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Archive for abril \29\UTC 2014

Um torcedor de verdade jamais poderia ser presidente de um clube como o Palmeiras. 

É por isso que eu continuo fazendo o meu papel nas arquibancadas, em frente à televisão, nas redes sociais, aqui no SIAMO e em qualquer discussão sobre futebol. É por isso que eu sou sócio do Avanti. É por isso que eu continuo sendo sócio do Avanti apesar de estar esperando a segunda via da minha carteirinha há mais de 5 meses.

É também por isso que o Paulo Nobre é o melhor presidente que o Palmeiras poderia ter hoje. Como tal, ele mostrou personalidade ao priorizar as contas do clube quando todos pediam contratações de peso. Bancou a saída do Barcos, o melhor camisa 9 que tivemos depois do Evair, em um ano extremamente difícil. Blindou, de certa forma, o clube durante negociações importantes. Apostou no modelo de produtividade e mostrou que ele pode ser o futuro em um mercado cada vez mais inflacionado. Defendeu os interesses do Palmeiras quando os sanguessugas da W/Torre foram à imprensa para falar merda.

Paulo Nobre fez tudo isso e eu raramente o questionei. Mas, no caso Kardec, ele deveria ter sido mais torcedor e menos presidente. Se era improvável que nós tivéssemos a mesma competência para encontrar um investidor, também é verdade que provavelmente não deixaríamos essa chance escapar por tão pouco.

Não que o Kardec seja o messias de um período tão escasso de ídolos e títulos. Mas não dá para culpar pais mercenários, jogadores com síndrome de craque e um rival que sempre se apresentou como inimigo. Dá para sentir raiva, mas nada além disso.

A verdade é que sucessivas más gestões mataram lenta e dolorosamente o torcedor que vivia em alguns palestrinos. O torcedor que o Paulo Nobre não foi nas últimas semanas.

Agora cabe exclusivamente a nós, os sobreviventes, fazer a diferença no ano do centenário e honrar as histórias que nos trouxeram até aqui.

SIAMO PALESTRA!

ELTON REALE

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Prezado Nobre,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que lhe admiro. Ouvi falar muito bem do senhor quando assumiu e, um ano depois, tenho uma imagem muito positiva da sua gestão.

Muito me alegra ter um presidente nitidamente inteligente e preparado, que ao menos estudou antes de assumir o cargo que ocupa e, mais do que tudo, tem um plano para o Palmeiras.

Mas dessa vez, presidente, você errou.

É claro que uma negociação deste porte demora. Só malucos como os donos de City, Chelsea e PSG gastam milhões sem pensar nas consequências. Você foi atrás de um investidor, conseguiu a grana, negociou o salário, renegociou… mas foi pouco. Foi devagar. Foi um erro.

Depois do ano que Kardec teve em 2013 e justamente por ser sabedor da qualidade do atacante – além da duração de seu vínculo contratual –, você e o Brunoro deveriam ter se antecipado, Paulo. Aposto que você conhece o mundo dos negócios e saberia mensurar a procura enlouquecida que haveria pelo nosso nostro atacante (falaram até em Seleção, presidente, Se-le-ção).

Neste momento, pouco adianta você culpar o pai dele ou o time da Vila Sônia. Nós inclusive acreditamos que o “Alan pai” e que a turma cor-de-rosa tenha pouca ou nenhum ética. Mas, agora, tanto faz.

O que nós queríamos, Nobre, era um Brasileirão digno. Leia novamente: um campeonato digno, não um esquadrão invencível. E, pra isso, precisávamos de reforços, não de desfalques. Muito menos da trinca Prass-Valdivia-Kardec, os raros talentos deste time.

Por isso estamos chateados contigo. Por isso temos certeza de que você errou. E nem por isso te achamos o pior presidente do mundo. Longe disso, meu caro! Só queria que, ao chegar a frente do microfone, você assumisse que errou.

Tentou, brigou, chafurdou, mas perdeu essa. Que a vida continua. Sem colocar a culpa em ninguém nem falar da década de 40. Até porque o Palestra que virou Palmeiras jamais perderia um de seus principais jogadores dessa maneira. Fosse por herança da Itália, por respeito ao Brasil ou por amor próprio mesmo.

Continuamos ao lado da Sociedade Esportiva Palmeiras como sempre estivemos. E, por consequência, estaremos ao seu lado também. Que a tal “austeridade econômica” chegue até os nostros cofres, mas não esvazie nostra sala de  troféus.

Obrigado pela atenção e Siamo Palestra,
ROJAS.

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Ao que tudo indica, lá se foi Kardec, Palestrinos.

Mais um raro exemplo de jogador que chegou faz pouco tempo, mas que se enquadrou bem no clube e tinha tudo para ser um ídolo da torcida. E quando digo “torcida”, neste caso me refiro principalmente a molecada.

Quem tem contato com crianças e adolescentes sabe o poder que ídolos têm em suas vidas. E é claro que com o futebol não é diferente: se o garoto olha para seu time e reconhece nele um ou dois atletas icônicos, se sente muito mais motivada a apoiar toda a equipe. O problema é que, de novo, estamos perdendo um possível ícone para outros.

E aí, o garoto e a garota que passam a semana assistindo jogos dos campeonatos europeus para ver Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e outros craques mundiais, simplesmente perde o interesse pelo clube. Deixa de comprar camisa, deixa de ir ao jogo, deixa de pedir que o pai assine o pay-per-view… enfim, deixa de ajudar dentro e fora de campo.

Essa nova categoria de torcedores foi carinhosamente apelidada de “Geração Playstation”. Nada contra o video game (pelo contrário, eu mesmo jogo pra cacete), mas é assim que se denomina quem nasceu aqui, mora aqui, mas torce por uma agremiação de fora do país.

O futebol brasileiro, como um todo, está alimentando essa geração. E o Palmeiras não foge a regra e vai fazendo igual. Depois de Marcos, não tivemos mais ninguém. Barcos despontou e acabou vendido, Kardec chegou, mas também o perdemos. Hoje, quem mais chama a atenção da molecada são Prass, Lúcio e Valdivia – e olhe lá, fazendo um esforço. Não que eu sonhe em ter Ribéry no comando de ataque, mas a chance de Rodolfo e Diogo chamarem a atenção é infinitamente menor do que aconteceu com nostros ex-atacantes.

E aí, meus caros Brunoro e Nobre, seu argumento de um clube melhor se esvai. Pagar um salário um pouco maior por Kardec não é gasto, é investimento. Porque se o pequeno palestrino pediria de aniversário a camisa 14 do Verdão, agora vai preferir a 10 do Robben. Capicce?

O Palmeiras e o futebol brasileiro, como um todo, estão alimentando o desamor da criançada pelo nostro futebol. E nem dá pra dizer que eles estão errados.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Entrevista preocupante a de Brunoro para o Lance!, Palestrinos.

Não por 90% do bate papo, mas pelos 10% restantes onde o assunto foi Alan Kardec. Firme nas palavras, nostro diretor de futebol deixou bastante clara a postura dele e de Nobre no caso: ou o atacante se enquadra no oferecido, ou vai embora.

O problema é que, graças a demora nas negociações, a concorrência anda forte – e provavelmente ofereceu muito mais do que nós estamos oferecendo. A bola da vez, segundo apurei, é o SPFW, já que a turma da Vila Sônia anda preocupada com as performances de seu atacante idoso.

Vejam bem: o ponto aqui não é a nova política salarial do clube. Quanto a isso, sou totalmente favorável! Tenho certeza que, dentro de pouco tempo, veremos outros gigantes fazendo a mesma coisa para não deixar suas dívidas ainda maiores. Foi-se o tempo da mentalidade flamengo-carioca do “fingir que pago”! Também acho digno a postura contra as organizadas e não vejo problemas em não fechar patrocínio master com qualquer empresa bunda. O problema é que algumas regras têm exceção; e nós estamos perante uma dessas regras.

Hoje, o Palmeiras conta com poucos atletas indispensáveis. A julgar o ano até aqui, estamos falando de Prass, Valdivia e Kardec. Prass está muito bem e vais e aposentar por aqui; Valdivia melhorou a parte física (mas ainda vale uma venda por bom valor); já Kardec é incontestável, não tem como perdê-lo.

ÚNICO artilheiro do time nos últimos dos anos, o camisa 14 é a referência que não podemos perder. Tem apenas 25 anos, se identificou com o clube e é o tipo de jogador que nunca vai dar trabalho. Kardec sabe da importância que tem e merece ser diferente por isso.

Dentro do elenco, hoje, acredito que somente Valdivia e Wesley recebam mais que ele. E, por mais que isso seja culpa da administração anterior, não dá pro cara mais regular da equipe ver outros ganhando mais e ficar indiferente. Nenhum de nós ficaríamos.

Por isso, diretoria, acorde enquanto é tempo. Com o elenco de hoje completo, somos candidatos até ao G4. Mas, sem reforços e sem Alan, a coisa vai complicar muito. Abram uma exceção para o artilheiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tivemos uma estreia bipolar no Brasileirão, Palestrinos.

Afinal, se por um lado vencemos fora de casa, por outro fizemos uma partida sofrível. Reflexo de um elenco que, dependendo do jogo, vence na raça ou tropeça em suas próprias falhas.

As falhas insistem em acontecer em nostro sistema defensivo. Não só pelo lance bizarro cometido por ele na partida, Tiago Alves jamais poderia ser titular do Palmeiras. Poderia, sim, compor elenco – bem como poderia ser reserva Wellington. Victorino eu nem vou entrar nos méritos (foi a pior contratação da atual gestão). Precisamos urgentemente de um BOM zagueiro.

A lateral-direita também segue nas costas de Wendel. Aparentemente, a boa fase do Paulistão passou e ele começou a sentir o peso. Contra o Criciúma, quase todas as jogadas perigosas saíram em suas costas – o desespero é tanto que já integraram Luís Felipe de novo.

Já no meio, Josimar mostrou ser também um cara de elenco. Não pode ser titular, bem como França e Eguren. Ou vamos de Wesley ou precisamos apostar em Bruninho ou ainda na volta de Denoni e Dybal (o que deve ocorrer apenas em dezembro).

A parte da raça continua com Lúcio, Oliveira e Juninho, enquanto Valdivia, Bruno César e Kardec têm cuidado da pouca técnica que ainda temos em campo. Se continuarmos com as mesmas peças que temos, o campeonato será uma montanha-russa, com rodadas boas e outra ruins.

E nem estou considerando perder nostro camisa 14, porque se isso acontecer… haja Rodolfo pra pouco Evair.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Existe uma máxima do futebol que diz que jogador sem a confiança da torcida não vinga, Palestrinos. E cada vez mais eu acho que essa máxima está correta.

Vinícius é o típico jogador que ninguém confia. É da base, atua pelo profissional desde os 16 anos, já fez mais de uma centena de partidas com o nostro manto, mas… nunca empolgou. Nunca mesmo. Nem quando fez gol (e foram apenas oito em 103 jogos), nem quando arriscou alguns dribles, nem quando teve uma sequência de jogos. E olha que não foram poucos!

Antônio Carlos, Felipão e Kleina cansaram de dar chances a ele. O escalaram de ponta esquerda, ponta direita e até centralizado dentro da área. O menino, no entanto, sempre mostrou limitações. Na finalização principalmente – e aí não existe atacante que passe impune. Aos 20 anos, foi emprestado ao Vitória. E pode ter sido só o primeiro.

O elenco conta com outros atletas em situação semelhante, começando pelo gol. Muito embora eu o julgue mais azarado do que tecnicamente deficiente, Bruno poderia buscar espaço em outro clube. Com 28 anos e a sombra de Fernando Prass, ele mesmo sabe que jamais será titular do Palmeiras com frequência. Teve essa chance em 2013 e a jogou fora – junto com a nostra vaga nas quartas da Libertadores.

Quem vive situação parecida são Tiago Alves, Serginho, Felipe Menezes, Miguel e Diogo. O primeiro até deve ficar porque foi pedido de Kleina e por que temos poucas opções defensivas, mas os outro quatro certamente devem debandar até o fim do ano. Ao contrário de valores como Patrick Vieira e Marquinhos Gabriel – que sempre recebem o apoio ao entrar em campo – todos tiveram suas chances, mas não as aproveitam, deixando todos nós apreensivos em suas entradas.

Esperamos, portanto, que Vinícius tenha sido só o primeiro desse bonde. Precisamos de opções com muita vontade, mas também com a confiança da massa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mas que joguinho larazento, hein Palestrinos?

Morno, sem opções, sem boas jogadas, sem audácia… o que vimos ontem a noite no Pacaembu foi quase um atentado ao futebol. O Palmeiras, que deveria ter entrado em campo para matar o pequeno logo de cara, foi muito mais medroso do que deveria. Enquanto isso, o Vilhena, que tinha mil motivos pra estar com medo, gostou do jogo.

E quase fez 1 a 0 em uma cabeçada marota no meio do segundo tempo! Sorte nostra que o time deles pregou fisicamente e que Bruno César resolveu tomar a liderança de um time que estava aos frangalhos. Não fosse por ele e pela providencial entrada de Marquinhos Gabriel, sofreríamos até o final dos 90 minutos.

Tudo porque o Kleina, de fato, errou. Imagino que não deva ser fácil motivar o time depois da eliminação do Paulista e que também é difícil montar esse Palmeiras sem Prass, Valdivia e Kardec, mas a escalação respeitou demais adversário de menos. Não havia necessidade de entrar com um zagueiro na lateral-direita e mais dois volantes de marcação. A falta de sangue e de vontade de Leandro e Mendieta contrastavam com a pressa e falta de técnica de Wellington, Miguel e Tiago Alves. Quando corrigiu o time, já na segunda etapa, o futebol fluiu um pouco mais.

Duas lições que ficam do duelo de ontem são claras: 1) o time precisa e deve ser mais ofensivo e 2) Bruno César pode ser mais um dos líderes deste elenco. Afinal de contas, ontem, quando a equipe começou a sentir a pressão do resultado que não vinha, foi o camisa 30 quem deu calma a equipe. Sem dúvidas, é uma boa notícia.

Mas provavelmente tenha sido a única.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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