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Archive for agosto \27\-03:00 2014

Você queria Ronaldinho Gaúcho, Palestrino?

De forma bastante enfática, eu confesso que não. E, objetivamente, dou três motivos básicos: porque me parece notória a má vontade dele em se esforçar para jogar bola, porque chorar por isso é sinal de total desespero e – o mais importante – porque o seu empresário é um otário.

Sério. Pensem qual foi a última vez que vocês viram Ronaldinho jogar bola. Mesmo. Com vontade, se esforçando, repetindo aquela sede de dribles e gols que vimos na Europa. Eu me lembro de dois ou três jogos no ano passado (nenhum deles na Libertadores) em que ele tenha chamado a atenção de alguém que não seja um baba ovo confesso do que grande jogador que ele já foi, mas não é mais.

Outra coisa que me tira do sério é ver torcedor de mimimi porque ele salvaria o centenário. Pelo amor de San Gennaro, isso que é baixa auto estima! Embora seja óbvio que o meia seja muitíssimo superior tecnicamente ao que temos a disposição no grupo, não justificaria R$600 mil mensais. Se é pra ter jogador supervalorizado e inútil, fiquemos com Valdivia e Wesley que já está de ótimo tamanho.

Por fim, Assis é um dos maiores imbecis que o ramo do futebol já viu. Galgado em um passado glorioso, oferece seu irmão a peso de ouro, fazendo reivindicações que nem Cristiano Ronaldo deve fazer ao renovar com o Real Madrid. Já é a terceira vez que este senhor negocia com o Palmeiras e, na hora de fechar, coloca coisas a mais no contrato esperando que algum time sério pague. Quem pagou, sabe-se, é o bagunçado Flamengo e o abastado Kalil. Não a toa Ronaldinho foi oferecido para todos os times dos EUA e do Oriente Médio sem receber nenhuma proposta de volta…

De verdade, amicos: somos o Palmeiras! Embora em má fase técnica e administrativa que parece não ter fim, somos um gigante. Campeões do Século XX, com milhões de torcedores, com um camisa inestimável… ser extorquido por um jogador semi-aposentado é ridículo. Isso, sim, é apequenar o clube que somos.

Ganhar Ronaldinho Gaúcho de presente no centenário seria como ganhar cuecas de marca no Natal: embora o presente seja caro, está bem abaixo do que esperado.

Vamos discutir mais as soluções para a nostra política e menos contratações estapafúrdias como esta. Afinal, é isso – não um jogador de showbol – que vai mudar o destino do Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Há razões para amar, Palestrinos.

E ninguém gosta mais de racionalizar os sentimentos do que nós, os irracionais seres humanos. Preocupados em convencer a todos (e a nós mesmos) de que o que sentimos tem fundamento, passamos incontáveis horas enumerando os motivos de amar.

Amar o Palmeiras, no entanto, é inexplicável.

Eu mesmo poderia escrever aqui uma centena de motivos pelo qual amo a centenária Sociedade Esportiva Palmeiras. É o time do meu pai, do meu irmão e do meu falecido Tio Chico (que, mais velho, foi quem deu início a essa loucura toda na família); é o time que cresci vendo ganhar de tudo e de todos; é o ponto que unia meu pai e meu irmão por pelo menos quatro horas todos os finais de semana (e ainda nos une por horas e horas pela distância do telefone, graças a San Gennaro)…

Motivos, de fato, não faltam.
Mas quem, em sã consciência, explica o amor?

Um sentimento tão forte que eu não sei ilustrar se gosto de futebol por causa do Palmeiras ou se é o inverso. Uma força tão grande que eu não sei se minha cor favorita seria o verde se não fosse pelo Verdão. Algo tão incrível que me faz pensar se os domingos e quartas fariam algum sentido não fosse pelos jogos sempre decisivos.

Meu maior ídolo na vida – podendo ser um cantor, ator ou inventor – é um goleiro. As maiores história que já ouvi são sobre duas Academias. Meu lugar predileto neste mundo é a arquibancada. E meu mantra de paz e energia começa com “Quando surge o alviverde imponente”.

