Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \29\UTC 2014

O relógio marcava 25 minutos do segundo tempo, Palestrinos. Em uma bela trama ofensiva da equipe pela esquerda, Valdivia recebeu na marca do pênalti, ajeitou o corpo, mas ao invés de bater em gol, resolveu rolar de lado. O zagueiro adversário cortou e o nostro segundo tento não saiu por um capricho.

É óbvio que nessa hora, em qualquer partida, nós xingaríamos o chileno. Mas com o time jogando melhor o jogo todo e com o volume que tinha de jogo, nem nos passava pela cabeça o que iria ter acontecido dez minutos depois. Em uma sequência de lances bizarros, o Palmeiras conseguiu levar três (3!) gols em cinco (5!) minutos e perder uma partida que já estava ganha.

Aí, é claro, lembramos do lance de Valdivia. Relembramos também do chute cruzado mal dado por Cristaldo. Ressuscitamos a reposição de bola mal feita por Deola, a marcação não feita por Victor Luís, todos os erros de passe de Marcelo Oliveira… bastaram dez minutos para lembrarmos que hoje, infelizmente, somos exatamente este Palmeiras.

Um time que não importa o quão bem esteja no jogo, sempre estará suscetível a perdê-lo. Um elenco que claramente não acredita que pode vencer – principalmente fora de casa. Minha impressão nítida é de que, ao sofrer o primeiro gol, os jogadores todos se olharam e pensaram juntos: “É, tava bom demais pra ser verdade. Lá vamos nós perder outra vez”.

E perderam. Feio. Como já perderam tantas outras partidas que poderíamos ter vencido tantas outras vezes. Porque este time é o time que desconhece que pode vencer. Que tem medo não só do adversário, mas que teme também as suas imperfeições.

Mesmo assim, reitero, estaremos lá na quinta-feira.
Porque este time pode desistir de si, mas nós jamais faremos o mesmo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Muito tem se falado sobre a qualidade do atual elenco, Palestrinos.

A minha opinião, no entanto, é clara e taxativa: este é o pior time do Palmeiras que eu já vi jogar. Nunca, em 29 anos de idade e 25 de estádio, assisti um time tão perdido e desarticulado usar a nostra camisa. Mesmo em comparação aos times rebaixados em 2002 e 2012, este consegue ser pior.

Em 2002, lembre-se, tínhamos Marcos, Arce, Zinho, Nenê e outros atletas que ainda hoje seriam titulares deste time. Já o elenco de 2012 não era sensacional, mas contava com Henrique, Assunção em grande fase, aparições de Valdivia e um Barcos que fazia gols em todos os jogos. Assim sendo, me parece óbvio que a versão 2014 é uma cópia piorada dos demais.

Mas se existe algo que está melhor nesta temporada do que esteve em passadas é a nostra torcida. Mesmo com o time na situação que está, a massa comprou a briga e tem ido aos confrontos consciente de que a única forma deste time deslanchar é no grito. E, de fato, nós estamos levando o time na garganta.

Contra SP e Inter, por exemplo, tivemos estádio cheio. E mesmo quando jogamos durante a semana, em horários esdrúxulos (Coritiba, Criciúma, Flamengo, Vitória e mesmo no amistoso internacional diante da Fiorentina), tivemos mais de 15 mil pagantes em todos eles.

Este ano eu tenho ido a todos os jogos do Palmeiras em casa, então posso fazer a comparação. Mesmo em anos em que não caímos, a presença da torcida foi menor (em 2002, bem me lembro, o Palestra estava lotado em quase todas as partidas; já em 2012, no entanto, a torcida desistiu bem mais cedo). Mas o ponto principal é que todos que têm ido ao estádio municipal o estão fazendo por comprar a ideia de que assim tiraremos o time desta fase – e vamos tirar!

Por isso, repito: se você está desanimado e já jogou a tolha, fique em casa. Mas se, assim como eu, acredita que vamos dar a volta por cima, esteja lá contra a Chapecoense, na próxima quinta-feira.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Vitória, Palestrinos! A primeira em meses por mais de um gol de diferença, sem sufoco e com aquele sentimento de que, sim, este time ainda tem jeito.

A última partida deste tipo que eu me recordo foi contra o Goiás, no 1o turno, antes ainda da pausa para a Copa do Mundo. De lá pra cá, mesmo quando vencemos foi um parto. Ontem, no entanto, o Palmeiras resolveu ser Palmeiras e venceu com autoridade.

Sustos houveram, claro, e sempre vão haver com este elenco. Mas os gols de Lúcio e Henrique só coroaram a boa partida que fez nostra equipe. Destaque para as exibições de Renato, Victor Luís, Cristaldo e Valdívia, que realmente fizeram a diferença nos momentos decisivos.

Desta feita, espero a partir de agora, que Dorival tenha entendido que a estratégia está bem clara: devemos jogar como grande em casa e jogar com mais inteligência fora. Ontem entramos com um time leve e fomos muito bem; mas fora de casa não dá pra ser kamikaze – precisamos de mais inteligência.

Todas as nostras últimas derrotas fora de casa foram marcadas por partidas mal jogadas. Time muito aberto, sem proteção e consciência do que fazer dentro de campo. No domingo, diante do rápido time do Figueirense, é preciso estar mais ligado. Melhor entrar fechado e jogar por um contra ataque do que tentar ir pra cima e deixar Lúcio/Nathan/Victorino no mano a mano com jogadores velozes.

Não é jogar “como time pequeno”. É ser inteligente.

Na ponta do lápis, se vencermos todos os jogos em casa estamos livres do rebaixamento. Isso é perfeitamente possível se pensarmos que a massa tem levado ao menos 15 mil pagantes em todos os jogos e ainda mais factível ao olhar a tabela e ver que temos clássicos no Pacaembu.

Vamos escapar.
Só precisamos ter a cabeça no lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Não ser campeão todo ano não é vergonhoso, Palestrinos.
Ter que brigar contra o rebaixamento todo ano, sim.

Contar com três cabeças de bagre no time não é vergonhoso.
Contar com onze, dezoito, trinta, sim.

Sair atrás do placar em alguns jogos não é vergonhoso.
Sair atrás em todos, sim.

Perder um jogo fora de casa não é vergonhoso.
Perder de goleada para um time fraco como o Goiás, sim.

São tantos os motivos pelos quais este elenco está nos fazendo ter o ano mais vergonhoso de nostras vidas que eu não conseguiria enumerá-los aqui neste espaço nem se tivesse mais dois metros de blog.

Até porque este time não é apenas ruim. É ruim e acéfalo, sem a menor condição de jogar futebol profissional e menos ainda de vestir nostro centenário manto alviverde. Essa equipe está em último porque é exatamente o lugar ao qual ela pertence.

A situação hoje é tão desesperadora que não há mais onde se apegarm a não ser ao fato de que sim, ainda somos e sempre seremos a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Afinal, ser Palmeiras nunca será vergonhoso.
Mas não conseguir andar com as próprias pernas, sim.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Empatar em casa nunca é bom, Palestrinos. Mas em um jogo tão cheio de reviravoltas como o de ontem, fica difícil atestar que o resultado final foi ruim.

Pela ótica de um time que saiu de campo destroçado após os 45 minutos iniciais e conseguiu reagir na segunda etapa, o saldo foi positivo. Mas na visão de quem está na zona de rebaixamento e teve a chance se virar um jogo histórico frente a 20 mil torcedores, a realidade é outra.

Até por isso vou dividir minha visão da partida em blocos.

UM PRIMEIRO TEMPO DE PESADELOS
Até entendo que, jogando em casa, Dorival tenha tentado ir pra cima desde o início. Mas dado o alto número de desfalques e a notória fragilidade defensiva do nostro time, não dá pra escalar 4 atacantes. Além do buraco natural deixado no meio-campo, Juninho esteve atrapalhado de segundo volante e os atacantes, embora se movimentando muito, não criaram nada. Foi um festival de passes errados e caneladas.

Não a toa, sofremos dois gols. E poderia até mesmo ter sido mais, caso o Flamengo tivesse um pouco mais de calma ao tocar a bola.

MUDANÇA TARDIA, REAÇÃO RÁPIDA
Com Allione e Valdivia em campo, foi natural que o time trocasse mais passes. Mesmo assim, foi no fator sorte que nós conseguimos fazer um gol tão cedo: o chutão de Lúcio encontrou Diogo e o atacante ganhou na raça pra diminuir o placar.

A partir daí a torcida e animou e o Palmeiras cresceu. Poderia ter empatado já na sequência, mas foi buscar o empate só aos 25 minutos, quando Victor Luís aproveitou passe lindo do nostro camisa 10 desmiolado. Êxtase total na chance municipal, estávamos de volta ao jogo – e era pra valer!

O VALDIVIA DE SEMPRE E O PALMEIRAS PREGADO
Se a entrada do chileno melhorou demais nostra ligação entre meio e ataque, a falta mínima de sanidade deles também fez com que o time perdesse a chance de vencer. Aos 35, em um lance ridículo, Valdivia pisou no adversário sem qualquer motivo e foi expulso.

A impressão que me dá é a de que ter Valdivia no time seja a mesma coisa de se ter um filho viciado dentro de casa. Você gosta dele, sabe que ele pode ser muito bem sucedido se colocar a cabeça no lugar, mas depois de uma semana limpo ele é capaz de vender o carro da família e voltar a usar drogas.

Foi ali, naquele lance, que o jogo acabou para nós.

FINAL (IN)FELIZ
Os dez últimos minutos foram de angústia total. Com um a menos e o time abalado, quase sofremos o terceiro gol do Flamengo em duas oportunidades. Daí, quando o infeliz árbitro gaúcho (que deixou de dar pênalti em Henrique e ainda validou um gol ilegal do adversário) apitou o final da partida, bateu aquele misto de alívio e apreensão.

Poderíamos ter ganhado.
Poderíamos ter perdido.
Mas apenas sobrevivemos.

Domingo tem mais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Chegou a hora da verdade, Palestrinos: os seis próximos jogos do Brasileirão vão definir nostro futuro no torneio.

Sem exagero, choro nem vela, as três semanas que vêm pela frente irão mesmo sentenciar o que esperar de 2015. Para comprovar o que acabo de escrever, eis a sequencia: Flamengo (C), Goiás (F), Vitória (C), Figueirense (F), Chapecoense (C) e Botafogo (F). Em outras palavras, seis jogos contra times que estão da metade para baixo da tabela.

E aqui entra a velha história do médico que vai dar uma notícia importante ao paciente. Tem a parte boa e a parte ruim.

Dado a sarrafada que tomamos no último sábado, comecemos pela parte boa: todos estes duelos são verdadeiras finais. Três pontos a mais que ganhamos são três pontos a menos para adversários diretos na luta contra o descenso. E aqui nessa luta o fator casa acaba sendo abrandado; os times costumam jogar em casa pressionados e por isso mesmo devemos colocar o peso da camisa na ponta da chuteira e ir pra cima deles.

Quanto a parte pessimista das previsões, temos que considerar o momento. Nostras últimas apresentações mais uma vez confirmaram as velhas falhas (setor defensivo frágil, meio sem criação e ataque perdendo chances) e o time está com dificuldades claras em se organizar. Basta lembrar que as duas partidas que vencemos – Coritiba e Criciúma – foram vencidas pelo placar mínimo.

Cenário posto, apenas reforço o pedido feito tantas vezes anteriormente: se você quer ajudar o Palmeiras a sair desta situação, vá ao Pacaembu. O elenco é medíocre, não veremos grandes apresentações, mas a única forma destes atletas serem bem sucedidos dentro de campo é com o nostro apoio.

Sem a torcida que canta vibra, o nostro alviverde jamais será inteiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Enfim uma partida alentadora, Palestrinos.

Não que tenhamos vencido em Curitiba, mas finalmente jogamos um futebol um pouco melhor e merecemos a vitória. De quebra, não só aguentamos boa parte do segundo tempo com um jogador a menos (Josimar genial), como mostramos que existem recursos dentro do grupo para vencer.

Afinal, verdade seja dita, o elenco até o final do ano é este mesmo. E embora pouco tenha mudado neste primeiro jogo de Dorival, a pegada da equipe foi outra. Logo de cara, o novo treinador desencanou do 4-3-3 utilizado por Kleina e Gareca, colocando em campo um 4-4-2 diferenciado. Com Juninho aberto pela esquerda e Leandro aberto pela direita, o Palmeiras claramente entrou em campo para contra atacar.

Contudo, com o jogo rolando deu pra perceber um time mais compactado e que tocava a bola um pouco melhor. Sofremos o gol quando tínhamos domínio da partida e só paramos depois do gol. Já o segundo tempo todo foi nostro e, fosse Vuaden menos hipócrita – marcando pênalti claro em Marcelo Oliveira -, poderíamos ter saído de campo com os 3 pontos.

Na prática, no entanto, os nomes pouco mudaram. Weldinho e Wellington (depois Victorino) só jogaram porque Wendel e Lúcio não poderiam entrar em campo e, do meio pra frente, os nomes foram praticamente os mesmos. A inteligência de Dorival foi perceber que não temos mesmo um meia de ligação e desistir de colocar ali jogadores fracos; optou em um time que joga pelos lados. Nada de Wesley, Menezes, Mendieta ou Mouche: pontos para ele (embora Juninho no meio também não seja uma decisão absoluta).

A impressão que tenho é a de que ele poderia – e talvez ainda vá – colocar Allione na vaga de Diogo ou Leandro, adiantando um deles como segundo atacante. Faz, inclusive, mais sentido do que esperar que os atacantes marquem o campo todo. Dentro de campo, aliás, os destaques foram para Victorino e Henrique, dois monstros da raça (embora Henrique tenha perdido mais um gol no final da partida).

De qualquer forma, ao menos em ânimo a equipe já se renovou. E a salvação da equipe neste Brasileirão continua sendo a mesma: o nostro apoio.

Quarta-feira tem jogo de 6 pontos com o Criciúma.
E nós vamos estar lá novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »