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Archive for novembro \25\UTC 2014

gol_piscina

Pra mim, o gol da piscina é sagrado.

Afinal, foi ali que o Euller fez os dois gols feios mais lindos da história, virando um jogo irreversível diante do Flamengo em 99.

Também foi ali que o Roberto Carlos acertou uma falta literalmente do meio de campo. Ali o Amaral fez o primeiro dele com nostro manto e nem pode comemorar naquele histórico 5×1 contra o Grêmio, pela Libertadores de 1995. Foi exatamente ali que São Marcos pegou o seu primeiro pênalti e, anos depois, quase foi atingido por um raio em um chuvoso Palmeiras x Fluminense, válido pelo Torneio Rio-São Paulo.

E por pura coincidência (ou não), algumas das maiores tragédias recentes de que me lembro aconteceram do outro lado. Aquela virada bizarra na Mercosul de 2000; o recuo de cabeça estapafúrdio de Alexandre no peito de Liédson encaminhando a queda de 2002; a furada em cheio do nostro Santo em 2003; aquele petardo maldito do Cicinho na Libertadores de 2005; e por aí vai.

Tanta coisa boa aconteceu naquele espaço que não tem como não desejar a instantânea canonização daqueles poucos e porcos metros quadrados de grama ainda hoje.

Acontece que semana passada, depois de 81 anos de Estádio Palestra Itália, eu vi um jogo no gol da piscina. Não porque nunca antes quisera estar lá – muito pelo contrário, aliás –, mas porque não havia ali uma arquibancada.

O gol da piscina sempre foi a abertura da belíssima ferradura de concreto verde e branco onde tanto jogou e ganhou a Sociedade Esportiva Palmeiras. Aquele era um lugar mágico onde só os goleiros e os gandulas poderiam estar. Aquele pedacinho de grama que nos fez repetir por anos a fio “essa foi lá pra piscina” quando finalizavam mal uma jogada de ataque. Um espaço tão especial que mesmo nos piores momentos nunca nos puniu (os gols do Sport, aliás, também saíram do outro lado).

É por isso que, mal nasceu o Allianz Parque, eu já tenho meu lugar predileto. É ali no Gol Sul. Entrada pela Turiassu. Setor Inferior. Bem atrás do gol. O abençoado gol da piscina.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quatro derrotas seguidas, Palestrinos. E todas pelo mesmo placar: 2 a 0 contra. Na conta de padaria, o resultado final é o título deste post; mas para bom observador e sofredor, a emenda sai ainda pior que o soneto.

A grande verdade é que eu não me recordo de um Palmeiras tão apático desde que me dou por gente. Me esforcei muito antes de escrever, mas, de fato, não consigo me lembrar de um time que tenha jogado 360 minutos seguidos criando praticamente uma chance de gol por jogo. Se não é o pior elenco que tivemos – e são muitos desde 2002 – certamente é o menos criativo em 100 anos de Palestra.

No jogo de ontem, apenas um chute de Wesley defendido pelo goleiro adversário. Diante do Sport, apenas uma cabeçada torta de Felipe Menezes para fora. Diante do SPFC, somente a escorada de Henrique que parou na canela de Ceni. Contra o Atlético, apenas aquele chute torto do mesmo Henrique antes mesmo dos 10 minutos de jogo.

E o pior é que não estou exagerando. É isso aí mesmo. Nem mesmo práticas arcaicas para pressionar os adversários – como cruzamentos na área ou chutes de longa distância – nós conseguimos executar. O elenco é ruim, e põe ruim nisso! Nas palavras de Fernando Prass: “Nós não ameaçamos os outros times. E como eles não se sentem ameaçados, se sentem a vontade para nos atacar”.

Para não me acusarem de leviano, usei o Footstats para fazer uma pesquisa nas estatísticas da equipe neste Brasileirão. Embora não seja surpresa nenhuma, o resultado foi mais do que óbvio: os números não mentem.

  • Assistências: Valdívia, que mais ficou fora do que jogou, tem 6. O segundo colocado, pasmen, é William Matheus (3) – que foi embora durante a Copa do Mundo.
  • Finalizações: Falem o que quiser de Henrique, mas nostro centroavante tem 39 finalizações corretas com 15 gols no campeonato . O segundo é Wesley, com 17 – sendo que ele fez apenas 2 gols no torneio.
  • Passes certos: Wesley é o grande líder da equipe com 1079 passes, seguido por Juninho, Marcelo Oliveira, Renato e Victor Luís. Ou seja, são passes corretos, mas inúteis: aqueles pro lado ou pra trás.
  • Cruzamentos: Apenas Wesley, Juninho e Victor Luís acertaram mais de 10 em 36 rodadas de campeonato. No entanto, há pelo menos seis atletas com mais de 25 cruzamentos errados, no mesmo número de rodadas.

Separei apenas quatro quesitos, porque com eles já dá pra entender a inoperância flagrante do time até aqui. Mas garanto a vocês que cada nova estatística analisada traz outra resposta escancarada para o que vemos todos os jogos das arquibancadas… se tiverem estômago, cliquem no link acima e se preparem para ter ainda mais dor de cabeça.

A verdade é que 8×0 é o placar não somente dos últimos quatro jogos.
É o placar de todo o campeonato.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sem mais ilusões, Palestrinos.

Já deu pra perceber que não é este time quem vai nos livrar de mais uma queda. A verdade é que, agora, nos resta apenas apostar no fracasso dos outros. Por isso, chegou a hora de fazer contas.

Hoje ocupamos o 16o lugar, com 39 pontos, só um a frente do Z4. Considerando que resta uma vaga apenas (Criciúma já foi, Bahia e Botafogo estão quase), nostros concorrente diretos são Vitória (38 pts.), Coritiba (41 pts.) e Chapecoense (42 pts.). Logo, vejamos a tabela:

  • Palmeiras: Inter (F) e Atlético-PR (C)
  • Vitória: Flamengo (F) e Santos (C)
  • Coritiba: Atlético-MG (F) e Bahia (C)
  • Chapecoense: Cruzeiro (C) e Goiás (F)

Sinceramente, acho que os piores confrontos são os nostros. Pegamos o Inter extremamente interessado e necessitado de vencer em casa e um Atlético Paranaense sem responsabilidade nenhuma – mas doido para carimbar o novo Palestra. O Vitória pega dois times que já não têm pretensão nenhuma no campeonato, o Coxa enfrenta um time que deve vir de ressaca de título e outro virtualmente rebaixado, enquanto que a Chape pega o Cruzeiro já campeão e um Goiás desinteressado fora de casa.

O melhor cenário que vejo no momento para o Palmeiras é o de 4 pontos: um empate fora e uma vitória em casa. Se conseguirmos isso, provavelmente nos salvaremos, porque não acho que Vitória e Coritiba vençam os dois jogos que têm pela frente – com 42 pontos, a Chapecoense só precisa ganhar um dos dois, acredito que se salva.

No entanto, indo para o cenário que mais me amedronta, podemos ter que decidir tudo na última rodada. E aí a pressão sobre o time medíocre que temos pode nos deixar em situação delicada. É por isso que, desde já, peço que todos os palmeirenses de verdade se programem para estar no Palestra Itália dia 07/12: vai ser preciso empurrar na garganta, na raça e na camisa.

Até porque esperar que este elenco nos salve, apresentando algum futebol minimamente decente, é totalmente impossível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu estava com tanta saudade do clima de dia de jogo no Palestra, que parei o carro a 2km do estádio só para ir caminhando pelo bairro.

Eu estava com tanta saudade da Turiassu que fiz questão de ir até o Posto Ipiranga do cruzamento coma Sumaré, comprar uma gelada e ir até o portão prevendo junto com os amigos quem é que faria os gols.

Eu estava com tanta saudade de adentrar o portão do Palestra que o fiz sem nenhuma pressa, cantando na fila como quem já cantava nas arquibancadas.

Eu estava com tanta saudade de me sentir em casa que, quando cheguei ao meu lugar, olhei em volta não para ver o novo, mas sim para relembrar cada curva de cimento do nostro velho amigo.

Eu estava com tanta saudade de ouvir a torcida entoando o hino do início ao fim em nosso quintal, que o fiz não uma, mas três vezes antes mesmo de a bola rolar.

Eu estava com tanta saudade do clima do nostro campo que, quando o intervalo chegou, fiz amizade com quem estava em volta – discutindo substituições, mudanças, sonhos e objetivos para 2015.

Eu só não estava com saudade de uma coisa: dos atletas que hoje vestem o nostro manto verde. E foram bem eles os culpados por estragar uma noite que tinha tudo para ser incrível, mas acabou sendo esquecível.

Foi aí que bateu saudade de Marcos, Evair, Edmundo, Djalminha, Rivaldo, Oberdan, Luís Pereira, Dudu, César Maluco, Ademir e tanta gente boa de bola que eu vi ou ouvi falar e jogar. E essa saudade, Palestrinos, está bem difícil de matar.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Embora os jardins não sejam mais suspensos, muitos dirão que estamos apenas voltando para a casa.

Embora haja arquibancada onde nunca antes houve, muitos tratarão o dia de hoje como um simples retorno.

Embora tenham se passado 1.594 dias, boa parte do mundo enxergará o pontapé inicial deste dia 19 como uma volta banal.

Azar o deles.

Porque só quem é palestrino de corpo e alma sabe o que sofrimento físico e espiritual que foi ficar distante do nostro amado Estádio Palestra Itália.