Da mesma forma, minhas maiores decepções vêm do meu maior amor. Quantos gols no último minuto, quantas bolas traidoras, quantos jogos oferecidos a outros que não a mim, quanta expectativa jogada fora depois de 90 e tantos minutos de terno otimismo?

Isso é futebol.
Ou melhor, isso é Palmeiras.

Que como todo bom amor, tem apelidos (Verdão, Verde, Verdugo, Porco, Palestra, Parma, Parmera). Que como todo grande amor, tem lembranças inesquecíveis (aquele Paulista de 93, os 102 gols de 96, a Copa do Brasil de 98, a Liberta de 99, o golaço do Sampaio em 94, o de Alex em 2002, o gol feio e decisivo do Betinho em 2012). Amor que traz até aquilo que não vi (a Arrancada Heroica, as Academias, a temida fila). Amor que, eterno como só ele, já me fez cruzar fronteiras físicas e emocionais para ganhar um afago em forma de gol.

E pensar que esse amor não é só meu não me deixa ciumento. Pelo contrário. O Palestra é o amor de milhões. Se 12, 15 ou 18, tanto faz. O Palmeiras é poliamor. Por amor. Pelo amor! Daqueles tão irresistíveis que, por medo de perder, a gente aceita como é. Eleva suas inúmeras qualidades e diminui seus incontáveis defeitos.

Afinal, não dizem por aí que o amor é cego?

E olha que meu amor tem me maltratado muito nos últimos anos. Admito de peito aberto e consciência pesada. Ele tem ignorado a minha presença, desprezado meu carinho, me dado mais cabelos brancos do que verde-esperança no coração. Tem abusado da minha paciência e, sem reticências, brincado com a minha emoção.

Só que eu amo. E como amo esse meu Palmeiras!
Fico cego, surdo, embora jamais mudo por ele.

Que é capaz de matar meu humor durante as melhores férias do mundo e de transformar uma segunda-feira modorrenta no dia mais esperado do ano. Que me faz guardar ingressos como quem guarda aquele papel de bombom do primeiro encontro. Que me faz pular na chuva como quem pular em um show. Que me faz ajoelhar no cimento, orar contra o sofrimento, dançar sozinho dentro do carro em movimento.

Ah, Palmeiras, como eu te amo.

Você é Divino. Santo. É Oberdan, Junqueira, Romeu, Dudu, Leão, Luís Pereira, César Maluco, Servílio, Heitor, Sampaio, Cléber, Rivaldo, Evair, Edmundo, é Tonhão e Galeano dando carrinho por todo canto! É classe A mesmo com time B, é vencer mesmo com Mustafá.

Você é Palestra Itália. Parque Antarctica. Os Jardins Suspensos da Água Branca, o Allianz Parque, nostra Arena, a Arena Santa. Você sempre será minha casa, ainda que mudem sua fachada, estrutura, design, desenhos e planta. O bom filho a casa torna e retornaremos em breve para suas entranhas.

Você é amor.
Centenário. Milenar. Interplanetário.

100 anos de história. De lutas e de glórias.
Te amo, meu Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos!

Até que enfim 3 pontos de uma só vez no Brasileirão. Foi sofrido, suado e bem mais complicado do que poderia ter sido, mas finalmente saiu aquela zica de não ganhar nunca. Uma vitória tão improvável que teve jogada de craque de Marcelo Oliveira e gol de Juninho; mas, por outro lado, foi um triunfo bastante provável pra quem esteve no Pacaembu.

Com quase 20 mil pagantes, a noite de sábado viu a cancha municipal pulsar como a muito não se via. Apesar do horário esdrúxulo das 21h, haviam muitas família – e crianças, muitas crianças! – presentes para empurrar o verde. Parece que, sim, entendemos todos que ou empurramos este elenco com a garganta ou ele não terá forças de seguir sozinho.

Sem Valdivia, Gareca percebeu que não dá pra contar com Menezes, Mendieta ou Bernardo e optou por entrar sem um meia de ofício. E o primeiro tempo teve boa intensidade e até triangulações de qualidade entre Allione, Leandro e Henrique. Chegamos ao gol em jogada pela esquerda e com um a mais, graças a uma entrada criminosa em Mouche, o segundo tempo parecia questão de tempo para nos consagrar.

O problema é que este time, notadamente, tem medo de perder. O que naturalmente leva ao medo de ganhar. Foi por isso que passamos 48 minutos com um a mais, parecendo que tínhamos nós um a menos. Sorte que a arquibancada cantou e vibrou como há muito não se via e ali, no gogó, conseguimos sair de campo com um triunfo.

A cantoria que se viu ao final de jogo foi digna de final de campeonato. Uma mistura de alívio e êxtase que fizeram ecoar pela cidade os corações de 15 milhões espalhados pelo mundo. Sabemos que vamos sofrer até o fim do centenário, mas é bom que todos saibam que somos a Sociedade Esportiva Palmeiras.

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PATÉTICO
Apenas um parênteses aqui pelo papel ridículo que Celso Roth, mais uma vez, desempenhou em sua carreira. Embora já tenha sido demitido pelo Coxa, não passou desapercebida sua frase de que haveríamos comprado o jogo. Mais uma passagem vergonhosa de um técnico vergonhoso. Se aposenta, Roth!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Perdemos de novo, Palestrinos.
E mais uma vez foi de forma traumática.

Porque perder um clássico no último lance, minutos depois de ter tido a chance do jogo nas mãos e ainda tendo seu ex-atacante anotado o tento decisivo dói; mas perder de virada depois de 15 minutos de supremacia, fora de casa, com gol contra de goleiro e podendo ter tomado de 5 após a reviravolta, também dói. Aliás, que conste aqui uma verdade: PARA TORCEDORES DE VERDADE, TODA DERROTA DÓI.

Não importa qual o campeonato, qual a rodada, qual o horário e se era time misto ou completo. Perder é horrível sempre. Até mesmo quando se classifica com uma derrota, ela ainda é uma derrota. E o jogo de ontem doeu por dois motivos: 1) qualquer um sabe que uma vitória no Recife poderia nos trazer de volta a confiança e 2) porque palmeirense/palestrino/palmeirista é otimista sempre.

No ano do centenário, nós temos vivido um fenômeno terrível chamado “torcedor modinha”. Termo que ficou famoso graças aos são paulinos que só lotavam o Morumbi em fase final de Libertadores, mas eram incapazes de ir a um jogo comum do Paulista ou do Brasileiro, esse movimento ganhou força em nostra torcida em 2014. Acredito que, por ser este um ano especial, cada vez mais tenho observado a aparição de idiotas como esses – principalmente nas redes sociais.

Eles têm solução para tudo: palpitam no esquema tático, falam mal da diretoria, sugerem contratações impossíveis de serem feitas, criticam jogadores pelo que assistiram em duas ou três partidas… e ainda se sentem no direito de transformar tudo isso em um ato de autocomiseração. O problema é que, ao fazer isso, automaticamente envergonham a todos nós.

Sou capaz de apostar minha camisa Rhummel de 93 pré-fila que estes sanguessugas não estarão no Pacaembu no próximo sábado, às 21h. Se muito estarão em um bar com pay-per-view e, claro, com o celular na mão, prontos para solucionar essa maldita fase pela qual estamos passando. “Wendel não dá mais. Nobre, traz o Lahm! #VemLahm”, tuitarão, entre risadas, hashtags e margaritas.

Enquanto isso, não mais que 7 mil (sendo otimista) estarão nos gelados degraus do estádio municipal, perdendo a voz entre gritos de apoio e urros de raiva por mais um passe errado do mesmo lateral-direito. Mas também apoiando toda vez que o lateral correr em direção a linha de fundo adversária! Sim, nós vimos cada um dos 202 jogos do Wendel, mas ainda acreditamos que ele fará um gol ou um belo cruzamento. Não tentem entender, a gente é assim.

E se você não é, caro amigo, faça um favor pra nós: fique em casa. Vá ao bar ou para a balada, saia para jantar, mas, esteja onde estiver, esqueça do jogo. Cabe aqui um adendo: tem quem não vai ao campo porque não pode. Mora longe ou tem família, compromisso, casamento, enfim. Mas que assistem torcendo de verdade. Porque ou você assiste e passa boas energias para o time que vai a campo, ou é melhor não assistir. Mesmo.

De novo: p caso aqui não é ser xiita. É que se você é mesmo torcedor, desistir não é uma opção. NUNCA.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eram 14 minutos do primeiro tempo, Palestrinos.

E embora o jogo estivesse amarrado, o Palmeiras havia tomado a iniciativa. Marcava em bloco atrás do meio-campo e saía no contra ataque com Mouche (menos) e Allione (mais) abertos pelos lados do campo. Quem distribuía o jogo, naturalmente, era Valdivia – que retomou os treinos e a posição depois de 3 meses. Foi então que ele desabou no gramado com a mão no rosto.

A primeira impressão, claro, foi de uma agressão. Um braço involuntário, no mínimo, que tivesse acertado em cheio o chileno. Veio o intervalo e a informação oficial era a de que ele havia mesmo tomado uma braçada e deixado o campo por conta de uma tontura. Só que a TV flagrou uma mãozinha na coxa que, de tão tradicional, virou sua marca registrada nos últimos anos.

Valdivia, no entanto, negou. Disse ao médico que o motivo fora uma pancada no rosto. O próprio médico do Palmeiras, após a partida, disse ter achado estranho. Até que hoje, vejam só, vem a notícia de que o camisa dez de fato teve um trauma na coxa esquerda.

Quem é palmeirense está cansado do comportamento do meia. Absolutamente nenhuma história dele vem a tona com total sinceridade. NUNCA. Foi assim com sua recente transferência (e a posterior viagem a Disney), foi assim com seu “sequestro”, foi assim quando traiu sua esposa (que disse que ia separar, mas não separou)… Enfim, se tem Valdivia tem confusão.

Está claro que ele escondeu a contusão por saber que a torcida e a imprensa iriam pegar em seu pé novamente. Afinal, deve ser a sua lesão muscular de número 100 só pelo Palmeiras – vejam só, se tornou centenário antes do clube! E é óbvio que se lesionou porque está atrasado. Tivesse voltado das férias pós-Copa dentro do prazo, estaria treinando e jogando normalmente (bem como os campeões mundiais da Alemanha já estão em campo por seus clubes).

Mas querem saber? O problema de Valdivia realmente é o nariz: nariz mentiroso.

Pior é ter um elenco onde sua presença se faz tão necessária. Dependemos de um atleta que não se comporta como tal. E aí, o jogador que poderia ser craque não só se sabota, mas também sabota a todos nós. Vira um camisa 10 nota 6. Se conforma com o que é sem nunca vislumbrar quem poderia ser.

Pois bem, senhores, já que Geppetto é italiano, este é Jorge Valdivia.
O Pinnochio do Palestra Itália.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O lance protagonizado por Henrique no último domingo foi emblemático, Palestrinos. Vou além, até: foi um retrato do que é – já faz algum tempo – o elenco da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Depois de empatar o clássico em um pênalti, o time cresceu no jogo. Foi além do que podia, graças ao esforço de alguns seus atletas medianos, e chegou próximo ao gol da virada em um lance que deixou claro os limites técnicos da equipe. Leandro driblou Rogério, perdeu o gol e quando conseguiu se redimir rolando a bola para quem vinha de trás, viu Henrique escorregar e jogar fora a chance da virada.

Muitos dirão que Henrique é grosso. Outros que Leandro é o culpado. E mesmo que ambos possam ter certa dose de razão (eu mesmo já não tenho mais paciência com o camisa 38), a grande verdade é que este tipo de lance é o que estamos nos acostumando a ver ao longo da última década.

Foi Henrique, mas poderia ter sido Itamar. Dodô. Ricardo Boiadeiro, Gioino, Vinícius, Kahê, Rodrigão ou qualquer um dos camisas 9 qualquer nota que temos depositado esperança. Foi Leandro, mas poderia ser ali Carlos Castro, Osmar, Cristiano ou Thiago Gentil. Bem como Wendel é Fabinho Capixaba, Juninho é Misso, Josimar é Adãozinho; o Verdão de hoje é o retrato do Verdão dos últimos anos.

