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Archive for agosto \15\-03:00 2014

Vocês certamente já ouviram falar em marketing, Palestrinos. E é bem possível que após estes meses da gestão Paulo Nobre, boa parte de vocês já tenham raiva só de ouvir essa palavra.

Antes de mais nada, é bom dizer que embora seja uma competência bastante velha, ele só chegou ao futebol brasileiro na década de 90. Quem investiu primeiro foi o pessoal do Jardim Sônia que, ao passar pelo Japão, descobriu que tinha gente do outro lado do planeta que reverenciava nostro futebol o bastante para comprar produtos licenciados. Depois outros clubes começaram a fazer o básico, realizaram que suas camisas têm valor incrível e começaram a angariar patrocinadores em seus mantos. Até que, cinco anos atrás, nostro maior rival mostrou um outro lado: o de trazer craques (gastar mais para ganhar mais).

E em meio a tudo isso ficamos nós. Um Palmeiras que parou dentro e fora de campo. Um time que dependeu anos da boa vontade da Parmalat e, quando ela foi embora, demorou a perceber que não havia aprendido absolutamente nada. Prova cabal disso é o nostro centenário.

Faz exatos 100 anos que todos nós sabemos que em 2014 iríamos estar no ano do nostro centenário. E faz ao menos 8 anos que sabemos que, para melhorar, seria ano de Copa do Mundo no Brasil! Um cenário tão espetacular para ser aproveitado pelo marketing de qualquer empresa de fundo de quintal, mas que um dos maiores clubes do mundo simplesmente não soube utilizar.

Cadê o patrocínio máster, por exemplo? Será que NENHUMA empresa do país e do mundo têm o interesse de estar na camisa do Campeão do Século XX no ano em que ele celebra um momento tão importante? Aqui, de fora, me parece que o Palmeiras está pedindo demais e oferecendo de menos.

Marketing, hoje, exige estudo. Preparo. Nenhuma empresa vai investir 20 milhões de reais em algo que parece duvidoso. E sejamos sinceros: oferecer o espaço maior de nostra camisa, hoje, já não vale tanto. Estamos subindo de nostra segunda queda, nostro time é fraco, não vamos brigar por títulos… mas que dá pra arrumar alguém disposto a investir, dá! Basta oferecer um retorno decente.

Como vai ser a festa do centenário: será que esta empresa não gostaria de estar presente em destaque em algo que vai ser veiculado em todo o mundo? E quais as ativações possíveis com a história do Palmeiras: quais ídolos pode-se usar, quantos filmes, promoções, eventos e tantos outros programas não são possíveis?

E pra não ficar só no patrocínio de camisa, cadê o licenciamento da “marca Palmeiras”? Será que a FIAT não gostaria de ter uma linha de carros do centenário, com customização de automóveis só para palmeirenses? Cadê uma grande vinícola italiana produzindo o vinho oficial do nostro centenário? Por quê não aproveitar que a Allianz está patrocinando nostro estádio e fazer planos de seguro especiais para os palestrinos?

Isso sem falar dentro de campo. Não existe NADA mais óbvio do que trazer um grande jogador italiano para celebrar este ano. Onde estão Del Piero, Inzaghi, Cannavaro, Cassano, Materazzi, Gattuso? Imagino quais as marcas que não se acotovelariam para usá-los em comerciais. E por quê não aproveitamos a saída de jogadores clássicos como os do quarteto argentino da Inter Samuel, Cambiasso, Zanneti e Milito? Esses caras vendem camisas, lotam estádios, atraem a mídia.

De novo: as possibilidades são infinitas. Mas é preciso trabalhar duro. É preciso ter peritos em marketing, mas também peritos em bola: no futebol, não dá pra trabalhar puramente com propaganda. Enfim, deixo aqui o meu protesto contra quem, aparentemente, não soube aproveitar uma oportunidade literalmente de ouro.

O que agrava o rombo em nostros cofres e agrava ainda a nostra situação sofrível dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palestra

Sociedade Esportiva Palmeiras. 100 anos de luta, trabalho, bom futebol e algumas centenas de conquistas.

O time da Arrancada Heroica, das duas Academias, do Bi-Paulista e Bi-Brasileiro, dos 102 gols. Campeão da cidade, do estado, do país, da América, do Mundo.

Clube que nasceu italiano, virou brasileiro e se tornou tão internacional que 15 milhões de torcedores se espalharam pelo planeta. Gente que leva e eleva o verde e o branco a patamares nunca antes imaginados.

O problema destes fanáticos é que o “Campeão do Século XX”, hoje, está a séculos de conseguir ser campeão novamente. Seja do que for e onde for.

Nós não nos apequenamos. Mas nos apequenaram.

São Paulos, Luizes, Robertos, Mustafás, Afonsos, Hugos, Gilbertos e Josés. São um bando de Zé Manés. Uma corja formada por quem quer estar no comando, mas não sabe comandar nem o próprio carro de luxo.

São administrações terríveis, falta de planejamento, intrigas políticas e pessoais que jamais poderiam estar acima de uma instituição tão grande. E aí, toda a sociedade esportiva chora pelo Palmeiras.

Nossa defesa tem sido facilmente vazada. Nossa linha anda magra e nossos atacantes, de fato, só têm raça. E a torcida, mesmo que mal tratada, ainda canta e vibra. Com a diferença que hoje, o fazemos em busca de mudanças.

Durante os 90 minutos somos coração. Mas antes e depois deles, somos voz ativa. Não subestimem milhões de apaixonados que, embora sejam levados pelo coração, pensam demais no futuro do amor de suas vidas.

Queremos, sim, nos livrar das dívidas. Mas também queremos um time competitivo. Queremos craques. Queremos de volta um futebol minimamente vistoso. Queremos ter um ano de esperança por taças, não por milagres anti-rebaixamento. Pense bem: nosso último lampejo de bom futebol foi em 2009. Cinco anos seguidos de futebol pobre. É pouco para nós, é nada para a nossa história vitoriosa.

Sabemos, sim, que está difícil superar as dificuldades econômicas. Mas será possível que não conseguimos receita no ano do nosso centenário? Será possível ver craques como Del Piero na Austrália ou belos centroavantes como Milito no Racing, pensando que nós não pagaríamos melhor e ofereceríamos mais condições? Falta trabalho, falta preparo.

E aqui não é falar de A ou B: é falar de todos. De um alfabeto inteiro de analfabetos administrativos. Gente que diz ter o Palmeiras no peito, mas que não deixa nem um pouco de verde para o cérebro. É tanto ego e tanto bolso que nem cego deixaria de ver o tamanho desse calabouço.

Somos gigantes – e gigantes, meus amigos, não morrem. Estamos apenas em coma induzido por doutores sem diploma. Chegou a hora de acordar de vez. Chegou a hora de, uma vez por todas, voltar a ser Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pela milésima vez voltamos ao assunto Ronaldinho, Palestrinos.

Ou seja, voltamos ao zero. Porque eu tenho certeza absoluta de que esse papo não vai a lugar algum. Bem como não foi Riquelme no início do ano e como tem acontecido sempre que ligam o nome de qualquer grande jogador ao Palmeiras nos últimos 10 anos.

Que fique claro que eu não falo de qualquer jogador e que eu entendo que não se pode trazer atletas a qualquer custo. Falo de jogadores com nome e com bola que, acima de tudo, poderiam “se pagar” com um trabalho bem feito de engenharia financeira. E Ronaldinho Gaúcho pode, sim, ser um caso destes.

Falando em motivos por alto, o meia tem grandes patrocinadores individuais (o que garante que ele tem também um valor de mercado razoável), um batalhão de fãs espalhados pelo mundo (pensem em amistosos internacionais, visibilidade para o clube, bilheteria) e nunca jogou em São Paulo (seria novidade). Em outras palavras: se o nostro marketing realmente fizesse seu trabalho, já teríamos feito uma proposta real pelo atleta.

Funciona assim com ele, mas também funcionaria com outros grandes jogadores. E aqui nem falo de Riquelme que, para mim, já é um aposentado em atividade (vi sua estreia pelo Argentinos Jrs e, apesar do gol em falha do goleiro, ele cansou em 15 minutos). Mas pensem como não seria bacana e importante ter por aqui um Del Piero (hoje na Austrália), Diego Milito (no Racing argentino) ou mesmo Puyol, Cannavaro e Inzaghi (que se aposentaram recentemente, mas ainda teriam fôlego e futebol pro nível do futebol brasileiro)?

Não é impossível. Não foi quando nostro maior rival provou para Ronaldo que ele ganharia em jogar por aqui, não foi quando Seedorf apostou no Botafogo e nem tem nos atuais casos de Robinho e Kaká. Se eles podem, também podemos nós.

Mas para isso é preciso trabalho. Sério e bem feito. O que parece que, infelizmente, não temos já faz alguns anos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Fonte: Foto Torcida no Facebook

O protesto é legítimo, Palestrinos.

Sempre foi e seguirá sendo. Até porque, na nostra atual situação, bate o desespero e é impossível ficar sentado assistindo a tudo isso. O problema, na minha opinião, é ir até a casa de alguém fazer o tal protesto – e aí pouco importa quem é esse “alguém”.

Paulo Nobre é o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, realizemos o protesto em nossas casas: o Palestra Itália e/ou o CT da Barra Funda. Sem quebrar, sem vandalizar, sem ameaçar. Pedir mudança se faz com faixas, com a garganta e, mais importante de tudo, com a ajuda da mídia.

O que a MV realizou ontem foi quase perfeito; só erraram o lugar. A família de Nobre e os vizinhos dele nada têm a ver com a atual situação do clube. E embora a organização do protesto tenha sido bem estruturada, nunca se sabe quando um cara mais esquentado pode fazer besteira. Portanto, voltemos as reivindicações para a Turiassu.

A atual diretoria vem de duas décadas de administração terrível e conseguiu dar continuidade a má conduta dos tiranos que tomam conta da SEP há tanto tempo. Brunoro não mostrou merecer o salário que ganha, Omar Feitosa é praticamente um fantasma dentro da estrutura e Nobre precisa se ligar disso. Ele é o presidente e tem autonomia para dar um jeito nessa situação, demitindo quem merece.

A formação do elenco foi terrível, temos um time de Série B na A e, sinceramente, não penso que haja tempo hábil para melhorar a situação. Temos que torcer nas arquibancadas e pressionar por mudanças na diretoria.

Mas, de novo: na nostra casa. A casa do Nobre não é o lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eram jogados 15 minutos do segundo tempo, Palestrinos.

O Palmeiras havia empatado o jogo pouquíssimo tempo antes, mas, para quem assistia o jogo, a chegada da derrota já parecia inevitável. Nós, nos defendendo recuadíssimos e expostos; eles pressionando e com mais meia hora de jogo pela frente. Sendo sincero, o gol de Dátolo até demorou pra sair.

Assim foi ontem e assim tem sido já faz algum tempo: nós não nos surpreendemos mais com os maus resultados. E isso é grave, muito grave.

Acompanhar jogos do Palmeiras tem sido um martírio para quem ama o time de verdade. Pouco importa se a partida é em casa ou fora, contra quem é o jogo, nem mesmo a posição do adversário na tabela; a certeza é de futebol ruim e dificuldades até o fim.

Não estou falando isoladamente sobre ontem – nem mesmo sobre o ano de 2014 -, estou falando de anos e anos desta desgraça. Desde o Brasileirão de 2009 nós não vemos o Palmeiras jogar um futebol aceitável. Faz cinco anos que entramos no maior campeonato nacional para lutar pelo meio da tabela ou contra o rebaixamento! E isso sendo realista, sem exagero nenhum.

A derrota ontem era tão inevitável que qualquer um de nós sabíamos que era questão de tempo. Fábio, Lúcio e Vitor Luis eram oásis de vontade e milagres em meio a um catado que não conseguia trocar mais de três passes seguidos dentro de campo. Olhar a displicência de Wesley, a sonolência de Menezes, a postura assustada de Renato e a já tradicional má vontade de Leandro é assassinar um domingo das nostras vidas. O Dia dos Pais virou dia da ira.

E que fique aqui bem claro que a culpa não é de Gareca ou da maioria dos atletas: quem montou essa monstruosidade que está em campo foi a diretoria. Estamos jogando a Série A com um time inferior ao da Série B.

E assim seguimos a 8 jogos sem vencer, a 1 ponto do rebaixamento e com dois jogos complicadíssimos pela frente (SPFW e Sport). Ou o time trabalha pra valer esta semana e vence no domingo, ou podemos nos preparar para o pior.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eis o enigma da vez, Palestrinos: Leandro rende mal porque nunca foi bom ou nunca foi bom porque rende mal?

Afinal, já não é de hoje que o atacante vem apresentando um futebol bem abaixo das expectativas. Sendo realistas, desde o término da Série B ele ainda não fez um jogo memorável sequer – e olha que já estamos em agosto de 2014.

O descontentamento da torcida é geral. E ontem, diante do Avaí, isso ficou mais que aparente. Quando Leandro deixou o gramado, substituído por Mouche, a massa presente ao Pacaembu comemorou como se fosse um gol. Conversando com amigos nos últimos dias, percebi que existem duas correntes sobre a fase do camisa 38.

  • A primeira diz respeito a sua qualidade técnica: para esses, Leandro não é nada demais. Fez bons jogos no ano passado porque os adversários eram mais fracos e a facilidade com a qual o Grêmio o deixou sair deixa claro que ele nunca foi grande coisa.
  • A segunda parte dos torcedores incorre na vontade do atleta: para estes, Leandro deixou de render por causa de sua displicência. Argumentam que ele corre de menos, firula demais e anda desmotivado.

Eu, pessoalmente, acho que é uma mistura das duas coisas.

Que Leandro não é craque está mais do que óbvio; fosse ele um jogador tão acima da média, de fato o Grêmio jamais o venderia com apenas 20 anos de idade. No entanto, o jogador também está longe de ser um cabeça de bagre. É aí que entra a parte da má vontade: ele realmente parece não ter consciência da importância que tem em campo. Com companheiros mais limitados, sua técnica e improvisação com dribles podem ser importantíssimas para a equipe – o problema é que ele não liga pra isso.

Enfim, Leandro está mesmo merecendo o banco de reservas. Mas que seria importante recuperar um jogador que custou 5 milhões de Euros aos nossos cofres, isso seria.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Valdívia voltou, Palestrinos.

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu entre a Copa do Mundo, os Emirados Árabes e  a Disney World, mas o fato é que algo deu errado. O chileno se reapresentou hoje na Academia e parece que será reintegrado a equipe.

Desta feita, tenho certeza que a primeira impressão de grande parte da torcida, dada a atual condição do time, é a de levantar as mãos para o céu e agradecer a San Gennaro pelo presente. Afinal de contas, ninguém discorda do fato de que o meia é de longe o jogador com mais recursos técnicos do elenco.

No entanto, também tenho certeza que outra parte da torcida não ficou tão feliz assim com este retorno. Afinal, já faz tempo que Valdívia não é tão Valdívia assim. O camisa 10 da segunda passagem não foi o da primeira e teme-se que, nessa “terceira”, seja ainda menos.

Hoje pela manhã, ao ler os jornais, eu sinceramente me identifiquei com o primeiro grupo. No entanto, bastou pensar um pouquinho mais para cair na real e ver que eu concordo mesmo é com o time dos insatisfeitos.

Explico: por melhor nível técnico que tenha, Valdívia não faz mais aqueeeeela diferença. Tem alto salário, não aguenta jogar jogos seguidos e estava na cara que o bom futebol demonstrado em alguns jogos do primeiro semestre deste ano tinha como foco a convocação para a Copa. Some-se a isso uma proposta de 5.5 milhões, por um atleta que vai completar 31 anos em outubro, e fica complicado não pesar o lado racional.

O ideal seria mesmo pegar o dinheiro, zerar a dívida com Osório Furlan e utilizar o restante da grana para fazer reparos no atual elenco. Mas agora, com sua iminente volta, sabe-se lá o que será do futuro.

De toda forma, resta torcer para ele entrar em forma rapidamente após suas longas férias e entrar em campo para nos ajudar sem lesões no restante de 2014. Já que o negócio melou, melhor um Valdívia meia boca do que um Felipe Menezes no auge da forma.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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