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Archive for março \31\-03:00 2014

A derrota de ontem foi doída, Palestrinos.

Afinal, cair em casa, para um time pequeno, com um gol aos 39 do segundo tempo, nunca vai ser algo fácil de se lidar. Agora, pelo amor de San Genaro, calma com a andança: o ano não acabou.

É mania nostra sair procurando culpados. Uns vão xingar o Kleina (que colocou Vinícius e Valdivia baleado), outros vão dizer que a culpa é da diretoria (que não trouxe lateral-direito e centroavante reservas), outros crucificarão até Bruno (dizendo, sem conhecimento algum de causa, que o chute era facilmente defensável). Pois bem, amicos, não é hora pra isso.

Ontem, exceto por uns 15 minutos de lucidez, o Palmeiras foi muito mal em campo. O time, que já não contava com Valdivia e Wendel – lesionados pelos brucutus do Bragantino -, perdeu também Kardec e Prass por lesão. Em outras palavras, perdemos os poucos jogadores que podem fazer a diferença quando as coisas apertam (inclusive pelo prisma da liderança e confiança).

Me desculpem os torcedores que adoram colocar a culpa nas costas de um de outro jogador, mas, ontem, perdemos todos.

Só gostaria de lembrar a todos que, no início do ano, nenhum palmeirense esperava nada demais deste elenco. Ou alguém aqui cravaria um início de ano com 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas?

A diretoria está ciente de que nostro elenco precisa, sim, de alguns reforços pontuais. Kleina precisa rever algumas decisões de banco também (Tiago Alves, Mendieta e Vinícius valem a pena?). Da mesma forma, alguns jogadores – como Leandro e Wesley – precisam colocar a cabeça no travesseiro e repensar o que têm feito dentro das quatro linhas. Mas, repito: o ano não acabou.

Temos Copa do Brasil e Brasileirão pela frente. São muitos jogos ainda. O centenário segue vivo e nós temos que viver com ele. Caso contrário, morreremos todos nós com um tombo que foi grande como Itú, mas bem menor que o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vão direto para o minuto 3:10 deste vídeo, Palestrinos:

Sim, são os gols da vitória de ontem. Mas, só por agora, peço que vocês tirem o olho de Kardec e Wesley em ambos os lances. Calma que fará sentido.

No primeiro tento, desloque sua visão para o canto direito do vídeo e veja a felicidade de Tiago Alves socando o ar para comemorar. Já no segundo, fixe seus olhos no canto de baixo do vídeo e repare na vibração de Bruno César.

Não estou cravando que seremos campeões, nem tampouco que nostro time está pronto. No entanto, quando um time vibra deste jeito a cada gol marcado… é sinal de que tem coisa boa por vir.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Passamos para a semi, Palestrinos!

Sem sustos e sem precisar sofrer no terror dos pênaltis, batemos o Bragantino por 2 a 0 e passamos de fase. O time se comportou bem, cumpriu a missão de abrir o placar ainda no primeiro tempo e venceu sem contestação. O que nos separa do caneco, a esta altura, é apenas a tal “paciência de campeão”.

Explico: em diversas vitórias do Palmeiras no campeonato, mesmo com o resultado garantido, deixamos de lado a posse de bola e nos expusemos de maneira arriscadamente desnecessária.

Oras, em um meio-campo com Wesley, Bruno César e Valdivia, trocar passes de qualidade é quase que natural. Não é preciso acelerar o jogo sem necessidade, recuar bola para zagueiro dar chutão, tentar cruzar bola pelo meio e coisas do tipo. Depois de muitos anos sem essa qualidade, precisamos tirar proveito dela!

Ontem, mesmo com o resultado assegurado, sofremos contra ataques extremamente perigosos. E se a qualidade do time de Bragança não fez esse tipo de lance virar perigo, o mesmo não dá pra dizer de um Santos, por exemplo. Nem mesmo do Ituano, que até aqui matou jogos e mais jogos contra golpeando rápido.

Seja como for, se a nostra defesa seguir com seriedade, os laterais mantiverem a boa forma, nosso meio mexer a bola, Leandro resolver jogar e Kardec mantiver o faro de artilheiro, não devemos nada ao time da Vila. Principalmente se tivermos calma. A tal paciência de campeão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Todo ano é a mesma coisa, Palestrinos.

Quem ganha o Campeonato Paulista comemora e tripudia sobre os outros, enquanto quem perde diz que o torneio não vale nada. É sempre assim.

Este ano, no entanto, o Paulistão esta longe de ser Paulistinha. Afinal, nenhum clube grande de São Paulo está na Libertadores, a Copa do Brasil está só engatinhando e o Brasileirão só irá começar daqui a um mês. Logo, se este não é o maior nem o melhor estadual da história, é ao menos o mais importante dos últimos 16 anos.

Dentro de campo, Curintia e SPFW já provaram o veneno da derrota. E não adianta diminuir o tamanho do tombo porque, sim, é uma vergonha ser eliminado por times inexpressivos do interior. Agora, é bom que se diga, não dá pra confundir falta de expressão com ruindade; algumas equipe do interior são muito bem armadas. E esse é o caso do Bragantino.

A equipe do eterno Marcelo Veiga está longe de ser um primor em qualidade, mas marca forte e sempre surpreende nas jogadas aéreas. Por isso é bom o Palmeiras entrar ligado desde o primeiro minuto para não ser surpreendido no Porcoembu. Nos dois jogos que dormimos de começo, contra Botafogo e Santos, perdemos.

Vamos entrar ligados hoje, Verdão! Nossa superioridade técnica é gigantesca, mas temos que correr pra evitar dizer amanhã que esse tal de Paulistão é um Paulistinha.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegamos ao mata-mata, Palestrinos.

Após uma derrota por 2 a 1 na Vila Belmiro, mas chegamos. E, pra ser bem sincero, pouco importou o resultado de ontem em termos de tabela (“só” perdemos a chance de decidir uma possível final em casa diante do mesmo Santos, caso isso de fato aconteça). O principal fator do jogo de ontem foi observar como podemos render em um jogo complicado – e aí temos pontos positivos e negativos.

Os positivos vêm do setor ofensivo. Primeiro porque parece que o esquema com dois meias e dos atacantes tem tudo pra dar certo: quando temos a bola nos pés de Bruno César, Valdivia, Leandro e Kardec, as jogadas saem com muito mais qualidade do que antes. E segundo, mas não menos importante, que a opção de sacar um meia e colocar um ponta – seja ele Patrick Vieira ou Vinícius – tem se mostrado uma bela solução para momentos de pressão.

Já os pontos negativos não coincidentemente vêm da defesa. Ainda sem a presença de Wellington, Lúcio caiu demais de rendimento. Não se sabe se foi também por cansaço, mas o camisa 33 caiu muito e Tiago Alves está muito mal – até Marcelo Oliveira também tem falhado, sobretudo em bolas aéreas. E o segundo ponto, que tem tudo a ver com o primeiro, é a piora na proteção da defesa: Eguren e França não têm dado conta do recado da maneira que Oliveira e Wesley fizeram no início do campeonato.

Enfim, agora temos o Bragantino pela frente nesta quinta-feira, às 21h. E eu espero que neste dois pra lá, dois pra cá do Verdão, nostro ataque seja a melhor defesa e que a classificação se encaminhe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma noite de quarta-feira, Palestrinos.

Dia 11 de maio de 2011 pra ser mais exato. Em campo, o Palmeiras enfrentaria o Coritiba no jogo de volta da Copa do Brasil, seis dias após ter levado 6 a 0 no Couto Pereira. Era óbvio que ninguém estava feliz. Mas eu, assim como outros 5 mil palmeirenses, decidimos ir ao Pacaembu. Crentes de que milagres são possíveis e, mais do que isso, de que sempre é dia de apoiar o Palestra.

Ao me aproximar da Praça Charles Miller, no entanto, fui interpelado por um grupo de manchistas. “Vai entrar por que, mano?”, “Vai apoiar esses vagabundos?!” e “Beleza então, seu burguesinho trouxa” foram só algumas das frases gentis que escutei em alto e bom som. Abaixei a cabeça e, ao lado do meu irmão e de um  amigo, fui decidido – e algo temeroso – em direção as catracas da cancha municipal.

Dentro de campo, não houve milagre: vencemos por 2 a 0 e acabamos eliminados. Mas, nas arquibancadas, houve vitória de quem torce de verdade. A época, escrevi este post aqui sobre a noite em que não tivemos organizadas no estádio, embora tenhamos tido alviverdes de coração.

Pois bem, eis que quase 3 anos depois a mesma torcida organizada depreda uma sede do clube por julgar o presidente “impositor, elitizador e segregador”. O motivo foi os cerca de 700 ingressos disponibilizados apenas para sócios Avanti que foram ao maior número de jogos no ano até aqui.

Ou seja, logo de cara temos uma hipocrisia gigantesca: por que reclamam agora e nunca reclamaram de ter acesso exclusivo a bilheteria do clube por tantos anos e em tantos jogos? Consigo lembrar de pelos menos uns 15 jogos – incluída aí a decisão da Libertadores de 1999 – em que fiquei horas na fila sem conseguir meu ingresso, mesmo vendo diversos homens vestidos com a regata da MV furando a fila e/ou agindo como cambistas.

E apesar de concordar com cada vírgula do que diz Paulo Nobre, não vou ficar aqui o defendendo das outras críticas. Até porque R$60 é mesmo muito caro para jogos do Paulistão e porque essa estratégia de retirada individual de ingressos tinha tudo para dar problemas como este – faltou tato da diretoria em prever isso. Fosse pela internet, no mesmo esquema em que funciona o Avanti normalmente, e teria sido a iniciativa perfeita.

(Cabe aqui, inclusive, um pequeno parênteses: sim, é preciso privilegiar sócio-torcedor. Pagar menos de 10 reais por mês para garantir ingressos e descontos não é elitizar nada e ainda garante renda certa aos cofres do Palmeiras.)

O fato é que, de novo e de novo e de novo, a Mancha causou problemas da maneira mais estúpida do mundo: através da violência. E não há mais argumentos ou desculpas para protegê-los. Afinal, uma torcida que grita mais seu nome do que o do Palmeiras e que intimida os torcedores que não fazem parte dela em certas situações, não merece nenhum tipo de proteção. Quanto mais se sentir no direito de falar em segregação!

Aliás, parabéns ao juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, que justificou e liberou todos os crimes praticados por torcedores organizados após liberar os corinthianos presos pela invasão no CT mês passado. A MV entendeu que não existe punição e já brincou de quebradeira também… muito mais virá pela frente.

Afinal, eles sim são os segregadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Olha a raridade aí, Palestrinos!

Composto em 1949 por Antônio Sergi, o hino da Sociedade Esportiva Palmeiras ficou pronto sete anos após a mudança oficial de nome. Com letra de Gennaro Rodrigues, a gravação abaixo contém a versão original, orquestrada pelo próprio Sergi. Aproveitem e cantem junto.

PS: Meu agradecimento mais do que especial ao Tio Renato Reale, pai do Eslto – o outro blogueiro do Siamo -, que descobriu essa versão na internet e passou pra gente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Semana de clássico decisivo, Palestrinos.

Afinal, domingo será definido quem é o melhor time do Paulistão até aqui. E muito embora isso pouco represente para a fase final do campeonato – já que ganha-se apenas no mando de campo -, o duelo irá definir qual a equipe mais equilibrada do ano.

Até aqui, o Palmeiras tem a segunda melhor defesa (11 gols sofridos, só perde para o Ituano com 10) e o segundo melhor ataque (26 gols, ao lado de Rio Claro e SPFW). Já o Santos tem o melhor ataque disparado (35 tentos) e apenas o quarto menos vazado. Curioso é que, em plena semana do jogo diante do Peixe, o Palmeiras esteja seu momento mais ofensivo na temporada.

Se começamos o ano com um meio-campo que primava pela velocidade na proteção a zaga (Marcelo Oliveira pelo meio, Wesley pela direita e Mazinho pela esquerda com Valdivia, Leandro e Kardec a frente), sábado passado chegamos a ter apenas Eguren na contenção em parte do segundo tempo. Mesmo diante do Vilhena, chegamos a ver um Palmeiras totalmente ofensivo – algo que tem sido comum de se ver no Santos de Oswaldo de Oliveira. Não raro, nostro adversário de domingo entra em campo com 5 ou 6 homens de frente.

Afora pelo fato de Oswaldo contar com a juventude e saúde de molecada, é interessante observar que, para ele, a melhor defesa é mesmo o ataque. E se por vezes dá errado, como empate de 3 a 3 com o Rio Claro, também é verdade que muito mais vezes tem dado certo – são três vitórias por mais de cinco gols no campeonato. Kleina sabe que não pode abrir tanto o time – e a Ponte mostrou bem isso -, mas em situações extremas tem utilizado a ofensividade.

Eu apoio. E espero que, a partir de agora, achemos o equilibrio necessário para atacar mais sem defender de menos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Caros Palestrinos, o Siamo está de casa nova.

Após cinco anos funcionando nesse endereço aqui do WordPress, fomos convidados pelo pessoal do Siga Seu Time para integrar oficialmente a rede de blogs do Siga Palmeiras. Ou seja, agora o Siamo Palestra pode ser lido no endereço http://siamopalestra.sigaseutime.com.br/

Continuamos o mesmo Rojas e o mesmo Elton, continuamos postando sempre que podemos e, acima de tudo, continuamos Verdão nas letras e na alma.

Sejam bem vindos a nossa nova casa!

Siamo Palestra!

ROJAS e ELTON.

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Finalmente Rivaldo se aposentou, Palestrinos.

E se a simples notícia da sua aposentadoria já mereceria um post aqui no Siamo, a necessidade de uma homenagem aumenta ao lembrarmos a importância que o meia teve em nostra reconstrução nos anos 90.

Rivaldo chegou a Academia em 1994, ano seguinte ao título Paulista que encerrou a nostra fila de 17 anos. E foi determinante para o bicampeonato do Paulista e do Brasileiro, que determinaram de vez a nostra mudança de mentalidade. Se os anos 80 haviam nos deixado com aquela imagem de que nunca venceríamos, foi a partir de 94 que acreditamos que poderíamos vencer sempre.

Alto, desengonçado e habilidosíssimo com a perna esquerda, Rivaldo nos ganhou rapidamente. Algo nada usual para alguém que chegou diretamente do Corinthians, diga-se de passagem, mas totalmente justificável por sua aversão crônica as câmeras e microfones. Quem fala pouco não se compromete – e Rivaldo sempre levou isso ao pé esquerdo da letra.

Dentre seus grande momentos com a camisa do Palestra estão os dois gols na final do Brasileiro de 1994 e as inúmeras jogadas mortais tramadas ao lado de Djalminha, Muller e Luizão em 96. Seu sucesso foi tanto que, dois anos após chegar, ele se foi para a Espanha brilhar ainda mais. O resto da história nós conhecemos: La Coruña, Barcelona, Milan, Seleção Brasileira… sempre com títulos, sempre com gols, sempre quieto e decisivo.

Nem suas passagens desastradas e tardias por São Caetano, Mogi e SPFW apagaram o brilho de uma carreira perfeita. É comum ouvir que, tivesse ele um pouco mais de “marketing”, teria sido muito mais rico e famoso – o que pode até ser verdade. Mas quem fala com os pés não precisa falar para as câmeras. E os pés de Rivaldo, bem como sua cabeça, gritaram em alto e bom som por 20 anos.

Obrigado, Rivaldo! Aproveita pra descansar bem quietinho na sua Recife amada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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