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Archive for 18 de agosto de 2014

Eram 14 minutos do primeiro tempo, Palestrinos.

E embora o jogo estivesse amarrado, o Palmeiras havia tomado a iniciativa. Marcava em bloco atrás do meio-campo e saía no contra ataque com Mouche (menos) e Allione (mais) abertos pelos lados do campo. Quem distribuía o jogo, naturalmente, era Valdivia – que retomou os treinos e a posição depois de 3 meses. Foi então que ele desabou no gramado com a mão no rosto.

A primeira impressão, claro, foi de uma agressão. Um braço involuntário, no mínimo, que tivesse acertado em cheio o chileno. Veio o intervalo e a informação oficial era a de que ele havia mesmo tomado uma braçada e deixado o campo por conta de uma tontura. Só que a TV flagrou uma mãozinha na coxa que, de tão tradicional, virou sua marca registrada nos últimos anos.

Valdivia, no entanto, negou. Disse ao médico que o motivo fora uma pancada no rosto. O próprio médico do Palmeiras, após a partida, disse ter achado estranho. Até que hoje, vejam só, vem a notícia de que o camisa dez de fato teve um trauma na coxa esquerda.

Quem é palmeirense está cansado do comportamento do meia. Absolutamente nenhuma história dele vem a tona com total sinceridade. NUNCA. Foi assim com sua recente transferência (e a posterior viagem a Disney), foi assim com seu “sequestro”, foi assim quando traiu sua esposa (que disse que ia separar, mas não separou)… Enfim, se tem Valdivia tem confusão.

Está claro que ele escondeu a contusão por saber que a torcida e a imprensa iriam pegar em seu pé novamente. Afinal, deve ser a sua lesão muscular de número 100 só pelo Palmeiras – vejam só, se tornou centenário antes do clube! E é óbvio que se lesionou porque está atrasado. Tivesse voltado das férias pós-Copa dentro do prazo, estaria treinando e jogando normalmente (bem como os campeões mundiais da Alemanha já estão em campo por seus clubes).

Mas querem saber? O problema de Valdivia realmente é o nariz: nariz mentiroso.

Pior é ter um elenco onde sua presença se faz tão necessária. Dependemos de um atleta que não se comporta como tal. E aí, o jogador que poderia ser craque não só se sabota, mas também sabota a todos nós. Vira um camisa 10 nota 6. Se conforma com o que é sem nunca vislumbrar quem poderia ser.

Pois bem, senhores, já que Geppetto é italiano, este é Jorge Valdivia.
O Pinnochio do Palestra Itália.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O lance protagonizado por Henrique no último domingo foi emblemático, Palestrinos. Vou além, até: foi um retrato do que é – já faz algum tempo – o elenco da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Depois de empatar o clássico em um pênalti, o time cresceu no jogo. Foi além do que podia, graças ao esforço de alguns seus atletas medianos, e chegou próximo ao gol da virada em um lance que deixou claro os limites técnicos da equipe. Leandro driblou Rogério, perdeu o gol e quando conseguiu se redimir rolando a bola para quem vinha de trás, viu Henrique escorregar e jogar fora a chance da virada.

Muitos dirão que Henrique é grosso. Outros que Leandro é o culpado. E mesmo que ambos possam ter certa dose de razão (eu mesmo já não tenho mais paciência com o camisa 38), a grande verdade é que este tipo de lance é o que estamos nos acostumando a ver ao longo da última década.

Foi Henrique, mas poderia ter sido Itamar. Dodô. Ricardo Boiadeiro, Gioino, Vinícius, Kahê, Rodrigão ou qualquer um dos camisas 9 qualquer nota que temos depositado esperança. Foi Leandro, mas poderia ser ali Carlos Castro, Osmar, Cristiano ou Thiago Gentil. Bem como Wendel é Fabinho Capixaba, Juninho é Misso, Josimar é Adãozinho; o Verdão de hoje é o retrato do Verdão dos últimos anos.

Em que pese, claro, ser o ano do centenário. Em que pese ainda mais ter um time na Série A abaixo do que ele era na Série B. E em que pese logicamente a perda de jogadores sensivelmente melhores por motivos pesadamente banais.

O que eu quero dizer é que estamos assim porque nos acostumamos com isso. Não nós, os das arquibancadas, mas eles, os que comandam o clube. Paulo Nobre tem tido gestão desastrosa dentro de campo, mas pode ser espelho de Della Monica, Belluzzo, Tirone, Mustafá e tantos outros aventureiros. O Palmeiras muda de “dono” a cada dois anos e acaba mudando também de cara, de elenco, de treinador… só muda essa sina maldita do mau futebol.

É por isso que, por mais desanimadora que seja a situação hoje, a única solução é irmos ao estádio. Ou levamos este time no grito ou ele vai sucumbir muito antes da hora. Quando empatamos o jogo diante do SP, foram as vozes do Pacaembu quem elevaram o ânimo da equipe.

Esqueçam: a qualidade não existe dentro dele.
Mas tem de estar fora, qualificada pelas nostras vozes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quando a fase é ruim não tem jeito: tudo dá errado, Palestrinos.

Você tem a bola do jogo duas vezes e ela não entra.

Você toma gols perto do final das partidas mesmo quando é melhor.

Seu goleiro é acertado por bolas na trave. E elas entram.

Seu melhor jogador sai de campo por lesionar… o nariz.

Seus jogadores limitados se superam, mas não é o bastante.

A torcida canta e vibra o jogo todo, mas não é recompensada.

Enfim, a fase está pesada para nós e não é de hoje. Mas se tem uma coisa que ajuda o azar, essa coisa se chama qualidade. Infelizmente, nostro time é esforçado, mas não passa disso. Os lances finais da partida são a pintura perfeita da nostra situação: bola no pé de um centroavante voluntarioso e ele escorrega; bola na cabeça de um centroavante técnico e ele mata o jogo.

Não tem exemplo nem sorte que mude isso.

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MONSTROS
Lúcio, Renato e Marcelo Oliveira foram gigantes. Mas, de novo: só vontade e suor ainda não ganha jogo; ou ganhamos em qualidade ou perdemos os jogos.

MONSTRUOSOS
Wendel, Mouche e Felipe Menezes foram o inverso dos atletas acima. Previsíveis, burocráticos, no nível que são e sempre serão.

GARECA ACERTOU E ERROU
Perfeito em deixar Wesley, Josimar e Leandro fora, montando a dupla de volantes com Oliveira e Renato. Errado ao insistir com Felipe Menezes e ainda demorar a tirá-lo de campo. Cristaldo parece bom jogador, mas com UM DIA de treino não dá pra saber o que acontece.

MASSA DEU SHOW
Ontem tivemos uma apresentação emocionante dos torcedores que foram ao Pacaembu. Nas arquibancadas e no tobogã, cantamos do início ao fim e fizemos o que esteve ao nostro alcance. Estendo meu elogio, inclusive, a quem sempre critico: a MV fez protesto pacífico sábado em frente ao CT e apoiou o jogo todo no domingo.

A quem insiste em ficar em casa reclamando, meu muito obrigado.
Fiquem aí mesmo.

E AGORA?
Sport fora (mas não na Ilha do Retiro) e Coritiba em casa. 4 pontos não iriam mal, mas 6 seriam o ideal. É hora de reagir antes que a pressão tome conta.

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E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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