ou outra – e perder pro Botafogo, em Ribeirão, cheio de desfalques não chega a ser o apocalipse. O problema é ter descoberto da pior maneira que, hoje, não podemos contar com o banco de reservas.

Pode-se discutir o que Kleina quis fazer com a escalação (na minha opinião, bastante equivocada, com jogadores fora de suas posições), mas não dá pra discutir a disparidade de qualidade entre titulares e reservas. Tiago Alves é um zagueiro fraco demais, Willian Matheus foi ridículo, Eguren segue pesado e sem ritmo de jogo, Bruno César foi um fracasso, Miguel nada fez… e por aí vai. Mesmo quem vinha entrando bem no segundo tempo – Mendieta e Marquinhos Gabriel, por exemplo – foi mal.

Ainda falta um lateral direito e ainda precisamos ver se podemos de fato contar com o elenco que temos. O ataque nitidamente está sem reservas, já que Vinícius e Rodolfo nunca foram usados, e mesmo o jovem Miguel sentiu o peso. Quanto ao meio, sobram opções, mas precisamos conferir se elas realmente podem ajudar.

Volto a repetir: não é o fim dos tempos. Perdemos para um time bem organizado e, mesmo até o momento do segundo gol deles, o jogo estava relativamente equilibrado. Os testes têm que ser feitos, e é melhor que sejam feitos agora, antes da fase final e dos jogos eliminatórios. No entanto, hoje podemos contar só com os 11 que temos – e a temporada vai exigir mais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais uma vitória, Palestrinos!

A sétima em nove jogos, o que nos confere o título de líder absoluto e único invicto do campeonato. No entanto, a vitória de ontem foi ainda mais importante para mim: foi a minha primeira em solo mexicano.

Por questões de trabalho, tive de vir até a Cidade do México passar a semana. E é óbvio que, embora os caras adorem futebol (assistem a liga local, Libertadores, Champions League), não foi possível achar um lugar para assistir ao triunfo do Verdão por aqui. Me contentei com o lance-a-lance da internet e com os comentários do outro autor deste blog, o Elton.

O problema é que aqui estamos 3h atrás do horário brasileiro – o que me fez ter que acompanhar a partida no trabalho.

No Brasil, sabem que sou palmeirense doente e não ligam que eu comemore, mas, aqui, sou novidade. E me portei como bom visitante por 87 minutos – mesmo quando o Juninho, de novo e de novo e de novo, errava tudo o que fazia. Até que Alan Kardec, sempre ele, balançou as redes do Ituano. Quando isso aconteceu, amigos, soltei um grito de gol tão agudo que não teve um só chicano que não olhou na minha direção.

Levante os braços e, tal qual aquele jogador que faz a falta, mas gesticula que não, completei: “Perdón. Pero soy aficiónado de Palmeiras en Brasil  y sólo hacimos un gol ahora, a 3 minutos del final.”.

Aplausos. Pra mim, pro nostro Palestra e para uma campanha que, até agora, está nos deixando com boa fama. Hasta en la Ciudade de Mexico.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sim, vitorioso.

O resultado de ontem não foi um 4 a 0 com direito a 2 gols do Evair. Também não teve a mesma importância que as vitórias nas Libertadores de 1999 e 2000.

Foi só um empate. Suado. Difícil. Tenso. E até inesperado se considerarmos o momento do jogo. Um prato cheio para os palestrinos mais pessimistas.

Mas ontem nós ganhamos e eu posso enumerar as razões para você.

1) Prass

Ok, até o palmeirense mais pessimista admite que o Prass está pegando muito. Isso ficou claro contra o XV e em várias oportunidades no ano passado. Mas, apesar de ter falhado em uma reposição ontem, ele mostrou que dá conta do recado. Quando foi a última vez que você sentiu isso?

2) Liderança

Sendo bem racional – o que é difícil pra mim –, o empate nos devolveu a liderança. E, para melhorar, ajudou a afundar ainda mais o adversário. Ou seja: não perdemos a confiança e eles continuam com o c* na mão.

3) Juninho e Mazinho

“Você está louco?” Não, eu não estou. Como todos vocês, eu não aguento vê-los vestindo nosso manto. Mas ontem os dois erraram tanto que o Kleina deve estar reconsiderando suas titularidades. Não é mesmo, Gilsão?

4) Banco

Estamos construindo um banco cada vez mais qualificado. Ontem o Diogo entrou e deu uma bela assistência para o gol de empate. O Josimar não é ruim e o Bruno César tem tudo para qualificar nosso meio-campo (seja ao lado do Mago ou substituindo-o em partidas como a de ontem).

Kardec (Bônus)

Puta golaço, presença na área, fala bem, é da paz e ainda tem visibilidade. #FicaKardec, #ChupaBarcos.

Siamo Palestra!

ELTON REALE

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O Dérbi chegou, Palestrinos.

