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Archive for julho \30\UTC 2014

Hoje tem jogo em casa, Palestrinos. E aí pouco importa o nome ou a importância do torneio: temos que ir pelo Palmeiras.

É claro que o fato de ser um jogo internacional, diante de uma equipe italiana, traz um atrativo a mais para a partida de hoje, às 22h, no Pacaembu. Mas temos que enxergar além dos 90 minutos. Temos que ver que todo e qualquer jogo vale o nostro ano e a nostra história.

Não vou nem me alongar aqui falando que o time é limitado e que ainda está desorganizado pelo pouco tempo de adaptação de Gareca. Vou usar apenas o argumento de que times limitados vencem o tempo todo, e o nostro pode melhorar muito. Depende de trabalho em campo, mas também depende de nós fora dele.

Jamais vou engolir um campeonato em que fiquemos atrás de Vitória, Goiás e Sport. Equipes tão limitadas quanto a nostra, mas que estão brigando. Cabe a nó brigar junto, bem como a massa tem feito e bem o vimos diante do Cruzeiro. Portanto, bora pro Porcoembu hoje!

E domingo tem Brasileirão, não tem? Então, vamos de novo. Porque se o time é limitado, a gente levanta no gogó.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Dia 18 de janeiro, abertura do Campeonato Paulista. O Palmeiras entrou em campo com Prass; Serginho, Henrique, Tiago Alves e Juninho; Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho; Diogo, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 30 de março, semifinal do Paulistão. O time que iniciou o jogo no Pacaembu foi Prass; Bruno, Tiago Alves, Lúcio, Wellington e Juninho; Wesley, Mendieta e Bruno César; Leandro, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 27 de julho, Derby pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Os onze iniciais foram Fábio, Wendel, Tobio, Oliveira e Victor Luís; Renato, Wesley, Mendieta e Felipe Menezes; Mouche e Henrique.

3 jogos, 7 meses e 24 jogadores jogadores diferentes: tá na cara que isso não pode dar certo. Eu sei que trocamos de treinador, que sofremos com algumas lesões importantes e que houveram transferências, mas não é normal.

Na verdade, este cenário apenas explicita a falta de qualidade do elenco. Uma ou outra alteração é totalmente normal, mas quando a escalação do time muda em 10 jogadores em pouco mais de três meses, é porque algo está errado. É porque não temos titulares. É porque mudar parece que vai resolver, mas não resolve.

Defendo total paciência com Gareca (até porque enfrentamos times com elencos melhores e mais entrosados), mas precisamos abrir os olhos. Se for necessário contratar (e é!), que se vá direto ao ponto: laterais, meia e centroavante. Não precisam ser craques, mas têm que ser acima dos “nota 5” que já temos no grupo.

É preciso trabalhar, mas também é preciso ter qualidade. caso contrário, vamos continuar com este gosto amargo na garganta após jogos decisivos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Derrota das piores que poderíamos ter sofrido, Palestrinos.

Pois se não bastasse ser contra a gentalha, ainda foi de maneira ridícula. Um time apático, acéfalo, aquém até da mediocridade. Resultado: não criamos um só lance de gol em 95 minutos de bola rolando!

E olha que Gareca montou a equipe com o que tinha de melhor. Voltou Marcelo Oliveira para a defesa no lugar de Lúcio, colocou Victor Luís na esquerda, fechou o meio com Mendieta e apostou no contra ataque de Mouche. O problema é que entre a teoria e a prática há um abismo gigante de qualidade…

E nem me refiro àqueles que são notadamente limitados (té porque é burrice esperar que atletas como Wendel, Oliveira, Renato e Henrique rendam além de seus limites). O problema é que seguimos depositando confiança em Wesley, Mendieta, Leandro, Felipe Menezes e tantos outros que nunca, de fato, responderam quando foi preciso.

O nostro maior problema hoje é justamente este: se esperar algo de onde nunca virá. É frustrante, é repetitivo, é o que nos dá essa sensação de impotência tão comum nos últimos anos.

Quando se tem uma equipe limitada é preciso correr. Dar o máximo de si. É irritante ver jogador nota 5 se arrastar em campo como se fosse um favor ele estar ali. Não dá mais pra ficar refém da displicência de alguns e das limitações de outros. Precisamos nos organiza, mas também se entregar.

Caso contrário, nenhum reforço irá salvar o Palmeiras.

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Aproveitando o tema do post, mais uma vez tive vergonha de alguns dos torcedores presentes na Arena BNDES. Se a piada das máscaras foi excelente, o ato de quebrar cadeiras e ainda pedir para “mandar a conta pro Nobre” foi ridículo. Se bem que, desses, já não se espera mais que isso mesmo…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O derby está no ar, Palestrinos.

40 anos após o gol de Ronaldo que os deixou ainda mais tempo naquela bendita fila e 20 anos depois daquele incontestável bicampeonato que enterrou ainda mais a nostra maldita espera. São tantas as coincidências e fatos que, talvez movido pela força de vontade demonstradas nas duas últimas partidas, estou confiante.

E não escrevo isso “só” por ser Palmeiras e Corinthians. Escrevo porque é mesmo um jogo histórico, o primeiro na Arena BNDES! História aliás que, se confirmada, joga mais uma vez ao nostro favor: o Palmeiras nunca perdeu para a gentalha quando fizeram o primeiro jogo de algum estádio.

  • Em 1917, no primeiro confronto entre os dois e também do Palestra Itália, metemos 3 a 0, acabando com uma invencibilidade deles que já durava 25 jogos.
  • Já no primeiro duelo disputado no Pacaembu, em 1940, não só vencemos por 2 a 1 como conquistamos a Taça Cidade de São Paulo.
  • E em 1967, no primeiro derby do Morumbi, vencemos por um módico e sonoro 1 a 0.

Ou seja, nada de novo. E eu não espero nada menos que motivação de sobra para o time que vai a campo. Gareca poupou os titulares de desgaste físico, o grupo conhece muito bem o adversário e a nostra caminhada neste campeonato pode dar uma guinada notável em caso de vitória.

É domingo, é na casa deles e será inesquecível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Já são três os novos hermanos, Palestrinos.

E ao que tudo indica, Tobio, Mouche e Allione não serão os últimos a chegar. Afinal de contas, a cada dia que passa acompanhamos notícias e mais notícias sobre as vindas de Pratto, Ferreyra, Morález e assim por diante.

O fato é que, mentiras ou verdades, ficamos refém de informações rasas e, muitas vezes, falsas expectativas. Por isso fui atrás de mais informações sobre todos estes que descrevi anteriormente e tentei compilar aqui os principais comentários sobre todos eles.

 

FERNANDO TOBIO
Zagueiro de 24 anos, foi moldado no Vélez e jogou apenas por lá – onde fez 112 partidas e 3 gols. Estreou em 2008, foi reserva por três temporadas e tornou-se titular em 2011, sendo um dos bons destaques do time que venceu três campeonatos locais. Participou da seleção sub-20 apenas em 2009 e jamais atuou pela principal. Segundo textos de jornalistas locais, é forte fisicamente e bom o jogo aéreo. Tem chances de ser convocado pois a defesa deles vai passar por vasta reformulação na zaga.

 

PABLO MOUCHE
Apesar de ser reconhecido por suas atuações pelo Boca, o atacante de 26 anos foi formado no pequeno Estudiantes de Buenos Aires. Mas a sua fama xeneize faz diferença porque fez 126 partidas pelo time da Bombonera (a maiores como suplente), marcando 18 tentos em seis anos. Números que entregam Mouche não como um definidor, mas um clássico ponta de lança. Fez parte de todas as seleções de base da argentina, mas, depois de ir para a Turquia em 2012, desapareceu da convocações.

 

AUGUSTÍN ALLIONE
Com 19 anos, o meio-campo parece ser, de longe, a contratação mais promissora. Após três temporadas no time de cima do Vélez, Allione se firmou como titular no último ano e deixou a equipe azul com 47 jogos e 2 gols. É apontado pela imprensa argentina como um jogador que atua pelos lados do campo (um meia de transição, nem camisa 5 fixo nem 10 clássico), muito veloz e habilidoso. Atuou pelo sub-20 hermano no ano passado e, por ser muito jovem, deve se dedicar de corpo e alma ao Palmeiras e ainda pode gerar dinheiro em uma venda futura.

 

LUCAS PRATTO
Centroavante clássico, Pratto chegou ao Boca Juniors antes dos 20 anos por indicação de Martín Palermo. Alto e mais corpulento, o atacante de 26 anos tem aquele estilo Oséas de ser. Gosta de jogo aéreo, de fazer pivô, de ser objetivo. Além do campeonato argentino, já frequentou a Noruega, o Chile e a Itália antes de ir de vez para o Vélez em 2012. Desde então, tem 76 partidas e 29 gols. Nunca jogou pela seleção e parece que, pela concorrência, nem deve jogar. Esforçado e só.

 

FACUNDO FERREYRA
Revelado pelo Banfield em 2008, despontou como um centroavante que combinava altura com certa habilidade. Fez 80 jogos na primeira divisão argentina atuando por Banfield e Vélez, somando 31 gols; desempenho que o Shaktar Donetsk, tarado por atacantes sul-americanos jovens, não deixa escapar. Na Ucrânia já fez 6 gols em 11 jogos, mas, embora possa pesar os problemas bélicos na região, a imprensa local não acredita em sua saída agora – nem por empréstimo. Negócio complicado.

 

MAXIMILIANO MORÁLEZ
Último dos moicanos a aparecer em nostra possível lista de reforços, Maxi tem 27 anos e é o clássico enganche argentino. Ao melhor estilo Valbuena de ser, o meia tem 1.60m de altura (é o menor jogador da liga italiana) e ficou famoso pelos passes e arremates precisos. Sua carreira, no entanto, oscilou muito: passou por Racing, FC Moscow, Vélez, até chegar em 2011 a Atalanta (de onde veio nostro eterno Evair, lembram-se?). Fez apenas um jogo pela seleção principal e sua pedida por Gareca explica-se por coincidir com o seu melhor momento na carreira, no Vélez, quando fez 72 jogos e 20 gols.

 

Enfim, é isso. Tentei tocar nos principais pontos de cada atleta, deixando claro que não se tratam de grandes craques, mas de jogadores que podem ajudar. De fato, Tobio e Allione – que já estão aqui – parecem ajudar em muito. Os centroavantes animam menos pela dificuldade nas negociações (o Vélez diz que nunca recebeu nem um sondagem por Pratto) e Frasquito depende de uma complicada liberação da Europa. A parte boa é que TODOS, sem exceção, elogiam nostro treinador.

Seja como for, o Palmeiras está se mexendo. E se comprar argentino é mais barato e promissor, que assim seja. Verdón, decime que se siente…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio outra derrota, Palestrinos.

Um revés estranho, no entanto, daqueles em que fica o sentimento de que merecíamos mais. E isso porque o time que saiu de campo aplaudido na tarde deste domingo foi imensamente mais corajoso e brigador que o grupo que deixou o gramado da Vila Belmiro na última quinta.

Mas, admitamos todos, ainda é pouco. Muito pouco.

Afinal de contas, ninguém discute que Gareca chegou ao clube há 30 dias, que ainda não conhece todo o grupo e que faltam opções ao nostro “entrenador”; no entanto, é impossível perdoar a desorganização tática dos primeiros 30 minutos de jogo.

Tomamos dois gols em 10 minutos e por pouco não teve mais na primeira meia hora de partida. Os laterais estavam abandonados, o meio-campo completamente perdido e o ataque só corria atrás de chutões desnecessários. Os testes de Gareca (Eguren e Mendieta) foram mal  o que víamos era Diogo tentando fazer sozinho o que os outros nove jogadores de linha penavam para fazer.

O primeiro lance de lucidez foi justamente entre Mendieta e Leandro, mas após uma conclusão em cima de Fábio, Henrique jogou por cima o gol que nos colocaria de volta à partida antes do intervalo. Ali, no entanto, já dava para enxergar um time mais ciente do que deveria fazer.

E o segundo tempo foi todo nosso: tivemos posse, trocamos passes, ficamos mais ofensivos. Mas aí fez diferença a nostra falta de qualidade. Contido, quando pudemos definir para empatar a partida… perdemos. Não só as chances, mas também o jogo.

(Apenas um importante parênteses aqui: todos os 16 mil que compareçam ao Pacaembu foram incríveis. Cantaram, apoiaram, incentivaram. E, mais do que tudo isso, entenderam que vamos ter que levar esse time pela garganta.)

O futebol, sabemos, é assim: nem sempre permite que se durma por tanto tempo e se recupere depois. Ainda que seja merecido.

A esperança é que, a partir de agora, vejamos um time com mais atenção em campo. Porque se um mês de trabalho com um grupo limitado ainda permite que alguns erros sejam cometidos, a desorganização tática não é um deles. Avanti, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Triste retorno ao Brasileirão, Palestrinos.

Na estreia de Ricardo Gareca no comando do Verdão, não apenas perdemos o jogo, mas também nada jogamos na Vila Belmiro. Foi aquele 2 a 0 que poderia ser mais. Foi aquela derrota desanimadora.

É claro que a organização tende a melhorar. Nostro treinador ainda está conhecendo o grupo, um novo padrão de jogo está sendo implantado e estávamos sem Lúcio e Henrique (que, hoje em dia, fariam toda a diferença). Mas já está claro que ainda nos falta elenco; sem material humano, nem o Guardiola dará jeito neste time.

Nos faltam laterais (Wendel não dá e, pelo amor de San Genaro, Marcelo Oliveira é volante), nos falta um novo camisa 10 (Valdivia faz falta e Bruno César não engrena) e nos falta MUITO um centroavante reserva (fosse Kardec titular e Henricão reserva, estaríamos bem). Não vejo a necessidade de goleiro nem de volantes, que muitos falam, mas as posições acima fazem a diferença.

No topo da lista de jogadores os quais não deveremos esperar mais nada, aliás, está Leandro. É impressionante como um cara de 21 anos, no auge da potência física, corra tão pouco e seja tão displicente. Pior que, de quebra, ele ainda contagia Wesley que, quando quer ser objetivo, passa a ser nostro melhor jogador.

O jogo de domingo já vai ser complicadíssimo e novamente teremos desfalques. Por isso, é preciso mesmo conversar com este grupo. Afinal, se não temos jogadores pra vencer, teremos de fazê-lo na raça. Só é bom a diretoria ter em mente que não se faz omeletes sem ovos.

Ou como Gareca deve estar falando para Brunoro agora:
“No es possible hacer una tortilla sin huevos”.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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