Em que pese, claro, ser o ano do centenário. Em que pese ainda mais ter um time na Série A abaixo do que ele era na Série B. E em que pese logicamente a perda de jogadores sensivelmente melhores por motivos pesadamente banais.

O que eu quero dizer é que estamos assim porque nos acostumamos com isso. Não nós, os das arquibancadas, mas eles, os que comandam o clube. Paulo Nobre tem tido gestão desastrosa dentro de campo, mas pode ser espelho de Della Monica, Belluzzo, Tirone, Mustafá e tantos outros aventureiros. O Palmeiras muda de “dono” a cada dois anos e acaba mudando também de cara, de elenco, de treinador… só muda essa sina maldita do mau futebol.

É por isso que, por mais desanimadora que seja a situação hoje, a única solução é irmos ao estádio. Ou levamos este time no grito ou ele vai sucumbir muito antes da hora. Quando empatamos o jogo diante do SP, foram as vozes do Pacaembu quem elevaram o ânimo da equipe.

Esqueçam: a qualidade não existe dentro dele.
Mas tem de estar fora, qualificada pelas nostras vozes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quando a fase é ruim não tem jeito: tudo dá errado, Palestrinos.

Você tem a bola do jogo duas vezes e ela não entra.

Você toma gols perto do final das partidas mesmo quando é melhor.

Seu goleiro é acertado por bolas na trave. E elas entram.

Seu melhor jogador sai de campo por lesionar… o nariz.

Seus jogadores limitados se superam, mas não é o bastante.

A torcida canta e vibra o jogo todo, mas não é recompensada.

Enfim, a fase está pesada para nós e não é de hoje. Mas se tem uma coisa que ajuda o azar, essa coisa se chama qualidade. Infelizmente, nostro time é esforçado, mas não passa disso. Os lances finais da partida são a pintura perfeita da nostra situação: bola no pé de um centroavante voluntarioso e ele escorrega; bola na cabeça de um centroavante técnico e ele mata o jogo.

Não tem exemplo nem sorte que mude isso.

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MONSTROS
Lúcio, Renato e Marcelo Oliveira foram gigantes. Mas, de novo: só vontade e suor ainda não ganha jogo; ou ganhamos em qualidade ou perdemos os jogos.

MONSTRUOSOS
Wendel, Mouche e Felipe Menezes foram o inverso dos atletas acima. Previsíveis, burocráticos, no nível que são e sempre serão.

GARECA ACERTOU E ERROU
Perfeito em deixar Wesley, Josimar e Leandro fora, montando a dupla de volantes com Oliveira e Renato. Errado ao insistir com Felipe Menezes e ainda demorar a tirá-lo de campo. Cristaldo parece bom jogador, mas com UM DIA de treino não dá pra saber o que acontece.

MASSA DEU SHOW
Ontem tivemos uma apresentação emocionante dos torcedores que foram ao Pacaembu. Nas arquibancadas e no tobogã, cantamos do início ao fim e fizemos o que esteve ao nostro alcance. Estendo meu elogio, inclusive, a quem sempre critico: a MV fez protesto pacífico sábado em frente ao CT e apoiou o jogo todo no domingo.

A quem insiste em ficar em casa reclamando, meu muito obrigado.
Fiquem aí mesmo.

E AGORA?
Sport fora (mas não na Ilha do Retiro) e Coritiba em casa. 4 pontos não iriam mal, mas 6 seriam o ideal. É hora de reagir antes que a pressão tome conta.

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E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vocês certamente já ouviram falar em marketing, Palestrinos. E é bem possível que após estes meses da gestão Paulo Nobre, boa parte de vocês já tenham raiva só de ouvir essa palavra.

Antes de mais nada, é bom dizer que embora seja uma competência bastante velha, ele só chegou ao futebol brasileiro na década de 90. Quem investiu primeiro foi o pessoal do Jardim Sônia que, ao passar pelo Japão, descobriu que tinha gente do outro lado do planeta que reverenciava nostro futebol o bastante para comprar produtos licenciados. Depois outros clubes começaram a fazer o básico, realizaram que suas camisas têm valor incrível e começaram a angariar patrocinadores em seus mantos. Até que, cinco anos atrás, nostro maior rival mostrou um outro lado: o de trazer craques (gastar mais para ganhar mais).

E em meio a tudo isso ficamos nós. Um Palmeiras que parou dentro e fora de campo. Um time que dependeu anos da boa vontade da Parmalat e, quando ela foi embora, demorou a perceber que não havia aprendido absolutamente nada. Prova cabal disso é o nostro centenário.

Faz exatos 100 anos que todos nós sabemos que em 2014 iríamos estar no ano do nostro centenário. E faz ao menos 8 anos que sabemos que, para melhorar, seria ano de Copa do Mundo no Brasil! Um cenário tão espetacular para ser aproveitado pelo marketing de qualquer empresa de fundo de quintal, mas que um dos maiores clubes do mundo simplesmente não soube utilizar.

Cadê o patrocínio máster, por exemplo? Será que NENHUMA empresa do país e do mundo têm o interesse de estar na camisa do Campeão do Século XX no ano em que ele celebra um momento tão importante? Aqui, de fora, me parece que o Palmeiras está pedindo demais e oferecendo de menos.

Marketing, hoje, exige estudo. Preparo. Nenhuma empresa vai investir 20 milhões de reais em algo que parece duvidoso. E sejamos sinceros: oferecer o espaço maior de nostra camisa, hoje, já não vale tanto. Estamos subindo de nostra segunda queda, nostro time é fraco, não vamos brigar por títulos… mas que dá pra arrumar alguém disposto a investir, dá! Basta oferecer um retorno decente.

Como vai ser a festa do centenário: será que esta empresa não gostaria de estar presente em destaque em algo que vai ser veiculado em todo o mundo? E quais as ativações possíveis com a história do Palmeiras: quais ídolos pode-se usar, quantos filmes, promoções, eventos e tantos outros programas não são possíveis?

E pra não ficar só no patrocínio de camisa, cadê o licenciamento da “marca Palmeiras”? Será que a FIAT não gostaria de ter uma linha de carros do centenário, com customização de automóveis só para palmeirenses? Cadê uma grande vinícola italiana produzindo o vinho oficial do nostro centenário? Por quê não aproveitar que a Allianz está patrocinando nostro estádio e fazer planos de seguro especiais para os palestrinos?

Isso sem falar dentro de campo. Não existe NADA mais óbvio do que trazer um grande jogador italiano para celebrar este ano. Onde estão Del Piero, Inzaghi, Cannavaro, Cassano, Materazzi, Gattuso? Imagino quais as marcas que não se acotovelariam para usá-los em comerciais. E por quê não aproveitamos a saída de jogadores clássicos como os do quarteto argentino da Inter Samuel, Cambiasso, Zanneti e Milito? Esses caras vendem camisas, lotam estádios, atraem a mídia.

De novo: as possibilidades são infinitas. Mas é preciso trabalhar duro. É preciso ter peritos em marketing, mas também peritos em bola: no futebol, não dá pra trabalhar puramente com propaganda. Enfim, deixo aqui o meu protesto contra quem, aparentemente, não soube aproveitar uma oportunidade literalmente de ouro.

O que agrava o rombo em nostros cofres e agrava ainda a nostra situação sofrível dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palestra

Sociedade Esportiva Palmeiras. 100 anos de luta, trabalho, bom futebol e algumas centenas de conquistas.

O time da Arrancada Heroica, das duas Academias, do Bi-Paulista e Bi-Brasileiro, dos 102 gols. Campeão da cidade, do estado, do país, da América, do Mundo.

Clube que nasceu italiano, virou brasileiro e se tornou tão internacional que 15 milhões de torcedores se espalharam pelo planeta. Gente que leva e eleva o verde e o branco a patamares nunca antes imaginados.

O problema destes fanáticos é que o “Campeão do Século XX”, hoje, está a séculos de conseguir ser campeão novamente. Seja do que for e onde for.

Nós não nos apequenamos. Mas nos apequenaram.

São Paulos, Luizes, Robertos, Mustafás, Afonsos, Hugos, Gilbertos e Josés. São um bando de Zé Manés. Uma corja formada por quem quer estar no comando, mas não sabe comandar nem o próprio carro de luxo.

São administrações terríveis, falta de planejamento, intrigas políticas e pessoais que jamais poderiam estar acima de uma instituição tão grande. E aí, toda a sociedade esportiva chora pelo Palmeiras.

Nossa defesa tem sido facilmente vazada. Nossa linha anda magra e nossos atacantes, de fato, só têm raça. E a torcida, mesmo que mal tratada, ainda canta e vibra. Com a diferença que hoje, o fazemos em busca de mudanças.

Durante os 90 minutos somos coração. Mas antes e depois deles, somos voz ativa. Não subestimem milhões de apaixonados que, embora sejam levados pelo coração, pensam demais no futuro do amor de suas vidas.

Queremos, sim, nos livrar das dívidas. Mas também queremos um time competitivo. Queremos craques. Queremos de volta um futebol minimamente vistoso. Queremos ter um ano de esperança por taças, não por milagres anti-rebaixamento. Pense bem: nosso último lampejo de bom futebol foi em 2009. Cinco anos seguidos de futebol pobre. É pouco para nós, é nada para a nossa história vitoriosa.

Sabemos, sim, que está difícil superar as dificuldades econômicas. Mas será possível que não conseguimos receita no ano do nosso centenário? Será possível ver craques como Del Piero na Austrália ou belos centroavantes como Milito no Racing, pensando que nós não pagaríamos melhor e ofereceríamos mais condições? Falta trabalho, falta preparo.

E aqui não é falar de A ou B: é falar de todos. De um alfabeto inteiro de analfabetos administrativos. Gente que diz ter o Palmeiras no peito, mas que não deixa nem um pouco de verde para o cérebro. É tanto ego e tanto bolso que nem cego deixaria de ver o tamanho desse calabouço.

Somos gigantes – e gigantes, meus amigos, não morrem. Estamos apenas em coma induzido por doutores sem diploma. Chegou a hora de acordar de vez. Chegou a hora de, uma vez por todas, voltar a ser Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pela milésima vez voltamos ao assunto Ronaldinho, Palestrinos.

Ou seja, voltamos ao zero. Porque eu tenho certeza absoluta de que esse papo não vai a lugar algum. Bem como não foi Riquelme no início do ano e como tem acontecido sempre que ligam o nome de qualquer grande jogador ao Palmeiras nos últimos 10 anos.

Que fique claro que eu não falo de qualquer jogador e que eu entendo que não se pode trazer atletas a qualquer custo. Falo de jogadores com nome e com bola que, acima de tudo, poderiam “se pagar” com um trabalho bem feito de engenharia financeira. E Ronaldinho Gaúcho pode, sim, ser um caso destes.

Falando em motivos por alto, o meia tem grandes patrocinadores individuais (o que garante que ele tem também um valor de mercado razoável), um batalhão de fãs espalhados pelo mundo (pensem em amistosos internacionais, visibilidade para o clube, bilheteria) e nunca jogou em São Paulo (seria novidade). Em outras palavras: se o nostro marketing realmente fizesse seu trabalho, já teríamos feito uma proposta real pelo atleta.

Funciona assim com ele, mas também funcionaria com outros grandes jogadores. E aqui nem falo de Riquelme que, para mim, já é um aposentado em atividade (vi sua estreia pelo Argentinos Jrs e, apesar do gol em falha do goleiro, ele cansou em 15 minutos). Mas pensem como não seria bacana e importante ter por aqui um Del Piero (hoje na Austrália), Diego Milito (no Racing argentino) ou mesmo Puyol, Cannavaro e Inzaghi (que se aposentaram recentemente, mas ainda teriam fôlego e futebol pro nível do futebol brasileiro)?

Não é impossível. Não foi quando nostro maior rival provou para Ronaldo que ele ganharia em jogar por aqui, não foi quando Seedorf apostou no Botafogo e nem tem nos atuais casos de Robinho e Kaká. Se eles podem, também podemos nós.

Mas para isso é preciso trabalho. Sério e bem feito. O que parece que, infelizmente, não temos já faz alguns anos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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