E sempre que ele chega, me bate uma nostalgia. Às vezes dos esquadrões que tivemos e já não temos mais, às vezes dos títulos que conquistávamos aos montes e hoje já são raros, às vezes até daquelas derrotas doídas que deixam a segunda-feira insuportavelmente pesarosa. Mas, hoje, lendo as notícias, me bateu saudade de ver o Morumbi dividido meio a meio.

Lembro-me das tantas vezes que fui assistir Palmeiras x Corinthians com 50 mil pessoas no estádios. Metade alviverde, metade alvinegra. Mandantes na arquibancada azul, entrada pela ladeira do Einstein, visitantes na vermelha, entrada pela ladeira da Giovanni Gronchi. Dois lados completamente distintos e, ao mesmo tempo, tão complementares.

Infelizmente, já faz algum tempo que isso não existe mais. Começou com uma briga estúpida entre SPFW e Curintia sobre preço de aluguel e acabou com o que temos hoje: carga de ingressos de 5% para torcedores do time visitante.

A PM e o Ministério Público adoraram – é menos trabalho. Alguns críticos também acharam o máximo – “é mais proteção”. Até alguns torcedores xiitas defendem que é incrível ficar em maioria e enfraquecer o adversário. Mas eu, sinceramente, acho isso uma grande babaquice.

Quem não se lembra de quando uma torcida subia o som de um lado do estádio e a outra, ainda que perdendo, respondia só para não ficar pra trás? E quando chegava o final da partida e rolava o “ai ai ai ai ai, tá chegando a hora”, enquanto o lado perdedor deixava o estádio? Favela pra lá, chiqueiro pra cá… isso é a alma do futebol.

Lembro como se fosse ontem o final do jogo nas finais do Paulista de 1993. Na primeira, quando soou o apito final, o lado de lá gritava “Chora Porco imundo, quem tem Viola não precisa de Edmundo”; já na segunda partida, o coro que nos deixou sem voz foi “Chora, Viola, imita o porco agora”.

Por isso também não me espanta ver brigas nas bilheterias ontem. 2 mil ingressos pra um clássico desta importância é ridículo! Como abrigar dezenas de milhares potenciais compradores de ingresso quando se tem tão poucos? E digo isso sem ser hipócrita, já que fizemos a mesma coisa contra os torcedores alegres do Jardim Leonor no último clássico.

Isso sem falar que, em alguns estados, já tivemos até o estupro de clássicos com uma torcida só. Dois times em campo, só um nas arquibancadas… patético. Isso é matar o futebol pouco a pouco. É matar a nostra paciência de muito em muito. Domingo, eu adoraria estar em um Morumbi dividido meio a  meio. Mas vou estar em casa porque tentar ir ao Pacaembu como visitante é quase como ir a guerra.

Saudade.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lembram-se de 2007, Palestrinos?

Claro que se lembram. Após cinco anos aguentando a gambazada nos atazanar por causa da queda para a Série B, foi a vez deles sentirem o gosto amargo do rebaixamento. Mas o motivo para eu ter me lembrado disso é muito mais divertido: o gol que os rebaixou foi feito pelo nostro centroavante espírita, Alan Kardec.

Era uma quarta-feira, o Vasco também brigava para não cair e, mesmo jogando no Pacaembu, nostro co-irmão se salvou graças ao então garoto Kardec.

Segundo ele mesmo, é um dos gols mais importantes de sua carreira. E, segundo a nostra torcida, tenho certeza de que é também. Que domingo ele marque novamente e empurre o time deles ladeira abaixo no Paulistão.

Seria merecidíssimo, não?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Os últimos anos do Dérbi foram tristes, Palestrinos.

Muitos empates, muitas derrotas, poucas vitórias. Na verdade, nostro último triunfo data de 2011. Portanto, chegou a hora de colocar o trem de volta nos trilhos. E o momento não poderia ser melhor.

Embora muitos digam que clássicos costumam levantar quem está mal e baixar a bola de quem está bem, não acho que seja esta a situação do próximo domingo. Enquanto nostro ambiente vai muito bem, com campanha quase irretocável e grupo unido, o lado de lá apresentar uma campanha pífia e um elenco desfalcado por saídas recentes e que joga com medo, temendo o que pode acontecer em caso de derrota.

E isso, amicos, tem que ser vastamente usado dentro de campo. É aquele “Espírito Felipão” que tanto vimos nascer nesta hora. Com maioria de torcida, o apoio pode passar para pressão em poucos minutos. Basta um gol, um lance mal executado ou algo que descontente uma torcida que já está descontente faz algum tempo e o bicho vai pegar.

Para nós, nada muda do que temos feito até agora: vamos entrar em campo para tocar a bola, girar o jogo e criar oportunidades pelos pés de Valdívia, Leandro e Kardec. Sem acelerar o jogo, sem se preocupar com relógio. O momento é nostro e absolutamente nada vai mudar isso. É bom Kleina passar isso aos atletas, é bom Nobre ir ao vestiário, é bom ter alma de Palmeiras.

Chega de espírito vira-latas! O Porco voltou. E vai ter festa no chiqueiro municipal.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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