Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 28 de abril de 2014

Prezado Nobre,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que lhe admiro. Ouvi falar muito bem do senhor quando assumiu e, um ano depois, tenho uma imagem muito positiva da sua gestão.

Muito me alegra ter um presidente nitidamente inteligente e preparado, que ao menos estudou antes de assumir o cargo que ocupa e, mais do que tudo, tem um plano para o Palmeiras.

Mas dessa vez, presidente, você errou.

É claro que uma negociação deste porte demora. Só malucos como os donos de City, Chelsea e PSG gastam milhões sem pensar nas consequências. Você foi atrás de um investidor, conseguiu a grana, negociou o salário, renegociou… mas foi pouco. Foi devagar. Foi um erro.

Depois do ano que Kardec teve em 2013 e justamente por ser sabedor da qualidade do atacante – além da duração de seu vínculo contratual –, você e o Brunoro deveriam ter se antecipado, Paulo. Aposto que você conhece o mundo dos negócios e saberia mensurar a procura enlouquecida que haveria pelo nosso nostro atacante (falaram até em Seleção, presidente, Se-le-ção).

Neste momento, pouco adianta você culpar o pai dele ou o time da Vila Sônia. Nós inclusive acreditamos que o “Alan pai” e que a turma cor-de-rosa tenha pouca ou nenhum ética. Mas, agora, tanto faz.

O que nós queríamos, Nobre, era um Brasileirão digno. Leia novamente: um campeonato digno, não um esquadrão invencível. E, pra isso, precisávamos de reforços, não de desfalques. Muito menos da trinca Prass-Valdivia-Kardec, os raros talentos deste time.

Por isso estamos chateados contigo. Por isso temos certeza de que você errou. E nem por isso te achamos o pior presidente do mundo. Longe disso, meu caro! Só queria que, ao chegar a frente do microfone, você assumisse que errou.

Tentou, brigou, chafurdou, mas perdeu essa. Que a vida continua. Sem colocar a culpa em ninguém nem falar da década de 40. Até porque o Palestra que virou Palmeiras jamais perderia um de seus principais jogadores dessa maneira. Fosse por herança da Itália, por respeito ao Brasil ou por amor próprio mesmo.

Continuamos ao lado da Sociedade Esportiva Palmeiras como sempre estivemos. E, por consequência, estaremos ao seu lado também. Que a tal “austeridade econômica” chegue até os nostros cofres, mas não esvazie nostra sala de  troféus.

Obrigado pela atenção e Siamo Palestra,
ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Ao que tudo indica, lá se foi Kardec, Palestrinos.

Mais um raro exemplo de jogador que chegou faz pouco tempo, mas que se enquadrou bem no clube e tinha tudo para ser um ídolo da torcida. E quando digo “torcida”, neste caso me refiro principalmente a molecada.

Quem tem contato com crianças e adolescentes sabe o poder que ídolos têm em suas vidas. E é claro que com o futebol não é diferente: se o garoto olha para seu time e reconhece nele um ou dois atletas icônicos, se sente muito mais motivada a apoiar toda a equipe. O problema é que, de novo, estamos perdendo um possível ícone para outros.

E aí, o garoto e a garota que passam a semana assistindo jogos dos campeonatos europeus para ver Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e outros craques mundiais, simplesmente perde o interesse pelo clube. Deixa de comprar camisa, deixa de ir ao jogo, deixa de pedir que o pai assine o pay-per-view… enfim, deixa de ajudar dentro e fora de campo.

Essa nova categoria de torcedores foi carinhosamente apelidada de “Geração Playstation”. Nada contra o video game (pelo contrário, eu mesmo jogo pra cacete), mas é assim que se denomina quem nasceu aqui, mora aqui, mas torce por uma agremiação de fora do país.

O futebol brasileiro, como um todo, está alimentando essa geração. E o Palmeiras não foge a regra e vai fazendo igual. Depois de Marcos, não tivemos mais ninguém. Barcos despontou e acabou vendido, Kardec chegou, mas também o perdemos. Hoje, quem mais chama a atenção da molecada são Prass, Lúcio e Valdivia – e olhe lá, fazendo um esforço. Não que eu sonhe em ter Ribéry no comando de ataque, mas a chance de Rodolfo e Diogo chamarem a atenção é infinitamente menor do que aconteceu com nostros ex-atacantes.

E aí, meus caros Brunoro e Nobre, seu argumento de um clube melhor se esvai. Pagar um salário um pouco maior por Kardec não é gasto, é investimento. Porque se o pequeno palestrino pediria de aniversário a camisa 14 do Verdão, agora vai preferir a 10 do Robben. Capicce?

O Palmeiras e o futebol brasileiro, como um todo, estão alimentando o desamor da criançada pelo nostro futebol. E nem dá pra dizer que eles estão errados.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »