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Archive for 27 de outubro de 2014

Meter gol no Corinthians é e sempre será motivo de êxtase, Palestrinos.
No último sábado, no entanto, essa alegria durou bem menos que o usual.

O motivo não foi a anulação do gol, nem tampouco um hipotético empate de imediato. O que tirou o sorriso do rosto de todos aqueles que estavam na curva da arquibancada verde do Pacaembu foi algo muito maior: o mal súbito de um senhor.

Aconteceu tudo muito rápido e nem eu, que estava dois degraus para baixo, sei explicar o que houve. Notei um tumulto, pessoas gritando, um rapaz correndo para chamar os bombeiros e tudo o que se seguiu a isso foi horrível. No dia seguinte, lendo o jornal, descobri que ele havia falecido.

João era seu nome, estava acompanhado pelo genro e acabou sofrendo um ataque cardíaco minutos depois do gol de Henrique – que havia sido feito bem ali, na mostra frente. Os sentimentos foram tão fortes e contraditórios que ninguém sabia ao certo como reagir. O matador, quem diria, havia cumprido a sua sina sem nem saber.

E o motivo deste post é homenagear o “Seu João”. Afinal, de uma maneira ou de outra, ele representa cada um de nós que vai para a arquibancada gritar, cantar, sofrer e sorrir a cada jogo. O mesmo coração que bateu acelerado lá é o mesmo que bate acelerado aqui.

Por isso mesmo, vá em paz, meu amigo.

E vá com a certeza de que vencemos por 1 a 0.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não vou reclamar, Palestrinos.

Afinal, ao olhar para a tabela do Campeonato Brasileiro há um mês, imaginei que sairíamos da sequencia Grêmio/Santos/Cruzeiro/Corinthians muito mais avariados do que de fato saímos. Mas não deixa de ficar um gostinho amargo na garganta.

Diante do Grêmio, fomos na gigantes em raça e coração para virar um jogo que nos era tirado por um pênalti inventado. Diante do Santos, jogamos melhor até sermos atropelados pela molecada de São Vicente. E, por fim, contra Cruzeiro e Corinthians tivemos o mesmo final trágico do empate.

Em 12 pontos dos mais difíceis, conseguimos 5. Não é muito, mas também está longe de ser pouco. O problema é que, de repente, deixamos de ser o time que nunca vencia e passamos a ser o time que quase vence. E isso, sim, me assusta.

Porque de empate em empate, não vamos a lugar nenhum. Nunca foi segredo para ninguém que, com raras exceções, o empate é um resultado terrível em um campeonato de pontos corridos. E nós temos que vencer!

Ganhar do Bahia no próximo domingo, mesmo fora de casa, agora virou obrigação. Bem como reestrear bem no nostro Palestra diante do Atlético/MG. Com esses 6 pontos, praticamente escorraçamos as chances de desgraça e, de quebra, voltamos a ser o time do sempre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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