Só a torcida que canta e vibra sabe a dificuldade que foi cantar e vibrar em outros palcos. Impossível não foi, porque incentivar a Sociedade Esportiva Palmeiras é e sempre será possível seja lá onde for. Mas que doeu, doeu.

Bem como me dói pensar que alguns lembrarão do dia de hoje como o breve retorno de quem saiu para comprar pão e voltou levemente atrasado porque esperou pela próxima fornada.

Tenho certeza de que são os mesmo que dirão que hoje é a “inauguração do Allianz Parque”. Mas, pelo amor de San Gennaro, me digam como seria possível se inaugurar um local de onde nós nunca saímos?

Hoje, dia dezenove de novembro de dois mil e quatorze, é o dia em que a bola e os nostros corações voltam a rolar no quintal de casa.

Naquele mesmo estádio inaugurado em 1933. No mesmo terreno onde antes funcionava um parque para funcionários da Companhia Antarctica Paulista. Naquele mesmo palco onde se viu um time mudar de nome e nascer campeão no mesmo dia. Naquele mesmo espaço onde sentimos toda a gama de sentimentos que se é possível viver em uma vida em apenas 90 minutos.

Hoje, amigos, é um dia histórico. E, independente do que pode acontecer dentro de campo, quando surgir o Alviverde Imponente momentos antes do prélio que o aguarda, este dia já terá virado noite. Uma noite toda nostra. Aproveitem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não aguento mais o Wesley.
Eu não aguento mais depender de um só jogador para fazer gol.
Eu não aguento mais ter que me desesperar quando convocam o Valdivia.
Eu não aguento mais um time que não sabe articular uma jogada de ataque.
Eu não aguento ter que depositar esperanças de qualquer coisa boa saindo dos pés de Diogo, Felipe Menezes e Mazinho.
Eu não aguento mais o Juninho errando tudo o que faz.
Eu não aguento mais lesões crônicas de atletas inúteis e inutilizáveis como Victorino, Welligton e Leandro.
Eu não aguento mais um time que toma gol e (quase) nunca ter forças para virar um jogo.
E, acima de tudo, eu não aguento mais ter a sensação de que o próximo jogo – seja onde for e contra quem for, será sempre uma derrota em potencial.

Acaba, 2014!
E leva contigo 90% desse elenco merda.

Siamo Palestra sempre!

ROJAS.

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A notícia saiu hoje e deixou muita gente surpresa, Palestrinos: segundo ranking publicado pelo Yahoo! (clique aqui para ver), o Palmeiras é 2a equipe que mais vende camisas de futebol infantis no Brasil.

Sim, é isso mesmo. E, sim, isso inclui clubes de dentro e fora do país. Os números oficiais mostram que somente o Barcelona de Messi e Neymar vende mais camisetas para a criançada brasileira – com SEP, City, Flamengo e United formando o Top 5.

Pode parecer loucura pelo momento, mas tenho ao menos três bons argumentos que comprovam que esta reportagem faz todo o sentido:

  • Adidas: a própria fornecedora alemã já divulgou por diversas vezes que somos o clube que mais vende aqui e um dos que mais vende no mundo. Não a toa, este ano deve ter lançado ao menos 6 camisas diferentes – todas com recordes de venda.
  • Estádio: quem vai aos jogos, sabe que a criançada tem tomado conta do Pacaembu. O número de pequenos nas arquibancadas e cadeiras laranjas tem aumentado a cada partida sendo a ser tocante.
  • Centenário: só se completa 100 anos uma vez na vida. E é certo que uma data tão simbólica ajuda a alavancar o número de camisas vendidas.

Eu mesmo tenho a mania de presentear filhos de amigos palmeirenses com o nostro manto. O faço com total prazer, coloco o nome atrás e tenho plena certeza de que um presente destes tem valor inestimável para crianças. Além disso, a inocência dos pequenos permite que eles separem o resultado de dentro de campo com o fato de pertencer a um grupo – festejando com milhões de outros iguais a eles.

De qualquer forma, ficam agora dois pontos importantíssimos a serem considerados por esta ou pela futura diretoria. O primeiro deles é uma maneira de pensar neste público, criando ações que os fidelizem e divirtam dentro e fora do estádio, além de dar vantagens (um “Avantizinho”, por exemplo); já o segundo é lembrar que eles, mais do que ninguém, precisam de ídolos (Valdivia, Prass, quem mais?) e para isso precisamos de jogadores de qualidade.

Outro ponto é usar isso com argumento para a provável renovação de contrato com a Adidas, já que eles andam querendo pagar o mesmo para nós do que pagam para o insignificante Fluminense. Que coloquem os papéis da mesa…

Por fim, que todos continuemos com o ótimo trabalho que temos feito.
Filho de palmeirense, palmeirense é.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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